Apelidos

1 Apelidos


Apelidos

— Sabe Potter..

“Droga, me chamou pelo sobrenome!” pensa o moreno virando-se lentamente em direção ao loiro.

— Sim amor? – questiona analisando-o cuidadosamente.

— Já estamos há algum tempo juntos e eu percebi uma coisa..

— Hn?

— Falta algo em nossa relação.

— Co-como assim?

— Nós já estamos a três meses juntos e ainda não chegamos nem ao final da segunda base!

— Segunda base?

— Sim, Potter. Neste meio tempo, o que fizemos? Uns beijinhos aqui, uns “pegas” ali, abraços.. Fora isso, nada!!

— Você esta querendo dizer.. – começa o moreno de forma esperançosa, sendo cortado pelo loiro.

— Exatamente, nós não temos apelidos!

— Apelidos? – questiona confuso.

— Todos os casais possuem a sua forma especial de tratarem-se em uma relação, menos nós!

— E o que quer que eu faça?

— Não é óbvio? Arranje-me um apelido, ora essa!

— Apelido? – questiona de forma hesitante.

— Esta surdo, Potter?!

— O-ok. Que tal docinho?

— Docinho?! Por favor, Potter, acho que até alguém com a mentalidade de um hipogrifo como você consegue fazer melhor que isso..

— Amoreco?

— Pft.. que coisa mais brega!

— Meu furão?

— Se quiser ser azarado.. – semicerra os olhos.

— Dragão?

— Minha mãe me chama assim..

— Branquelo?

— Essa foi péssima Potter, acho que não esta tão interessado assim em nossa relação.. – murmura virando-se em direção a porta.

— Es-espera! Prometo me esforçar mais, mas, por favor, fique!

— Tudo bem Potter, mas é a sua última chance!

— Mi-minha.. cobrinha albina? – questiona encarando-o em um pedido mudo de desculpas.

— É, você realmente não leva jeito para essas coisas.. – concluí suspirando derrotadamente.

— Me perdoe Draco, eu realmente sinto muito, mas simplesmente não consigo encontrar por mais que eu me esforce uma palavra que expresse tudo aquilo que somente o seu nome é capaz de representar para mim! — murmura, seus olhos esmeralda cintilando desolados.

Vendo o silêncio do loiro, o moreno desespera-se.

— E-eu posso me esforçar mais! Que tal.. fofucho? Meu denguinho? .. Malfoylicious? Lindinho?!

— Harry..

— Esta bem, eu desisto! – concluí esfregando os olhos com ambas as mãos.

Não conseguindo deixar de sorrir ternamente ao ver o estado abalado do moreno, o loiro aproxima-se, enlaçando-o em seus braços.

— Sabe, quando eu comecei a me relacionar com você, sabia exatamente com que tipo de inteligência estava destinado a lidar..

—...

— Você pode não ser o mais esperto Potter, na verdade, você não chega nem perto de ser o mais esperto, em uma escala de um a dez, por exemplo, onde o mais inteligente equivale a dez e o menos dotado de intelecto a zero você ficaria classificado em menos onze, isso se não houvesse um hipogrifo como competidor, isso o classificaria em menos quin..

— Draco, ainda estou esperando o ‘mas’..

— Mas.. talvez essa seja uma das coisas em você que me atrai tanto. Imagine o descomunal sacrifício que seria para mim, conviver com um intelecto do mesmo nível que o meu? Seria totalmente desgastante. – conclui com arrogância.

— Pobrezinho.. – resmunga girando os olhos.

— Hum.. – murmura encarando-o por inteiro de forma sugestiva, aproximando-se do moreno.

— O qu-que?.. Dra-Draco?! – questiona tendo seu corpo pressionado contra a parede.

— Você estava tão sensual hoje na aula de poções.. – sussurra perto do ouvido do moreno escutando-o arfar – Acho que merece uma recompensa pelo esforço..

— Draco.. alguém pode chegar! – murmura tentando afastá-lo, tendo ambos os braços segurados.

— Não me importo. – diz contra o pescoço do grifinório, passando a mordiscar este.

— Pare! Draco, me escuta! Dra-Dra.. hey!

— É isso! – exclama afastando as mãos do corpo do grifinório que vai ao chão.

— Isso o que? – questiona consertando a gola da camisa que trajava.

— Dray! Viu? Não foi tão difícil.

— Dra-Dray? Mas eu não..

— Bem, agora que já resolvemos esse impasse, que tal irmos para a terceira base garotão? – diz piscando de forma sugestiva o olho direito.

— E-e-eu.. – gagueja enquanto sua face era tomada por um tom escuro de vermelho.

— Mas antes, preciso arranjar um apelido para você! – diz virando-se de costas para o grifinório e caminhando em direção a uma das carteiras, sentando-se sobre esta.

— ...

— Hum.. que tal meu leão?

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