Apaixonada por um monstro

1 Monstros merecem ser punidos


Notas iniciais
Hey, espero que gostem, nessa fic eu vou explorar muito as lembranças do Bryan e explorar a mente dele.

− Ele é um monstro, Anna, não uma pesquisa− meu pai reclamou.
Era um sábado de manhã e eu estava na sala discutindo com meu pai. Ele estava sentado em sua poltrona de couro enquanto segurava um dos jornais que ele assinava, eu estava em pé na frente dele.
− Por favor, pai, isso vai me ajudar muito na faculdade− implorei.
Duas semanas atrás, um homem foi preso por matar mais de vinte pessoas com tiros, em um cinema. Ele era um psicopata, foi mandado para a prisão onde meu pai trabalha, na verdade meu pai é diretor de lá.
Eu era uma estudante de psicologia, estava no meu último ano na faculdade, mas as minhas notas caíram, por sorte, meu professor deu um trabalho pra entender a mente humana, se eu conseguisse conversar com esse homem por alguns dias e fazer uma análise sobre seu comportamento, eu iria recuperar minha nota e meu professor iria levar em conta todo meu esforço.
− Não sei... – ele disse pensativo− Tem certeza que é isso que você quer?
Era minha única escolha.
− Tenho− eu respondi confiante.
− Ele não pode receber visitas, mas vou ver o que posso fazer.
O abracei contente e disse.
− Você é demais, sabia?
− Você pode ir lá amanhã, eu dou carona− ele falou ainda sério− Só quero que você saiba que eu ainda não aprovo sua decisão.
Eu o soltei e vi seu rosto mal-humorado, mesmo ele não concordando comigo, ele me deixou fazer o que eu queria, por isso ele era um bom pai.
− Ok− eu disse− Obrigada, pai.


O fim de semana passou rapidamente e havia chegado o dia tão esperado. Acordei cedo e me arrumei pra pegar carona com meu pai, ele era pontual e sempre chegava no trabalho na hora certa. Coloquei uma saia preta que ia até a metade das minhas coxas, uma regata branca, um colar longo que eu havia ganhado de aniversário, nele tinha o pingente de uma coruja, coloquei meus sapatos favoritos e meu blazer preto, peguei minha bolsa e desci as escadas, meu pai já estava ali me esperando. Ele estava usando sua típica camisa social branca.
− Vamos? – ele perguntou.
− Vamos.
Fomos para o carro e passamos uma meia hora na estrada, aquela prisão ficava no fim do mundo. Nós ficamos conversando no caminho e ouvimos o rádio. Depois de uma longa viagem, nós finalmente chegamos, estacionamos o carro e fomos até a entrada do presídio. Eles já conheciam meu pai então ele entrava sem problemas. Eu tive que passar pelo detector de metais, me revistaram e etc. Meu pai explicou tudo pra eles e disse pra me deixarem visitar o detento, fiquei impressionada no jeito que meu pai podia mandar em todos eles. Ele já tinha ido pro seu escritório, ele disse que poderia me acompanhar até lá, mas eu recusei.
− Cuidado pra não quebrar nada− falei enquanto via um policial revirar minha bolsa.
Eles não estavam tendo cuidado nenhum com as minhas coisas. O policial me fuzilou com os olhos e virou minha bolsa, todas as minhas coisas caíram em cima da mesa. Havia um gravador, bloco de notas, um lápis e uma caneta, minha carteira e meu chiclete favorito.
− Não tem nada aqui− o policial disse enquanto me olhava− Pode pegar suas coisas e ir.
− Obrigada− falei com um falso sorriso.
Peguei as minhas coisas e as coloquei de volta na bolsa. Um dos policiais, que era amigo do meu pai, me levou até a sala onde eu iria encontrar o criminoso.
− Pronta? – ele perguntou quando chegamos até a porta.
− Sim− respondi ainda nervosa.
Eu estava prestes a conversar com um assassino.
− Ele é louco, mas aí dentro vai ser inofensivo, eu vou ficar esperando aqui do lado de fora e várias câmeras vão estar vigiando vocês− ele tentou me acalmar− Você tem vinte minutos. Ele pode ser um pouco grosseiro, mas tente não se importar. Boa sorte.
− Ok− falei tentando digerir tudo que ele havia dito− Obrigada.
Ele destrancou a porta e eu entrei. Examinei a sala, havia uma mesa e uma cadeira de cada lado, o detento estava sentado de frente pra mim, ele vestia um uniforme laranja e suas mãos estavam em cima da mesa, estavam algemadas. Ele era bonito, jovem e estava charmoso mesmo naquele ambiente, ele tinha cabelos castanhos e pude ver seus lindos olhos azuis. Me sentei na frente dele, ele estava de cabeça baixa e ainda não tinha me olhado.
− O que você quer? – ele perguntou e me olhou, a expressão dele mudou completamente− Desculpe pela minha falta de educação, senhorita. Eu não achei que iria receber visita de uma mulher tão bonita.
Ele deu um lindo sorriso de lado. Tentei manter a seriedade porque sabia quem ele realmente era.
− Meu nome é Anna Hills− me apresentei− Estudo psicologia e estou fazendo um trabalho sobre a mente humana, eu gostaria de entrevistar você.
− Psicologia? Desculpe dizer, mas quando eu te vi, percebi a sua “aura”, ela não é muito diferente da minha, ela é completamente escura.
Eu não disse mais nada e abri minha bolsa, peguei meu bloco de notas, meu gravador e minha caneta, sem querer derrubei minha caneta no chão.
− É a primeira vez que você faz isso, não é? – ele perguntou como se estivesse lendo minha mente.
− É− falei e peguei a caneta.
− Eu me pergunto como você conseguiu vir aqui falar comigo. Deixa eu adivinhar, parente de algum policial? – ele deduziu.
− Filha do diretor− respondi arrumando as coisas em cima da mesa.
− Então eu deveria ter medo de você, não é?
− Você fala muito− reclamei.
− Desculpe, meu signo é gêmeos. Interessante isso de signos, não é? Qual o seu?
− Áries.
− O signo mais agressivo, eu acho isso bom− ele falou com um pouco de admiração.
− Não ligo pra astrologia− suspirei− Qual seu nome mesmo?
− Bryan Cooper.
− Podemos começar a entrevista, senhor Cooper? – perguntei e liguei o gravador.
− Podemos se você me chamar só de Bryan.
Ele tinha algo diferente e eu não sabia explicar o que era, mas isso de alguma forma me atraía.

Notas finais
E aí, o que acharam? Não se esqueçam de acompanhar a fic pra saber quando um novo capítulo é postado e comentem o que gostaram, o que não gostaram e etc.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.