Aos Seus Encantos
27 O Expresso
Notas iniciais
P.O.V. Braider
Como assim, Rose era a chave? Quem quer mata lá? Só sei de uma coisa, eu não vou permitir isso. Estava saindo da sala da Minerva quando esbarro em alguém, esse alguém era a Black.
– Aonde vai com tanta pressa? –perguntei
– Não acho que isso seja da sua conta Malfoy. – ela respondeu saindo o mais rápido de perto de mim, mas segurei seu pulso. – Me larga. –ela disse um pouco alterada.
– Ei, só estou tentado ser legal com você, será que não percebe garota? Podemos entrar em Guerra a qualquer momento. – disse sério.
– Vou escrever para a minha avó, manda lá voltar para a Pensilvânia. Não posso perde-lá, ela é toda a minha família. – ela respondeu com lágrimas nos olhos.
– E seus pais? Onde eles estão? – voltei a perguntar.
– Mortos. – ela soltou minha mão do seu pulso.
– Eu sinto muito. – falei.
– Não sinta, se seus sentimentos não forem verdadeiros não precisa mentir para mim, conheço seu tipo. – ela se afastou deixando suas palavras martelando na minha cabeça. Seu tipo? Qual?
P.O.V. Rose
Depois de vários minutos ouvindo Scorp disser que eu deveria ser mais cuidadosa comigo, ficar atenta e prestar mais atenção, eu o mandei ir arrumar seu malão, afinal eu não estava preocupada comigo eu pensava na vida da minha família, dos meus primos e amigos, eles sim me preocupavam.
Subi as escadas para o dormitório feminino da Grifinória e encontrei uma Lily relaxada e uma Domi aos berros.
– O que está acontecendo aqui? –perguntei assuntada.
– RÁPIDO ROSE, VAMOS AGILIDADE. – gritava Dominique correndo por todo o dormitório recolhendo suas roupas.
– Lily? –olhei para a Potter com a cara: O que ela tem?
– Ela está assim, pois não tinha arrumado o malão e aparentemente o Expresso vai partir mais cedo esse ano. –respondeu com a maior tranquilidade, como se nem percebesse a prima loira dando a louca bem ao lado.
– O trem vai sair que horas? –perguntei indiferente.
– AS SEIS DA MANHÃ, VÊ SE ISSO É HORA DE SAIR? EU PODERIA ESTAR DORMINDO. –resmungava Domi.
– Já arrumou seu malão Rose? –perguntou Lily.
–Sim, vem vamos descer e deixar a loira dando um ataque sozinha. –puxei Lily pela mão e saímos do dormitório, escutando os berros de Domi perguntando coisas com: “Onde está minha bota marrom? Botinha vem ni mim”, família louca essa minha.
P.O.V. Alvo
Ótimo, obrigado pai, por que de todos os Potter e Weasley nessa escola logo eu tinha que ir chamar a Black para passar o natal lá em casa? Eu nem converso com ela direito, nem sabia que ela existia até o Baile do Preto e Branco, mas como papai disse: Ela é da nova geração, assim como você e seus irmãos, temos que ajuda lá e além do mais ela é a neta do Sirius, meu padrinho, eu devo isso a ele”.
Não podia ter pedido a Lily não? Afinal elas são garotas deve ser mais fácil, procure essa garota em tudo quanto é quanto de Hogwarts: sala precisa, dormitório, salão comunal, salas de aulas, estufas, banheiro da murta (nunca mais volto lá, credo a fantasma tentou me agarrar), estava quase desistindo quando me lembrei de um local, ela só poderia estar lá.
Subi pulando os degraus da escada da Torre de Astronomia, chegando perto da porta, paro respiro fundo e abro, lá estava ela, encostada no beiral da janela olhando o nada, menina estranha.
– Black? –chamei com certo receio.
– Sim e você é? –ela se virou e perguntou.
– Acho que não fomos apresentados formalmente, sou Alvo Potter. –estendi a mão.
– Uhum, o irmão de James Galinha Potter? Sou Bárbara Black, mas acho que isso você já sabe. –ela aceitou meu aperto de mão.
– Sabe, meu pai pediu para eu perguntar se você não gostaria de passar o Natal lá em casa? –perguntei sem jeito, afinal acabei de conhecer a garota.
– Eu não sei, esperava passar o Natal em casa. –respondeu fitando o chão.
– Vá, por favor, podemos assim discutir sobre esse mal que se aproxima. –Sim, eu sou persistente.
– Olha Potter, só irei por causa da guerra que se aproxima , quero resolver tudo isso logo. Eu não desejo perder mais ninguém. –disse suspirando.
