Apartamento 311
4 Termporal
Notas iniciais
Os pés de Nami foram para trás enquanto as costas se apoiavam na parede fria do estabelecimento. Uma enorme mão lhe tapava a boca e outra estava apoiada na lateral de sua cintura. Ela estava tensa e com medo, mas nada reprimia sua determinação de se livrar daquele maníaco. Com gana ela mordeu a palma da mão do homem, que ao berrar derrubou no chão a bituca de cigarro que carregava na boca.
— Seu pervertido! Nojento!
Zoro que caminhava com duas bandejas de copos sujos, fora surpreendido pelos gritos da garçonete. Rápido, ele colocou os copos numa mesa próxima e rumou para parte da cozinha, onde a porta dos fundos estava entreaberta.
— Nami! – ele esbravejou o nome dela como um trovão. E se fosse novamente aqueles caras? E se Law tivesse trazido todo o seu passado novamente? Ele não poderia deixar que tudo fosse arruinado, não poderia haver mais perdas em sua vida. – Afaste-se dela! – ele pulou os dois sacos de lixo que estavam perto da porta e sem perder tempo agarrou com força o homem suspeito pelo colarinho.
— Pare! Pare! Cof...Cof...- o homem afastou as mãos de Nami e começou a tossir com a pressão do aperto das mãos de Roronoa. – Sou eu, seu otário!
—Hãn? – Zoro puxou o homem pela gola até a cozinha e ficou surpreso ao reconhecer Sanji, o filho adotivo de Jeff. – Mas o que diabos você estava fazendo agarrando uma mulher atrás do restaurante? — ele enfraqueceu o aperto e empurrou o loiro para trás, fazendo-o cair sobre um dos balcões da pia. – Cozinheiro de merda!
A ruiva demorou alguns segundos para sair do lugar, pois ainda estava assustada com a súbita aproximação do homem. Ela respirou fundo e correu para dentro da cozinha também, afinal queria saber quem era aquele cara e o que estava acontecendo ali. – Zoro, quem é ele?
— Mademoiselle, perdão! Não queria ter lhe assustado. – o loiro se afastou da bancada e ajeitou a gola da camisa branca social que vestia. – Meu nome é Sanji, sou o filho de Jeff, o chef deste restaurante. — ele se curvou na frente de Nami, como se aquilo pudesse redimir qualquer mal entendido.
— Irritante...- Zoro murmurou zangado. – Esse idiota sempre consegue afugentar as nossas garçonetes com seu lado pervertido.
— O que está acontecendo aqui? – Jeff entrou na cozinha com o humor azedo, enquanto desamarrava o avental da cintura. Ele parou no meio dos três jovens e lançou um olhar afiado para todos, principalmente para Sanji que recuou levemente para trás. – O que você está fazendo aqui?
— Pai, eu vim aqui para lhe ajudar a fechar o estabelecimento, só que entrei pela porta de trás e me deparei com a mademoiselle... só não queria que ela se assustasse... mas no fim foi pior...- o loiro falou magoado, realmente a intenção dele não fora das piores.
— Não se preocupe, eu estou bem... só me assustei no primeiro momento. – Nami apoiou a mão no ombro de Jeff para acalmá-lo. – Bom, prazer em conhece-lo Sanji-kun, meu nome é Nami, sou a nova garçonete aqui.
— O prazer é meu, Nami-san. – Sanji lançou um sorriso iluminado para a ruiva, Zoro que estava próximo sentiu o estomago revirar, aquilo já era demais para ele. Ele não ia muito com a cara do filho mimado de Jeff.
— Sanji, como castigo você irá lavar os copos que Zoro deixou sobre o balcão. Nami e Zoro estão liberados por hoje, nós fecharemos o restaurante. – Sanji apenas assentiu e já foi de imediato lavar os copos, mas antes de sair ele deu uma piscadela para Nami e sussurrou baixinho um “me desculpe”. Zoro fingiu não ter visto aquela cena, apenas concordou e seguiu na direção dos banheiros.
