Apartamento 312.

5 Capítulo 5 - Colegas de apartamento


Rachel teve mais uma noite vagando pela casa, pensando em se aceitaria a proposta. Era exatamente o que precisava, morar em um bom lugar, com preço razoável e estar com alguém que conhece... Mas se aquilo s significasse passar por cima do seu orgulho, ela preferia repensar. Mas Quinn sempre foi tão atraente... E legal com quem estava a sua volta, não era a toa que ela era popular, qualquer pessoa daria tudo para morar com Quinn Fabray, e talvez isso a incluísse. Não sabia mesmo o que fazer, então resolveu ligar para Mercedes, sua velha amiga do clube do coral. Normalmente, ela não seria sua primeira opção, mas precisava de alguém e não podia ligar para Kurt.
— Rachel? Você é louca de me ligar a essa hora? — atendeu depois de muitas chamadas, com a voz rouca.
— Me desculpe... Mas é que eu realmente preciso conversar com alguém, já que disse que eu poderia contar com você a qualquer circunstância. — pediu.
— Sim, e porque você tinha que escolher justamente a madrugada? Eu tenho um dia cheio amanhã, Rachel! — reclamou.
— Bem... Então eu vou desligar, peço desculpas se te incomodei.
— Não! Agora eu já estou acordada, diga o que quer.
— Estou em um dilema...
— Sobre Finn?
— Não... Finn é definitivamente uma página virada na minha vida, assim como eu sou na dele.
— Pre de fingir que você o esqueceu, todos sabem que não.
— Não esqueci, Mercedes, mas estou realmente tentando superar. Ele não teve dificuldade pra isso, eu também não terei... — respondeu, direta — Mas... Esse não é o meu dilema, é sobre outra coisa que preciso conversar.
— Sim, diga! — pôs-se toda ouvidos.
— Com a ida repentina de Finn, algumas contas ficaram e isso inclui o aluguel do meu apartamento aqui em New York... Acontece que ele pagava ao aluguel e eu as contas, e agora não sei como controlar tudo isso.
— Sim, continue... — pediu.
— Então, Kurt e Blaine sugeriram que eu dividisse um apartamento com alguém, o que com certeza seria a melhor opção... E eu já tenho uma oferta, mas não sei se devo aceitar.
— E que oferta duvidosa seria essa?
— Morar com Quinn Fabray. — suspirou, ansiosa pela resposta da amiga — O que acha sobre isso?
— Eu acho que deveria aceitar. — disse, direta.
— Sério?
— Barbra... Sei que vocês duas não se dão bem, mas você precisa de ajuda agora e tenho certeza de que Fabray é a melhor opção.
— Como pode dizer isso com convicção?
— Porque ela é uma boa pessoa. Fui muito amiga da Quinn quando estávamos no Mckinley, não abriria as portas da minha casa para ela se realmente não confiasse, ela é uma pessoa maravilhosa... Você só precisa conhecê-la melhor, você sabe que ela é boa!
— Sei... Mas Quinn é tão diferente de mim, ela é discimulada... E se tentar prejudicar minha carreira?
— Ei, você esta louca? Ela teve quatro anos pra tentar destruí-la e nunca fez nada para te prejudicar, porque faria agora que precisa de você? Se situe, Rachel. — aumentou o tom de voz, repreendendo-a.
— Sim, me desculpe, eu me precipitei... Mas e se eu procurasse mais um pouco? — sugeriu.
— Imagino que você tenha um prazo a cumprir, não é? Então escolha a opção que estiver ao seu alcance. Berry, você não é mais uma adolescente e não esta na escola! Esse é o mundo real, onde você não tem a vida perfeita e faz o que for preciso pra alcançar os seus objetivos. E se isso envolver morar com sua arqui-inimiga dos tempos de escola, terá que fazê-lo! Estamos no mundo dos adultos, você não é uma princesa da disney e talvez tudo não fique bem no final, mas você precisa tentar e abrir sua mente pra chegar mais perto do que quer.
A judia ficou alguns segundos calada, refletindo sobre o que sua amiga havia dito.
— Não sei se devo confiar nela...
— Ou você confia nela, ou confia em um estranho que jamais viu na vida.
— Droga!