– Me chame de Alvo, mas perder mais alguém? Como assim? –fitei seus olhos castanhos com curiosidade.
– Ok, me chame de Babi. Sabe Alvo você parece um garoto legal, está disposto a escutar uma história? – perguntou com a sobrancelha levantada.
– Eu adoro histórias. –respondi me aproximando para escuta lá.
P.O.V. Chloe
Eu e Braider estávamos próximos do Lago Negro, discutindo a nova etapa do plano para separar Rose de Scorpius, ele seria meu, custe o que custasse, eu eliminaria qualquer um ou qualquer coisa que estivesse no meu caminho.
– Tente não errar desta vez Braider, como foi no Baile com a Black. –Só pronuncia o nome daquela coisa me dá náuseas, mas o que é dela está guardado.
– No Baile foi diferente Chloe, era como se só existisse eu e a Black. –ele disse com, o que é aquilo? Brilho nos olhos?
– Não Braider, esqueça a Black, você quer a Rose, o Scorpius já te tirou tudo vai deixa ló ficar com a sua garota também? Lembre se Draco o ama mais que você. – eu sabia que não devia colocar o pai dele no meio, mas Scorpius Malfoy deve ser meu, somente meu.
– Você está certa Chloe, Rose Weasley será minha só minha. –Isso, esse é o Braider que eu conheço.
– Vamos entrar, amanhã retornaremos para casa, vem o trem parte cedo. –o puxei pela manga da capa.
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P.O.V. Rose
Acordei com os berros de Dominique, a louca corria pelo quarto, pulando em Lily, a mandando ir tomar banho caso contrário ficaria em Hogwarts, peguei minha toalha e rumei para o banheiro tentando ignorar os berros das duas.
Deixei a água quente lavar meus poros, a sensação era de paz e leveza, como se nada pudesse me atingir naquele momento, terminei meu banho e vesti uma roupa simples e confortável para viagem: uma calça jeans, blusa polo vermelha, tênis all star preto, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo simples e passei uma maquiagem leve, estava pronta.
Desci para o Grande Salão, Scorpius já estava a minha espera.
– Bom dia pequena. –disse com a voz rouca.
– Bom dia loiro. –logo seus lábios já estavam sobre os meus.
Olhei em volta e percebi que só tínhamos nós ai.
– Ei, onde estão todos? –perguntei
– Rose, todos já foram para o expresso, eu vim te buscar. – respondeu.
– Então, o que estamos esperando? –sai correndo do castelo, com um certo loiro em meu enlaço.
P.O.V. James
Eu poderia dizer que eu estava bem confortável na MINHA CABINE, mas não temos que ser legais com os outros, então a MINHA CABINE serviu de pensão, tava todo mundo lá, todo mundo mesmo: Hugo, Lílian, Rose, Scorpius (ou Malfoy 1), Dominique e o Braider (ou Malfoy 2), tava todo mundo apertadinho até que a mula do Hugo lembra.
– Ei gente, onde está o Alvo? –perguntou.
– Não pode estar na minha cabeça, né cenoura. –respondi irritado.
– Não esta preocupado James? Ele é nosso irmão. –disse Lily.
– Não, ele deve estar com alguma garota, relaxa. –o Malfoy 1 se pronunciou.
– Como relaxar num aperto desses? –indaguei.
Não ouve tempo para alguém me recriminar, naquele momento Alvo apareceu.
P.O.V. Braider
Tava um aperto danado, tive com concordar com o James. Mas onde estava o outro Potter, e onde estava a Black? Ela também iria para a casa dos Potter. Naquele momento uma cena me chamou a atenção, o Potter e a Black abriram a porta da cabine e vinham conversando e rindo como se fossem amigos há muito tempo. O que é isso?
– Então ele pode encostar em você e conversar com você e eu não Bárbara? –perguntei com raiva.
– Sim Malfoy ele pode, é meu amigo. –dizendo isso ela chegou mais perto do Potter.
– É isso mesmo Malfoy somos amigos. – disse passando o braço pelos ombros da Black.
Então ele abriu espaço naquela cabine, nem sei como e se sentou ao meu lado e a Bárbara do lado dele. Eu sei que provavelmente eu estava vermelho, de raiva, raiva que eu nem sabia o por que de sentir.
P.O.V. Scorpius
Acho que foi impressão minha ou o Braider ficou com ciúmes da Black com o Alvo? Tomara que não tenha sido impressão, assim quem sabe ele não esquece a Rose?
Mas de uma coisa eu tenho certeza: Esse Natal promete.
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