Notas iniciais
A expressão "perto do fim do mundo" é da minha querida autora Lótus, me desculpe mas eu amei ele.Espero que gostem e mais uma vez, boa leitura! *-*

Existia uma pequena cidade localizada perto do fim do mundo, todos nesse lugar eram normais, insignificantes, comuns, exceto um.

Existia um garoto que queria ser o oposto daquilo tudo, queria ter uma vida cheia de aventuras, poder escalar uma montanha, poder conhecer um palhaço assassino, sim, ele era fissurado em palhaços, e o seu vilão preferido era o Piramyd Head (que não tem nada a ver com palhaços e nem com essa história).

Por ele ser diferente dos que moravam nessa cidade quase não tinha amigos, era sozinho, ficava praticamente todo o dia dentro de seu quarto.

Morava com os seus avôs, mas os considerava como os seus pais.

Todas as pessoas os criticavam, mas estava totalmente errado, pois quem era normal era ele e não o povo, ele queria poder viver a vida como ela é, correr riscos, antes que algo ou alguém o impedisse.

À noite, enquanto todos estavam em suas casas, sendo manipulados pela TV, ele, como todas as outras noites resolveu ir para a praia olhar as estrelas e poder sentir as ondas batendo em seus pés, e o cheiro da água salgada.

Deitou em uma imensa pedra e colocou as suas mãos atrás da cabeça, e começou a imaginar quais seriam os segredos de trás de todas aquelas lindas estrelas, qual era o segredo do universo? Perguntas que nunca seriam desvendadas.

Ficou um tempo daquele jeito, até que se levantou e resolveu andar na beira do mar.

Enquanto estava distraído olhando para o mar, não percebeu a presença de uma garota que estava fazendo a mesma coisa que ele, e que estava vindo em sua direção.

Quase se esbarraram, pois cada um estava imerso em seus pensamentos, então ele começou a olhá-la, admirando os seus cabelos balançando com o vento, os seus olhos lilás, nunca tinha visto olhos daquela cor, a sua pele era amendoada, refletindo a luz do luar, a sua boca era carnuda e pequena, com certeza eram macios.

Ele parou de admirá-la e logo começou a falar:

_ Me desculpe, estava admirado com a beleza desse lugar que acabei não te vendo.

_ Não se desculpe, também fico admirada, às vezes me pego tentando desvendar os mistérios da vida.

Ele começa a olhar de um modo diferente, era possível existir alguém como ele naquela pequena cidade?

_ Nunca pensei que pudesse existir alguém igual a mim nessa cidade.

_ E quem disse que moro aqui? – Revida ela.

Ele fica sem palavras, ela se aproxima e pega em suas mãos dizendo:

_ Vamos viver? – Poucas pessoas conseguiriam entender o real significado daquela palavra.

Ele nunca teve coragem de sair daquela cidade e deixar os seus avós para poder viver a vida, como sempre sonhou, mas aquela garota estava acabando com isso, estava resgatando os seus mais profundos desejos.

Sem pensar em mais nada ele leva ela até a sua casa, pega alguns de seus pertences, e viajam o mundo em cima de sua moto já surrada.

Sem se despedir de seus avós, sem sentir remorsos, saudades daquela cidade insignificante.

Eles rodam o mundo, fazem as maiores loucuras, escalam montanhas como ele sempre sonhou, acabam conhecendo pessoas loucas e não palhaços, o que o decepciona, pois tudo aquilo existia apenas na ficção.

Ele nunca tinha se sentido tão feliz em sua vida, e nos grandes momentos que eles tinham vivido juntos, ele acaba descobrindo um sentimento novo, que nunca tinha sentido antes, o amor, ele estava completamente apaixonado pela garota misteriosa, ela o tinha feito viver, tinha o feito sentir coisas inexplicáveis.

Em uma bela noite enquanto andavam lado a lado na beira da praia admirando tudo ao seu redor ele resolve se declarar.

_ Eu te amo garota misteriosa. – Diz ele parando e pegando em sua mão, ela levanta os olhos o fitando como se estivesse lendo a sua alma e dá um sorriso perfeito.

_ Eu te amo garoto misterioso. – Responde ela.

Ficam se olhando por um tempo, cada um sorrindo para o outro, até que ela toca a ponta de seus dedos em sua bochecha, se aproxima e o beija intensamente, e como ele esperava, os seus lábios eram mais macios do que uma pluma.

Ele coloca a sua mão ao redor de sua cintura, aproximando ainda mais os seus corpos, ela se separa ficando a centímetros de seu rosto dá um último sorriso e desaparece, sendo levada pelo vento, e a última coisa que ele vê são os seus cabelos ao vento.

Então ele descobriu o nome da garota misteriosa, vida, ela tinha mostrado o verdadeiro significado do que era viver, a liberdade, deu coragem para que ele conseguisse sair daquela cidade.

Lágrimas escorrem pelo seu rosto, ele monta em sua moto e vai em direção a sua casa, como se nada daquilo tivesse acontecido.

Mas em uma coisa ele tinha absoluta certeza, que nunca deixaria de amar aquela garota, e que nunca a esqueceria.

Notas finais
Primeira vez que faço uma história nesse estilo, espero não ter decepcionado! :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!