Aos Pés da Noite
1 Único
Foi naquela tarde fúnebre,
Mórbida, escura e fria;Seu brilho, o velho Sol perdia,Caia, aos pés brancos da noite.Eu recordava, um amor distante,Infeliz, só de chorar servia;Se dei de mim, mais ninguém perdia,E se sofri, foi por breve instante.Com o tempo, isso em longos diasInvulnerável quis fazer meu peito;Tarde, mesmo assim doíaE de fraco, fez-se o sangue negro.Fui tolo plagiando o forte,De devaneio, de sonho vivia;Se aquela tarde só viera a morte,De morto eu já me definia.Foi naquela tarde fúnebre,Mórbida, escura e fria;Com amor eu nunca tive sorteE com o Sol, ao fogo eu descia.Do alto, a lua me via,Mesclado ao ‘fundo-panorama”;Diferente, talvez seriaSe ela dissesse que me ama.Como? Se tal mentiraNem mal me faria grato,Que em nada mudariaEm meu ego já estafo?!Então, meu sangue escorriaDe meu corpo sem alma e nada;Por fim, talvez deveriaSim eu, ter dito que amava.
Notas finais
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