Notas iniciais
Boa leitura

Krum finalmente havia conseguido passar pela barreira de bruxos e bruxas que pareciam bastante insatisfeitos pela falta de atenção dele.

– Me desculpa Her-mio-nini. — Disse constrangido.

– Tudo bem. — Ela disse sorrindo tentando confortá-lo, não foi culpa dele. — Eu entendo.

Hermione não conseguia acreditar no que acabara de acontecer. Havia realmente beijado Dylan Turner? Como pôde deixar isso acontecer ou pior ela tinha gostado.

Tentou refletir sobre tudo e sentiu seu coração acelerar ao lembrar dele, do beijo dele e que estava começando a perceber que sentia um sentimento, mas não conseguia identificar o que era.

– Vamos sairr daqui? — Perguntou segurando a mão dela novamente.

– Sim. — Respondeu se sentindo incomodada com as mãos unidas, porém não interrompeu o toque.

Ambos saíram dali, agora sentiu uma brisa fria percorrer todo o seu corpo, se encolheu ajeitando melhor o casaco preto e as luvas da mesma cor.

– Querr um sorrvete? — Perguntou apontando a uma sorveteria.

Ela sentiu vontade de negar, pois ela mesma já estava virando quase um, mas o encontro deles não ia saindo como planejado.

Um vento gélido percorreu por eles fazendo o cabelo dela voar e sentiu suas bochechas ficarem vermelhas perante o frio constante.

– Sim, seria ótimo.

Krum assentiu entrando na sorveteria e a deixou completamente sozinha. Ela olhou todas às direções procurando Dylan, entretanto ele havia desaparecido.

"Talvez tenha voltado para o castelo." Ela pensou cruzando os braços numa tentativa inútil de se aquecer.

Inesperadamente sentiu uma mão tocar seu ombro, virou-se rapidamente para trás, mas não havia ninguém. Passou alguns segundos encarando o vidro de uma loja questionando a própria sanidade.

– Sou eu, Hermione. — Harry cochichou fazendo a garota suspirar aliviada.

– Harry, porquê está de capa? — Perguntou confusa.

– Não quero que ninguém me veja e ficar sozinho no salão comunal estava entediante, então resolvi aceitar o seu pedido só que usando capa.

– Harry, isso é ridícula. — Disse a garota incrédula. — Tira isso.

– Não, Mione. — Disse o garoto num tom quase desesperado. — Todos parecem me odiar na escola, imagina fora dela?

– Mas você não pode se esconder nessa capa para sempre.

Hermione falou elevando o tom de voz, se esquecendo que Harry estava totalmente invisível e Krum acabara de chegar por detrás dela carregando consigo dois sorvetes de pistache.

– Aqui, Her-mio-nini. — O búlgaro falou chamando a atenção dela.

Quando ela se virou constrangida, percebeu que ele a olhava estranho, como se pensasse que ela estivesse ficando louca.

– Obrigada, Vitor. — Falou pegando o sorvete, envergonhada.

– O que você querr fazerr? — Perguntou o rapaz ignorando aquela situação estranha.

– Podemos ir a casa dos gritos? — Perguntou labendo a beirada do sorvete torcendo que sua língua não grudasse nele.

– Serria ótimo. — Falou concordando.

– Vamos para a casa dos gritos. — Disse a garota olhando para trás.

Vitor enrugou a testa confuso olhando somente um vidro de loja. Ambos começaram a caminhar pelo pequeno vilarejo, agora podia sentir alguns flocos de neves, o contato de neve em seu rosto a fizera estremecer.

Não demorou muito para vislumbrar uma casa com aparência deplorável, uma cerca os impediam de se aproximarem mais.

– Aqui é a casa dos gritos. — Ela disse sem coragem nenhuma de lamber o sorvete novamente, aquilo congelou sua língua.

– Não vai comerr mais? — Perguntou Krum achando desfeita.

– Bem, eu...

De repente o sorvete dela caiu no chão, como se alguém tivesse o empurrado.

Krum pegou a varinha apontando para a direção que supostamente estaria a pessoa. Hermione percebendo o que estava prestes a acontecer, segurou a mão dele.

– Não se preocupe, deve ser algum fantasma da casa.

– É mal assombrrada? — Perguntou espantado.

– Sim, é o lugar mais assombrado de toda a Grã Bretanha. — Ela disse fazendo o rapaz guardar a varinha.

Vitor começou a se questionar se teria sido melhor escolher outro lugar.

– Obrigada. — Hermione murmurou agradecida para Harry, que sorriu debaixo da capa.

– Acho melhor irmos ao três vassouras e depois voltarmos para hogwarts, está muito frio.

– Frrio? O tempo está frresco. — Vitor disse realmente não sentindo frio nenhum.

Foi então que Hermione se lembrou que na Bulgária fazia muito mais frio e que os uniformes dos alunos eram de peles de bicho tamanho a temperatura.

