Notas iniciais
Adivinhem quem recebeu uma recomendação antes de finalizar a fic? Caroline muito OBRIGADA flor! Não poderia finalizar a fic de um jeito melhor! Caroline, Mandinha Bia, Angel Grey, DaniiUchicha, Ms Lee Barbosa, Lizzy Somerhalder, Issah Marques, Alice Moreira, Nathalie Graf Guide, Srta Thay King, Cristine Salvatori Belikov, Malu, Leitora apaixonada, Emma Queen e Minion. Se houver também leitores fantasmas quero que TODOS vocês saibam que é uma honra saber que vocês estão acompanhando e lendo as minhas histórias! OBRIGADA! OBRIGADA! Eu não conseguiria sem vocês! Queria poder abraçar todos vocês, mas dá infelizmente... ~buahhh~ sintam-se abraçados! Sem mais delongas...

Eu não pude acreditar nas palavras dele! Como ele ousa dizer que não há como fugir o destino daquela família?! Então ele aceitaria ser preso ou morto por que era o destino?! Para puta que pariu esse destino!

–John! – Eu gritei enfurecida indo até a cozinha atrás dele – Não ouse dizer para mim que não há como fugir disso! Eu SEI que você não quer ser preso igual ao seu pai, nem morto como o seu tio! Pelos céus você não vê que participar disso é loucura?! Giovanni que vá para o inferno! Você não pode ser preso por causa de um capricho dele! Não pode! Você está me ouvindo?! Não pode!

John estava boquiaberto, ele estava tão surpresa com o meu ataque que não ficou com raiva, mas eu ainda não havia terminado...

–EU não aceito que você simplesmente acate as ordens dele só por que ele é o chefe! Se ele é realmente seu amigo, seu irmão como diz, sabe que isso é uma loucura! Que desta vez não haverá dinheiro que livre vocês! – Eu disse – Você não pode me deixar aqui sozinha! Não pode! – Pronto... Eu estava chorando.

John me apertou bem forte, deixando que eu chorasse sobre seu peito. Eu me agarrei nele, não queria solta-lo. Só queria ele junto de mim, longe daquela família, longe do perigo. Depois de tudo que abri mão para ficar com ele, não vou permitir que ele me deixe.

–Venha embora comigo... – Eu disse fungando, limpando as lágrimas que teimavam em cair.

–Ir embora? – Repetiu em choque.

–Sim – Eu disse mais forte, olhando em seus olhos – Vamos embora para bem longe daqui! Vamos nos afastar de todos! Você sabe que eu nunca vou aceitar que você continue roubando e você também sabe que um dia um de nós vai morrer por causa disso... Eu não quero te perder John! Isso vai acabar comigo!

–Você estaria disposta a ir embora comigo? Largar seus amigos? Seu trabalho?

–Por você sim... – Eu disse firmemente – Eu te amo porra! Mesmo depois disso tudo eu não consigo imaginar minha vida sem você...

John estava sem fôlego.

–Liv... – Sussurrou chocado, e me beijou com uma intensidade de um amante.

Nós nos afastamos em buscar de ar. Todo meu corpo pulsava pela adrenalina.

–Você está disposto a abandonar tudo também para ficar comigo, John?! Por que se fizermos isso não haverá volta... Nós teremos que ficar juntos até o fim – Eu disse muito séria.

Ele entendia o que essa decisão acarretava. É muito mais sério que um casamento, nós estaríamos presos um ao outro por uma decisão irrefutável.

–Sim... – Ele respondeu com firmeza – Você sabe que por você eu estaria disposto a tudo, Olivia... Eu mato e morro por você... – Disse em um tom quase alucinado.

Eu o beijei com paixão. Meu corpo estava tenso, eu precisava me tranquilizar. Aquele homem é minha paixão e minha perdição. Eu sabia que morreria por isso.

–Como nós vamos fazer isso? – Perguntou John ansioso – Para onde vamos? Dinheiro não é problema, eu tenho dinheiro guardado em bancos de outros países...

–Ótimo! – Eu disse – Eu já sei o que fazer – Disse firme e me afastei dele, entregando o celular para ele – Tome, fale com Giovanni e acerte todos os detalhes do assalto, preciso que você me conte os detalhes!

–O que você vai fazer? – Perguntou John chocado.

Eu contei meu plano para ele.

