Notas iniciais
Oieee! tudo bom? Estou tão feliz com os comentários, gente! Obrigada. *-* Esse capitulo é bem fofo, então não deixem de ler, hein? Boa leitura!

Hanna

Eu não conseguia dormir.

Não estava com sono e não queria ficar deitada na cama por mais que ela fosse confortável. Queria Cookies! Cookies era meu vicio desde pequena, era como uma chupeta para mim. Se estava triste, ansiosa ou com raiva o cookie resolvia o problema.

Contudo eu estava sem cookie.

Corri para a cozinha e nada se parecia com biscoitos. Não tinha bolachas, chocolates, wafer... Nada!

Amanhã tinha que dar um jeito nisso.

Bati na porta de Annie para ver se ela estava acordada, mas eu sabia que não, seus doces roncos eram ouvidos do corredor. Não iria acorda-lá. Annie não só ficaria estressada como cancelaria os planos de amanhã e além do mais, minha amiga merecia aquele sono depois de horas sem dormir.

Sem pensar duas vezes peguei a chaves da porta e fui para fora. Estava tudo deserto, as luzes das casas ao lado estavam apagadas e nenhum barulho era ouvido, exeto as folhas das arvores que assobiavam. Pensei em voltar para casa, mas droga, eu queria meus malditos Cookies!

Andei até a portaria e mostrei meu cartão de moradora que estava pendurado na chave. Desta vez o porteiro não era Rafael.

– Excuse me, o senhor poderia me dizer onde posso encontrar algum lugar que eu possa comprar biscoitos? — Tentei meu melhor português para o senhor sem cabelos.

– Tem uma lojinha de conveniência saindo do condomínio e virando a esquerda, porém não a aconselho ir sozinha a essa hora. — Ele disse, sério.

– Ah, tudo bem. Acho que vou voltar para casa então. — Abaixei a cabeça, derrotada.

– Acho bom, não é seguro alguém como você sair sozinha ás 2:00 da manha.

– Mesmo assim obrigada, Senhor.

Ele assentiu com a cabeça e fui para casa.

Passando pelo estacionamento de casa eu percebi que as luzes do vizinho ao lado estavam acesas e apesar do escuro, pude ver que dois garotos conversavam na porta. Seus sotaques eram lindos. Assim como eles.

O garoto que estava mais perto das escadas, o loiro, se virou.

– Boa noite, madame! — Ele gritou.

É comum os brasileiros saírem dando boa noite para quem não conhece, né?

– Hey, boa noite. — Respondi. O garoto loiro arregalou os olhos. Acho que foi o meu horrível português com o sotaque americano.

O garoto ao seu lado, o de cabelos escuros, deu um tapa no loirinho, acenou para mim e deslizou para dentro de casa. Ambos eram lindos, contudo não estava no pique para conversar.

Queria meus cookies!

– De que estado você é? — O garoto loiro me perguntou descendo as escadas.

– Hum, Texas. — Me sentei na calçada. Ele se inclinou no poste ainda com os olhos arregalados.

– O que? Você não é do Brasil?

– Não. Por que a surpresa? — Perguntei envergonhada.

Ele parecia espantado. Ele não acreditava que eu era dos Eua? Por que?

– Eu. Não. Acredito! A menina mais bonita que eu já vi é americana! — Ele gritou e eu me assustei.

Ele saiu do poste e se sentou ao meu lado. Eu corei um pouco.

Hanna, cade seu lado flertadora?

Hum, acho que ficou nos EUA.

– E você é o primeiro garoto brasileiro que eu conheci! — Também soltei um grito e suas sobrancelhas arquearem para cima.

– Jura? A quanto tempo está aqui?

– Hum... A umas cinco horas?

– Hoje deve ser um dia de sorte! Obrigada meu Deus! — Ele levantou as mãos para o céu, agradecendo.

Esse garoto era doido...

– Você ainda não me disse seu nome. — Disse a ele.

– Pitter. Pitter Lorenzo, prazer. E o seu? — Ele se levantou e me puxou junto e beijou a parte superior de minhas mãos. Ainda bem que estava escuro, tenho certeza que parecia um pimentão.

– Prazer Pitter. Sou Hanna. — Zombei, colocando as mãos na borda de meu vestido fazendo reverencia.

– Para você é Pitt, Hanna. — Ele deu uma piscadela.

– Ok, Pitt. — Devolvi a piscadela e ele sorriu.

– O que uma garota do Texas, que está a cinco horas no Brasil, faz acordada e fora de casa? — Ele me perguntou se apoiando no poste novamente. Ele era doido, mas encantador.

– Na verdade, sai para comprar cookies. — Encolhi os ombros.

Pitter gargalhou.

– Cookies? Ás 2:25 da manhã? É um ato sagrado do Texas? — Ele ainda estava rindo. Só Deus sabia o quanto estava magoada com aquilo.

– É que eu não consigo dormir sem comer-los. Estou aqui a pouco tempo e me esqueci de comprar, mas minha amiga está no decimo quinto sono... — Pitter já tinha parado de rir, agora me olhava com compreensão, como se eu estivesse lhe contando um segredo doloroso. Quase ri da situação.

– Você está aqui com sua amiga? — Ele me perguntou apontando para minha casa.

– Uhum. Estamos aqui para estudar. — Respondi.

– Interessante... Hey, eu tenho cookies em casa. Cookies caseiros! — Ele disse repentinamente.

– Que bom para você. Agora eu vou morrer de vontade! — Olhei para ele fazendo cara de emburrada.

– Posso ir lá pegar para você, moro aqui dentro do residencial mesmo, mas na parte dos apartamentos, só estava aqui por causa do Jhony. Meu amigo nerd. — Ele apontou para casa do seu amigo, que agora estava com as luzes apagadas.

Eu dei um sorriso para Pitt, jamais iria deixa-lo ir em sua casa e voltar. Eu só conhecia ele a o que? Uns dez minutos?

– Oh Pitt, isso é demasiadamente gentil, porém está tarde e não quero te incomodar.

– Na verdade você vai estar tirando meu tédio.

– Mas já são praticamente 3:00 da manhã! — Argumentei.

– Você está com sono, baby? — Ele me perguntou sorrindo. Oh, Deus. O jeito que ele fala baby é tão sensual...

– Não vou conseguir dormir sem meus cookies. — Disse balançando a cabeça tirando todos os pensamentos obscenos de minha cabeça.

– Nem eu. Vamos fazer assim, eu vou até em casa, pego os cookies e desço para cá de carro o mais depressa possível e você come!

É, esse Pitter é sexy...

– Comer? Ah sim... Os cookies. Mas vai ser tão cansativo para você...

– Me espera aqui ok?

– Ah, ok. — Disse derrotada. Ele me deu um sorriso vitorioso e me deu seu celular. Franzi a testa e ele riu.

– Anota seu numero, mulher!

– Ah sim, meu numero... — Me atrapalhei toda com as chaves e o celular, contudo me lembrei. — Hum não tenho um numero local ainda. — Bati a mão na testa me lembrando que devia trocar o numero mais cedo.

– Ah como eu sou idiota, você acabou de chegar. — Ele disse. Era um fofo.

– Tudo bem, espero você.

– Ok, vinte minutos Hanna. Ele correu entre as casas e desapareceu.

Só me restava esperar, né?

Notas finais
Gente do céu e da terra. O Pitter é uma criatura muito fofa! Quando foi que um brasileiro te ofereceu Cookies sem nenhuma segunda intenção? Perai, será que Pitter tem alguma segunda intenção? O que vocês acham? O.O