Apaixonado Como Fogo, Frio Como Gelo

5 Por favor, me deixe em paz.


Ele com certeza sabia o que eu tinha feito no banheiro, droga, estava morrendo de vergonha e ele parecia se divertir com isso. Mas por que eu estava assim? Duramte os meus tempos de escola eu era um pervertido e tinha orgulho disso. Por que eu estava com tanta vergonha então? Será que por que era um homem que estava me deixando assim? Aquele idiota não parava de me fitar com aqueles olhos verdes. De repente outra lembraça.

Eu estava dançando loucamente junto de alguém, não conseguia ver direito, mas a pessoa tinha olhos verdes, assim como o Jeager. Estavamos super animados, passando a mão no corpo um do outro, até que começamos a nos beijar.

— ... ssor Levi — fui despertado de minhas lembraças.

*-*-*-*-*-*-*-*

Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Estava perdido em pensamentos. Me sentei na cama com a cabeça baixa. Era o Jaeger naquela noite, bom, eu não tinha cem porcento de certeza, mas tudo indicava que sim. Afinal por qual outro motivo ele iria me provocar tanto? Eu havia transado com um homem, isso é tão errado. Mas, por algum motivo, eu sentia tesão por ele, será que eu estava virando gay? Mas eu sempre gostei de mulher e nunca tive atração por nenhum homem. "Porque você nunca tinha estado com um homem antes.", dizia meu subconsciente. Não. Foi só uma esperiência, e eu nem lembro direito, não tem como isso me fazer gostar de homens. Eu não vou mais pensar sobre isso, eu gosto é de mulher.

Não deu certo. Pouco tempo depois me pego tentando lembrar daquela noite, mas em vão. Começo então a pensar no Jaeger e das vezes que nos encontramos, ele sempre dava um jeito de me provocar, como hoje no dormitório, se masturbando na minha frente. Será que ele não tinha vergonha na cara? Mas que eu tive vontade de me juntar a ele eu tive. Pera! O que eu tava pensando? Eu acabei de pensar que seria legal ter transado com ele aquela hora? O que tem de errado comigo?

— Ah, Levi, seu pervertido! — levantei a cabeça na mesma hora. O que tinha sido isso?

Fui até a janela, mas não tinha ninguém lá e estava tudo escuro. Será que foi coisa da minha cabeça? Ou um fantasma que lê pensamentos. Olhei no relógio e já eram quase meia noite, precisava dormir. Deitei na cama, mas tudo em que eu conseguia pensar era no Jaeger. Será que foi ele na cozinha também? Bom, provavelmente, a não ser que tenha outro pervertido nessa escola. Me lembrar dessas coisas estava me deixando com tesão, comecei a pensar em me masturbar. Porra, vai ser a segunda vez hoje, eu estou tão tarado assim? O melhor seria dormir, mas eu não conseguia, então sem pensar duas vezes, me levantei e peguei a revista que estava em cima da mesa.

Comecei a olhar as figuras, mas não estava funcionando. Eu não entendia o porque, já que no quarto do Jaeger isso me deixou excitado. Me lembrei da situação, dele me olhando e então meu mebro começou a enrigecer, logo comecei a movimente-lo. Deixei a revista cair no chão e fechei os olhos, me lembrando do Jaeger, aquilo estava muito gostoso. Apesar do sentimento de culpa e da vergonha, eu não conseguia parar, estava muito bom, o que aquele garoto tinha de tão especial? Depois de um tempo acabei gozando. Tampei os olhos com o braço, estava morrendo de vergonha pelo que tinha acabado de fazer. Fiquei alí, deitado me lamentando e acabei adormecendo daquele jeito mesmo.

Na manhã seguinte encontrei Hanji no refeitório.

— Bom dia, Levi.

— Dia.

— Será que não tem um dia que você está de bom humor?.

— Não.

— Ah. sabia que aquele aluno novo estava na festa domingo?

— Sim, eu já desconfiava disso.

— Então você conseguiu se lembrar?

— Só de algumas coisas — fiz uma careta me lembrando da pegação.

— Tipo? — ela me olhou curiosa — Eu me lembro de vocês dançando juntos.