–Olivia... – Disse em choque – Você pensa como uma criminosa!

–Isso é bom?! – Perguntei agitada.

–Não é ruim... – Respondeu John agitado.

Enquanto eu dizia nosso plano, John foi ressaltando os detalhes e me passando mais informações. Ele estava surpreso com a minha percepção.

–Tem certeza que vai conseguir? Que ele consegue o negócio? Eu não confio nele... – Disse John.

–Não se preocupe – Eu o tranquilizei – Jesse vai nos ajudar.

***

John me levou de carro até o apartamento do Jesse.

–Tem certeza disso? – Perguntou receoso – Quem te garante que depois ele não vai nos denunciar depois que você sair daqui?

–Preciso que confie em mim agora... – Murmurei e John assentiu preocupado.

John me deu as fotos que eu havia pedido mais cedo, e eu saí do carro.

Há muito tempo atrás, nos tempos de faculdade havia um rapaz que nos conseguia identidades falsas para poder bebermos e entrar nos bares, e foi assim que eu conheci o Jesse.

É uma ironia ele ter escolhido fazer Jornalismo e Publicidade. Ele fez tantas coisas erradas no passado, mas agora é ele quem as revela. Ninguém de fora do nosso círculo de amizade sabe sobre esse lado do Jesse, e fora por isso que ele sempre me disse para nunca esperar óbvio das pessoas.

Eu bati na sua porta cinco vezes antes dele me atender.

–Liv?! – Disse surpreso.

–Preciso da sua ajuda...

***

Jesse estava furioso. Eu havia contado para ele sobre o John.

Ele não parava de andar de um lado para o outro pela pequena sala de seu apartamento, resmungando e praguejando baixinho.

–Eu não posso acreditar que você está com ele! – Repetiu Jesse pela milésima vez – Como pode Liv? Você é louca? O cara é perigoso! Foi ele quem te enfiou nessa merda e está te enfiando ainda mais nisso! Você vai acabar morta por causa de um capricho seu, entenda...

–Eu o amo – Eu disse o interrompendo, Jesse me encarou pálido – E ele me ama, ele não é tão ruim quanto eu imaginava...

Eu comecei a contar como John havia escondido minha existência da própria Máfia para me proteger, que havia cuidado dos homens que ameaçaram minha vida. Contei também sobre aquele tiroteio no estacionamento do hospital, disse que eu havia atirado em um policial e que John havia cuidado para que eu não fosse presa por isso, e também que ele havia impedido que matassem o Derik por denunciá-los.

–Pelos deuses... – Sussurrou Jesse se jogando no sofá em choque – Você está mais envolvida nisso do que eu pensei! Não tem mais como você sair disso, Liv! É tarde demais... Minha menina no que você se meteu? – Disse tristemente.

–Nós vamos fugir – Eu disse.

–Fugir?! – Repetiu surpreso.

–Sim... John não pode simplesmente sair da Máfia, eles matam traidores... Jesse... Eles vão esquartejar o corpo de John e dá para mim como castigo! Você tem noção disso?! Não tem como John deixa-los! Eles são piores que uma seita... Além do mais, toda aquela família me conhece, eles também iriam atrás de mim... – Murmurei exasperada – Se nós não fugirmos eu vou ser morta e John também!

–E ainda podem ser presos... – Completou em choque – Liv...

–Eu preciso da sua ajuda Jesse! Você é meu melhor amigo o único que posso confiar agora!

–Você realmente o ama, não é? – Sussurrou concentrado em mim.

–Sim... – Eu disse diante de seu olhar.

Jesse balançou a cabeça incrédulo e riu sem vontade – Ainda não posso acreditar que você vai abandonar toda sua carreira e seus amigos para fugir com ele... E ele está disposto a arriscar a própria cabeça fugindo com você! Vocês são loucos... – E olhou para mim em busca de alguma incerteza.

–Nós apenas queremos viver em paz... Ser felizes! Aqui nunca poderemos fazer isso – Eu disse gentil.

–Eu sei... – Disse Jesse e suspirou – Nada pior que uma vida estagnada, não é? – Disse e depois sorriu para mim.

–Então você vai fazer nossos documentos? – Perguntei esperançosa.

–Faz tempo, mas acho que ainda não perdi a manha... – Diz rindo.

–Ah, Jesse! Obrigada! – Eu disse me levantando e dei um abraço de urso nele.