— Obrigada pelo dia, Jeff-san. Amanhã com certeza estarei aqui. – Nami sorriu carinhosa para Jeff que relaxou ao saber que não havia perdido a garçonete, afinal, não era todas que tinham paciência com Sanji, e as que tinham... bom, passavam dos limites.
— Bom descanso.
Nami também saiu na direção dos banheiros e encontrou Zoro sentado no banco ajeitando os nós dos coturnos, ele já estava quase pronto para ir embora, até mesmo o capacete já estava fora do armário.
— Eu posso ir embora com você? – ela falou um pouco sem jeito, ele parecia muito mais mal humorado do que o normal. Zoro não estava com cara de quem quisesse fazer mais favores, mas né... ela tinha que ir embora de alguma forma.
Zoro ergueu os olhos e a fitou muito intenso, Nami sentiu um leve desconforto e um calor engraçado nas bochechas. – Só se apresse, estarei lhe esperando lá fora. – ele se ergueu e pegou o capacete de cima do banco e saiu pra fora do banheiro. Sem perder muito tempo Nami pegou as roupas que estavam no armário e vestiu-se de forma rápida, não queria deixar que o vizinho fosse embora sem ela.
...
Após largar a moto no estacionamento e Nami ter ido para casa. Zoro descobriu o quanto estava cansado e o quanto aquele dia lhe trouxe problemas. Ele não imaginava que Law tivesse coragem de entrar em contato com ele novamente, ainda mais depois de tudo que havia acontecido entre eles e os demais. E o pior de tudo era que eles tinham visto Nami, agora ela também estava numa zona frágil da qual ele não poderia fazer nada a respeito.
— Que inferno! — ele grunhiu jogando a blusa e a jaqueta para o chão do quarto, permanecendo apenas de calça jeans. – Eu não consigo viver em paz. – ele suspirou fundo ao se deitar na cama.
De olhos fechados, Roronoa estava se entregando aos poucos para o cansaço, precisava dormir e esquecer dos pensamentos que o assombrava. Ele estava quase dormindo quando ergueu-se de sobressalto da cama com o som da campainha do seu apartamento. Zoro olhou incrédulo para o relógio, já era quase 1 hora da manhã.
—Só pode ser ela...- ele caminhou a passos largos até alcançar a porta, não precisou nem olhar o olho mágico para saber que Nami estava do outro lado. Zoro abriu a porta numa fresta e observou a ruiva de pijamas e com o celular na mão. – Algum problema?- falou seco.
Nami abriu a boca para falar algo, mas discretamente observou que ele estava sem camisa, o peito bronzeado e musculoso contrastava com a luz do corredor, pois todas as luzes da casa dele estavam apagadas. – Bem, é que... eu queria o seu telefone. Foi muito difícil lhe achar pelo campus, e como trabalhamos no mesmo lugar, creio que podemos ir juntos. — Nami ficou o encarando por mais alguns segundos, observou que ele tinha algumas cicatriz pelo peito e uma delas parecia ser muito profunda.
— Nami, não acho que isso seja uma boa ideia. – ele notou que ela o olhava com certa curiosidade, o que fez ele fechar um pouco mais a porta para que ela não o visse sem camisa tão de perto. Ele possuía marcas que não queria mostrar, não queria que a curiosidade de Nami se tornasse um problema entre eles. – As pessoas podem nos interpretar mau e..
—Tudo bem! – ela deu um passo para trás e o encarou no fundo dos olhos. – Não se gabe, não ache que eu quero uma aventura amorosa com você ou sei lá. – Nami sentia o rosto quente, mas não sabia se era de raiva ou por ter que admitir que de alguma forma estava se contradizendo lá no fundo. — Na verdade pensei que tinha conquistado um amigo na cidade.
