Finalmente as aulas haviam terminado. Não estava mais aguentando dar aulas, isso era muito estressante, ainda mais porque o nosso querido diretor teve a brilhante ideia de colocar um caso extremo na minha turma, e por algum motivo estranho aquele novato desgraçado ficava me dando um sorriso de canto toda vez que eu olhava para ele. Por acaso ele estava tentando me provocar?

*-*-*-*-*-*-*

Eram onze horas da noite, provavelmente todos já estavam dormindo, exceto por mim, claro. Por algum motivo, a amnesia estava me incomodando, e por causa disso não conseguia dormir. Porra, eu só transei com alguém, eu sou um adulto, coisas assim acontecem, então por que isso ta me incomodando tanto? Fiquei rolando na cama tentando dormir durante algum tempo, sem sucesso, claro. Me levantei e saí do quarto, um copo de leite, talvez me ajudasse a dormir.

Parei na porta da cozinha, tentando encontrar a chave certa para abri-la. Estava escuro, então ficou dificil, mas logo a encontrei. Ao tentar abrir a porta, percebo que ela estava aberta.

— Que estranho. Parece que esqueceram de trancar a porta!

Acendi e luz e entrei

— Esses funcionários de merda não servem nem pra trancar uma porta!

Andei em direção á geladeira, peguei um copo de leite e a fechei. Resolvi comer alguma coisa também, então coloquei o copo sobre uma mesa e fui procurar nos armários. De repende a luz apaga.

— Mas que porra! Como se não bastasse deixarem a porta aberta, agora a luz queima.

Não conseguia enxergar nada, resolvi me contentar apenas com o copo de leite. Estava quase o alcançando quando alguém me agarra por trás, tapando a minha boca. Tento me livrar, mas a pessoa é mais forte do que eu. Que porra que tava acontecendo?

Tentava em vão fugir, quando ele começou a mordiscar minha orelha. Senti um arrepio percorrer meu corpo. Por acaso essa pessoa ia me estuprar?

— Eu quero tanto você — sussurou no meu ouvido, o que me fez ficar mais arrepiado. — Que não consigo me controlar.

Percebi que se tratava de um homem. Um professor? Ou um aluno, talvez? Ah! Não importava, eu não queria ser abusado, muito menos por um homem! Eu sou hetero!

Ele começou a beijar meu pescoço, e logo senti sua mão por baixo da minha camisa, percorrento todo o caminho até chegar ao meu mamilo, massageando-o. Não pude me conter e soltei um gemido fraco, espero que ele não tenha ouvido. Ele continuou massageando e por algum motivo aquilo estava bom, eu estava ficando excitado com aquilo.

Ele tirou sua mão da minha boca, mas eu não conseguia mais gritar, estava ofegante, tudo que eu queria era que ele continuasse. Senti sua mão passando pelo meu corpo até chegar ao meu pau que já estava bem duro. Ele começou a massageá-lo por cima da roupa, mas estava tão bom que não consegui conter e soltei um gemido. Senti ele me puxando mais para perto dele e começar a roçar sua intimidade nas minhas costas. Eu não acredito que estava deixando um homem fazer isso comigo, mas não consigo parar.

Ele abriu minha calça e tirou meu membro pra fora, eu sabia que naquele momento não teria mais volta. Ele começou a movimentar sua mão, me fazendo arfar ainda mais. Por que aquilo estava tão bom? Senti que ele havia tirado seu própio pau pra fora e meio que por impulso comecei a tatear sua perna até encontrá-lo. Comecei a punheta-lo e percebi que ele estava gostando já que sua respiração mudou.

Ele voltou a massagear meu mamilo enquanto me masturbava, aquela sensação era tão boa. Nós continuamos naquilo, aumentando a velocidade mais e mais. Eu não estava mais aquentando e acabei gozando na mão dele ao memso tempo em que soltei um gemido que foi quase como um urro.

Ele ainda não havia gozado, então continuei lhe masturbando, cada vez mais rápido. Senti que mesmo depois eu de ter gozado, ele continuava me estimulando, aquilo estava tão bom, eu não queria que ele parasse, eu estava com tanto tesão que logo meu pau já estava duro de novo. De repente ele para de se mover, me apertando forte contra ele e sinto um liquido escorrer pelos meus dedos; ele havia gozado na minha mão.

Ele me solta e me empurra na parede, o que ele ia fazer? Se abaixa e coloca meu pau na boca, me chupando com vontade, acho que nunca tinha ficado tão excitado assim, e pra piorar era com um cara. Não estava me aguentando, me contorcia e gemia; a sensação daquela boca macia e quentinha era indescritivel e por um momento me pareceu que eu já tinha sentido aquilo.

— Ah...hummm... Aaaahhhh! — gozei na boca dele e parece que ele engoliu tudo.