–Eu só quero que você seja feliz, minha querida – Diz no meu ouvido – Se esse é o homem que vai ajuda-la nisso eu vou te apoiar... – Diz e me aperta mais – Eu sabia que estava certo sobre ele... – Resmungou e eu percebi que ele estava chorando – Eu vou sentir sua falta, sua vadia do inferno! Você vai enlouquecer esse homem igual faz comigo!

–Eu vou... Pode deixar – Murmurei limpando as minhas lágrimas.

Jesse se afastou e segurou meus ombros – Prometa para mim que vai entrar em contado conosco de alguma forma! E que vai se cuidar!

–Eu vou! Eu prometo! – Disse sincera.

–Tudo bem... – Diz fungando e limpando o restante de suas lágrimas – Trouxe fotos de vocês? Impressões digitais e os nomes que querem? – Perguntou sério, no modo contrabandista.

O que a de errado comigo?! Por que sou apaixonada pelo mal? Meu namorado e meu melhor amigo ambos criminosos...

–Sim! – Eu disse entregando para ele um envelope com nossas informações e fotos.

Jesse pegou tudo e analisou com cuidado.

–Tem certeza desses novos nomes e do local que querem ir? – Perguntou sério.

–Sim – Eu disse.

Ele riu e concordou – Tudo bem... Isso vai ser interessante, Olivia – Diz com um sorriso – Posso te entregar tudo em três dias, vocês conseguem esperar?!

–Acho que sim... Vou torcer para que sim – Eu disse.

–Vou tentar aprontar tudo o mais rápido possível, querida. Não se preocupe que será um trabalho perfeito – Diz Jesse.

–Obrigada... Sei que posso confiar em você – Digo me dirigindo para a porta e Jesse sorri.

–Mande um beijo para o meu amigo bandido – Sussurra para mim enquanto nos despedíamos.

***

Os dois seguintes foram muito agitados e longos.

John Adam saia a todo instante para resolver alguma sobre o novo assalto. Ele continuou os planos de Giovanni e agiu como se estivesse conformado. Todos os dias nós acertávamos algum ponto do nosso plano. Entre a certeza e a incerteza que daria certo.

Em uma noite John me confessou que tinha medo que Giovanni desconfiasse dele, que talvez ele planejasse complicar seus planos ou algo assim. Nós sabíamos que Giovanni não iria reagir bem. Para eles uma traição é uma traição, não importa se você é um inimigo ou um familiar, será tratado da mesma maneira.

Quando não havia mais nada para ser feito e dito nós ficávamos em silêncio. Mesmo significando nossa vida juntos, em paz e felizes, nós teríamos que deixar nossas famílias, nossos amigos. Sim, nós vamos voltar depois um tempo, mas nunca poderíamos confiar em Giovanni se ele dissesse que não está mais com raiva de nós... Nunca mais poderíamos voltar para NY.

Tudo parecia radical demais, mas eu não via como sair daquele mundo que John havia me arrastado e que eu escolhi me afundar.

Nestes dois dias nós começamos a transferir nossas economias para as contas fantasmas com os nossos novos nomes. Nós preparamos nossas malas também.

Tudo já estava encaminhado, mas nós ainda poderíamos desistir de tudo. Sempre há opções.

***

–Já está tudo decido – Disse John me encontrando depois do meu trabalho – Será amanhã – Disse tenso.

–É amanhã... – Repeti mais para mim mesma, tensa, a consciência do que estávamos prestes a fazer estava pesando agora.

–Sabe que vai dar certo, não é? – Disse John segurando meu rosto – Nós vamos voltar depois de alguns meses... Você vai poder ver sua família, seus amigos... Onde estivermos podemos trabalhar...

–Eu sei... – Murmurei.

–Você sabe que vamos ficar juntos, certo? Vai dar certo, Liv... É o melhor! Não teremos que nos preocupar com a polícia, com a minha família, com as outras máfias... – Disse calmo, olhando tão intensamente que tive que desviar o rosto.

–Depois que tudo isso passar vai melhorar – Eu murmurei tentando ter mais confiança.

***

Nós fomos até a casa de Jesse e pegamos nossos novos documentos.

–Então isso é um adeus... – Disse Jesse calmo, com os olhos marejados.

–Acho que sim... – E eu o abracei – Nós vamos voltar. Nossa história não acabou.