— Coisas assim. — eu estava ficando vermelho.

— Humm. Vocês se pegaram não é? — comecei a engasgar com o café — Então é isso. Por isso você estava tão preocupado com o que tinha acontecido. Vocês se pegaram.

— Hanji, fala baixo. — disse com o rosto pegando fogo.

— Qual é o problema?

— Nós dois somos homens. Isso é totalmente errado.

— De novo, qual é o problema?

— Eu gosto de mulher! Eu não sou gay! — falei um pouco alto demais, o que fez algumas pessoas olharem para mim. Abaixei a cabeça constrangido.

— Tá, mas aconteceu uma vez só, foi uma experiência, se você não gostou é só não repetir.

O sinal tocou antes que eu pudesse responder, e logo como sempre, só restou eu no refeitório. Terminei meu café e saí.

O que a Hanji disse tinha ficado na minha cabeça, se eu não gostei era só não repetir, mas parte do meu corpo, sim, aquela parte, queria e muito repetir, mesmo que minha mente dissesse que era errado. Mas se eu não tivesse gostado, meu corpo não iria querer repetir, isso quer dizer que eu gostei? Droga. pensar nisso só piora tudo, vou falar com o Eren depois, a aula com a minha turma é a última mesmo.

*-*-*-*-*-*-*-*-*

O último horário chegou, passei uma atividade e fiquei na minha mesa pensado no que eu iria dizer para o Jaeger. Coisas como, "Pare de me provocar e fique longe de mim" e "Por que não nos pegamos agora?" passavam pela minha cabeça. Sim, eu sei que são coisas totalmente opostas, mas minha mente estava em conflito. Qual lado eu deveria ouvir?

O sinal bateu, me tirando de meus pensamentos, os alunos começam a sair, me levanto rápidamente e seguro o braço do Jaeger, sinto como se uma corrente elétrica percorresse meu corpo. "O que foi isso".

— Espere, Jaeger, quero falar com você.

Ele e o Armin pararam, ele se virou para o amigo.

— Pode ir na frente, Armin, depois eu te alcanço. — depois que ele saiu, ele se virou para mim com um sorriso perverso. — E então, professor Levi, o quer falar comigo? — disse, enquanto eu trancava a porta.

— Sobre a festa. — uma ponta de surpresa surgiu no rosto dele, mas logo o sorriso voltou.

— Então você se lembrou?

— De poucas coisas. Então era realmente você.

— Sim era eu.

— E... o que exatamente aconteceu? — falei ficando vermelho

— A gente transou. — ele disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. — E você adorou, gozou duas vezes. — lá vem ele me provocando de novo

— I-isso não vem ao caso.

— Então o que é?

— O que exatamente aconteceu lá?

— Quer que eu te conte cada detalhe sujo? Você é mesmo um pervertido, professor Levi.

— Faça um resumo. — falei autoritário.

— Tá, sem graça, Eu comecei a te provocar na pista de dança e quando percebeu isso, você ficou me provocando também, até comerçamos a nos pegar. Ficamos excitados e resolvemos ir para a sua casa. Eu te chupei no carro e você gozou na minha boca. — eu me lembrava daquilo.

— E depois?

— Quando chegamos na sua casa, você disse que você que mandava naquela porra e começou a me dar ordens. Depois você me chupou...

— O que?! — como assim? a minha boca tinha tocado no pau de um homem?

— Tá tudo bem, professor Levi? — acho que fiz uma cara de nojo. Ele riu com a minha reação.

— Tá, continue.

— Antes de eu gozar, você fez eu deitar na cama e ficou me lambendo e me penetrando com a lingua.

— Lambendo aonde? — tive medo da resposta

— Lá onde você está pensando. — tive vontade de vomitar. — Depois você começou a me bater. Você por acaso é um sádico, professor Levi.

— Por que não tenta descobrir? — peraí! Eu tinha acabado de provocar ele?

— Por que você não me pune agora, então? — ele disse com aquele sorriso, e parte de mim teve vontade de fazer o que ele disse, mas consegui controlar.

