Apaixonada pelo Mafioso
15 Agarrada
Notas iniciais
Povs Bella...
Realmente o tal Alec era um ótimo rapaz. Ele fazia faculdade de história, um ano só mais velho que eu. Muito bonito, tinha um sorriso agradável. Sem dúvida agradaria qualquer garota, mas não a mim. Depois que conheci meu chefe, foi como se todos os homens do mundo não existissem mais. Ninguém se comparava ao senhor Cullen. Seus olhos verdes, sexys, e inteligentes. Sua boca carnuda, máscula. Seu corpo rijo, forte. Seu sotaque italiano rouco, firme. Seu andar... De um homem seguro, quase predatório.
Tenho certeza que quando queria conquistar uma mulher bastava uma simples palavra, um gesto, um toque... Deus! Estou perdendo o juízo. Não posso me apaixonar por ele e temo que já esteja. Ele nunca vai olhar pra mim... E mesmo que olhe, sempre serei a empregada, a babá de sua irmã. Porém, não consigo evitar, pensava nele o dia inteiro, e quando me toquei principalmente com o vibrador... No fundo queria que fosse ele ali, e mais ninguém. O certo seria eu ir embora, não vê — lo de novo. Todavia, ele me pagava muito bem, era generoso com as minhas folgas, e ainda tinha as despesas médicas de mamãe.
Ela precisava de mim, não podia simplesmente pedir demissão. Além disso me afeiçoei a Alice e acredito que ela também gosta de mim. Sem dúvida ela é a bebê mais linda e doce que já vi. É tão calma, e só chora quando tem fome. O que preciso fazer pra tirar meu chefe da cabeça é me concentrar no meu trabalho, e tentar ver ele o menos possível. Só espero que isso funcione, ou ele pode perceber e me mandar embora e isso não pode acontecer de jeito nenhum. Enquanto conversarmos pedimos um lanche pros três, e olhei de relance pra Emmett, que havia voltado a ficar na sua posição de antes.
Por que o senhor Cullen tinha essa espécie de "obsessão" por segurança? Tudo bem que ele era um homem rico e poderoso. Porém, às vezes achava exagerado, ou quem sabe já tenha sido assaltado, roubado ou coisa parecida. Emmett tomava um café tranquilamente em sua mesa, e apesar de não parecer interessado em nossa conversa, ele isalava um certo perigo no ar... e o senhor Cullen me causava a mesma sensação as vezes e não entendia isso.
– O que gosta de fazer pra se divertir, Bella?
A pergunta de Alec cortou meus pensamentos. E Ângela falou com um sorriso.
– Conta, Amiga.
– Bom... eu adoro cinema.
– Eu também. Podiamos marcar. Estreiou um ótimo agora sobre uma comédia romântica.
– Que bom.
Quando Ângela notou a minha cara de tédio me deu uma cotovelada.
– Ela vai adorar, sem dúvida.
– Preciso ir agora, meninas. Nos vemos depois. Thau, Bella.
– Thau, Alec. Foi legal de conhecer.
– Digo o mesmo.
Ele me deu um beijo no rosto antes de partir. E Emmett seguiu ele com o olhar até a saída. Não é como se ele fosse dar o relatório completo sobre meu encontro ao senhor Cullen. Ele confia em mim, sabe que não tenho antecedentes criminais. Não... O segurança só está aqui pra minha proteção, e não pra me vigiar. Tenho que parar de imaginar absurdos.
– Por que não gostou dele?
– Quem disse que não gostei, Ângela?
– Está claro. Você parecia estar "voando" durante a conversa, e também não tirava os olhos da mesa do lado.
– É que... Essa ideia de segurança, me deixa um pouco nervosa.
– Estou vendo... Se tá me escondendo alguma coisa? por acaso tá com problemas no trabalho ou sua mãe piorou?
– Não... Nada disso.
– Então não custa nada dar um chance pro Alec, não acha?
– Desculpa amiga, mas no momento não tô com cabeça pra isso.
– Tem certeza.
– Tenho sim.
Depois de me despedir de minha amiga, fui até o hospital ver minha mãe. Enquanto Emmett me esperava na recepção. Levei pra ela uma caixa de bombom, pois o doutor disse que ela podia comer alguns já que melhorou um pouco.
– Que bom que veio filha, como está?
– Estou bem, mãe.
Ela me olhou com o cenho franzido.
– Tem certeza?
Como ela poderia notar meu estado de espírito mesmo sobre uma cama? Mas, tínhamos uma ligação muito forte, por isso ela sempre acabava notando todos os meus "humores."
– Nada... Não se preoucupe.
– Não precisa me poupar de tudo só porque estou doente, Bella.
– Não estou fazendo isso mãe.
Ela sorriu de lado.
– Será que essa carinha triste não é por causa do seu namorado que nunca me apresentou?
Oh... Sim, o tal namorado de mentira que inventei.
– Não, não mesmo.
Deus... Como gostaria de me abrir com ela. Porém, como poderia lhe contar que era louca pelo meu chefe italiano... Como? Precisava desse emprego. Ela mais do que ninguém, senão como pagaria o médico pra continuar seu tratamento?
– Não gostou dos chocolates?
Quando ela viu que mudei de assunto fez uma careta de desagrado.
– Estão bons, sim. Como vai seu emprego?
Evitei seu olhar indo até a janela do hospital e continuei a mentir, pois não tinha escolha.
– Ótimo! Alice é um bebê lindo. Ainda vou trazer ela aqui pra conhecê — la.
– Só não trabalhe muito. Sabe que me sinto culpada por você ter que arcar com tudo e...
Fui até ela e segurei em suas mãos.
– Não diga isso, eu a amo. Nada que faço é sacrifício algum.
– Então porque essa tristeza em seu olhar, Bella?
A abracei fortemente e sussurei.
– Vai passar mãe, eu garanto.
No dia seguinte quando voltei pra casa do senhor Cullen, notei que Alice não estava bem. Tinha muita febre e vomitou, resolvi sair do seu quarto e pedir ajuda. Não encontrei a governanta da casa, então resolvi ir até a sala na esperança de encontrar alguém que chamasse o pediatra dela, ainda que não devesse ir até ali e quando vi o senhor Cullen, suado, usando apenas uma calça de moleton... engoli em seco, com certeza tinha acabado de fazer algum exercício. Ele tinha o celular na orelha, discutia com alguém e parecia furioso.
Apesar de sua irmã está doente, cheguei num mal momento, era melhor ir embora, porém, não tive tempo, ele desligou o telefone e me encarou. Engoli em seco buscando ar nos pulmões. Seu olhar estava ardente, e ainda parecia irritado. Foi como se a sala arejada tivesse ficado quente, abafada. O clima em volta mudou. Minha cabeça girou, e não consegui falar nada e tive medo. Medo de mim, medo de acabar não resistindo e me jogar nos seus braços.
Edward respirou fundo, e vi o desejo claro em seu olhar. E dessa vez não era imaginação, era muito real. E soube que quando se aproximou me tomaria em seus braços. Não... Alice precisava de mim. Meu corpo todo tremeu, o coração disparou no peito, precisava fugir agora... antes que não conseguisse mais. Então dei meia volta e saí, porém não fui muito longe, ele me segurou por trás e arfei extasiada sentindo o rosto corar.
– Per Dio... non riesco più a resistere, Bella. (Por deus... Não posso mais resistir...)
Continua...
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