Apaixonada Por Um Morto-Vivo
10 Capítulo 10
Notas iniciais
É. Quando chegara na porta de casa, o dia já havia amanhecido. Um dia frio e cinzento, como Tina gostava.
6h13
Tinha pouco tempo para entrar, tomar um banho e ir direto para o colégio, agora que era obrigada a posar de boa moça sob ordens da diretora Chloe.
Estava acabada. Salto quebrado, pé torcido, maquiagem borrada, bafo de uma mistura de bebidas alcoólicas e provavelmente descabelada. Largou seus sapatos no primeiro degrau da escadinha de entrada e procurava as chaves em qualquer um dos bolsos de sua calça.
Nada.
Se tivesse perdido, teria que pular a janela e, não estava em condições para tal. Continuou procurando, até desistir segundos depois.
— Chave de merda! — Resmungou.
Ouviu passos ao longe e levantou o rosto.
Merda, merda, merda!
Stoll saíra de casa e vinha em sua direção. Usava um sobretudo marrom e Tina não conseguia ver suas roupas por baixo. Sua imagem era um borrão aos olhos dela.
— Bom dia, senhorita! Precisa de ajuda? — Ele perguntou, calmo.
— Não preciso de você! Só... das minhas chaves... — e tornou a procurá-las.
Passava a mão nervosamente por todos os bolsos que encontrava em sua roupa, mas nada de descobrir aonde estavam as malditas
chaves. Stoll a olhava, sereno, às vezes dava um sorriso disfarçado, achando graça por dentro do leve desespero da garota. Suspeitou que sua presença a deixava tensa. Porém, mal sabia que estava bêbada.
— Tem certeza de que não quer ajuda? — Ele usou um tom sexy dessa vez e Tina se irritou com isso.
— Já disse que não preciso de você, tá legal? Me erra — elevou a voz.
Ele deu dois passos para trás. Cruzou os braços no peito e continuou a observação. Tina pensou em dar uma olhada na parte
secreta da moto. Havia uma espécie de trava ao lado da ignição, que abria um compartimento mínimo embaixo da mesma. Ela guardava
cigarros ali, provavelmente a chave também. Todavia, não aguentou nem ficar de pé sem que uma dor atingisse seu tornozelo torcido e
a tontura a dominasse. Stoll foi prontamente segurá-la antes que tombasse no chão.
— O que você está fazendo? — Ela estava meio mole nos braços dele, porém com a ignorância presente.
— Se eu soltar, você vai cair. Quer que eu solte? — Ele encarou seus olhos.
Tina nunca tinha estado tão perto dele. Ali, pôde reparar no quanto ele era forte. Observou seus traços masculinos, seu perfume fraco...
Ok, já está na hora do show acabar, senhor Certinho.
Tina deixou a cabeça desabar para trás, como alguém que perde completamente o equilíbrio do corpo. Stoll não fazia o menor esforço para mantê-la de pé. Poderia fazer aquilo com uma só mão. Com um braço nas costas dela, ele levou a outra mão livre até seu rosto para tirar seus cabelos dos olhos. Tina encarava cada movimento seu, apesar da tonteira. Ele prendeu sua franja rebelde atrás da orelha, acompanhando seu rosto com o olhar.
— Você sabia que tem pintinhas amarelas dentro dos olhos? — A garota soltou antes de tudo ficar escuro.
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Quase lá...
A música Sex You, de Bando Jonez, explodia no quarto. E os dois estavam envolvidos nela.
A garota não sabia direito como reagir. Gostoso! Suas unhas arranhavam tudo que conseguiam. Suas mãos passavam freneticamente pelos cabelos, bagunçando-os na frente do rosto. Iam descendo pelos olhos, bochechas, boca ... Pescoço. Parava nos seios. Ela apertava os mesmo com certa força, enquanto mordia o lábio inferior.
A língua dele explorava toda a extensão de sua vagina. Vinha de baixo para cima, passando pelo canto dos grandes lábios, vagava rente ao clitóris, dava a volta e descia de novo. Às vezes, demorava no ponto G. Acelerado ou lento.
Quase lá...
A garota gemia alto de prazer. Não fazia a mínima questão de se conter. Que língua gostosa!
Não pare!
Ela não escutou aquelas palavras saírem de sua boca, mas preencheu sua cabeça e ainda assim, ele seguiu a ordem. Se instalou
no clitóris e não saiu dali. Acelerava o ritmo, cima e baixo, cima e baixo, cima e baixo, numa dança enlouquecedora, quente e molhada.