Nós conversamos brevemente entre lágrimas e abraços e eu desci, entrando no carro de John. Ele analisou os documentos e sorriu.

–O garoto é bom... Senhoria Tarcy Madson – Disse John sorrindo do nome que escolhi.

–Obrigada Charlie Mikaelson – Eu disse o nome que escolhi para ele.

John me deixou perto da estação do metro e eu fui direto para o meu bairro. O bairro de Derik também.

Não demorou para que eu chegasse na casa de Derik McGrey.

***

Tudo fazia parte do meu plano. Eu só precisava de coragem para falar. Derik tinha que acreditar em mim.

–Você consegue Olivia... – Sussurrei para mim mesma antes de bater na porta de Derik.

A casa de Derik é de frente para a baia. Uma paisagem exuberante! Tão tranquila como ele. Imagino como deve ser acordar aqui todos os dias... E com uma morena 24 horas por dia na sua casa cuidando dele.

Quando a Monica abriu a porta eu estava rindo.

–Liv! – Disse Monica surpresa.

–Oi! Preciso falar com o Derik... Ele está dormindo? – Perguntei.

–Não! Não, por favor, entre! – Disse me dando passagem.

Monica me levou até a varanda dos fundos da casa e foi preparar o jantar, nos deixando às sós.

–Olivia?! – Disse Derik assustado quando me viu.

–Oi... Desculpe por atrapalhá-los – Eu disse e ele ficou vermelho.

Controlei-me para não rir e fiz a minha melhor cara séria. Era agora. Ai Deus...

–Eu preciso te contar algo muito importante... – Eu disse fingindo uma voz triste e Derik ficou alarmado.

–O que houve?

Eu olhei para os lados para ver se estávamos sendo ouvidos, e me sentei ao seu lado.

–Amanhã haverá outro assalto... – Eu disse deixando-o perplexo – No Lower Side no banco Young... Derik eles não vão parar! – Eu disse com meus olhos cheios d’água.

–Por que está me contando isso? Eu pensei que você estivesse com ele! – Disse Derik.

–E você acha mesmo que eu iria aguentar isso? Ficar com alguém que faz isso para viver?! Não dá... Não dá! – Digo – Eu não vou conseguir fugir deles... Mas eu precisava te contar o que eles planejam fazer, não aguento mais vê-los sair em pune de tudo! De ficarem se glorificando por isso... – Digo com nojo – Você precisa impedir deles roubarem outro banco, precisa! – Digo nervosa.

–Nós vamos para-los! Não vou deixar que aqueles filhos da puta escapem novamente, Olivia – Disse Derik furioso – Mas e você? O que você vai fazer? Eles vão ir atrás de você! Vão suspeitar de você!

–Eu sei... – Disse secando minhas lágrimas – Eu vou fugir... Vou sair do estado por algum tempo...

–Olivia...

–Eu sei! Não tem outra coisa que eu possa fazer! Não suporto mais ver a cara do John! Eu odeio o que eles fazem, Derik! Odeio! E eu não vou deixar aqueles malditos se safarem! Muito menos que me peguem! Eles nunca mais vão me ver!

Derik concordou e disse que me ajudaria. Ele começou a pedir às informações que eu sabia, eu disse que havia ouvido eles dizerem que chegariam ao banco as 08h15min, um horário em que o gerente já havia entrado no banco e destrancado as portas.

–Eu vou sumir por um bom tempo Derik... Não coloquem ninguém atrás de mim – Eu pedi.

–Tudo bem... Mas mantenha-me informado, está bem? – Pediu Derik pegando minha mão com o braço bom.

Fui embora com Derik me garantido que tudo daria certo desta vez e para que eu fosse o mais distante o possível.

Eu vou queimar no inferno...

***

As horas estavam passando rápido demais!

Fui a algumas lojas comprar as últimas coisas que precisa e quando voltei para casa só tive 3 horas para dormir antes que tivesse que sair. Não havia visto John esse tempo todo, também não poderíamos, era arriscado demais.

Quando me levantei tomei meu banho e peguei Adalto, entrando no meu carro. Na noite passada havia colocado minhas malas dentro do carro e a casinha do gato. Havia uma boa quantidade de dinheiro comigo, todos os documentos que precisava estavam ali.

Dentro do carro coloquei a longa peruca loira que havia comprado e dei a partida no carro. Não poderia arriscar ser reconhecida.

