Apaixonada? Até parece
2 Será que alguém se importa se eu matar aquele idiota?
Notas iniciais
Os meus pais foram embora e eu fiquei a andar de um lado para o outro pela escola, mas hoje não é mesmo o meu dia de sorte.
— Hey! Sua anã louca!
— Só porque você parece uma girafa não quer dizer que sou anã! Idiota – praticamente grito, tentando não saltar para cima daquele idiota
— Então prefere Ruivinha? – pergunta. Eu acho que ele quer morrer
— E você prefere uma tapa ou um chute no que você tem aí? – olho para aquilo que ele tem no meio das pernas, acho que ele percebeu.
— AHAHAH. Que graça que você tem ruivinha. – revirei os olhos e continuei a andar -já vai Ruivinha?
— RUIVINHA VAI SER A MINHA MÃO NA SUA CARA! – gritei
— Você é sempre brava assim? Tenho pena dos seus amigos.
— Eu juro que tentei, mas não dá. Corri para onde ele estava só que ,quando ia dar uma tapa naquela cara de deus grego, alguém chegou.
— Oi Justin!
— Oi Marcus.
—Quem é esta gatinha ruiva? – Marcus sorriu para mim. Aff Idiota.
— Esta gatinha ruiva sabe lutar, por isso eu tinha cuidado. – olho para ele com um olhar assassino e o mesmo dá um passo atrás.
— Afinal não é só comigo que você é assim. – fala sorrindo. Será que ainda posso dar uma tapa naquele ridículo?
Ignoro e vou em direção ao refeitório para comer alguma coisa. Esta discussão me deixou com fome. Pego em alguns chocolates e 2 pacotes de doritos e fui me sentar.
— Daniela sua vaca! Comendo doritos sozinha!?
— Liza não seja dramática!
— Eu dramática? Passei uma aula a fazer um trabalho em grupo, com um nerd qualquer, morrendo de fome e você aqui com 2 pacotes de doritos. – se sentou ao meu lado quase chorando. Ela ainda vai ser atriz.
Elizabeth ou Liza era como aquelas modelos, -loira com olhos verdes, alta, linda — mas muito louca e divertida.
Dei um pacote para ela que ficou logo feliz, mas não consegui que ela parasse de falar.
— Que ideia foi aquela de quase matar o garoto com uma cadeira?
— A culpa foi daquele idiota com cérebro de minhoca que me estava a provocar. Eu só me defendi. – fiz a minha melhor cara de anjinho.
— E tinha que ser logo uma cadeira não podias ter dado uma tapa? – perguntou enquanto ria que nem uma louca
— Eu até tentei pegar numa coisa mais pesada, mas não arranjei. – o que era verdade, se não fosse a cadeira tinha de ser o professor Jhon e eu não queria arranjar problemas com aquele gordinho mal humorado.
— E o que os seus pais disseram?
— A minha mãe tirou o amor da minha vida!
— Comida?
— Não! o outro amor da minha vida.
— WHATSAPP? – gritou.
— Sim! E tudo culpa daquela criancinha. – respondi muito irritada.
— Criancinha? Eu pensava que gostava de mim, ruivinha.
Arghh. Eu ainda vou matar ele.
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