Apaixonada Pelo Maroto

7 A armação dos amigos


Notas iniciais
Tem mais leitores we we we Se tem mais leitores deveria haver mais comentários, lógico não? Aproveitem.

Aquela noite não foi falada pra ninguém. Eles simplesmente não queriam dividir o que acontecera, somente queriam guardar para eles mesmos. Vários dias de passaram e já estavam no fim do mês de Novembro. Tiago continuava com o assanhamento, mas em vez d cada dia estar com uma garota diferente, ele esperava três, e Lily percebera essa mudança. Havia menos garotas chorando pelos corredores escuros e mais uma vez se sentiu culpada com a conversa que teve com Tiago.

O mês de Novembro passara rápido, e em todos esses dias, a cada dia, esfriava mais um pouco, porque estavam chegando bem perto do Natal, e mais uma vez começaram os murmúrios do tal Baile Colonial. As garotas estavam extasiadas de tanta emoção, e os garotos nervosos para conseguirem logo seus pares. Então já começara a correria de arranjar pares. Lily fora convidada por três garotos àquela semana. Um deles era Larry Difetty. Ainda estava envergonhada por ter ditas aquelas coisas e pedira perdão para ele, e ele aceitou. Mesmo chamando-a, ela teve que responder não. Combinara com todos de ir desacompanhada. Carol fora convidada por dois garotos até então, e Remo ficou muito mal-humorado depois que soubera. Anna fora convidada por quatro. Sirius por dez garotas, e ele teve que se esforçar para dizer não, segundo ele, elas eram irresistíveis. Tiago fora convidado por doze e ficou se gabando para Sirius por isso. Remo por três garotas. E até Pedro fora convidado por uma garota, mas ficou tão apavorado pelo pedido que saiu correndo sem se explicar.

- Deveria ter chamado-a para sair e depois a beijado – disse Sirius consolando-o.

- Eu me apavorei na hora, não sabia o que falar, então corri – todos os seis estavam com vontade de rir da reação do amigo, mas se contiveram.

Eles até se convidaram: Sirius pegou nas mãos de Carol se declarando e chamando-a para ir ao baile com ele, e ela rira disso, depois olhara para Remo e vira que esse estava bravo. Anna entendendo o que estava acontecendo piscou pra Carol e foi até Remo. Ajoelhou-se para ele, pegou na mão do garoto e disse que estava apaixonada, então o convidou. Ele pedira desculpas rindo, e dissera que lamentava partir seu coração. Até Lily entrou na brincadeira. Beijou a bochecha, não de Tiago, mas de Pedro, e o convidou a ir acompanhada dele, o garoto na hora corou, e ninguém aguentou segurar o riso. Todos deram gostosas gargalhadas e até Pedro entrou nessa, mesmo ainda estando corado.

- Claro! Eu sobrei! Oh vida cruel – disse Tiago melodramaticamente colocando as mãos no rosto fingindo soluçar. Uma garota do quarto ano que não tinha entendido a brincadeira deles saiu correndo até Tiago.

- Não fica assim! Eu vou com você! – disse esganiçada. A garota até que era bonita. Tinha olhos cor de Mel e cabelos longos, cacheados e castanhos, só era muito baixa.

- Sai daqui sua louca! – disse Anna avançando na garota – Há gritou e bateu o pé. Na hora a garota saiu correndo. Todos deram gargalhadas.

- Tadinha da garota Anna – disse Lily entre risos.

- Ela é oferecida isso sim! – e passando perto de Lily sussurrou – Cuida do que é seu não viu! Já, já perde! – e a garota corou.

O fim daquele dia de domingo passou tranquilo. Todos os sete estavam conversando animadamente e jogando Snap Explosivo. Era o jogo favorito de todos, principalmente de Lily. Quando ganhava seus olhos brilhavam ainda mais e vendo isso Tiago sorria mais abobadamente. Sirius percebera o que estava acontecendo na hora, então:

- Anninha do minha vida, podemos conversar sim ou claro? – disse olhando de Tiago para Lily sem perceberem, e ela entendendo o recado disse:

- Claro meu cachorrinho pulguento lindo – sorriu para o garoto. Levantaram-se e foram para um canto mais afastado da sala e coloram as cabeças uma na outra.