— O que foi? — perguntou.
— Odeio quando você tem razão!
Mercedes gargalhou, divertindo-se com a tempestadem em copo d'gua que a amiga estava fazendo.
— Espero que isso te ajude a tomar uma decisão... Quinn Fabray não é uma má pessoa se conhecê-la melhor, e você só vai descobrir isso se realmente tentar.
— Muito obrigada, Jones! — sorriu ao outro lado da linha, orgulhosa por ter uma boa amiga.
— Disponha! Agora... Tenho que dormir, amanhã será um dia cheio por aqui. Boa noite, Barbra!
— Boa noite, Mercedes. — desligou.
Aquilo lhe ajudou, lhe ajudou muito. A ideia de que Quinn não era uma pessoa má e o fato dela saber disso lhe influenciava à escolher ficar com o apartamento. Com essas informações, ficou fortalecida e abriu a mente para ir ao apartamento de Quinn.
Era 5:28 A.M, e Rachel resolveu se arrumar. Sem pressa alguma, a morena tomou banho e esfoliou todo o corpo, fazendo com que o perfume de seus cremes exalasse por toda a casa. Passou o máximo de maquiagem que podia para disfarçar suas olheiras, consequência da noite não dormida. Fez seu alongamento matinal e tomou o café da manhã calmamente, então vestiu-se com um vestido nude e salto alto. Colocou o sobretudo que havia usado no dia anterior e penteou os cabelos, deixando-os soltos.
Passou algum tempo fazendo suas tarefas domésticas e acabou guardando a maioria de seus objetos em uma caixa, pois sua intuição lhe dizia que de alguma forma ela sairia em breve daquele apartamento, e sua intuição não falhava. Quando olhou no relógio novamente, era nove horas da manhã e ela não podia esperar mais. Por ser sábado, Kurt e Blaine ainda dormiam e ela não queria incomodá-los. Então, pegou o papel que havia dentro do bolso de seu sobretudo e resolveu que iria até lá sozinha.
Com a ajuda de seu GPS, chegou até Brooklyn sem demora. Subiu as escadas e tocou a campainha atrevidamente, em sequência.

Quinn desfrutava de um sono profundo, quando ouviu a campainha tocar. Tentou ignorar, mas a frequência com que ele tocava era maior do que seu sono. Levantou-se, irritada por ser acordada em um dos únicos dias que podia dencansar e abriu a porta brutalmente.
— Rachel Berry? — tirou o cabelo loiro do rosto, tentando enxergá-la melhor — O que faz aqui a essa hora?
— Quero ver o apartamento. — disse, determinada.
— Você não iria vir com Kurt? Não acha que esta cedo demais?
— Não acho, e se não quiser me deixar entrar agora... Tudo bem! Há muitos apartamentos em Nova York. — falou direta, virando as costas.
— Ei, espera! Entre, por favor... — abriu a porta totalmente, dando espaço para ela entrar.
Ao entrar, a judia perdeu alguns segundos observando Quinn. Ela usava pantufas, um camisão com estampa divertida e nao usava peça por baixo, a não ser sua roupa íntima. Estava sem maquiagem e com o cabelo desarrumado, sem perceber, ela perdeu o ar por alguns segundos. Perguntava a si mesma como a loira conseguia ser tão bonita e sexy, mesmo sem estar arrumada.
-Venha comigo, vou lhe mostrar a casa, prometo que se surpreenderá! — sorriu, usando uma mão para segurar a de Rachel e a outra para fechar a porta, caminhando em direção à sala de estar.
A sala dela era maior que a de Rachel, havia apenas um sofá de três lugares de cor champagne, um grande tapete vermelho e mais alguns móveis que não eram de luxo, mas de muito bom gosto. A cortina plissada lhe chamou atenção.
— Bem... Essa é a sala, como você pode ver! À direita é o banheiro, e no corredor temos a cozinha, a lavanderia, o meu quarto e um escritório, que é onde você vai ficar se aceitar a proposta do apartamento. — Quinn dizia enquanto puxava Rachel pela casa, que não pisca atentando prestar atenção em todos os detalhes. Normalmente, teria se afastado da loira para não terem contato físico, mas pela primeira vez não havia se sentido incomodada com aquilo. O cheiro dela exalava pela casa e aquilo lhe deu mais vontade de morar no apartamento.
