Notas iniciais
Oiiiiie! Tudo bom? Cheguei rápido hoje! *-* Hoje o capitulo será bem engraçadinho. Os quatro finalmente irão se conhecer. Yup! Vou andar logo com isto antes que vocês me matem. Pov da linda da Annie (eu coloquei uma capa nova, seis viram? o.o). Boa leitura. *-*

ANNIE

– Pronta?

– Espera ai — Hanna correu para seu quarto e voltou segundos depois colocando uma cinta liga nas coxas. — Agora sim!

Hanna estava mais animada do que de costume, principalmente quando concordei em sair hoje a noite.

Na verdade não tive escolhas, ela estava murmurando coisas como: "Hoje realmente é meu dia de sorte. Eu nunca conheci um pais tão lindo" e principalmente sobre o tal Pitt que tinha passado a madrugada com ela oferecendo seus Cookies... Ela jurou para mim que não tinha feito nada demais e só me restou acreditar e além do mais não tínhamos segredos uma com a outra.

Hanna meio que falou sobre o Pitter a tarde toda e isso já estava me deixando extremamente irritada. Portanto saindo com Hanna eu não ouviria mais sobre ele.

Eu esperava que não.

– Annie, eu não tinha pensado uma coisa. — Hanna parou de repente. Uma coisa bem rara, já que ela vivia pulando, andando, correndo...

– O que? Você não comprou Cookies o suficiente? — Zombei. Ela tinha me arrastado para o mercado mais cedo e lá ela comprou todo o estoque de Cookies. Eram tantas caixas de biscoitos que ela teve que colocar algumas em seu quarto.

– Não. — Ela ignorou meu comentário — É Pitter, e se ele vier aqui enquanto estivermos fora?

– Obviamente ele não vai encontrar ninguém.

– Justamente! — Ela estava roendo suas perfeitas unhas, o que estava me deixando agoniada.

– Para com essa porra! — Gritei. — Vamos logo para esse caralho de festa, eu não passei duas horas me arrumando a toa!

– Tudo bem, se ele quiser ele que venha aqui amanhã. — Ela deu de ombros. Eu sabia que ela estava entrando em pânico por dentro.

Hanna me esperou acender as luzes e trancar a porta. Logo depois saimos de casa. Mesmo desesperada, Hanna conseguia andar com seus saltos como uma princesa.

– Hanna? — Uma voz masculina a chamou. Ela deu um virar reluzente e abriu um sorriso.

– Pitter?! — Hanna disse, sua voz misturada entre surpresa e felicidade.

Apenas revirei os olhos.

– Oi. — Ele venho em nossa direção e ao seu lado estava um garoto do mesmo tamanho dele, porém seus cabelos eram negros ao contrário de Pitter que era loiro. Ele era extremamente atraente. Calças escuras, blusa cinza — que valorizava muito bem os seus musculos -, e seu cabelo em um bagunçado sexy.

Quando olhei para seus profundos olhos verdes, ele estava me olhando de volta com um leve sorriso de satisfação em seu rosto. Corei.

– Essa deve ser sua amiga, hum... Melannie? — Pitter perguntou, não desviando seu olhar de Hanna.

– Uhum, Annie. Pode chama-lá de Annie. — Hanna se embaralhou um pouco com os idiomas e eu soltei um risinho.

– Hey. — Acenei para Pitter.

– Esse é meu amigo Jhony. — Ele apontou para o garoto-alto-sexy-olhos-verdes.

– Olá Jhony. — Hanna acenou para o garoto.

– Olá, Hanna! — Ele acenou. — E muito prazer, Melannie. — Ele ergueu as mãos para um cumprimento e eu ri.

– É assim que os brasileiros fazem? — Perguntei.

– Fazem o que?

– Cumprimentar com as mãos tipo gente idosa ou sei lá, mafiosos?

– Como é que os americanos fazem então? — Ele tinha franzido a testa, como se eu tivesse dito em Inglês.