- Percebi o Pontas olhando e sorrindo abobadamente pra Lily – Sirius disse.

- Eu também vi. A Lily percebeu também. Toda hora que ele sorria pra ela, ela corava, ou seja, ela está gostando – disse Anna sorrindo.

- Não é pra menos! Ela gosta do sorriso dele. – Anna assentiu – a gente pode fazer o seguinte: podemos esperar todo mundo ir dormir e colocá-los no meu dormitório e dos meninos e trancamos eles lá – disse surgindo um sorriso.

- Como? – Anna sorriu maliciosamente.

- Bom, a gente espera todo mundo ir dormir, e nós sete ficamos lá embaixo. Eu escrevo um bilhete pro Rabicho e pro Aluado falando para não se deitarem que depois eu explicava, e você um pra Carolzinha – Anna sorriu ainda mais concordando – depois eu falo, sei lá, pro Tiago pegar o mapa pra eu ver se o Filch estava andando pra que eu saia, ai você chama a Lily lá pra cima e depois a empurra no nosso dormitório, sela a porta e os dois aproveitam a noite – Sirius disse sorrindo mais e mais marotamente, e Anna o acompanhando.

- Perfeito! Você é um gênio cachorrinho – e bateu a mãos na cabeça de Sirius.

- Obrigado minha morena – e rapidamente seu um selinho em Anna.

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- O que será que os dois estão tramando? – perguntou Lily curiosa.

- Alguma coisa muito idiota e perigosa – disse Remo. Continuaram jogando Snap Explosivo até os dois voltarem.

Sirius já escrevera em dois pedaços de pergaminho: Não suba para o dormitório, depois explico; Anna o copiou. Ambos entregaram para Remo e Pedro, depois Carol, respectivamente.

Eles estavam sentados em frente a uma mesinha em que jogavam as cartas, Sirius estava do lado esquerdo de Remo, no mesmo sofá, e do direito de Pedro, depois vinha Tiago, Anna, Carol e pra terminar, Lily. Os três leram os pergaminhos sem entender, mas não perguntaram nada. Agora já se passava das onze da noite e só restaram os sete. Anna deu sinal para Sirius começar com o plano, e ele assentiu.

- Pontas, faz um favor! – Sirius disse.

- Não! – respondeu Tiago olhando suas cartas.

- Ah, cara! Por favor! Pega o mapa lá! – ele disse numa voz de piedade.

- Pra quê? – ergueu os lhos do baralho para olhar o amigo.

- É que, bom – sorriu maroto, preciso ver onde Filch está. Tenho um encontro hoje – sorriu mais abertamente.

- Cachorro sempre será cachorro, mesmo tentando ser gato – disse Anna rindo, e todos a acompanharam.

- Gato eu já sou meu bem – disse marotamente e mandou um beijo para Anna.

- Pega você! – disse Tiago impaciente.

- Foi você que guardou – Sirius disse.

- Verdade – Tiago disse, então saiu da mesa e começou a subir as escadas.

- Obrigado, meu amorzinho! – disse Sirius, e Tiago mostrou o dedo do meio antes de desaparecer, todos riram.

- Preciso falar com você Lily. – disse Anna.

- em que ser agora? – ela disse olhando suas cartas.

- Aproveitar que o Tiago saiu – Anna encolheu os ombros, e Lily assentiu. Elas subiram as escadas e Lily foi para o dormitório das meninas, só que Anna já pegara em seu braço e a empurrara para dentro do quarto onde Tiago estava. Ele olhou assustado de Lily pra Anna. Então Anna concluiu – divirtam-se – e fechou a porta com força e murmurou o feitiço.

Lily começou a bater na porta desesperada tentando abri-la, mas não deu certo, então colocou as mãos nas vestes, mas sua varinha sumira.

- Me dá sua varinha Potter – disse se virando para ele e levantando a mão, com a palma pra cima. Só que ele também não estava com a varinha. Os dois deixaram suas varinhas onde estavam sentados.

Então um bilhete apareceu debaixo da porta. Lily o pegou. Tiago se juntou a ela para ler o que dizia:

“Crianças, nós trancamos vocês dentro do quarto para se entenderem melhor. Percebemos que um não parara de olhar pro outro no jogo, então resolvemos fazer isso.

