Apaixonada pelo Mafioso

3 Não vou sobreviver...


Notas iniciais
Quase que a Bella morre e com razão, rssssss!!!

Povs Bella...

Hospital central de Chicago, sexta — feira, 9:30 da manhã.

Estava sentada numa cadeira ao lado da cama de minha mãe e segurava em sua mão. Seu tom de voz era fraco devido a doença rara que possuía e que atacava seu sistema imunológico. No entanto, tentava manter uma conversação normal com ela, sempre fazendo de tudo pra lhe animar.
– Hoje vou ter uma entrevista de emprego, tenho certeza que dessa vez dará certo, mãe.
E precisava mesmo dar certo. Não tinha mais como bancar a conta do hospital. Só temos uma a outra, pois meu pai nos abandonou quando tinha oito anos de idade.
– Sei que vai, meu anjo.
Ela deu um suspiro cansado. Hoje parecia mais abatida que o normal. Nos últimos três anos tem sido assim. Mamãe passa a maior parte do tempo no hospital. Antes era ela quem sustentava a casa. Agora sou eu. Tive que abandonar o sonho de ter uma faculdade pra cuidar dela. E com a pouca idade e pouca experiência que tenho vivo pulando de emprego em emprego.
– Como está se sentindo?
– Como uma mulher doente.
Dei um meio sorriso, apesar de tudo ela nunca perdia o bom humor.
– Não parece... Ainda mais quando conta essas piadinhas.
Ela me deu um olhar carinhoso.
– Me conte sobre seu namorado, o Jonh.
O meu namorado imaginário, mas mamãe não precisava saber. Ela queria que tivesse uma vida social e não ficasse todo o tempo cuidando dela, porém, não conseguia e minha vida pessoal foi ficando em segundo plano, só tinha uma amiga que via de vez em quando, a Ângela. Inventar o tal namorado foi um meio de deixá — la menos preocupada.
– Ele está bem, por quê?
– É que... Nunca me apresentou o garoto.
– Ele trabalha e estuda, mãe. Não tem tempo. Entretando, vou dar um jeito dele vir aqui, eu prometo.
Ela sorriu e fiquei aliviada quando mudou de assunto, odiava mentir pra ela.
– Do que se trata a tal entrevista de emprego?
– É um cargo de babá.
Adorava crianças, não tinha muita experiência, porém, faria o possível pra conseguir a vaga.
– Sim... parece bom.
Ela fechou os olhos esgotada, era melhor deixá — la descansar. O Dr. Eleazar entrou em seguida pra lhe examinar, depois saímos e ele pediu pra falar comigo.
– Então, doutor... Ela melhorou?
Seu semblante ficou sério e soube que as notícias não seriam boas.
– Não vou mentir pra você, Bella. A doença não tem cura, mas como sabe enquanto ela estiver no hospital e puder ser cuidada... não queria falar de dinheiro, porém, é preciso, já que esse mês ainda não pagou a mensalidade do seu tratamento.
Eu sabia sim, a conta do hospital estava atrasada. Todavia a entrevista que teria hoje era a única chance que tinha de manter as despesas médicas de mamãe em dia.
– Não se preocupe, Doutor. Vou pagar tudo, eu prometo. Estou indo ver um emprego hoje a tarde. Só peço que continue se empenhando ao máximo pra cuidar dela, como tem feito, aliás.
Ele deu um meio sorriso.
– Admiro muito o que faz por ela. Não deve ser fácil pra uma moça tão jovem assumir tanta responsabilidade.
Agora foi a minha vez de sorrir.
– Mamãe é tudo pra mim, o que mais podia fazer?
– Vou segurar as contas um pouco mais, está bem? assim terá mais de tempo pra pagar.
Deus... O doutor era um homem bom, e senti um grande alívio com suas palavras.
– Obrigada, Dr. Eleazar. Obrigada mesmo.