— Continue. — falei sério e ele fez um biquinho sexy

— Você me penetrou e entre gemidos nós gozamos os dois, na minha barriga. Depois disso nós dormimos. Eu acordei antes de você e saí de fininho.

Era muita coisa para digerir. Então eu realmente tinha transado com ele, mas felizmente, como eu imaginava, ele foi o passivo, pelo menos uma coisa boa nessa vida.

— Então, na cozinha... era você também? — perguntei meio sem jeito

— Cozinha? Do que você está falando? — não era ele? Então era outra pessoa? Quer dizer que tem outro pervertido além do Jaeger? Droga. Preferia que fose só ele. Pera! Eu acabei de pensar que queria que fosse o Jaeger na cozinha? Aaaahhh, preciso de terapia urgente.

— N-nada, não! — disse, desviando o olhar.

— Tô zuando, professor Levi. Era eu sim. — senti um pouco de alivio ao ouvir isso. Não! Eu não tinha que estar aliviado e sim com raiva por ele ter me agarrado.

— E quem te deu essa liberdade pra você ficar "zoando" com a minha cara? Eu estou falando sério e você fica de brincadeirinha?

— Hum, ficou ofendido? Por que não me pune então? — disse, lambendo os lábios. Eu estava tentando me controlar, mas não estava mais aguentando isso.

— É melhor você parar com isso, Jaeger.

— Por favor, me puna, professor Levi. — ele disse isso com uma voz sexy e manhosa que me deixou louco. — A porta está trancada, ninguém vai sab...

Não aguentei mais, em uma fração de segundo, eu o coloquei de bruços em cima da mesa, derrubando várias coisas no chão. Comecei a acariciar a sua bunda, que estava virada para mim, como ele tinha uma bunda gostosa. Abaixei sua calça e logo voltei a acariciar, aquela visão estava me deixando louco. Dei um tapa em uma das nádegas e ele soltou um grito fraco, continuei batendo, deixando ele cada vez mais vermelho, o som dos gemidos eram musica para os meus ouvidos.

— Então você gosta de apanhar? — falei, pegando uma régua do chão. — Que tal se eu aumentar um pouco mais a dor?

Comecei a bater nele com a régua, seu gritos e gemidos ficaram mais altos. Tirei ele da mesa, puxando pela gola da camisa e o coloquei sentado na cadeira, tirei meu cinto e prendi suas mãos nas costas, fiquei parado na frente dele, observando a cena. Me abaixei e tirei sua calça e cueca, deixando-o apenas de camisa, seu membro estava meio duro. Comecei a passar a mão por suas pernas, sempre ameaçamdo tocar seu pau, mas nunca o fazendo, peguei a regua e comecei a passa-la no seu pau, isso o deixou inda mais excitado. Parei na frente dele, abrindo minha calça e tirando meu pau meio duro para fora, comecei a movimenta-lo e pouco depois coloquei em sua boca. Aquela senssação era realmente boa, o agarrei pelos cabelos e comecei a guiar sua cabeça. Desci minha mão até seu membro e comecei a punheta-lo enquanto ele me chupava. Eu já estava a ponto de explodir, então tirei meu pau da sua boca.

Puxei ele para cima, ainda com as mãos amarradas e o joguei na parede. Fiquei acariciando sua bunda por trás e logo comecei a dar tapas, ele gritando a cada golpe. Comecei a beijar seu pescoço e beslicar seu mamilo, queria que ele sentisse dor; com a outra mão segurava meu pau e o roçava na sua entrada, ameaçando a penetrar.

— Me fode, professor Levi! Me fode!

Pera! O que eu estava fazendo? Ouvir ele dizer meu nome, meio que me tirou de um transe. Eu estava prestes a fode-lo? No que eu tava pensando? E por que aquilo estava me deixado tão excitado? Eu não devia estar fazendo isso. Ele é um homem e eu também. Me afastei e me sentei na mesa.