Segui para o Lower Side e estacionei o carro a duas esquinas do banco. Podia ver uma movitação estranha das pessoas, a polícia já estava ali.

Fui andando até ao banco o mais tranquila possível, mexendo no celular para não levantar suspeitas. Fiquei fingindo estar falando ao telefone quando entrei no banco, e fiquei perto da janela, sentada, esperando a ligação terminar.

Quando olhei para trás vi cinco homens entrando no banco, todos encapuzados e de preto, como da última vez. Só que desta vez eu os estava ajudando.

As poucas pessoas que estavam ali começaram a gritar e eles também mandando todas se jogarem no chão. Foi quando eu me levantei e andei a direita deles, com as mãos para o alto, como as outras vítimas.

Foi quando um deles me viu, parando bruscamente, ele reconheceu meu rosto... Todos os outros pararam também para me olhar e depois olharam para o primeiro, Giovanni com certeza...

–Leve ela! Leve ela! – E eu reconheci a voz, era o Giovanni.

Um deles pegou meu braço me puxando para fora do banco, soube na hora que era o John. Ele me levou para fora e começou a me guiar pela rua.

–Não! Não! Para a esquina a nossa esquerda! – Eu resmunguei baixinho e foi quando eu vi dois homens falando em um rádio do outro lado da calçada.

Ele me levou calmamente para a esquina que eu disse, segurando uma arma na minha cintura. Os dois policiais começaram a correr atravessando a rua indo atrás de nós.

–Agora! Corre! – Eu disse quando saímos da visão dos policiais – Corre!

Eu segurei o casaco de John firmemente guiando ele pelo beco nojento e estreito, pulando nas poças de água suja. Nós seguimos por detrás dos conjuntos de prédios o mais rápido que conseguimos.

Quando estávamos a duas quadras do banco eu o puxei para voltarmos para a rua.

–Tira a máscara! – Eu disse e John jogou a máscara no chão.

Assim que chegamos à rua paramos de correr e seguimos andando pela calçada, o mais normal possível.

. Foi quando nós vimos um grupo de policiais correndo em nossa direção.

–Me abraça agora! – Eu disse em desespero.

John me abraçou e eu nos joguei contra o vidro de uma loja, saindo do caminho dos policiais, escondendo meu rosto em seu ombro.

Os policiais passaram direto por nós.

Nós ficamos paralisados.

Outras viaturas passaram por nós em disparado, as pessoas começaram a ficar acuadas e assustadas.

–Eles não me notaram... – Disse John quase sem voz.

–Você me abraçou... Eles pensaram que éramos um casal apenas – Eu disse tensa e gelada.

–Foi... Foi uma ideia perfeita... Ela nos salvou – John disse em fôlego.

Como ele me abraçou escondeu as luvas que ele estava usando e o fato dele estar todo de preto, meu cabelo e meu corpo esconderam tudo. Os policiais não notaram isso por que estávamos abraçados, éramos apenas um casal com medo.

–Você nos salvou... – Disse John.

Eu não conseguia falar nada, apenas assenti.

–Tire discretamente a sua luva... – Sussurrei em seu ouvido.

John o fez por debaixo do meu falso cabelo e eu o abracei mais ainda, para que ninguém visse.

–Pronto – Disse John as guardando dentro do bolso da calça, pegando minha mão.

Seguimos de mãos dadas olhando para os policiais e as viaturas que passavam por nós com medo, como todas as pessoas ao nosso redor. Tivemos que andar uma quadra até chegar ao meu carro.

Assim que entramos dentro do carro eu tirei minha peruca e o casaco que vestia, ficando apenas com uma blusa. John tirou o blusão preto que usava, ficando apenas uma blusa polo branca por baixo.

–Vamos agora – Disse John e eu liguei o carro, entrando na avenida movimenta com calma, seguindo o fluxo dos outros veículos.

–Você viu onde estacionou o carro? – Perguntou John, evitando ficar olhando pela janela do carro.

–Sim... Era um ponto cego, não havia nenhuma câmera – Eu garanti e Adalto miou no banco de trás.

John virou o corpo e deu uma risada.

–É claro que você o traria junto... – Disse John sorrindo.

Nós atravessamos a ponte e seguimos pelo Bronx até chegar em Long Island Sound, sem nenhuma alarme ou perseguição.

Não havia ninguém atrás de nós.