Como uma estátua, Zoro continuou imóvel e incomodado ao ver os enormes olhos castanhos de Nami se tornarem cintilantes com as pequenas lágrimas que se formavam no canto dos olhos. Ele até abriu a boca para falar algo, mas ela o interviu erguendo uma das mãos para o alto, como se mandasse ele parar mesmo antes de fazer qualquer coisa.
— Me escute. Você foi muito gentil comigo e me tratou super bem, até um emprego consegui por causa da sua ajuda, mas não ouse me deixar de lado ou sei lá o que sem motivos... se eu fiz algo de errado não foi de propósito.
— Você...- ele deixou a voz sair baixa, não era nada daquilo que ela estava pensando, mas o que poderia dizer? Não poderia apenas revelar o que estava acontecendo para uma desconhecida. Ele também estava feliz por estar vivendo como uma pessoa normal, mas justamente aquele dia as coisas haviam mudado e não era por causa dela. E sim deles. — Você está chorando. — ele se apoiou no marco da porta e esticou uma das mãos para limpar a pequena lágrima que estava no canto dos olhos da ruiva. Até mesmo Nami se surpreendeu com o ocorrido, ela nunca fora muito sentimental a ponto de chorar por se sentir magoada ou enganada. O dedo áspero de Zoro desceu delicado pela bochecha dela, mas logo ele recuou ao perceber que aquilo estava ficando um pouco embaraçoso.
— Boa noite. – ela apenas girou nos calcanhares e rumou para a porta ao lado que dava acesso ao seu apartamento. Ela nem quis olhar para trás, entrou automaticamente e fechou a porta atrás de si. – O que está acontecendo comigo? – ela ergueu a mão e apoiou na bochecha onde ele havia tocado, o local parecia queimar como se houvesse brasa ali.
— Que droga...
...
Alguns dias haviam se passado desde o ocorrido entre Nami e Zoro, os dois perderam quase toda a comunicação, exceto no bar onde eles eram obrigados a se comunicar. Sanji também começou a frequentar o local com mais frequência o que deixava Jeff em estado de alerta, pois o filho tinha vários afazeres além de estar ali na volta de Nami.
— Então, Nami-san, você quer conhecer o outro restaurante do meu pai? – o loiro perguntou animado, enquanto a ajudava a organizar os pratos de comida.
— Hã? Jeff tem outro bar? – ela perguntou curiosa, enquanto posicionava as bandejas nas mãos.
— Sim, mas não é bar, é um restaurante chique que há no centro da cidade, nossa especialidade é culinária francesa. – Sanji ajeitou a outra bandeja nas mãos de Nami, deixando-a com as duas mãos ocupadas, afinal, ela já estava pegando experiência. – Você quer ir comigo lá este final de semana? Eu não estarei na cozinha, ganhei uma folga. Seria uma honra que uma mulher tão bonita me acompanhasse e conhece os nossos melhores pratos.
— Sanji-kun, deve ser muito caro... eu não posso me dar o luxo de gastar com algo assim, ainda mais morando sozinha e cheia de contas. – ela já estava saindo da cozinha, mas o loiro lhe chamou a atenção mais uma vez.
— É por cortesia da casa, quero me desculpar pela forma que nos conhecemos. – ele sorriu sincero o que deixou Nami um pouco sem jeito. No fim aquele cara era uma boa pessoa, apesar de ser um pouco irritante com suas habituais investidas no sexo oposto.
Nami passou pelo corredor e seguiu até ao saguão do bar, onde depositou os pratos na mesa onde havia três rapazes muito barulhentos.
— Senhorita...- um deles puxou Nami pela cordinha do avental que estava amarrado nas costas. – Não vá tão rápido, queremos fazer mais pedidos. – falou em tom de deboche, aproveitando para analisar a ruiva dos pés à cabeça. Nami apenas respirou fundo e se virou para os caras, segurando o bloco de comandas. Zoro que lustrava alguns copos com a flanela, apenas acompanhava tudo pelo canto dos olhos, aquele tipo de gente lhe tirava do sério.
