Apaixonada por um Brasileiro Idiota
6 Videogame
Notas iniciais
ANNIE
– Pronta?
– Espera ai — Hanna correu para seu quarto e voltou segundos depois colocando uma cinta liga nas coxas. — Agora sim!
Hanna estava mais animada do que de costume, principalmente quando concordei em sair hoje a noite.
Na verdade não tive escolhas, ela estava murmurando coisas como: "Hoje realmente é meu dia de sorte. Eu nunca conheci um pais tão lindo" e principalmente sobre o tal Pitt que tinha passado a madrugada com ela oferecendo seus Cookies... Ela jurou para mim que não tinha feito nada demais e só me restou acreditar e além do mais não tínhamos segredos uma com a outra.
Hanna meio que falou sobre o Pitter a tarde toda e isso já estava me deixando extremamente irritada. Portanto saindo com Hanna eu não ouviria mais sobre ele.
Eu esperava que não.
– Annie, eu não tinha pensado uma coisa. — Hanna parou de repente. Uma coisa bem rara, já que ela vivia pulando, andando, correndo...
– O que? Você não comprou Cookies o suficiente? — Zombei. Ela tinha me arrastado para o mercado mais cedo e lá ela comprou todo o estoque de Cookies. Eram tantas caixas de biscoitos que ela teve que colocar algumas em seu quarto.
– Não. — Ela ignorou meu comentário — É Pitter, e se ele vier aqui enquanto estivermos fora?
– Obviamente ele não vai encontrar ninguém.
– Justamente! — Ela estava roendo suas perfeitas unhas, o que estava me deixando agoniada.
– Para com essa porra! — Gritei. — Vamos logo para esse caralho de festa, eu não passei duas horas me arrumando a toa!
– Tudo bem, se ele quiser ele que venha aqui amanhã. — Ela deu de ombros. Eu sabia que ela estava entrando em pânico por dentro.
Hanna me esperou acender as luzes e trancar a porta. Logo depois saimos de casa. Mesmo desesperada, Hanna conseguia andar com seus saltos como uma princesa.
– Hanna? — Uma voz masculina a chamou. Ela deu um virar reluzente e abriu um sorriso.
– Pitter?! — Hanna disse, sua voz misturada entre surpresa e felicidade.
Apenas revirei os olhos.
– Oi. — Ele venho em nossa direção e ao seu lado estava um garoto do mesmo tamanho dele, porém seus cabelos eram negros ao contrário de Pitter que era loiro. Ele era extremamente atraente. Calças escuras, blusa cinza — que valorizava muito bem os seus musculos -, e seu cabelo em um bagunçado sexy.
Quando olhei para seus profundos olhos verdes, ele estava me olhando de volta com um leve sorriso de satisfação em seu rosto. Corei.
– Essa deve ser sua amiga, hum... Melannie? — Pitter perguntou, não desviando seu olhar de Hanna.
– Uhum, Annie. Pode chama-lá de Annie. — Hanna se embaralhou um pouco com os idiomas e eu soltei um risinho.
– Hey. — Acenei para Pitter.
– Esse é meu amigo Jhony. — Ele apontou para o garoto-alto-sexy-olhos-verdes.
– Olá Jhony. — Hanna acenou para o garoto.
– Olá, Hanna! — Ele acenou. — E muito prazer, Melannie. — Ele ergueu as mãos para um cumprimento e eu ri.
– É assim que os brasileiros fazem? — Perguntei.
– Fazem o que?
– Cumprimentar com as mãos tipo gente idosa ou sei lá, mafiosos?
– Como é que os americanos fazem então? — Ele tinha franzido a testa, como se eu tivesse dito em Inglês.
– Assim. — Dei um passo a frente e encostei minha bochecha na dele e dei um estalo com a boca, fazendo barulho de um beijo. Seu cheiro era muito bom. Um perfume forte misturado com creme de barbear e sabonete. Me afastei.
– Ual, nunca cumprimentei alguém assim! — Ele zombou um pouco ruborizado.
Porque ele não deixou sua boca fechada?
– Deve ser a falta de socialização. — Retruquei. Odiava quando pessoas usavam ironia comigo. Só eu podia fazer isto.
– Hum... Annie, não ligue para o sarcasmo de Jhony. É apenas um de seus problemas. — Pitter intervenho.
– Já percebi. E só para constar eu odeio isso. — Murmurei alto o suficiente para que Jhonny pudesse ouvir.
– Mas então, — Pitt mudou de assunto. Ganhou um ponto meu, pensei. — para onde vocês estão indo? Um casamento?
Olhamos para ele confusas.
– Por que você acha que estamos indo em um casamento? — Perguntei.
– Suas roupas são meio... Elegantes. — Ele disse fitando Hanna. Não consegui me conter e soltei uma gargalhada, junto com Hanna.
– Vamos para uma festa na Avenida paulista! — Hanna disse entre sua risada. — Mas espera ai. — Ela parou. — Estamos feias?
– Mas é claro que não, Hanna, você está maravilhosa! — Suspirou Pitt. Hanna apenas corou. De novo.
– Chega de elogios e sarcasmos não é pessoal? — Encarei Jhony. — Estamos em cima da hora. — Peguei o braço de Hanna.
– Sabe Annie, não sei se quero ir. — Hanna não desviava o olhar de Pitt por nada.
– O que? — Chacoalhei seu braço furiosa. — Você só pode estar brincando comigo, Barberini! — Chamava Hanna pelo sobrenome quando estava furiosa. E ela sabia disso. Trocar sua amiga por um garoto era um absurdo!
– Nós podemos ir outro dia, com os garotos talvez.
– Iria ser fantástico! — Pitter se intrometeu. E perdeu o ponto que tinha.
– Okay. — Suspirei. — Não vamos mais na porra da festa. Mas com certeza você vai passar a noite com ele de novo, e eu? Vou ficar fazendo o que em plena Sexta-Feira? — Argumentei.
– Podemos jogar videogame em minha casa. — Agora foi a vez de Jhony se intrometer. Até tinha me esquecido da existência dele.
– Ha! Você me ajudou bastante! — Murmurei.
– Não era você que não gostava de sarcasmo? — Ele respondeu.
– De onde você surgiu mesmo?
– Ok, ok! Não vamos mais na festa, tudo bem Annie? Vocês querem entrar? — Ela simplesmente perguntou.
Filha da Puta!
– Tudo bem. — Pitter deu de ombros.
– Vou buscar o videogame. — Jhony disse se virando.
Perai, ele era meu vizinho?
– Mas quem disse que nós queremos jogar videogame? — Perguntei para ninguém em especial.
– Eu amo videogames! — Hanna gritou. Ela já estava na porta.
– O que?! Você pelo menos sabe o que é um? — Perguntei. Essa garota era inacreditável.
Apenas recebi um olhar furioso de Hanna.
– Então querida, acho que ninguém se importa com a sua divina opinião aqui. — Jhony disse, em seguida saiu correndo para sua casa, que por azar era do lado da nossa.
– Vai se fuder, garoto!
– Aposto que a primeira coisa que você fez quando chegou no Brasil foi aprender a falar palavrão em português, né?
– Goes to the son of a bitch, asshole*!
Ele me mostrou o dedo antes de entrar em sua casa.
Eu não iria jogar videogame com aquele garoto!
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