Ela espremia os próprios seios, sua cintura remexia fora de controle na boca dele. Os gemidos aumentaram. Ele a chupava sem pudor, enquanto em meio aos clamores, ela pirava.
Faltava pouco...
As mãos dele seguravam seu quadril para que ela ficasse quieta e ele terminasse o trabalho. Porém, ela não deixava. Era descontrolador. Seus movimentos corporais eram involuntários. Estava ficando fraca. De repente, parou de se mexer. Entrou naquele
estágio em que fica tão, mais tão gostoso que a pessoa não consegue nem respirar. E então, ela explodiu na boca dele. Os gritos
viraram urros de prazer e a língua dele não parava nem um segundo. Lambia de uma forma sem igual. Nunca alguém pegara ela daquele jeito. A textura de sua língua era lisa, a mesma era quente, muito quente. Aquilo a excitava. Seu corpo tremia embaixo dele.
Suas mãos cravaram nos cabelos dele, enquanto ela o puxava para si, para que chupasse mais forte. O êxtase não cessava. A sensação estava aumentando e ela sentiu que alcançaria o orgasmo pela segunda vez. Pressionou o rosto dele contra sua vagina e esfregou, rápido, rápido e mais rápido.
Caiu na cama, gritando, tremendo. Espasmos. Tesão. Fraqueza. Sensibilidade. Ela riu. E ele também, mas sem tirar a língua e sem parar o movimento rítmico. A música de fundo era alta, entretanto, ainda assim, um escutava a respiração do outro. Ele apertava as pernas dela com as mãos, sua cabeça rodava ali no meio e a língua mantinha a dança. As pernas dela tremiam muito nas mãos dele.
Aquela sensação voltava. O ápice de novo. Dessa vez, tirou as costas da cama e tornou a encravar as mãos na cabeça dele, puxando e esfregando. Os gritos altos.
Você... Tá... Me devorando!
Voltou a deitar, o corpo duro de prazer. Aquilo não acabava. E nem queria. Ele puxou o clitóris com a pontinha dos dentes e voltou a chupar como um cão bebe água, ou como se fosse uma balinha. Lambendo, lambendo, lambendo...
Acordou com batidas fortes na porta. A música sumira. Estava completamente suada. As pernas arreganhadas embaixo dos lençóis.
Encontrava-se espalhada na cama e nua. Ofegante. Coração aos pulos. Procurava respirar pela boca para que normalizasse. Experimentou passar a mão na genitália. Totalmente encharcada. Como assim? Olhou em volta. Quarto vazio. Era possível que tivesse orgasmos múltiplos dormindo? Loucura!
As batidas na porta voltaram, com força.
— Tina, abra essa porta agora! — Haney berrava do outro lado.
A adolescente pisou devagar no chão, por conta do pé machucado e, surpresa, não descobriu dor nenhuma. Se enrolou nos lençóis
e foi até a porta.
— O que você está fazendo? Por que tantos gritos? — Haney empurrava a porta para ver o quarto.
— Estou transando com cinco caras muito gostosos, licença? — E bateu a porta na cara da mãe.
— Se gritar desse jeito de novo, vou quebrar essa porra de porta — Haney se afastou.
Provavelmente, Tina havia acordado ela. Ainda estava com camisola de dormir e cara amassada.
Sentou-se no encosto aos pés da cama e pôs uma unha na boca. Ficou mordiscando enquanto lembrava do sonho. Nunca tivera um tão bom em toda sua vida. Mas o que significava tudo aquilo? Os gritos, o orgasmo, as sensações, foram todos reais. Tentou se lembrar de quem era o cara do sonho. Se esforçou. Mas nada veio à mente. Só recordava-se bem da textura dos cabelos, as costas largas e brancas no meio de suas pernas, as mãos grandes de dedos grossos, a língua, a risada... Mas não conseguia identificar quem era.
Uau! Esse sonho me deixou atacada!
Foi atrás do celular. Este estava no chão. Com três mensagens.
'AONDE VOCÊ ESTÁ?' — 7h48
'ESTÁ ATRASADA!!! DIRETORA CHLOE VAI COMER SEU FÍGADO!' — 7h50
'ESPERO QUE TENHA TIDO UMA BOA HORA DE SONO, NOS VEMOS NO COLÉGIO.' — 7h34
As duas primeiras, eram de Lanna. A última... de Stoll.
Oi? Como esse safado conseguiu meu número?
E antes que pudesse parar para pensar nisso, queria saber: Como havia ido parar em sua cama se sua última lembrança era de estar sentada na escada da entrada de casa, procurando suas chaves.
Vai se ver comigo, senhor Certinho!
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