Aos 16

20 Capítulo XIX - Sexta-feira à noite


Notas iniciais
Hey... Aproveitei que não tive aula e resolvi colocar a fic. em dias, esse capítulo já estava pronto, mas não tive tempo de postá-lo, estou estudando até no sábado, coisa que eu não contava para este semestre... Agradeço todos os comentários... E também a Raquel Viena que favoritou a fic. Obg Linda!!!! Boa leitura!!!

Eu tentava respirar, mas duas mãos seguravam minha cabeça para que eu continuasse imersa na água, estava quase perdendo o fôlego, quase sucumbindo a escuridão, quando outras duas mãos me agarram pela cintura e me tirou da piscina.

– Me solta. – disse voltando a realidade, cuspi a água que tinha engolido e vi Cassandra do outro lado da piscina toda molhada sendo segurada por Nate. – Eu vou matar você sua loira oxigenada. – fiz menção de ir até ela, mas Ian me segurou novamente pela cintura, me arrastando para fora dali.

– Ninguém vai matar ninguém esta noite. – suas mãos me apertavam mais enquanto eu me debatia tentando me soltar.

– Você viu o que ela fez. – tentei argumentar. – Ela queria me afogar.

Ele nada disse, apenas entrou dentro do banheiro mais próximo comigo e nos trancou lá, ficando em frente a porta. Ele me soltou, tentei passar por ele, mas era impossível, eu estava revoltada, aquela maluca quis me matar, ela vai ter o que merece, ah vai.

– Deixa eu sair. – gritei.

– Nem pensar.

– Sai. – me aproximei para afastá-lo, mas o garoto era uma muralha, segurei em seus braços, hum ele malha... foco Lise, você tem uma filha de satã para esmurrar, não pode ficar impressionada com os músculos de Ian. O empurrei.

– Você não vai sair daqui até se acalmar.

– Isso é o que vamos ver. – bati nele, mas nem assim ele cedeu, claro que doeu porque a cara de dor que ele estava fazendo era muito engraçada, comecei a rir e bati mais uma vez, ele segurou em meus pulsos impedindo meus golpes.

– Chega. – disse aproximando o rosto do meu, prendi a respiração, nosso olhos fitavam um ao outro, meu coração acelerou, meu estômago embrulhou, eu podia sentir o seu halito fresco em minha pele, tive vontade de beijá-lo, mas lembrei que tudo o que aconteceu foi culpa dele, sempre culpa dele.

– A culpa é sua! – gritei com raiva. – Se você não tivesse me beijado nada disso teria acontecido, qual o seu problema comigo? Quer fazer da minha vida naquele colégio um inferno? Parabéns você conseguiu, depois disso Cassandra vai me torturar.

Ele me soltou, seus olhos demonstravam arrependimento, me afastei e sentei no vaso sanitário, eu estava ensopada e com frio, tremi.

– Me desculpe.

– Você anda pedindo muitas desculpas ultimamente. – sorri amargo.

– O que você queria que eu fizesse, Nate pegou a minha irmã de quatorze anos, achei justo tê-la beijado.

– Eu não sou irmã do Nate. – retruquei amarga.

– Não, mas ele está apaixonado por você.

– Apaixonado por mim? Sei, conta outra, se fosse assim ele não teria ficado com sua irmã.

– Olha, eu só vi o Nate agir da mesma forma que ele age com você, só com uma garota, e eu posso afirmar o que estou dizendo.

O fitei, o Nate apaixonado por mim? Fudeu. Não que eu não gostasse dele, mas era muito cedo pra dizer meus reais sentimentos, fora que com toda essa história com a Yasmim, ele perdeu minha confiança.

– Não importa, só não faça novamente.

– Tudo bem.

Ouvimos batidas na porta.

– Quem é? – Ian gritou.

– Abram logo, se não vou achar que estão fazendo mais que conversar aí dentro. – era a voz de Clara, acabei corando com sua insinuação. Ian abriu a porta, quer dizer uma brecha, só para eu não fugir.

– O que é? – perguntou rude.

– Lise está bem? Trouxe roupas secas.

Ian puxou as roupas da mão de Clara e fechou a porta na cara dela.

– Mal educado. – resmunguei, ele jogou a roupa na minha cara, peguei.

– Vista logo, vou te levar pra casa.

– Você sabe que não manda em mim não é?

Ele me olhou torto, e não tive outra opção se não obedecer, me levantei e peguei a roupa que Clara trouxe, era um vestido florido de alças, curto e muito justo, percebi que Ian me observava.

– Vai ficar aí me olhando?

– Você acha que nunca vi uma garota nua?

– Não, mas isso não quer dizer que vou deixá-lo me ver.

Ele revirou os olhos e se virou para a porta, comecei me vestir.

– Eu vou saber se você se virar.

– Você não é tão gostosa assim. – disse e eu podia ver um repuxar em seu rosto, ele estava rindo.

– Você é sempre tão gentil assim com as garotas? – retruquei.

– Só com as bonitas.

Corei. Ele me acha bonita?

– Terminei.

Ele se virou e prendeu a respiração, percebi quando o músculo do seu pescoço ficou rígido.

– Ótimo. – disfarçou. – Vou te levar para casa antes que você queira cometer um assassinato, só preciso achar minha irmã.

Ele segurou em meu braço e abriu a porta para sairmos, aproveitei que ele estava de guarda baixa, o parei ficando em sua frente, ele me olhou confuso, dei um sorriso sarcástico e apunhalei seu brinquedinho com meu joelho, ele gemeu de dor e me soltou, nem louca eu iria embora, eu iria me divertir até não querer mais e com sorte me vingar de Cassandra, eu estava chateada, mas já tinha me acalmado não iria cometer nenhuma loucura contra a Barbie do inferno sem um plano bem arquitetado.

Sai de perto de Ian que me xingava de coisas nada bonitas e me aproximei de Clara.

– Ei, você está bem? – perguntou preocupada, não respondi, apenas peguei o copo que estava em suas mãos. — Lise não. – disse aflita, mas eu já havia bebido todo o liquido.

– O que foi?

– Deixa pra lá. Acho melhor irmos dançar. – ela me puxou para a pista improvisada, não entendi de começo até começar a me sentir tonta, mas mesmo assim não deixei de mexer conforme a música. As coisas pareciam mais leve, eu me sentia mais leve, havia até me esquecido do que ocorrera com Cassandra. Eu me sentia tão livre. E assim foi até eu não perceber mais que a festa havia acabado.

Notas finais
Comentem... Vou postar mais um hoje, para compensar a semana... Até mais!!!