Notas iniciais
Aqui estou eu, postando o penúltimo capítulo. É triste. Não só o capítulo, mas também chegar cada vez mais perto do fim da fic.
Está tudo pronto agora, não tenho mais que escrever sobre a Megan doida ou sobre o Will delicia, mas vocês ainda tem muito o que ler, então, vamos nessa?
Capítulo dedicado a duas pessoas lindas e maravilhosas que recomendaram a fic:
- V Black.
- Lyly Albuquerque.
Muito obrigada minhas lindas ♥
Boa leitura e até lá em baixo.

Capítulo 23 – E agora?

Caminhava pelo Central Park sem vontade nenhuma. Se não fosse por Sue, eu estaria em casa, deitada e comendo. Já que era a única coisa que eu fazia nas últimas semanas. Já deveria ter engordado uns cinco quilos. Se Travis me visse agora, com certeza riria de mim por isso, pensei com sarcasmo.

Depois que Quíron me avisou do acontecido, ele pediu para Argos me trazer para Nova Iorque imediatamente. Sem falar com ninguém e sem pegar minhas coisas no chalé. Ao chegar em casa apenas encontrei Sue, que assim que me viu, veio me abraçar e nós duas choramos juntas.

A dor de perdê-lo não era nada compara ao da ilusão que Phobos tinha me mostrado naquele dia. Dessa vez eu tinha certeza de que era real, de que eu não acordaria de repente ajoelhada e soluçando no meio do Central Park Zoo enquanto os turistas me olhavam como se eu fosse louco enquanto um deus menor me olhava com pena.

Agora eu não tinha ninguém, apenas Sue, que ficou responsável por minha guarda, assim como meu pai solicitou no testamento, o mesmo que dizia que agora eu era dona de tudo que um dia foi dele e de todos os seus projetos que ainda estão em andamento, como se eu realmente ligasse para isso. As únicas coisas que eu queria e precisava, era justamente o que eu não poderia ter, o que eu não tenho mais.

Achei que ver Will me traindo seria a mesma coisa que foi quando Dylan fez isso, mas não. Agora estava pior. Quando Dylan me traiu eu fiquei magoada, mas apenas por ficar sendo conhecida como a “traída”, era apenas questão de orgulho. No caso de Will não. Eu realmente o amava como nunca amei outra pessoa e por um tempo, saber que ele sentia – ou dizia sentir – o mesmo por mim era bom. Mas no final, eu o amava e ele me traiu.

Olhei para o céu vendo as nuvens escuras e os relâmpagos. Obrigada vovô, pensei dando a volta, na intenção de voltar para casa, mas realmente sem vontade. Passei pelo Empire State evitando olhar para cima e me lembrar de certas coisas.

Entrei no Burguer King, fiz o pedido para levar para casa. Assim que sai do fast food, começou a chover. Realmente não fiquei preocupada com o risco de ficar doente, mas sim com o risco de “prejudicar” meu hambúrguer e minhas batatas.

Quando cheguei à frente do prédio, eu estava completamente molhada e só faltou o porteiro verbalizaras ofensas que eu sabia que ele estava pensando. Antes que eu pudesse ir para o elevador, o porteiro me chamou.

- Senhorita Mason, um jovem deseja falar com a senhorita – informou.

- Diga a quem quer que seja que eu não estou em casa.

- O problema, Megan – disse aquela voz tão conhecida por mim – É que eu não desisto fácil.

Virei-me em direção de onde vinha a voz dele. Ofeguei assim que me virei totalmente para vê-lo. Ele estava com uma calça jeans preta, que modelava seu corpo. A camisa que usava era uma de gola polo verde, o cabelo castanho claro com algumas gotas de chuva, fazendo-o ficar ainda mais lindo. Assim que minha inspeção foi para seus olhos me surpreendi ao ver a tristeza dos olhos incrivelmente azuis.

- Não vai falar nada? – perguntou após minutos de silêncio. Acredito que até o segurança nos olhava e acredite, eu já fiz de tudo para fazer ele se mexer, sem sucesso, até agora.

- O que faz aqui? – soltei sem conter minha curiosidade.

- Vim te ver. Precisamos conversar.

- Não. Não precisamos – falei indo para os elevadores, mas pude perceber que ele me seguiu.

- Você sabe que sim – insistiu.

