Apaixonada pelo Mafioso
5 O que houve?
Notas iniciais
Povs Bella...
Foi apenas quando o senhor Cullen se despediu e deixou a sala é que pude soltar o ar que nem sabia que estava segurando. Não foi fácil disfarçar o nervosismo e o frenesi de desejo que correu pelo meu corpo. Seu olhar sobre mim enquanto me entrevistava... seu sotaque rouco, isso foi muito perturbador. O cheiro de sua colônia amadeirada misturado com o do charuto o deixava quase irresistível. Deus! eu devia ter ouvido minha mãe, ter namorado e socializado mais e não apenas ter dado alguns beijinhos aqui e ali.
Todas essas sensações esmagadoras e libidinosas só se explica pelo fato de ainda se virgem... sim é isso. É normal ficar abalada por um homem mais experiente e bonito. Meus seios estavam pesados, e minha calcinha molhada, nunca senti tal coisa antes, ainda mais por um estranho que tinha acabado de conhecer. Era com certeza uma mortificação completa ficar desse jeito por alguém que seria meu chefe e que nunca olharia pra mim. Foi uma sorte ter conseguido a vaga, afinal nunca cuidei de uma criança antes.
Na verdade era apenas uma experiência de uma semana e se ele se agradasse de meu trabalho com sua irmã poderia ficar. Só espero que consiga... Preciso muito desse emprego, a saúde de minha mãe não pode esperar. E o que me preucupa de verdade é ter que dormir aqui, ficar 24 horas na casa e correr o risco de cruzar com o senhor Cullen a qualquer momento. Não... tenho que acreditar que tudo vai dar certo, tenho certeza que com o tempo esse desejo absurdo passará.
Assim que ele me deixou fiquei sob os cuidados de sua governanta que se chamava Victória. Ela era uma mulher jovem, ruiva e bem atraente, como a sua secretaria loira que me recebeu antes. E me perguntei se elas só trabalhavam pra ele ou havia algo mais... Como se isso fosse da minha conta. Devo me concentrar nesse emprego, isso é tudo que importa no momento.
A moça era gentil, me mostrou a casa, o sistema de segurança, os locais onde eu podia transitar, o horário das refeições. Enfim tudo que precisava saber. Estávamos agora em um imenso corredor que iria me levar ao quarto do bebê. A casa era enorme e tinha certeza que acabaria me perdendo ali se não tivesse "um mapa."
– Tem alguma dúvida, Isabella? Pode perguntar, fique a vontade.
– Pode me chamar de Bella. Bom... Apenas sobre meus honorários nessa semana de experiência e se terei folga durante esse período.
– Não se preoucupe, assim que terminarmos aqui a secretaria do senhor Cullen lhe esclarecerá tudo, está bem?
– Ok! Obrigada.
– Alice é um bebê de temperamento forte, as últimas babás não conseguiram lidar com ela. Espero sinceramente que tenha mais sorte.
E rezava por isso também. Não suportaria suspender o tratamento de minha mãe e a ver piorar.
– Vou me esforçar ao máximo pra nos darmos bem.
– No quarto dela tem uma lista com sua rotina. O horário que come, que dorme, o horário do banho. É importante que siga tudo a risca. E se por algum motivo tiver que alterar algo me comunique antes, está bem? No quarto dela tem câmeras também, não se ofenda, é apenas pra segurança da menina.
Deus... Eu vi muitos seguranças dentro e fora da casa, e todas essas câmeras... O local parecia uma fortaleza e me perguntei se todos os ricos eram assim, e se realmente a pequena Alice que colocou as babás pra correr ou foi essa obsessão por segurança que vejo aqui.
– Claro, eu entendo.
O quarto de Alice era imenso, aliás como tudo aqui. Os móveis em volta eram brancos assim como seu berço e repleto com todos os tipos de brinquedos. A bebê estava em pé no berço e vestia um macacão vermelho com bichinhos. Tinha o cabelo muito preto e lustroso que chegava um pouco abaixo de sua orelhinha. Ela nos olhava com atenção e tinha olhos encantadores. Era uma princesa de tão linda, agora entendia porque o senhor cullen se preucupava tanto com esse anjinho.
Me aproximei dela devagar rezando pra não chorasse ou coisa parecida. A peguei no colo e ela abriu um amplo sorriso e tocou minha bochecha. Victória parecia não acreditar, estava muito surpresa.
– Não é possível! Nunca a vi Alice reagir assim tão bem a alguém. Ela ficava histérica perto das outras babás. Operou um verdadeiro milagre. O senhor Cullen vai gostar muito disso.
Dei um beijo na bochecha do bebê. E ela bateu palminhas agora.
– Também adorei você, fofura.
– Vou ver se Rose já pode recebê — la. Enquanto isso pode ficar um pouquinho com ela? Daqui a pouco poderá ir até sua casa pegar suas coisas, começará amanhã, está bem?
Dei um sorriso.
– Está perfeito, obrigada.
Assim que Victoria saiu, acariciei o rostinho de Alice.
– Você é um bebê lindo, sabia? E mora num castelo. É uma garotinha de sorte. Nossa! E quantos brinquedos... Acho que vamos nos dar bem, não é?
Ela voltou a sorrir como se pra confirmar o que eu dizia.
– Ela gostou de você, non è vero? (não é verdade)
Quase morri de susto ao ver o senhor Cullen ali, sorrindo e parado na soleira da porta, a preenchendo por inteiro com sua altura esmagadora. Arfei tentando recuperar o ar dos meus pulmões. Deus... Será que quando começar a viver aqui o verei o tempo todo? espero que não.
Afinal não é nada agradável ter o coração disparado, às pernas trêmulas, o corpo quente cada vez que está por perto... Isso é constrangedor e nada apropriado. Ainda bem que não era capaz de ler mentes e saber o que sua voz rouca e seu sorriso faziam comigo.
Ele havia tirado o palitó, e tinha os três primeiros botões de sua camisa abertos... Parecia um pouco suado como se tivesse feito algum esforço físico e num ato de loucura gostaria de colocar a mão dentro de sua camisa e... Chega! Estou enlouquecendo mesmo. O que desviou minha atenção do seu peito másculo foi sua mão direita ensaguentada e enrolada em um pano.
– Deus... Está machucado. O que houve?
Povs Mike...
– Por favor... Mike, dom Cullen mandou me matar. Estou fudida, Preciso de sua ajuda. Ele sabe... que não consigo parar de "cheirar."
Heidi estava caída em frente ao portão dos "the black" tinha a roupa machucada, estava molhada e muito ferida. A olhei de forma impassível.
– Pelos velhos tempos... Nos divertimos, lembra?
Foi prazeiroso sim comer seu rabo enquanto dividíamos uma "carreira de pó." Mas, se o chefe descobrir que fiz isso na casa dele e sem sua permissão, e com uma das amantes do seu pior inimigo ele vai arrancar "as minhas tripas" e me enforcar com elas. Afaguei sua cabeça como faria com uma criança e ela deu um sorriso esperançoso.
– Vai... Me ajudar, não é? Eu sabia! Só precisa me esconder por uns dias.
Era madrugada, em breve alguém veria aquela cena, e os outros que se revezavam na segurança perguntariam o que está acontecendo. Não podia arriscar minha cabeça assim. Sou "um filho da puta" precavido.
– É claro que vou te ajudar, mas não vai ser hoje, sua "vadia viciada." Sinto muito, Heidi.
Puxei seu cabelo pra trás, dei um sorriso frio. E ainda vi o pavor em seus olhos quando saquei minha arma automática e estourei sua cabeça.
Continua...
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