Aos 16

48 Capítulo XLVII - Em seus braços


Notas iniciais
Boa noite!!! Obg a todas que comentaram... Um seja bem vindo para Daniel Ferreira que favoritou a história... Valeu mano!!! kkkk Obg!!! Boa leitura!!!

Encarei o teto do meu quarto. Eu sou uma completa idiota, me deixar envolver nessa história com um garoto grosso, mal-educado e ainda por cima manipulador, mas isso não ia ficar assim, ele quer uma namorada? Ele que se prepare, vou fazer da sua vida um inferno, tanto que ele é quem vai pedir para acabar essa palhaçada.

Um vibração nas minhas costas me tirou de meus pensamentos. Era o meu celular.

Está acordada?

Olhei o remetente. Ian. Olhei para a hora no celular – 23:58. Suspirei pesado e respondi irritada.

Eu: Tentando manipular as pessoas uma hora dessas?

Ian: Vai se atrasar amanhã. É melhor você ir dormir. Vou te buscar.

Sorri. Quero ver minha mãe deixar.

Eu: Não me diga que você está preocupado com a hora que durmo.

Ian: Não estou, só não quero minha namorada com olheiras.

Eu: Idiota.

Larguei o celular no criado mudo e fechei os olhos, meu celular ainda vibrou mais uma vez e ignorei, ele que fosse chatear a Monique ou outra pessoa, porque eusinha iria dormir. Mas logo uma ideia maluca passou pela minha cabeça. Levantei e fui para a sala assistir “Arrow”. Sei que quem vai se ferrar sou eu, mas não vou fazer o que ele quer. Ele não manda em mim.

***

E o grande dia chegou. O maldito jantar com meus pais. Nervosa, era eufemismo para a ansiedade que invadia minhas veias e não ajudou muito dormir no sofá, eu estava quebrada. Com olheiras, dor de cabeça e quase dormindo em pé quando cheguei a cozinha, o que foi um alivio porque quase tropecei no tapete e bati com a cabeça, talvez fazer o que o Ian diga de vez em quando não faz mal.

— Isso é que dá ficar acordada até tarde, você tá horrível. – Heloisa se pronunciou.

— Obrigada. – minha resposta sarcástica não saiu como eu queria.

— Dá próxima vez que você aprontar isso de novo mocinha vai ficar de castigo, agora já é castigo suficiente a dor de cabeça que você está sentindo. – disse meu pai sorrindo. Ele tá sorrindo de mim? Franzi o cenho e minha cabeça apontou. Joguei meus braços no balcão da cozinha e encostei minha testa. Minha mãe apareceu com um analgésico, tomei de uma vez. O interfone tocou. Ela atendeu e falou alguns minutos com o sindico, olhou em minha direção e franziu o cenho. Ela ainda me encarava quando desligou o interfone.

— Posso saber o que o seu namorado está fazendo lá em baixo?

Ele veio? Gemi frustrada e minha cabeça doeu com meu esforço. Eu pensei que ele estava mentindo.

— Ele veio me buscar, para irmos juntos para o colégio. – murmurei de cabeça baixa.

— Nem pensar. – protestou minha mãe.

— Querida, deixa os garotos irem, no estado que Lise está eles não vão para nenhum outro lugar a não ser o colégio.

Já disse que amo o meu pai? Ele sempre me apoia, mesmo quando não deve. Eu não queria ir, mas se eu dissesse não levantaria alguma suspeita.

— Tudo bem, mas se eu souber que vocês foram para outro lugar... – deixou a frase suspensa no ar e isso era o que me dava mais medo.

Encontrei o Ian me esperando do lado de fora de seu carro.

— Você está horrível. – murmurou sorrindo.

— Não é da sua conta. – disse grossa, o empurrando e entrando no carro, ele logo me seguiu se sentando no banco do motorista. — Agora dirige.

Não preciso dizer que dormir o caminho todinho e fui acorda de uma forma um tanto inusitada. Com um Ian muito afoito beijando meu pescoço.

— O que você está fazendo? – arregalei os olhos surpresa.

— Te acordando.

— Percebi, mas porque assim?

— Porque eu quis.

Porque quis? E isso lá é resposta?

Abri a porta do carro de uma vez e comecei a ir em direção as enormes escadas, antes que eu tirasse o meu sapato e lascasse na cabeça dele. Não adianta discutir com Ian e hoje sinceramente eu não estou com cabeça para entendê-lo. Passei por Cassandra que segurou meu braço, puxei de uma vez.

— Você já pergun... – mas nem dei chance dela terminar.

— Me erra garota. – e segui em linha reta até meu armário, minha cara não devia está muito boa, porque Monique nem parou para falar comigo, simplesmente seguiu para a aula, eu devia está com cara de poucos amigos. Não preciso dizer também que dormir a aula toda, na verdade tentei, já que os professores me ameaçaram mandar para a detenção. Pelo menos minha cabeça passou.

Estávamos perto do refeitório conversando sobre alguma coisa idiota, quando senti minhas pálpebras se fecharem, estava quase sonhando quando senti braços em minhas pernas e na minha coluna. Eu estava sendo carregada. Eu sabia que era o Ian quem estava me levando para algum lugar, não me importei e aproveitei o calor dos seus braços, enquanto minha mente relaxava.

Ian me deitou em uma mesa, abri os olhos para ver onde estávamos, percebi que era o depósito, fechei os olhos novamente e esperei o sono chegar, pensei que ele me deixaria e voltaria para as ultimas aulas, mas o que ele fez me impressionou, sentou na mesa, colocou minha cabeça em suas pernas e alisou meus cabelos.

— Você não pode ficar aqui comigo, é melhor ir para as aulas. – murmurei sonolenta.

— Que espécie de namorado eu seria se deixasse você aqui desprotegida enquanto dorme?

Sorri fraco. – Idiota.

— Você ama me chamar assim não é?

— Você que gosta de me irritar.

— Você também não fica atrás.

— Você está nervoso? – me virei de lado encostando meu rosto em sua barriga.

— Com o quê?

— Com o jantar lá em casa.

Ele sorriu. Um sorriso sincero e despreocupado.

— Muito.

— Não sei o porquê, você já teve uma namorada antes. – bocejei. Eu queria me manter acordada e saber mais já que ele estava tão acessível, mas estava difícil.

— É, mas não precisei dessa formalidade toda.

— Porque? – eu estava curiosa queria ouvir sua resposta, mas aquele carinho em meus cabelos estava tão bom que logo adormeci.

Notas finais
*-* Capitulo fofo para os fãs de "Lian" O próximo é o jantar com os sogros... Ui!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.