–Nós conseguimos... – Disse John soltando o ar.

–Nós conseguimos... – Eu repeti em choque.

John pegou minha mãe e me deu um beijo rápido nos lábios. Nós paramos o carro no meio fio e ligamos o rádio do carro para ouvir as noticias...

De novo eles conseguiram fugir...

A polícia ainda estava os perseguindo, a quadrilha havia se separado e fugido.

–Assim que eu levei você para fora o Giovanni deve ter mandado abortar o assalto, ele nunca o faz faltando um integrante... – Deduziu John.

–Por isso a policia não os pegou... – Eu murmurei. Malditos sortudos do caralho!

–Fico mais aliviado assim... E espero que não os pegue – Disse John e eu concordei.

Seria melhor para nós que eles não fossem pegos, e eu iria me sentir mal pela Bia e a Cristine, e as crianças pequenas.

Para nós a fixa ainda não havia caído. Parece ser surreal demais para ser a verdade.

Voltei a ligar o carro e dirigi até o estacionamento privado da marina. Nós saímos do carro e pegamos nossas malas e o Adalto.

–Tem certeza disso? – Perguntou John segurando minha mão enquanto caminhávamos para a fila para subir no transatlântico.

–Sim... – Eu disse olhando para ele e John não deixou de sorrir.

Agora poderíamos ficar juntos sem nenhuma preocupação.

–Uma vez você disse para mim que seu sonho era conhecer o mundo todo... Nós vamos fazer isso, amor – Murmurou John entregando nossos novos documentos para o comissário.

–Tenham uma boa viagem, Srta. Madson e Sr.Mikaelson – Disse o comissário.

–Obrigada — Nós dissemos.

Seguimos pelo navio em silêncio, mal apreciamos o esplendor daquele local imenso e luxuoso. Deixamos o Adalto no lugar reservado para animais e seguimos para a nossa cabine, agitados e tensos.

Nós nos deitamos um do lado do outro, ofegantes, começando a ficar calmos.

Porra deu certo!

Tudo saiu como eu havia planejado... Derik garantiu que a polícia fosse ao banco impedindo que ele fosse assaltado. Eu consegui tirar o John de lá sem que fossemos reconhecidos ou pegos! Giovanni fez tudo ser mais fácil, ele mesmo dizendo para me tirar dali e não disse meu nome!

A polícia não conseguiu pegar nenhum dos bandidos então não poderiam acusa-los de algo, ou seja, não teriam mais motivos para ir atrás de John agora. Havia dito para Derik que iria fugir deles por um bom tempo, e que a policia não devia ir atrás de mim.

Agora eu e John podíamos ir embora para qualquer lugar sem medo de ser fugitivos. Se quisermos podemos usar nossas reais identidades e a policia não teria móvito para ir atrás de nós.

Essas falsas identidades é somente para nos deixar invisíveis, para que não soubessem do nosso paradeiro. Quando quisermos voltar aos EUA poderíamos fazê-lo.

–O Giovanni agora sabe que fomos nós que impedimos o assalto – Eu disse.

–Sim... Ele deve estar com muita raiva agora, mas ele não foi preso e com certeza está mais aliviado por isso – Garantiu John.

Eu me virei para ele e comecei a rir.

–Eu pensei que me arrependeria... Que ficaria triste por ir embora, mas é o que eu mais quero fazer agora! Vou poder conhecer o mundo! E você vai estar comigo...

–Vamos estar juntos... – Disse John com a voz apaixonada – Nossa próxima parada é a África do Sul. A primeira de muitas de nossas viagens juntos, amor.

Pelas caixas de som o comandante falou que começaríamos a nossa viagem e minutos depois sentimos o navio começar a se mexer.

John se levantou e foi até o mini frigobar ao lado de nossa cama e pegou uma garrafa de vinho. Ele nos serviu e me entregou a minha taça.

–A nossa vida juntos... – Eu brindei.

*FIM*

Notas finais
É agora.... O que vocês acharam??? O.O Para quem não sabe vou fazer uma segunda temporada desta fanfic, na versão do John Adam, assim poderei desenvolver sobre esse mundo fantástico que é a Máfia, devo começar a postar semana que vêm, quem estiver interessado dê uma olhadinha ;) ÚLTIMO BJUBAS :'( Vou sentir falta de vocês... Obrigada por lerem e estarem comigo até aqui! Bree ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!