Aparências
12 11. Indignação
Notas iniciais
Num súbito movimento impensado, levante minha mão e dei um tapa em seus rosto. Enquanto Justin me olhava incrédulo, eu sentia as lagrimas começarem a cair em meus rosto.
Por que você fez isso? — ele perguntou com a voz calma, coisa que seus feições não demonstravam.
Como você ousa? — perguntei com a voz embaraçada, saindo de cima de seu colo e sentando ao seu lado, senti uma lagrima descer pelo rosto — Meu Deus! Eu não acredito em quanta babaquisse acabei de ouvir! Como você ousa disser isso? Principalmente, sendo você!
Ele ainda me olhava incrédulo, eu não via mais nenhum vestígio do Justin que eu amava nele, eu vi o Justin canalha, idiota, raivoso e depressivo que eu conheci no camarim, não o Justin que eu conheci depois disso tudo... O Justin doce, legal e amoroso.
Como assim? — perguntou com a voz dura, com certeza ele estava com raiva — eu estou certo! — quase gritou essa parte.
Fácil — falei com uma calma na voz extraordinária — esse amor que segundo você, é uma mentira, é o amor mais verdadeiro e puro que eu conheço, esse amor é puro e verdadeiro Justin, e ainda é o mais lindo de todos! O amor que uma fã tem pelo seu ídolo, um amor que ultrapassa distancias e o contato, afinal, você não sabe da existência de milhares de beliebers! — falei sentindo mais lagrimas em meus olhos, ele ainda me olhava duro, o que estava me incomodando, ele não concordava comigo, eu acho que ja devia ter esperado isso — é o amor que eu tinha por você — sussurrei abaixando a cabeça, e senti a ultima lagrima cair. Senti a mão de Justin tocar o meu queixo e levantar a minha cabeça o suficiente para eu olhar para seus olhos.
Olha — ele falou sombrio — esse amor, é uma ilusão da cabeça de vocês beliebers, sim eu as amo, eu devo a minha vida a vocês, mas esse amor que vocês sentem por mim, isso é uma ilusão doentia da cabeça de vocês... Isso não pode ser verdade, afinal, como é possível amar alguém que você nunca sequer conheceu pessoalmente?
Tirei sua mão de meu queixo e me afastei mais ainda dele.
Justin — sussurrei sentindo a ultima lagrima cair de meus olhos — só porque você não entende algo, não significa que não seja possível... Igual... Ao amor que, pelo menos você fala, estar sentindo por mim — continuei no sussurro, minha garganta estava seca doendo demais por causa da febre pra falar mais alto — quer saber... esquece, eu vou pra casa... ja passei tempo demais aqui...
Me levantei da cama, mas não me desloquei muito depois disso, pois Justin me puxou pelo braço e me fez cair encima cama.
Natasha. Você não vai a lugar nenhum — ele falou subindo encima de mim para me impedir de sair — você esta doente, esta tendo uma tempestade lá fora, não tem ninguém na sua casa e eu não vou conseguir me perdoar se ter perder por um motivo tão idiota — falou olhando dentro de meus olhos, vi algo que não via dês que acordei, amor e preocupação, ele se preocupava comigo, apesar das circunstâncias, isso me deixou comovida, afinal, meu ídolo estava se preocupando comigo! Apesar de ter descoberto que ele realmente não era como eu esperava.
Tudo bem — falei suspirando — vou ficar, mas, quando acabar essa chuva você vai me levar para a minha casa, e me deixar lá, em paz — falei olhando para a janela percebendo, finalmente, que estava caindo uma tempestade lá fora.
Ele abriu um sorriso lindo para mim, levantou da cama, deu um beijo em minha testa e saiu do quarto falando que voltava logo. Minhas suspeitas de ele ser bipolar estavam ficando cada vez maior, num momento ele esta sombrio, na outro ele esta todo feliz, eu sinceramente, eu não entendi ele, e isso estava me deixando louca.
Deitei na cama — ou melhor, me joguei — e dei um pesado suspiro, olhei para o lado e vi o controle da teve na cabeceira, estiquei o braço e peguei o mesmo, ligando a teve, passei os canais, podia não parecer mas ainda era antes das nove da manhã, então não tinha nada de interessante na teve para ver, no final de tudo, resolvi ver Cartas Para Julieta, um filme lindo sobre um amor impossível, sempre adorei filmes como esse... Bem... agora eu descobri que nem tudo é tão fácil como falam nos filmes e livros, nada é perfeito, nem o amor.
Se passou o tempo e Justin não voltava, e isso estava me incomodando, não estava com volta de ficar sozinha, normalmente eu adoraria passar um tempo sozinha, era bom para pensar e relaxar, mas agora, o quarto do hotel estava me parecendo triste e frio — talvez frio por causa da febre. Queria que o Justin voltasse logo, nem se fosse pra nos continuarmos com aquela briga por ele ser um idiota sem sentimento. Ri pensando nisso, apesar dele ser um idiota — coisa que eu ja sabia a muito tempo — sem sentimentos, eu ainda não conseguia parar de amar aquela pessoa, ele era exatamente o oposto que eu esperava, do tipo de menino ou homem que eu me sinto atraída, mas eu não conseguia parar de gostar dele, era como se uma força sobrenatural me ligasse a ele.
Fui cortada de meus pensamentos pelo barulho da porta abrindo, olhei para o lado e vi Justin entrando com uma sacola plástica cheia na mão, ele fechou a porta e caminhou ate mim, me sentei de uma maneira melhor na cama, com uma perna fora da cama e a outra dobrada debaixo do resto do meu corpo, ele colocou a sacola encima da cama, e sentou na minha frente, de forma que a sacola nos separasse, pude ver que dentro dela tinha um monte de roupas.