Ainda me despedi de mamãe antes de sair. Fui pra casa, fiz meu almoço, e tentei escolher uma roupa discreta pra ir a entrevista e coloquei uma maquiagem leve. Por sorte tínhamos um "carrinho", e não precisaria ir de ônibus ou metrô o que tomaria mais tempo. Quando estacionei diante da imensa mansão perdi o fôlego. Era linda, imponente, com um vasto jardim em volta. Com certeza o senhor Cullen, que precisava de uma babá pra sua pequena irmã devia ser riquíssimo.
Uma bela moça loira me atendeu e me conduziu à sala e percebi que meu apartamento caberia inteirinho só ali. O lugar era decorado com requinte, com tapetes fofos no chão, cortinas de seda, móveis caros. Tanto luxo me deixou um pouco deslocada, porém, o que tirou meu eixo mesmo foi o homem que estava sentado no sofá a minha frente. E só podia ser o senhor Cullen.
Minha boca secou e travei a respiração. Ele era jovem e bonito demais, imaginava um homem mais velho, deveria ter no máximo trinta e poucos. Tinha uma cor de cabelo exótica, e os fios desalinhados lhe dava um ar selvagem, o maxilar era anguloso, másculo, a boca era carnuda, e os olhos... eram verdes, porém, perspicazes e um tanto misteriosos. O terno preto impecável e os sapatos caros completavam o visual.
Deus... Ele exalava uma sensualidade e uma virilidade que poucas vezes vi. Estava longe do sexo oposto a algum tempo e só agora percebi o quanto isso fazia falta. Minhas pernas tremeram. Precisava lembrar o motivo real de estar aqui e me recuperar do efeito impactante que o senhor Cullen causou em mim. Então me aplumei respirando fundo e ajeitei os cabelos. No entanto, quando ele se levantou e me cumprimentou o efeito de antes se multiplicou.
Ele era alto, bem mais alto do que esperava e tinha um andar cadenciado... firme, quase predatório. Minha cabeça chegava a seu peito e me senti muito feminina em sua presença. Afinal ele gritava "macho alfa" por todos os poros. Seu corpo era atlético, proporcional, sem dúvida ele devia ser exercitar com frequência. Era como se tivesse o mundo aos seus pés. E devia ter mesmo.
Sua mão era enorme, quente, e um pouco áspera, mas, pra um homem rico que tem tanta gente pra lhe servir me pareceu estranho. Talvez antes de ficar abastado tenha feito algum trabalho manual. Seu toque foi como um choque elétrico, e seu perfume amadeirado me deixou tonta de desejo e quando me sentei no sofá de frente pra ele, meu coração batia tão depressa que tive medo que pudesse ouvir.
Ele era um italiano legítimo, sem dúvida. Seu sotaque rouco, grave... Só me fez pensar em cama... E lençóis amassados... Deus! Precisava parar com esses pensamentos, precisava desse emprego e se tivesse sorte ele seria meu chefe, apenas isso. Como se um homem como ele rico e poderoso se interessaria por uma menina sem graça feito eu.
Segurei a pasta que carregava com meus documentos com força contra o colo, aguardando as perguntas que com certeza ele faria. O senhor Cullen se acomodou no sofá de forma sofisticada, dobrando um joelho sobre a perna, puxou um charuto do paletó e me encarou.
– Il fumo ti dà fastidio, signorina Swan? (a incomoda que fume, senhorita Swan)
Sacudi a cabeça negando. Ele estava em sua casa, não precisava me pedir permissão, porém, adorei seu cavalheirismo. Ele usou uma tesoura curvada pra cortar a ponta e o acendeu em seguida usando um isqueiro de prata. E deu uma longa tragada. Deus... Até fumando o homem conseguia ser sexy como um inferno. Com certeza não sobreviveria até o final dessa entrevista.

Continua...

Notas finais
Coitada da Bella! Quase teve um derrame depois de ver nosso mafioso gostosão, KKKKKKK!!!! A gente entende. E não percam no próx. Cap a entrevista completa, curiosas? Lembrando que essa fic terá povs diferentes, uma máfia rival entrará na história, ok! BEIJOCAS!!!