— Professor Levi? — ele se virou para me olhar. Seu rosto estava suado e ele estava afegante, aquela visão estava me deixando ainda mais excitado. — Tá tudo bem? — ele parecia preocupado comigo. Eu estava excitado, eu queria foder aquele menino. Não, eu não ia fazer isso. Isso era errado. O que está acontecendo? Muitas coisas começaram a passar pela minha cabeça, eu comecei e me sentir sem ar, de repente começo a hiperventilar e me senti tonto, minha visão começou a escurecer e a última coisa vi, foi a cara assustada do Jaeger.

*-*-*-*-*-*-*-*

Acordei nun lugar todo branco. Que lugar era aquele? A enfermaria? O que eu estava fazendo ali? Olhei ao redor e vi que o Jaeger estava lá, sentado meio morgado.Tentei me levantar, mas a minha cabeça doía. Parece que o Jaeger, vendo meu esforço, veio para o meu lado.

— É melhor você ficar deitado por um tempo, até melhorar, professor Levi.

— O que aconteceu? — perguntei ainda meio atordoado

— Eu que pergunto. Você desmaiou do nada.

— E-eu não.... — então eu me lembrei, nós estavamos nos pegando na sala, eu comecei a ficar ansioso e a hiperventilar.

— Foi por minha causa? — ele disse de cabeça baixa. — E-eu sinto muito, não queria que algo assim acontecesse. — ele estava preocupado? Não imaginei que ele tivesse um lado assim.

— N-não. Na verdade eu estou meio confuso com tudo isso, esse negocio de ficar com um cara é novo pra mim.

— Então realmente foi minha culpa.

— É muita coisa para a minha cabeça. Parte de mim quer você e a outra insiste que não. Eu estou confuso quanto a tudo isso.

— E o que você vai fazer?

— E-eu não sei. Posso te peguntar uma coisa?

— Claro.

— O que você sente sobre mim? Por que me provoca tanto?

— Eu sou assim, eu gosto de curtir e aquela nossa foda fui uma das melhores, senão a melhor da minha vida. Eu comecei a te provocar e vendo suas reações, principalmente na cozinha, me fez achar que você estava curtindo também.

— P-por algum motivo eu não conseguia resistir.

— O mesmo acontece comigo. Não que eu goste de você ou algo parecido, mas por algum motivo eu tenho vontade de te agarrar toda hora.

— Lembrar das coisas que fizemos sempre me deixa com vontade de te pegar, mas eu afasto esse pensamento. Isso é errado.

— Por que é errado?

— Por que somos dois homens.

— O que ta errado é esse seu pensamento. Você devia fazer o que você tem vontade, não ficar se reprimindo porque acha que é errado. Faça tudo que tenha vontade de fazer, mesmo que seja a coisa mais idiota do mundo. Você sabe que quer isso, então por que não vai e faz? Eu quero você, Levi e eu sei que você também me quer, pare de pensar assim.

— Isso não vai mudar. Por favor me deixe em paz. — eu disse, sem olhar nos olhos dele

— Eu não to tentando te fazer ficar comigo ou algo do tipo, só acho que você tem que parar de ser tão certinho e libertar esse seu lado. Você vai ser muito mais feliz.

— Eu também não gosto desse negocio de sexo casual, eu sempre fui de namorar, isso não é algo que eu consiga fazer. E como você mesmo disse, você não gosta de mim e nem eu de você. É só tesão.

— Tesão que você tenta reprimir, mas que é tão forte que quase não consegue. Tesão que te faz ficar paranóico. Tesão que faz você se masturbar no banheiro pensando em mim. Tesão que faz você desmaiar. E você ainde se refere a isso como se fosse nada? Tudo bem, então, tem vários garotos que eu podia estar pegando nessa escola, mas eu só fiquei indo atrás de você, e você ainda fala disso como se fosse nada.

— Então vá atrás desses garotos, não confunda ainda mais a minha cabeça.

— Eu quero você, professor Levi, mas se é assim que sente eu não vou mais te atrapalhar. Espero que você pense no que eu te falei e pare de se reprimir. — ele me olhou com olhos tristes e irados ao mesmo tempo. — Eu espero que você mude de idéia. Vou te dar uma semana, depois disso, não adianta vir atrás de mim.

Ele saiu da enfermaria e eu fiquei sozinho. O que eu deveria fazer?