Apaixonada Por Um Idiota Pervertido
18 Capítulo 18 - Você gosta dela.
Notas iniciais
Bradley's Pov Estava andando pelo corredor 42, quando vi algo não muito agradável: Rian e Angel a poucos centímetros de distância um do outro, quase se beijando. Não sei o que houve comigo, mas senti meu sangue fervilhar de ódio e uma explosão de sentimentos queriam sair de mim e acabar com aquele idiota.
– Olha aqui, Rian. Você é meu amigo, mas não se mete com ela não. Ela é minha. — disse agressivo, empurrando o peitoral dele. Rian é um garoto legal, mas muito agressivo quando quer algo que não pode ter.
– Bradley, Bradley, Bradley... — disse o garoto, se afastando de Angel e passando os braços pelos meus ombros. — Eu sei que ela é sua meia-irmã, mas não precisa ser tão protetor assim. Eu vou cuidar bem dela... — sussurrou a última frase em meu ouvido, conseguindo me provocar mais do que antes.
– Fique bem longe dela, Rian. — rosnei entre os dentes, fechando minha minha mão, pronta para atacar ele. — Ou nossa amizade já era. — completei e então saí do corredor, mas antes puxei ela comigo.
Andávamos apressados, dois andares acima de onde ocorreu a discussão. O silêncio era quebrado apenas por nosso passos pesados e por nossa respiração ofegante. Antes eu puxava Angel pelo pulso, mas agora a situação mudara: segurávamos as mãos e tinha impressão de que ela me olhava constantemente.
– Por que estava quase beijando ele? — perguntei, um pouco mais calmo, mas ainda com uma raiva mortal por Rian.
– Não estava quase beijando ele e isso não é da sua conta. — só por sua resposta, imagino que ela ainda estava brava comigo.
– Como assim não é da minha conta?
– Você é o que meu? Amigo? Namorado? Pois é! Acho que nenhum dos dois! — respondeu irônica. Fiquei pensativo por aquilo que ela dissera. Era a minha maior dúvida.
– Você está errada. — disse após alguns minutos.
– O que você disse? — perguntou confusa, deixando transparecer uma ruga entre suas sobrancelhas, dando à ela um ar mais inteligente ao mesmo tempo que sexy.
– Eu disse que você está errada. — continuei, percebendo que a dúvida ainda estava presente em seu olhar, assim como sua expressão séria. — Você está errada porque eu tenho TUDO a ver com você. — disse e então puxei ela para mais perto de mim, colando nossos corpos, frente a frente, com os olhares próximos.
– O que você está fazendo? — perguntou ela mais uma vez, mas agora, ao invés de sua expressão séria, deu-se lugar a uma mais assustada.
– O que você acha? — disse, aproximando mais nossos lábios e, agora, podia-se ouvir nossas respirações descompassadas.
– Fique longe. Você não é nada meu, além de meio-irmão. — disse ela, estragando nosso momento e se afastando, mas antes puxei ela contra meu peito e a beijei. Ela relutou no ínicio, como se estivesse em dúvida se devia ou não retribuir, mas no fim acabou cedendo a um beijo doce, calmo e lento. Meu coração batia à mil e eu ainda não acreditava no que estava fazendo. Terminamos nosso beijo com alguns selinhos e ficamos nos olhando.
– E agora? O que somos? — perguntei com um sorriso.
– E-eu tenho que ir. — disse ela e saiu correndo. Fiquei observando-a até ela desaparecer. Eu ainda estava com aquele maldito sorriso bobo enquanto ia para a próxima aula e o momento seria perfeito se algum idiota não interrompesse.
– Bradley! — gritou alguém atrás de mim. Interrompi meus pensamentos e me virei.
– O que você quer, Rian? — perguntei, revirando os olhos.
– Quero conversar. Cara, ela é só sua meia-irmã! Você podia me dar uma chance de ficar com ela! — disse ele, bravo por eu ter discutido com ele.
– Eu já te disse: fique bem longe dela. — disse e continuei me dirigindo à sala de aula.
– Você gosta dela.
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