Bem — começou a falar começando a ficar corado — como você vai passar um tempo aqui, eu achei melhor você ter algumas roupas, então fui no shopping e comprei algumas para você, e também tem o fato de que você vai ter que ir comigo numa estreia essa noite, porque bem... vou ficar preocupado se ter que deixar você aqui sozinha, eu não gosto muito disso, imagina que você tente se levantar de novo e você começa ficar tenta de novo e desmaia... e-eu acho que nunca me perdoaria — admitiu ainda mais corado, o jeito que falou era muito fofo, me fez dereter por dentro.
Aproximei-me dele e dei um beijo em sua bochecha gorducha e sussurrei em seu ouvido:
Obrigado, por se preocupa comigo, isso foi muito fofo e também pelas roupas.
Antes de eu me poder me afastar senti braços me apertarem contra seu corpo e sua cabeça posar em meu ombro.
De nada amor — ele sussurrou em meu ouvido, e deu um beijo em meu pescoço fazendo eu me arrepiar toda, se afastou logo em seguida de mim dando um suspiro — eu sei que você esta com raiva de mim Nat, mas mesmo assim eu te amo, saiba disso.
OOWWNNN — falei dando outro beijo na bochecha dele — Justin, isso foi muito fofo, isso faz ate eu parar de ter raiva de você! — falei corando — como eu não posso falar as mesmas palavras para você — fiz um coração com a mão — mas não deixei totalmente de estar com raiva de você.
Ele fez bico e eu deitei na cama rindo do bico dele, depois de desistir ele se levantou e foi molhar o paninho da minha cabeça denovo. Logo voltou e o colocou na minha testa e deitou ao meu lado, não conversamos muito, eu estava sem cabeça pra isso, ainda com muita dor de cabeça.
Ouvi um telefone tocar e vi que era o do Justin, ele pegou-o e colocou na cabeceira, encostando no ouvindo e falando um suave "Alo".
A Scooter! — falou sorrindo — sim, eu preciso falar com você — passou a mão na cabeça de uma maneira nervosa, como se tivesse nervoso — eu preciso que você me arranje um convite a mais para a premiação de hoje a noite — depois de um tempo de silencio continuou — eu sei, eu sei, olha eu sei o que estou fazendo! — mais um tempo de silencio — olha, eu não me preocupo com o que vão falar, eu não quero deixar ela sozinha — falou de um jeito super fofo, que me fez sorrir, me sentindo especial — porque ela não pode ir pra casa, e eu não vou deixar ela ir — sorri ainda mais ao ouvir isso — valeu, não se preocupe, eu não vou me arrepender, tchau.
Colocou o celular na cabeceira e se virou para mim com um sorriso de ponta a ponta.
Ta tudo certo! Você vai comigo a premiação hoje! — falou todo feliz, o que me fez rir de uma forma nasal — ta rindo de mim? Ah! Não gostei disso, vem cá que você vai ver — falou rindo maroto e subiu encima de mim começando a fazer cosegas em mim, que comecei a rir de uma forma desesperada implorando para ele parar.
Ficamos assim por um tempo, ate eu lembrar ele que eu estava doente, o que ele automaticamente sair de cima de mim e começar a pedir desculpas, o que fez eu rir, ele realmente era retardado, ate demais as vezes, mas eu tinha que lembrar do outro lado dele, como ele pode ficar se eu usar a palavra errada ou agir do jeito errado. Eu tinha pena dele, ele devia sofrer muito com esse fardo.
Para de me pedir desculpas! — gritei com mais seriedade, o que fez ele parar de pedir desculpas — o que vamos fazer? Assim eu vou desaprender a andar! — fiz uma careta com a ideia, sabia que estava exagerando, mas, eu era assim mesmo, exagerada demais.
Podemos ver TV, conversar, sei lá, você escolhe — falou rindo pra mim, subindo encima de mim de novo, mais dessa deitando encima de mim, colocando a cabeça encima de meus peito, os usando como almofada, isso fez eu pensar que ele era muito abusado.
Primeiro trate usar outra coisa como almoçada, meus peitos não são almofadas pra você — fiz bico, ele saiu de cima de mim para deitar ao meu lado — que tal você me mostrar o hotel?
Não, você ta doente, imagina se você começa a passar mal no meio do corredor? Não, você fica aqui — rindo do bico que eu fiz — eu ate tinha uma ideia, mas não pode, porque acabaria me deixando doente também, então é melhor não — riu da cara que eu fiz novamente, eu estava começando a achar que eu era palhaça só pode.
Vou fingir que não ouvir — revirei os olhos — então vamos fazer o que? Ainda esta cedo para se arrumar! — continuei a reclamar o que fez ele rir de mim ainda mais — ok, eu sou palhaça por acaso Bieber e eu não sei?
Não — tentou parar de rir, mas parecia impossível — só é um pouco engraçada, só isso — riu um pouco mais — bem, que tal eu pegar o meu vídeo game que esta guardado na minha mala? — abriu um sorriso para mim.
Concordei e rapidamente ele levantou da cama e foi ate uma grande mala preta que estava num canto do quarto, me ajeitei e engatinhei ate a ponta da frente da cama para poder jogar enquanto Justin instalava o vídeo game dele, era um Xbox branco e verde, logo depois de instala-lo ele veio ate mim com os controles nas mãos.
Boa sorte, amor falou dando um sorriso incrédulo pra que mesmo, né? Você vai perder mesmo falou convencido.
Só vejo bonitinho levantei a sobrancelha para ele de forma desafiadora vamos ao jogo.
Notas finais
Agora comentando um pouco a historia, bem, eu estive relendo a fic e ta meio que ficando sem sentido pois, cade o Justin depresivo , então resolvi coloca-lo um pouco para fora, então, espero que vocês gostem do capitulo.
Fale com o autor