— O que desejam? – a voz dela saiu seca, os olhos não se desgrudavam da caneta que estava entre os dedos, socaria a cara dos três homens se perdesse o controle.
— Vamos querer três doses de Whisky com gelo. – ela apenas anotou o pedido enquanto eles cochichavam e riam de alguma coisa que de certa forma a envolvia. Nami deu meia volta e seguiu na direção da ilha de bebidas onde Zoro estava, porém eles a chamaram novamente para que olhasse para trás. – Queremos as doses bem...GOSTOSA.
Nami sentiu uma enorme onda de mal estar, aqueles caras só podiam estar zoando com a cara dela. Ela se apoiou na bancada e entregou a comanda para Zoro, ele pendurou o papel e começou a preparar as doses.
— Você está bem? Parece um pouco pálida. – ele colocou os três copos em uma bandeja redonda de metal e já foi logo largando gelo com uma mão, a outra já servia o whisky. Nami sempre ficava impressionada com as habilidades de bartender de Zoro, pois não acreditava que ele era tão bom com drinques, mas péssimo com comidas.
— Sim. – ela sorriu amarelo, não queria ficar falando do seus problemas com ele.
— Humn...- Zoro apenas concordou e circulou a bancada e pegou a bandeja nas mãos. Nami sem entender permaneceu no mesmo lugar, enquanto ele se afastava levando o drinque para os três homens.
— Aqui a bebida de vocês. – ele colocou o copo na frente de cada um, criando um baque alto entre a madeira e o copo. – Bem GOSTOSA, pois fui eu que servi. – os olhos verde escuros de Zoro estavam afiados, os homens pararam de rir e se aquietaram, afinal nenhum deles poderia competir em uma briga com Roronoa. – Se precisar de algo mais, não hesite em me chamar. – antes de se retirar Zoro apoiou a enorme mão no ombro de um deles e o apertou firme, fazendo-o se encolher na cadeira. – Desfrutem.
Salva de novo, Nami não sabia o porquê de Zoro ainda continuar lhe ajudando mesmo que de forma indireta. Ela não conseguia esconder o sorriso que estavam emoldurado nos lábios, estava se sentindo vingada e com grande estilo.
— Obrigada. – ela assentiu ligeiramente antes que ele passasse para o outro lado do balcão. – Você está sempre me ajudando de alguma forma.
— Você é muito problemática. – Zoro pegou uma taça e colocou na frente da ruiva. – Sente-se um pouco, creio que não virá mais ninguém com o temporal que está se armando. – ele circulou a ilha e depositou um drinque de tangerina e outras coisinhas a mais, de alguma forma combinava com ela. – Beba, é por minha conta.
Ela sentou na banqueta que ficava em frente do bar e pegou o drinque que estava no balcão. – Espero que Jeff não descubra o que estamos fazendo...- ela sorriu enquanto os dedos passeavam pela taça, admirando o tom alaranjado do drinque que lembrava a cor do cabelo dela.
—Ah, todo o serviço possui seus riscos. – após muito tempo Nami viu Zoro sorrir, ultimamente ele andava muito sério e com a mente longe. A ruiva sempre se perguntava o que passava naquela cabeça, mas nem mesmo Jeff e Sanji sabiam muito de Zoro. Ele apenas havia surgido ali procurando emprego e já está assim há quase dois anos. Até mesmo Jeff disse que fora uma surpresa Zoro indicar alguém para trabalhar ali.
O barulho do sino da porta soou cortando um pouco da diversão dos dois, mas era apenas os três homens babacas indo embora. Nami esbravejou qualquer coisa e correu na direção da porta, mas Zoro apenas riu e apontou na direção da mesa.
—Ei, eles deixaram o dinheiro em cima da comanda, pelo visto não quiseram nem o troco.
— Menos mal, mas acho que essa gorjeta é sua... – ela foi até a mesa e pegou as coisas que precisava e seguiu na direção do caixa. – É estranho não ter mais ninguém este horário, nem é tarde.
