Aos 16

16 Capítulo XV - Olho por olho


Notas iniciais
Oi... Quero agradecer os comentários das lindas comentaristas: * Gaby Galdinno * Rebeca Maia * Firebird * Bellinha * gmdefc * Amanda Dias Obg lindas... Boa leitura!!!

Os alunos se amontoavam para ver a briga entre Ian e Nate, tentar chegar até o centro do circulo foi difícil, mas depois de muito empurra-empurra consegui. Olhei para os dois adversários, Nate estava com o nariz quebrado, enquanto Ian estava com um corte na lateral da boca e sobrancelha esquerda.

– Você não podia ter feito isso Nate. – gritou Ian revoltado. – Ela é minha irmã.

Irmã? Que irmã?

Como se fosse chamada na conversa Yasmim apareceu perto de Ian desesperada, então eu entendi tudo, ela era irmã do Ian, bem que ela me parecia com alguém. Olhei para Nate. Esse era o jogo dele? Irritar Ian? Mas porquê?

– Não a ouvi reclamar enquanto gemia no meu ouvido. – provocou Nate com um sorriso sádico. Esse garoto é doido!

Ian se aproximou de Nate e deu um soco em sua bochecha, Nate caiu no chão, mas logo se recuperou e se jogou em cima de Ian, os dois embolaram pelo chão. Ao invés dos alunos separarem a briga, a incitavam mais, estavam até fazendo apostas e eu não podia deixar isso continuar, ou os dois se matavam ou seriam expulsos.

Os dois se separaram ofegantes, mas Ian não queria parar, estava preparado para dar outro soco em Nate, porém eu fui mais rápida e atravessei na frente, péssima ideia, a dor foi excruciante, fiquei tonta, acabei caindo por cima de Nate gritando de dor, o soco havia sido abaixo do olho, no ossinho do rosto.

– Olha só o que você fez seu imbecil. – rugiu Nate me amparando.

– O que está acontecendo aqui? – ouvi a voz do inspetor Jean.

Dessa vez não tinha nem como disfarçar, Ian estava todo machucado, assim como Nate. E eu? Com um enorme hematoma roxo no rosto. Depois que o inspetor dispensou todos os alunos para suas salas, acabei indo parar na secretária junto com um otário que resolveu defender a honra da irmã periguete no colégio, e o outro idiota que resolveu pegar a irmã do outro por capricho, então já que eu entrei na dança sem ser convidada, pretendia obter algumas informações.

Olhei para Ian ao meu lado e para Nate do outro, a raiva era tão nítida que eu podia sentir emanando de seus poros. Apertei um pouco mais a bolsa de gelo no meu hematoma, e me preparei, pelo menos a dor havia amenizado.

– Então quer dizer que a perigue... a Yasmim é irmã do Ian? – esperei alguns segundos, mas nenhum se pronunciou. – Eu levei um soco. – apontei para o meu rosto. — Espero pelo menos algumas respostas do que estava acontecendo. Eu mereço.

– O que foi uma péssima ideia. – disse Ian me encarando. — Onde você estava com a cabeça quando resolveu entrar no meio da briga, ficou louca?

– Loucos ficaram vocês, estavam querendo ser expulsos?

Eles riram. Os encarei.

– O quê? – perguntei sem saber qual era a graça.

– Impossível, não vamos ser expulsos. — disse Nate fitando a parede a frente.

– Uma suspensão, talvez. — completou Ian.

– Tudo bem, mas será que algum dos dois pode responder as minhas dúvidas?

– Você sempre querendo saber de tudo, não é? – disse Ian suspirando, desisti, ele estava abatido e eu sabia que era por causa da sua irmã, essa história o tinha abalado muito. – Você não devia ter feito isso. Dessa vez você passou dos limites. — disse depois de alguns minutos, e ele não estava falando comigo.

– Por que não? Olho por olho. — disse Nate o fitando. — Dente por dente.

– Ela é minha irmã.

– E ela era minha namorada. – Nate estava com o olhar sofrido, com certeza ele não estava falando de Yasmim, os dois se encaravam e eu percebi que havia algo mais ali.

Não tive tempo para perguntar, porque a porta da sala da diretora se abriu e ela nos mandou entrar.

– Sentem-se. – pediu Amanda Reynolds a diretora do Santa Mônica, assim que entramos. Ela é uma mulher muito bonita, cabelo loiros, olhos verdes, dona de um sorriso lindo e tia de Cassandra. Infelizmente! – O ano mal começo senhor Fraser e já o vejo por aqui? – fitou Ian, mas ele apenas a ignorou.

– Senhorita Amanda, eu gostaria de saber o que a Lise faz aqui, já que a briga foi entre mim e Ian. — perguntou Nate.

– Bom, a informação que tenho é que a senhorita Thomas também participou da briga, já que está com o rosto machucado.

– Isso foi só um impulso, sem querer, quando vi já havia levado o soco. — me pronunciei.

– Tudo bem, dessa vez senhorita Thomas deixarei passar, afinal você não estava participando da briga, foi só uma desafortunada que resolveu se intrometer. — ela tirou seus olhos de mim e fitou Ian e Nate. — E vocês dois, não irei expulsá-los, darei uma segunda chance, mas conversarei com seus pais e estarão na detenção por duas semanas.

Ian e Nate não falaram nada, apenas concordaram. Saímos da sala da direção e segui meu caminho até a enfermaria, minha cabeça começara a doer e eu precisava urgentemente de um remédio. Nate veio atrás de mim.

– Deixe-me ver seu rosto. – pediu Nate tocando minha face, me afastei.

– No momento, eu quero distância de vocês dois. – disse os encarando e me afastei.

Depois de tomar o analgésico que a enfermeira Andreia me deu, decidi procurar um lugar tranquilo para me deitar e esperar as aulas acabarem, o que me levou até a biblioteca, não estava afim de todos me olhando por causa da burrice que resolvi fazer, porque eu fui me atravessar na frente do Nate, eu estava ficando doida? Fiquei ali pensando em tudo o que aconteceu, com certeza alguma coisa havia acontecido entre Ian e Nate, e isso envolvia uma garota, como também algo havia acontecido entre Monique e Clara que eram amigas, e quanto mais eu pensava, acabava não chegando a lugar nenhum.

O sinal tocou e eu segui em direção ao portão de ferro, me preparando para a desculpa que teria que dar. Suspirei pesado e entrei no carro encarando minha mãe.

Notas finais
Comentem... Bjos!!!