Ela entendeu porquê o búlgaro comeu o sorvete como se estivessem no sol de quarenta graus.

– Está frio para mim. — Ela disse se encolhendo.

– Tome. — Krum disse entregando o casaco dele para ela que sorriu agradecida.

O casaco era enorme, mas se sentiu extremamente mais quente.

– Muito obrigada.

– De nada. — Falou voltando a segurar sua mão e ambos voltaram a caminhar com Harry invisível atrás deles.

Quando chegaram ao três vassouras, havia vários estudantes sentados conversando animadamente. Vitor estranhou que Hermione ficou segurando a porta mais tempo do que deveria e ainda dava espaço para alguém passar, mas não tinha ninguém.

– Her-mio-nini. — O Búlgaro começou desta vez desconfiando seriamente que a garota estivesse ficando louca. — Porr que está segurrando a porrta? Não tem ninguém.

– Ah, bom. — Ela disse soltando a porta instantaneamente. — Eu acabei olhando para o outro lado e achei que tinha visto o Rony, mas era o Fred. — Disse inventando qualquer coisa que pareceu convincente.

Ele mesmo desconfiado acenou com a cabeça, enquanto não demorou nem um minuto para que madame Rosmerta fosse atendê-los usando um sorriso largo os direcionou para uma mesa.

– O que vocês querem?

– Cerveja amanteigada. — Hermione disse sentando.

– Duas cerrvejas amanteigadas. — Vitor pediu.

– Na verdade são três cervejas. — Hermione o corrigiu.

Madame Rosmerta assentiu indo rapidamente buscar, ela queria causar uma boa imprensão a Vitor Krum.

– Porr que trrês cerrvejas? Porr que está falando sozinha? O que está acontecendo? — Vitor perguntou tudo de uma vez.

– Eu vou dizer para ele. — Ela disse virando para uma cadeira vazia perto de si, ela se aproximou mais da cadeira como se estivesse ouvindo alguma coisa. — Olha para ele. — Virou-se apontando para Krum. — Deve está achando que eu fiquei louca.

Krum ficou realmente perdido, quanto mais tentava raciocinar sobre aquela situação, mas confuso ficava.

Por fim, a garota virou para ele decidida a esclarecer tudo.

– Nós não estamos sozinhos. — Ela começou fazendo ele realmente achar que tivesse enlouquecido.

– Her-mio-nini. -Falou o búlgaro tentando interrompê-la.

– Não, não me interrompa. — Ela disse fazendo-o se calar. — Harry está com a gente, depois de tudo o que aconteceu no torneio, ele não quer ficar em público. — Disse apontando para a cadeira novamente. — Por isso está usando a capa de invisibilidade.

– Harry Potter está aqui? — Perguntou num misto de confusão e alívio.

– Sim, está sentado bem ao meu lado com a capa por cima. — Virou para a cadeira vazia novamente. — Fala com ele, Harry.

– Boa tarde, Krum. — O garoto de óculos falou parecendo entediado.

– Tarrde, Potterr. — Respondeu Krum realmente mais tranquilo, por um momento achou que a garota que gostava estava louca.

Madame Rosmerta apareceu servindo os copos e Hermione empurrou o terceiro para a cadeira vazia.

Madame Rosmerta ficara confusa com o gesto, porém resolveu não pronunciar nada e deixou a mesa, começando a atender outros que tinham acabado de chegar.

Eles beberam às cervejas e foram direto para às carruagens. Quando adentraram na mesma, Harry tirou a capa revelando seus olhos verdes que pareciam tão tristes como Hermione jamais vira.

– Vai dar tudo certo. — Ela o reconforto. — Daqui a pouco Rony volta a falar com você.

– Como voltou com você? — Perguntou ainda mais desanimado.

– Digamos que eu ainda não tive oportunidade de conversar com ele. — Ela disse realmente dizendo a verdade, não tinha tido outra conversa com o ruivo.- Mas você é diferente, você é o melhor amigo dele.

– Simas que parece ser o melhor amigo dele. — Falou se lembrando deles conversando animadamente.

A carruagem parou e Harry saiu começando a seguir o caminho do portão sem esperar por eles.

Ela também estava prestes a segui-lo, quando Vitor segurou a mão dela impedindo, Krum se aproximou dela fazendo com que ficassem a centímetros de distância e antes que ela pudesse pronunciar qualquer coisa, ele aproximou o rosto do dela fazendo com que sentisse a respiração dele, Krum anulou totalmente o espaço que faltava e a beijou, o beijo era leve e calmo, como se ambos estivessem querendo aproveitar cada segundo.

O beijo terminou e Hermione se despediu dele começando a caminhar para o salão comunal, mas se sentia horrível pelo o beijo, ela gostou, mas sentia que era errado.

Notas finais
Gostou? Achei esse engraçado e descontraído para tirar um pouco a tensão do outro. Beijo