Divirtam-se

Anna e Sirius.

PS.: Carol, Remo e Pedro não sabiam de nada.”

- Ah, eu não acredito – disse Lily incrédula e ficando brava. – Tem dedo seu nisso Potter – ela disse ficando vermelha e apontando o dedo pro garoto.

- Quem me dera – disse sorrindo marotamente – isso é...

- Ridículo – Lily disse. Agora estava da cor de deus cabelos.

- Genial! Como não pensei nisso antes? – Tiago disse rindo.

- O quê? – Lily perguntou esganiçada – Seu idiota, estamos trancados aqui dentro sabe-se lá até quando.

- Isso é perfeito – Tiago disse se aproximando de Lily.

- Pra quem? – ela disse se afastando. Já sabia o que iria acontecer a seguir.

- Pra mim! – Tiago sorriu e se aproximou mais. Lily se afastou até bater as costas na porta. Tiago aproveitou para segurá-la na cintura e prendê-la contra a parede. Tirou uma mecha do cabelo da ruiva e acariciou-a na bochecha. A respiração dela ficou ofegante. Então começou a beijá-la. Ela tentava resistir como sempre, e ele passando a mão pelo corpo da garota. Ela tentava empurrá-lo, mas como sempre era em vão essa ação, e mais uma vez sua consciência a deixara sozinha com Tiago Potter.

Até então seus olhos estavam abertos, mas foram se fechando lenta e involuntariamente, enquanto ele aprofundava mais o beijo. Colocou suas mãos no peito dele e passou-a por aquela parte toda, até coloca-la nas costas do garoto. Ele acariciava a bochecha e a nuca FDA garota, sempre alternando entre uma e outra.

Precisando de ar, eles se separaram, mas para não perder o costume ela deu um tapa na cara dele e saiu de perto. Ele sorriu, massageou a bochecha.

- Ah, vamos Lily! A gente vai ficar nisso a noite todo? – ele disse erguendo uma sobrancelha.

- Se for preciso! – ela cruzou os braços.

- Se vamos ficar aqui até eles pensarem em abrir, precisamos comer alguma coisa – ele disse sorrindo, então foi até uma parte do quarto, abaixou-se e arrancou um pedaço do soalho. De lá tirou garrafas fechadas de suco de abóbora, feijõeszinhos de todos os sabores e tortinhas de abóbora.

- Como conseguiu tudo isso? – perguntou incrédula.

- Na cozinha! – Tiago disse levando tudo até ela, só que ela virou as costas e sentou na cama mais próxima, ele foi atrás dela revirando os olhos e jogou as coisas na cama, só que ela rejeitou – Você acha que coloquei alguma poção do amor é? Até que não seria má ideia – sorriu – Brincadeira – disse ao ver a cara de incredulidade que ela exibia. Então, vencida pela fome pegou uma garrafa e uma tortinha e digeriu-as.

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- Que será que devem estar fazendo lá em cima? – perguntou Pedro inocentemente.

- Nem queira saber Pedrinho – disse Sirius maliciosamente.

- Você é um pervertido Sirius. – disse Carol – E eu não achei certo o que fizeram com os dois.

- Relaxa! A gente disse que fomos somente nós dois que pensamos nisso – Anna disse.

- Não é por isso Anna – começou Remo – Pode ter um assassinato lá dentro e a gente não vai poder fazer nada – todos riram. Então:

“- OLHA O QUE VOCÊ FEZ EVANS!

- QUEM MANDOU TENTAR ME BEIJAR?”

Ouviram as vozes de Tiago e Lily de onde estavam.

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- Que é que você está fazendo? – Lily disse corando ao ver Tiago tirando a camisa em que caíra o suco de abóbora. Sem ter consciência dos seus pensamentos, ela ficou observando o garoto tirar a blusa e se limpar com ela. Ele tinha o corpo bem definido por conta do quadribol, realmente era lindo. Ele percebeu que ela estava olhando e sorriu marotamente.

- Eu não posso ficar com essa camisa não é? – disse sorrindo e colocando outra camisa.

- Eu estou toda encharcada, mas nem por isso estou sem blusa – disse corando.