Ele se levantou e percebi que arrumava a calça, antes de sair ele me deu um selinho. Fiquei lá parado na mesma posição, tentado entender o que acabara de acontecer alí.

Eu estava arfando, suado e com a mão toda melecada encostado na parede da cozinha. Não acreditava no que eu tinha acabado de fazer. Me deixei deslizar na parede até me sentar, precisava descançar; virei minha cabeça para cima e fechei os olhos.

Eu estava no meu carro e alguem me chupava ao mesmo tempo em que se masturbava, era um homem mas sabia o que estava fazendo. Não podia ver seu rosto mas mesmo no escuro vi que ele tinha cabelos castanhos. A sensação da boca dele no meu pau era a mesma que eu havia sentido minutos atrás. Será que era a mesma pessoa? Ele chupava com cada vez mais vontade e não pude aguentar mais, em meio a gemidos acabei gozando na boca dele.

Abri os olhos assustado. O que tinha sido aquilo? Um sonho? Uma lembrança? Por que parecia muito real. Será que eu havia pegado no sono? Resolvi sair dali, me levantei e comecei a aruumar minha calça, mas parei quando percebi que meu pau estava meio duro e um pouco molhado, como se eu tivesse acabado de gozar. Será que isso aconteceu por causa daquele sonho? Terminei de me arrumar e saí, nem me lembrando mais do copo de leite.

Entrei no meu quarto e vi que já eram duas da manhã, decidi tomar um banho, eu me sentia sujo, em todos os sentidos. Eu não devia ter feito o que eu fiz. Nunca mais farei algo desse tipo. E que raio de sonho foi aquele? Ah! Não quero pensar nisso agora, preciso dormir.

Saí do chuveiro e fui para a cama.

*-*-*-*-*-*-*-*

Levantei cedo no outro dia, não havia conseguido dormir direito, várias coisas estavam passando pela minha cabeça, eu quase tinha feito sexo com um homem na noite passada e pra piorar eu nunca estive tão excitado na minha vida. Será que eu era... NÃO! Claro que não.

Provavelmente era pelo fato de eu não transar a mais de um ano. Não, pera, eu também transei anteontem, ah, mas provavelmente como eu não me lembro de nada, na minha mente essa foi a primeira vez em um ano. Ah! Preciso parar de pensar nisso!

Outra coisa que também não saía da minha cabeça era aquele sonho, ele parecia tão real, não sei o que deu em mim para sonhar que tava pagando um homem. Deve ter isso só o acaso.

Me arrumei e saí do quarto, precisava comer alguma coisa. Me dirigi até o refeitório, onde alguns professores estavam comendo, entre eles Hanji, que assim que me viu acenou pra mim. Fui até o balcão e peguei um café bem preto, alguns pedaços de bolo e pão. Me sentei ao lado de Hanji, ela parecia de bom humor, não sei como tem gente que consegue ficar de bom humor de manhã.

— Bom dia, Levi — ela me disse com um sorriso.

— Dia. — respondi mal humorado.

— Nossa, lá vem você com esse mal humor logo de manhã!

— Não enche! — eu disse. Por que eu tinha sentado perto dela?

— Suas olheiras parecem maiores que o normal, você dormiu direito? — ela perguntou analisando meus olhos

— Não, na verdade! — respondi

— Ficou com insonia? Ou por acaso teve um pesadelo e não conseguiu mais dormir?

— Acho que um pouco dos dois. — falei meio distraído

— Por acaso aconteceu alguma coisa? — ela perguntou séria

— Não, nada! — falei desviando o olhar

— Pela sua cara não parece ser nada.

— Não enche, tá? — como se não bastassem essas coisas na minha cabeça agora tinha que aturar ela também.

— Ihh, relaxa, se você não quiser falar não fala.

— Eu vou te contar quando tiver pronto. — sim, ela podia ser uma doida, mas era a única pessoa em quem eu confiava.

— Então tá.

— Mas tem uma coisa que eu quero te perguntar agora. — olhei para ela sério. — o que aconteceu naquela festa? Até a hora em que você saiu.

— Você ainda ta pensando nisso?

— É uma das coisas que estão me incomodando.

— Bom, até onde você se lembra?

— Bom, não sei ao certo, mas acho que eu paguei bebida pra algu...

De repente o sinal toca, as aulas iriam começar em meia hora. Droga!

— Ah as aulas começam daqui a pouco, preciso preparar algumas coisas. — disse Hanji, saindo apressada.

Aos poucos o refeitório foi se esvaziando, restando apenas eu no final. Continuei tomando meu café calmamente, quando sinto alguém se aproximar de mim.

— Bom dia, professor Levi. — era Haruna, uma das cozinheiras, ela era a encarregada do café da manhã dos professores.