– Assim. — Dei um passo a frente e encostei minha bochecha na dele e dei um estalo com a boca, fazendo barulho de um beijo. Seu cheiro era muito bom. Um perfume forte misturado com creme de barbear e sabonete. Me afastei.

– Ual, nunca cumprimentei alguém assim! — Ele zombou um pouco ruborizado.

Porque ele não deixou sua boca fechada?

– Deve ser a falta de socialização. — Retruquei. Odiava quando pessoas usavam ironia comigo. Só eu podia fazer isto.

– Hum... Annie, não ligue para o sarcasmo de Jhony. É apenas um de seus problemas. — Pitter intervenho.

– Já percebi. E só para constar eu odeio isso. — Murmurei alto o suficiente para que Jhonny pudesse ouvir.

– Mas então, — Pitt mudou de assunto. Ganhou um ponto meu, pensei. — para onde vocês estão indo? Um casamento?

Olhamos para ele confusas.

– Por que você acha que estamos indo em um casamento? — Perguntei.

– Suas roupas são meio... Elegantes. — Ele disse fitando Hanna. Não consegui me conter e soltei uma gargalhada, junto com Hanna.

– Vamos para uma festa na Avenida paulista! — Hanna disse entre sua risada. — Mas espera ai. — Ela parou. — Estamos feias?

– Mas é claro que não, Hanna, você está maravilhosa! — Suspirou Pitt. Hanna apenas corou. De novo.

– Chega de elogios e sarcasmos não é pessoal? — Encarei Jhony. — Estamos em cima da hora. — Peguei o braço de Hanna.

– Sabe Annie, não sei se quero ir. — Hanna não desviava o olhar de Pitt por nada.

– O que? — Chacoalhei seu braço furiosa. — Você só pode estar brincando comigo, Barberini! — Chamava Hanna pelo sobrenome quando estava furiosa. E ela sabia disso. Trocar sua amiga por um garoto era um absurdo!

– Nós podemos ir outro dia, com os garotos talvez.

– Iria ser fantástico! — Pitter se intrometeu. E perdeu o ponto que tinha.

– Okay. — Suspirei. — Não vamos mais na porra da festa. Mas com certeza você vai passar a noite com ele de novo, e eu? Vou ficar fazendo o que em plena Sexta-Feira? — Argumentei.

– Podemos jogar videogame em minha casa. — Agora foi a vez de Jhony se intrometer. Até tinha me esquecido da existência dele.

– Ha! Você me ajudou bastante! — Murmurei.

– Não era você que não gostava de sarcasmo? — Ele respondeu.

– De onde você surgiu mesmo?

– Ok, ok! Não vamos mais na festa, tudo bem Annie? Vocês querem entrar? — Ela simplesmente perguntou.

Filha da Puta!

– Tudo bem. — Pitter deu de ombros.

– Vou buscar o videogame. — Jhony disse se virando.

Perai, ele era meu vizinho?

– Mas quem disse que nós queremos jogar videogame? — Perguntei para ninguém em especial.

– Eu amo videogames! — Hanna gritou. Ela já estava na porta.

– O que?! Você pelo menos sabe o que é um? — Perguntei. Essa garota era inacreditável.

Apenas recebi um olhar furioso de Hanna.

– Então querida, acho que ninguém se importa com a sua divina opinião aqui. — Jhony disse, em seguida saiu correndo para sua casa, que por azar era do lado da nossa.

– Vai se fuder, garoto!

– Aposto que a primeira coisa que você fez quando chegou no Brasil foi aprender a falar palavrão em português, né?

– Goes to the son of a bitch, asshole*!

Ele me mostrou o dedo antes de entrar em sua casa.

Eu não iria jogar videogame com aquele garoto!

Notas finais
*Para quem tem preguiça de ir lá no tradutor: Vai para a puta que o pariu, babaca! Sinto que esses dois vão ser uma bagunça juntos. Qué que seis acham?