Um estrondo fez Nami se encolher com as mãos nos ouvidos, Zoro apenas ergueu os olhos como se olhasse para o céu. Um enorme trovão rasgou a noite a ponto de tremer as janelas e as portas do estabelecimento.
— Vamos fechar. – Zoro guardou algumas garrafas e apagou as luzes que pendiam sobre a ilha de drinques. – Nem Jeff e nem o cozinheiro idiota estão aqui, não vamos ficar trabalhando nessa condição.
— Sozinhos? Eu acabei de conversar com Sanji-kun na cozinha. – ela guardou o dinheiro no caixa e pegou o troco para entregar para Zoro. – Pegue aqui a sua gorjeta.
—Não, por causa da chuva eles saíram há alguns minutos daqui, pois faltou luz no outro restaurante e como lá possui muita comida que precisa de refrigeração... provavelmente vão locar um gerador, sei lá.
Ambos estavam sozinhos ali, Nami chegou a ficar tonta com a ideia de estar sozinha com Zoro no restaurante. Talvez aquele fosse o momento correto de perguntar o porquê do súbito afastamento dele, afinal, aquilo era muito estranho, ela não era uma pessoa má. Ou era? Poxa, ele não quis nem trocar os números de celular.
Com passos incertos Nami caminhou até ele com a mão estendida para que pegasse a gorjeta, mas antes mesmo que pudesse falar qualquer coisa outro raio cortou o céu e as luzes se apagaram. Instintivamente Nami segurou forte nas mãos de Zoro como se procurasse qualquer apoio naquela escuridão, parecia filme de terror. Ele não se manifestou contra a súbita aproximação dela, a coitada estava tremendo.
— A luz... – a voz da ruiva saiu quase numa prece, pois estava com o coração acelerado por causa do susto e também por estar muito próxima do seu vizinho. – Eu não gosto de temporais.
—Humn... vamos tentar achar uma lanterna para fechar o bar. Está com seu celular ai? — ele perguntou cauteloso, enquanto pegava o dinheiro das mãos dela e colocava no bolso da calça. – Eu estou sem o meu, está no meu armário.
— O meu também está lá... – Nami engoliu seco, aquilo estava muito, mas muito tenso e a cada lampejo de luz ela queria se esconder embaixo de alguma mesa. A sombra dos objetos e das cadeiras criava um ambiente fantasmagórico, sem falar de uma estranha inquietação que estava fazendo-a sentir arrepios na nuca.
Zoro também estava com o instinto aflorado, algo dentro dele dizia que tinham que sair logo dali. Ele não queria pensar nisso, mas os dois estavam muito vulneráveis em um bar sem luz, sozinhos e aberto.
— Nami, me escute. – ele girou as mãos e segurou as dela com força. Ela estava tão fria que chegava a gelar as mãos quentes dele. – Temos que fechar imediatamente o bar, é muito perigoso estarmos com tudo aberto, feche as portas que irei fechar as janelas.
— Certo... – ela concordou com a cabeça, podia sentir que Zoro estava bem próximo, a respiração dele mesclava com a dela, ele também aparentava estar um pouco ansioso. Zoro afastou-se dela e caminhou tateando as mesas para não esbarrar em nada, ele não era muito bom com senso de direção, mas graças aos raios que iluminavam a noite ele sabia onde ficavam as janelas.
Nami respirou fundo e caminhou devagarzinho até encontrar a porta, ela tateou a madeira e fechou a tranca mais alta, depois a do meio e a mais baixa. Ela não tinha muitos problemas em memorizar as coisas, diferente de Zoro que parecia estar perdido enquanto tentava fechar as janelas.
— Vou tentar fechar os fundos... – ela continuou o longo caminho até a cozinha, mas um novo trovão fez ela se agachar com as mãos nos ouvidos. Nami contou mentalmente até dez buscando calma, não tinha o porquê ter medo de uma tempestade, estava segura e na companhia de Zoro. Estaria tudo bem se a outra explosão que veio em sequência não fosse de uma arma de fogo.
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