- Me deixa em paz, Will. É a única coisa que eu quero agora.

Ele não deu ouvidos e entrou no elevador junto comigo, pressionei o botão do meu andar tentando ignorar sua presença ali, olhei para baixo, observando minhas roupas molhadas.

Entramos no apartamento e Sue veio correndo da cozinha. Ao que parece a ideia de me ver carregando um saco cheio de lanches do Burguer King chamou mais a sua atenção do que me ver encharcada ao lado de um garoto.

- De novo comendo porcarias, Meg? Dessa vez isso vai para o lixo, você precisa comer coisas mais saudáveis. E essas roupas? Já para o banho!

- Mas, Sue... – tentei argumentar gesticulando para Will.

- Seu namorado pode me ajudar com o jantar, garanto que ele não irá se importar com isso.

- Claro que não senhora – responde Will sorrindo.

- Por favor, me chame de Sue e você Megan, me dê essa coisa aqui – praticamente arrancando o saco da minha mão – Agora vá tomar um banho antes que você fique gripada.

- Se eu soubesse que não comeria isso teria dado a um mendigo na rua – resmunguei enquanto ia para meu quarto.

Enrolei o máximo que consegui no banho. Não gostaria de encontrar Will tão cedo. O que ele havia feito, tinha realmente acabado comigo. Porém, como meu pai sempre dizia, eu era ótima em esconder meus sentimentos, ou pelo menos, aqueles que me desagradavam.

Sai do banheiro cansada de enrolar, me vesti rapidamente sem me preocupar em colocar algum sapato, a não ser as meias, já que eu amava ficar só com meias em casa. Assim que sai do quarto, fui direto para a sala de jantar, onde encontrei a mesa posta e Will sentando em uma das cadeiras. Assim que me aproximei vi que a mesa estava posta apenas para dois.

- Onde está Sue? – perguntei.

- Ela disse que era melhor nos deixar a sós.

Sue traidora!

Bufei me sentando de frente para ele. Gemi de frustração ao notar as coisas “saudáveis” que Sue tinha preparado. Eu não iria comer isso, não mesmo.

- Você vai ter que comer e pronto. Sue me contou o que você andou comendo das últimas semanas – disse o maldito filho de Apolo.

- Me obrigue – falei arqueando as sobrancelhas.

- Olha que eu te sento no meu colo e te dou comida na boca se você continuar com essa. Agora, Megan, por favor, coma um pouco? Você vai ficar doente se continuar sobrevivendo a base de chocolate e fast food.

- Como se você se importasse – resmunguei baixinho, mas acredito que ele tenha escutado.

- Olha, eu realmente não queria discutir sobre isso no jantar, mas eu sei que você deve estar realmente me odiando por isso. Eu teria vindo atrás de você no momento em que eu soube que você tinha vindo embora, mas Charlotte disse que eu precisava te dar um tempo e eu acabei ouvindo o conselho dela. Meg, eu prometi que não seria como ele e, eu não fui. Eu juro. Eu te disse naquele dia que você era a pessoa mais importante para mim. Eu nunca faria isso. Apenas me escute, por favor.

Seus olhos me diziam que ele falava a verdade e o tom de suplica em sua voz me desarmou completamente.

- Me conte – pedi.

- Pietra usou o charme dos filhos de Afrodite para me convencer a beijar ela. Não foi algo que eu poderia evitar e eu juro que assim que tomei consciência dos meus atos eu a afastei e, Charlotte viu tudo e se te tranquiliza saber, Charlie bateu nela. Eu juro que nunca te trairia, Meg, eu te amo e é por isso que eu estou aqui, pronto para ficar de joelhos e te provar a intensidade dos meus sentimentos por você eu só preciso que você me perdoe. Então, Megan, você me perdoa ou não?

~~

Bom, eu estava esperando finalizar APFA para postar a fic nova e como só falta mais um capítulo agora, eu já postei o Prólogo. Deem uma olhada, garanto que vão ficar curiosos.

http://fanfiction.com.br/historia/343460/Living_The_Past/

Notas finais
Bom? Ela perdoa ou não? O que vocês acham?
Sei que muitos desconfiaram disso, principalmente o pessoal do grupo do Facebook, mas eu não respondi porque não queria entregar as coisas.
Me digam o que vocês acharam.
Comentem e, por favor, recomendem!
Beijos ♥