Aos 16

27 Capítulo XXVI - Tabuleiro


Notas iniciais
Como prometido... Mais um hj... ♥ Boa leitura!!!

– Eu vou te arrebentar Bolton. – gritou Ian se levantando e limpando sua boca melada de sangue na camisa.

– Pode vim, você nunca foi páreo para mim Fraser.

Ian riu sádico.

– Isso é o que vamos ver.

Ian já estava pronto para atacar, mas eu não podia deixar que uma briga acontecesse no meio do corredor por minha causa, antes que ele pudesse se aproximar de Nate, me atravessei na frente.

– Está louca? Quer levar outro soco? – gritou revoltado.

– Louco está você. O que pensa que está fazendo? Estamos na escola.

– E daí?

– E daí? – repeti incrédula. — E daí que o inspetor pode aparecer a qualquer momento.

Ele me olhou céptico e depois olhou para Nate atrás de mim.

– Entendi tudo. – sorriu sem humor. – Claro que você ia defender seu namoradinho.

– O quê? – mas não tive tempo de rebater, um tumulto no fim do corredor me dizia que o inspetor estava próximo, então fiz a única coisa que estava ao meu alcance, peguei na mão de Ian e o tirei de lá. Murmurando no caminho um "Nate não é meu namorado."

Eu não sabia para onde estava indo, Ian me seguia sem reclamar e quando nos aproximamos da saída de emergência, ele me puxou para uma das salas que havia ali. Eu não conseguia enxergar nada, até que ele ligou as luzes e pude perceber que era a sala de música.

– Não seremos importunados aqui... por enquanto.

Balancei a cabeça confirmando que tinha entendido. Entrei mais na sala. Eu ainda não tinha tido oportunidade de vim aqui. Ela era bem espaçosa e cheia de instrumentos musicais. Mas eu não estava interessada em música, agora que a adrenalina havia passado, eu estava envergonhada por tê-lo beijado. Onde eu estava com a cabeça quando resolvi fazer isso?

– Ian, precisamos conversar. – virei-me para ele.

– Lise, precisamos conversar.

Acabamos falando ao mesmo tempo. Nós encaramos alguns segundo, até eu perceber seu corte.

– Você está sangrando. – me aproximei e examinei seu maxilar cortado.

– Não é nada. – puxou seu rosto de minhas mãos.

– Precisamos limpar isso. Espere um minuto. – sai da sala sem dá tempo dele dizer algo e fui até a enfermaria. De inicio eu ia pedir gases, álcool e band-aid a Andreia inventando uma pequena mentira, mas felizmente ela não estava lá. Peguei a caixa de primeiros socorros e torci para que ela não sentisse falta, se não estava completamente ferrada. Voltei para a sala de música e Ian estava sentado numa das cadeiras, juntamente com uma Monique irritada, eles pareciam está tendo uma conversa nada agradável e quando me viram se calaram.

Monique me olhou e depois Ian.

– Espero que saiba o que está fazendo Ian. – disse se levantando e saindo da sala, sem nem me dá um tchau.

– O que deu nela? – perguntei e ele simplesmente deu de ombros, não se importando.

– Agora que você voltou, vamos conversar.

– Primeiro vamos limpar isso. – disse já pegando luvas e gases. Ele não protestou. Mas percebeu que eu estava fugindo da conversa, como iria explicar que tudo que fiz foi por impulso? Movida por uma vingança que no final de tudo me trará problemas?

Encarei seus olhos concentrados no meu rosto, enquanto eu limpava o corte e via que não havia sido profundo e nem grande.

– Não foi profundo. — disse retirando minha mão de seu rosto, mas ele foi mais rápido e a segurou. Nós encaramos e por um segundo vi tristeza em seu olhar, como se ele estivesse se lembrando de algo.

– Ian? — o chamei.

– Terminou? – perguntou saindo de seu transe, eu assenti e ele soltou meu braço. — Bom... já que você aceitou participar do jogo...

– Ian. – o cortei levantando de supetão da cadeira. – Não é bem assim.

Ok, eu já estava arrependida. O que foi que eu fiz?

– Pensei que tinha dito antes que não tinha volta. – disse se levantando também.

– Eu sei, mas é que...

– Não Lise, você agora será mais uma peça nesse tabuleiro, você querendo ou não. – disse de forma sombria, estremeci.

– Você não pode fazer isso.

Ele riu sádico.

– Eu não fiz nada, você mesma cavou sua cova.

Ele tinha razão, eu que o beijei, eu que quis entrar, mas eu estava com raiva.

– Mas... – comecei, mas percebi que eu não tinha mais argumentos. Eu estava lascada.

– Digo o que vamos fazer. – ele se aproximou. – A partir de hoje você será minha namorada.

Perdi o ar. WHAT?

– O que?

Definitivamente esse garoto é louco.

– Eu não posso fazer isso. – disse ainda em choque.

– Porque não Lise? Você está comprometida com o Natanael? — perguntou debochado.

Não respondi.

– Essa é a sua chance de dá o troco nele, em Cassandra e você está dispensando? – ele ficou cara a cara comigo. — Sem mim você não sobrevive um mês nessa escola.

Ele tinha razão, não depois de ter provocado a rainha do colégio, mas isso não queria dizer que eu iria facilitar as coisas para ele, eu também sei jogar xadrex. E eu precisava tomar as rédeas da situação.

– Ok, eu aceito. – disse encarando aquele oceano azul, ele sorriu satisfeito. — Com uma condição.

– Qual?

Agora foi a minha vez de sorrir.

– Você vai ter que me pedir em namoro na frente de toda a escola.

Notas finais
ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh Quem gostou? Comentaaaaaaaaa... Bjos!!!