Foi naquela tarde fúnebre,

Mórbida, escura e fria;

Seu brilho, o velho Sol perdia,

Caia, aos pés brancos da noite.

Eu recordava, um amor distante,

Infeliz, só de chorar servia;

Se dei de mim, mais ninguém perdia,

E se sofri, foi por breve instante.

Com o tempo, isso em longos dias

Invulnerável quis fazer meu peito;

Tarde, mesmo assim doía

E de fraco, fez-se o sangue negro.

Fui tolo plagiando o forte,

De devaneio, de sonho vivia;

Se aquela tarde só viera a morte,

De morto eu já me definia.

Foi naquela tarde fúnebre,

Mórbida, escura e fria;

Com amor eu nunca tive sorte

E com o Sol, ao fogo eu descia.

Do alto, a lua me via,

Mesclado ao ‘fundo-panorama”;

Diferente, talvez seria

Se ela dissesse que me ama.

Como? Se tal mentira

Nem mal me faria grato,

Que em nada mudaria

Em meu ego já estafo?!

Então, meu sangue escorria

De meu corpo sem alma e nada;

Por fim, talvez deveria

Sim eu, ter dito que amava.

Notas finais
Obrigado pela leitura!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!