- Sinta-se a vontade! – cruzou os braços e sorriu, mais uma vez, marotamente, depois riu abaixando a cabeça ao vê-la corada. Virou-se pra seu armário e tirou uma camisa branca, bem grande e jogou pra ela – deve estar limpa.

- Deve? – perguntou incrédula. Então começou a tirar a blusa, só que parou na barriga e olhou para o garoto – não vai virar?

- Até poderia, mas não vou. Brincadeira – acrescentou rindo da cara de brava de Lily. Então ela tirou a blusa que estava, e abaixou a cabeça para abaixar o zíper da calça bem na hora que Tiago arriscou uma espiada básica. E viu um pouco o corpo da sua ruivinha. Tinha curvas incríveis, mas antes que pudesse olhar mais ela levantou a cabeça e ele virou tão rapidamente a cabeça que estralou seu pescoço.

- Pronto – ela disse ainda corda. A camiseta branca de Tiago ficara até a meta da coxa da garota. Ele olhava abobado para ela – Ei, limpa a babinha do cantinho – disse rindo e passando o dedo no canto da própria boca em demonstração, ele rira marotamente. Então ela bocejou, já devia passar da meia-noite, e já estava exausta. Amanhã teria de acordar cedo pra ver se eles já tinham destrancado, então deitou na cama onde estava a bebida e a comida.

“Eu vou dormir. Se quiser fica ai acordado.”

- Você está na minha cama – Tiago disse.

- Tem mais três camas e o chão para dormir, fica a vontade – disse rindo, só que ele foi em direção à cama onde estava – Ah não, não, não! Sai daqui – estava tão cansada que nem se deu o trabalho de se levantar.

- Tem espaço pra dois aqui – ele disse sorrindo e deitando bem de frente a ela, a fim de ficar uma distancia de centímetros entre as bocas.

- Por quê? – Ela disse erguendo a sobrancelha.

- Só quero dormir perto de você – disse sorrindo e ela não pôde conter um riso. Então o olhou bem nos olhos e o beijou. Não foi simplesmente ele que a puxou para um beijo, mas ela. Ela passava a mão pela bochecha de Tiago e a outra estava depositada em seu tórax. Ele conservava uma das mãos atrás da cabeça, e a outra apertando levemente a cintura da garota. Foi um beijo calmo comparado aos outros roubados. Ela levantou o corpo um pouco para ficar quase em cima dele, e ele começou a passar sua mão na coxa e na bunda da garota, coisa que ele nunca fez antes. Então, depois de cinco minutos de beijo e acabando com selinhos ela sorriu, e ele viu pela primeira vez o sorriso dela depois de um beijo. Ela se acomodou sobre o peito de Tiago, com uma das mãos sobre ele, e ele com as duas mãos nas costas de Lily, abraçando-a. E assim adormeceram.

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- Escuta! Pararam com os gritos – disse Anna apurando os ouvidos.

- Pois é! Devem estar se beijando agora – disse Sirius maroto. Agora estavam sentados assim: Pedro na poltrona sozinha, e já roncando, Carol e Remo em um sofá, ela passando a mão pelos cabelos dele distraidamente, e Carol e Sirius em outro sofá. Sirius com a cabeça do colo dela.

- Deveríamos seguir o exemplo do Pedrinho e dormir – disse Remo sonolento – já passa da meia-noite – disse consultando o relógio da Sala Comunal. Então Anna se acomodou no sofá juntamente com Sirius, fizeram conchinha para que desse certo. E Anna e Remo deitaram um de frente ao outro no sofá que estavam. Remo deu um beijo na testa de Carol e ela sorriu, colocou as duas mãos sobre o peito dele, e ela uma embaixo da cabeça, e outra na cintura dela. Sirius colocou uma mão sobre a barriga de Anna, e ela colocou as mãos sobre a de Sirius. E então adormeceram sem se preocupar com nada. Estavam felizes daquele jeito naquele momento. E os três casam foram dormir com um sorriso no rosto.

Notas finais
Esse capítulo foi divertido escrever, sério, lembro que amei mesmo sdcjbsljzdz Por favor comentem, sério, não irá cair sua mão. Obrigada por lerem e comentarem. Xox