— Bom dia. — continuei tomando meu café, observando enquanto ela arrumava as mesas na minha frente.

— Esses professores sempre deixam tudo uma bagunça. — ela disse, enquanto fazia uma pilha com os pratos sujos. — deviam aprender com o senhor, e levar a louça pra pia, seria tão mais fácil. — dei um sorriso com esse comentário, isso era verdade, eu sempre levava minha louça até a pia.

— Eu concordo com a senhora. O refeitório ficaria muito mais limpo e você não teria muito trabalho.

— Ahaha, com certeza. — ela disse — Esses professore são bem porquinhos, hoje por exemplo, eu cheguei aqui de manhã e o chão estava todo sujo com alguma coisas branca, todo melequento, — cof cof cof! me engasguei com o café — não sei o que podia ser aquilo e pra piorar ainda deixaram um copo de leite cheinho em cima da mesa, da pra acreditar? Quem faria uma coisa dessas?

— N-né? Quem faria uma coisa dessas? — disse me levantando rapidamente. — T-tenho que ir, um bom dia pra você.

Saí apressado, nem tirando a louça da mesa. Minha cara estava pegando fogo, provavelmente estava super vermelha. Droga, espero que ela não desconfie de nada. Fiquei no corredor tentando me acalmar, acho que nunca senti tanta vergonha.

*-*-*-*-*-*-*-*

O sinal anunciando o começo das aulas tocou, então me dirigi até aquela sala. Como sempre minha primeira aula era na minha turma, ou seja, a pior de todas. Só de entrar naquela sala já ficava de mal humor, bem, mais que o normal.

Os alunos já estavam na sala, nem olhei na cara deles pra não me estressar mais, me sentei e comecei a fazer a chamada. Era estranho fazer chamada numa escola em que os alunos moravam nela, era impossível faltar aula num lugar desses. Finalmente cheguei no último nome.

— Eren Jaeger! — ninguém respondeu — Eren Jaeger! — todos continuaram em silêncio.

Levantei a cabeça e olhei pela sala, aquele desgraçado do Jaeger não estava presente.

— Arlet! Cadê seu colega de quarto?

— E-eu não sei, senhor. Ele estava mexendo no guarda-roupa quando saí, pensei que ele estava procurando o uniforme.

— Você falou dos horários pra ele?

— S-sim, eu li os tópicos mais importantes e depois lhe entreguei a folha. — aquele desgraçado do Jaeger, mal chega na escola já começa a dar problema.

— Ichinose! — falei com um dos alunos — Você é um dos monitores, certo?

— Sim, senhor.

— Eu vou atrás do Jaeger, quero que tome conta da sala até eu voltar. Você tem permissão para puni-los como achar que deve, caso eles façam alguma gracinha.

— Certo.

— Quanto a vocês! — disse olhando para todos — Quero que façam os exercícios da página 104. Copiar e responder. Individualmente.

Peguei a chave do quarto 303 na gaveta e saí da sala apressado, primeiro iria olhar no dormitório. Aquele filho da puta! Eu já estava irritado pelo que aconteceu ontem e agora esse merdinha resolve fazer gracinha com a minha cara? Isso não ia ficar assim. Andei por vários corredores, sempre prestando atenção, caso o encontrasse no caminho, mas não foi o que aconteceu. Cheguei até os dormitórios e subi até o terceiro andar. Parei em frente ao quarto e abri a porta. O que eu vi me deixou ainda mais irritado.

Eren estava lá, deitado na cama lendo uma revista. Mas não uma revista qualquer e sim uma resvista pornô, que ele olhava fixamente enquanto se masturbava. Entrei e tomei a revista da mão dele.

— EREN JAEGER! — gritei. Ele se assustou com meu grito, mas sua cara de espanto logo deu lugar a um sorriso pervertido.

— Oh, professor Levi, a que devo a honra da sua visita? — ele falou

— VOCÊ DEVIA ESTAR NA AULA! QUE PORRA VOCÊ AINDA TÁ FAZENDO AQUI?

— Não é obvio? — disse ele enquanto ainda massageava seu pau

— Você sabe muito bem que esse tipo de coisa é proíbida na escola! — disse balançando a revista na frente dele. — Isso será jogado fora! Como você conseguiu isso?

— Estava nas minhas coisas. Ao que parece a segurança não é muito boa.

— Por acaso há outras revistas de mulher pelada no seu guarda-roupa? — disse, abrindo a porta do mesmo para vasculhar.

— E quem disse que isso é ... hum.... uma revista de mulher pelada? — falou me encarando enquanto ainda se masturbava.

Peguei a revista e olhei direito. Realmente não era uma revista de mulher pelada e sim de homem, e não tinha apenas imagens de homens pelados, tinham imagens de homens transando também, aquilo estranhamente começou a me deixar excitado, fechei a revista o mais rápido possível.