O escritório de Quinn Fabray também era maior que seu quarto, havia uma cama desmontada em um canto, o que fez Rachel pensar que aquilo era um quarto antes de se transformar no cantinho da loira, e a propósito, era a sua cara... Todos os detalhes remetiam a ela, era como seu armário no Mckinley.
— Então... Esse é o apartamento! O que achou? — disse, enquanto mexia em sua cafeteira e bocejava. Rachel estava sentada no balcão, admirada com a limpeza dela.
Pensou por alguns segundos. O apartamento era maior que o seu, havia uma lavanderia e um grande estacionamento, coisas que o seu edifício não lhe proporcionava. Por ser em Brooklyn, o preço também era melhor e com a divisão do aluguel ficava mais vantajoso, Berry teria dinheiro de sobra para gastar com outras coisas. As desvantagens eram: morar no Brooklyn e conviver com Quinn Fabray. A loira ainda não era um obstáculo vencido, ela sabia que não seria fácil conviver com sua inimiga, mas precisava tentar. E morar em Brooklyn seria um grande risco, mas Barbra precisava crescer e enfrentar seus medos como uma adulta.
— Já foi assaltada aqui? — ela perguntou, enquanto experimentava o café de Quinn. Era amargo, para o desprazer da morena que engolia o líquido a força, tentando ser agradável.
— Não! — arqueou a sombrancelha, achando sua pergunta preconceituosa.
— E já te roubaram? — continuou o questionário, sem se intimidar pela careta de Fabray.
— Rachel Berry, preste atenção! — aumentou o tom de voz, irritada com a atitude da morena — Eu nunca fui roubada, assaltada, sequestrada ou sofri perigo por parte de criminosos aqui. O Brooklyn é tão perigoso quanto qualquer parte de New York e temos vigilância por aqui. Quer tranquilidade? Volte para Ohio! Mas se quiser morar aqui, vai ter que se acostumar com o fato de que não somos selvagens. — quando terminou o que estava dizendo, já gritava. Rachel se assustou, não esperava toda aquela raiva vinda de uma garota que parecia ser inofensiva.
— Tudo bem, tudo bem, eu ainda estou com medo mas não quero brigar... Quer saber? Vou ficar com o apartamento! — disse, finalmente decidida.
— Sério? Céus! Estou salva! — gritou, animada.
— Sim, mas tenho que me mudar o quanto antes... Se demorar para deixar a casa, vão cobrar mais um mês de aluguel e eu não quero isso.
— Pode começar a mudança amanhã, se quiser. Eu ligo para o inquilino mandar um montador ainda hoje para arrumar sua cama e faço a mudança do escritório, já que tenho o dia livre. Acha que consegue trazer suas coisas até amanhã? — tagarelava, hiperativa.
— Acho que consigo... — pensativa — Posso pedir a ajuda de Kurt e Blaine também.
— Rachel, há um detalhe...
— Sim, o quê?
— Se quiser morar aqui, terá que pagar os aluguéis atrasados...
— Como? Mas isso não é justo. — reclamou.
— Não é mesmo, mas como minha companheira de apartamento... Seremos despejadas se não pagarmos.
— Deus! Quinn, como você é irresponsável! — terminou sua xícara de café, e a levou até a pia.
— Escute aqui, baixinha! — desceu da cadeira, indo em direção à Rachel — Não viveremos em harmonia se você continuar contestando meus defeitos sairá daqui a pontapés.
— Ei, não me ameace, Lucy Caboosey! — a empurrou lentamente, para sair de seu caminho. — Vamos fazer isso dar certo e nos suportar da melhor maneira.
— Isso será impossível... — admitiu.
— Sim, será. — sorriu de canto para Quinn, que devolveu.

Notas finais
Peço desculpas por ter passado um bom tempo sem postar, acontece que estou em final de bimestre na escola e sempre teno muito a fazer nessa época. Ainda terei a semana de provas, e realmente não terei tempo pra postar, mas peço para que tenham paciência, pois quando acabar eu compensarei vocês com muitos capítulos. Por favor, estejam sempre comentando a história, pois isso me incentiva muito!