— Bom, tanto faz. Você tem mais disso aqui?

— Por que? Por acaso o senhor gostou, professor Levi? — ele estava claramente me provocando.

— Para jogar fora seu idiota! — disse colocando a revista no bolso

— Claaaro, para jogar fora. — ele disse sarcástico — Não, essa é a única.

— Hum! — não estava muito convencido disso, então comecei a olhar dentro do guarda-roupa. — A propósito, dá pra parar com isso E IR VESTIR SEU UNIFORME?

— Mas tá tão gostoso, deixa eu terminar. — ele disse isso com uma voz manhosa e sexy ao mesmo tempo, isso me deixou arrepiado.

— Para de gracinha e faz logo o que eu mandei, ou você quer uma punição?

— Humm, as vezes uma punição não é tão ruim. — disse ele com aquela mesma voz de antes, que fez com que eu me arrepiasse de novo. Que porra tava acontecendo comigo?

De repente, algo me vem à mente. Uma cena de mim dando tapas na bunda de alguém. Será que era uma lembrança daquele dia? A única coisa que conseguir pensar naquela hora foi: "Velhos habitos nunca mudam". Me virei para o Jaeger que continuava massageando seu membro.

— VÁ-VES-TIR-O-SEU-U-NI-FOR-ME! — falei bem devagar, pra ver se dessa vez ele entendia

— Você tá na frente do me guarda-roupa, pega ele pra mim? — ele disse isso, olhei pro guarda roupa que estava todo bagunçado, provavelmente ele nem arrumou, só jogou as coisas dentro.

— Não to conseguindo encontrar nada aqui. — falei

— Não se preocupe daqui a pouco você acha. — olhei para ele e vi que ele havia se sentado. Estava encostado na parede com as pernas cruzadas, ele olhava para mim com os olhos semicerrados, estava ofegante e gemia baixinho. Não conseguia desviar o olhar, e por algum motivo aquela cena estava me deixando louco.

— Tá ... huum... gostando do que ...aah... ta... vendo? — ele me perguntou com um sorriso de canto

Não consegui dizer nada, apenas me virei, enfiando a cara no guarda-roupa, mas não conseguia pensar em outra coisa.

— Por que .... você não vem ...hum... me ajudar — ouvi ele dizer. Pensar naquilo me deixou com mais tesão ainda.

— Quero você na sala de aula em dez minutos — tentei falar com a voz mais normal possível, ainda com a cara no quarda-roupa. — Se você não aparecer receberá uma punição!

— Por que você não ...humm.. me pune agora, professor ...huum... Levi? — qual era o problema desse menino? Qual era o meu problema?

— Eu estou falando sério, Jaeger! — disse isso e saí, sem olhar para ele e torcendo para ele não notar o volume na minha calça.

— Eu estarei lá! — ouvi ele falando antes de eu fechar a porta

Saí correndo pelo corredor em direção ao banheiro mais próximo. O que foi que acabou de acontecer? Minha respiração estava pesada e eu estava excitado. Jaeger desgraçado, por que ele ficou me provocando tanto? Não, a pergunta é por que aquilo me afetou. Eu já havia passado por situações desse tipo, principalmente quando estava na faculdade, mas eu nunca tinha sequer ficado um pouquinho excitado com aquilo. Eu estava muito confuso com tudo.

Cheguei ao banheiro e fui lavar o rosto. Precisava tirar aquilo da cabeça o masi rápido possível, caso contrário não conseguiria dar aula. Eu ainda arfava, e meu pau ainda estava meio duro, provavelmente iria ficar desse jeito o resto das aulas se eu não fizesse alguma coisa.

Não pensei duas vezes, entrei numa das cabines e sentei em cima da tampa do vaso, abri a calça e tirei meu pau pra fora, lembrei que a revista estava no meu bolso, mas não precisaria dela, apenas as imagens do Jaeger na minha mente já eram suficientes. Comecei a massagear meu membro, pensando naquele corpo, naquela voz que me fez arrepiar, naquele olhar que me deixou louco, naquela expressão de prazer que ele estava fazendo...aaahhh.

Assim que terminei de limpar tudo e me arrumar, saí. Eu me sentia muito melhor e mais leve. Deixei a revista no meu quarto antes de ir para a sala, eu a entregaria para o diretor depois.

Entrei na sala, tudo estava do jeito que eu deixei e os alunos estavam quietos fazendo o dever. Procurei pelo Jaeger e ele estava lá, me olhando com uma cara que dizia: "Eu sei o que você estava fazendo."

Me virei rapidamente e fui para a minha mesa, sentindo meu rosto queimar de tanta vergonha. Peguei um livro tentando tampar meu rosto, mas percebi que ele continuava me olhando com aqueles olhos verdes.