Aos 16

11 Capítulo X - Eu quero você


Notas iniciais
Oi... Boa leitura!!!

O apartamento onde Natanael mora com os pais é luxuoso, uma cobertura com dois andares, piscina, vários quartos, sala de jogos, sala de cinema, fora outros tipos de áreas, tudo moderno e sofisticado. O pai de Nate é juiz e a mãe promotora, não me admiro mais com o fato dele ter motorista só dele. A família do Natanael é tradicional, e é por isso que ele age como um cavalheiro na maioria das vezes.

Nos reunimos na sala que fica perto da piscina, com uma vista maravilhosa da cidade, logo Nate aparece com as bebidas e me surpreendo quando vejo que é cerveja, não que eu nunca tenha provado. Ele me estende uma das garrafas das quais Clara e Mark já estão apreciando e eu rejeito, não teria uma boa explicação para da a minha mãe se ela sentisse o cheiro de bebida em mim.

– Acho melhor não.

– Qual é Lise, deixa de ser careta. – resmunga Clara.

– Não é isso, se eu chegar com cheiro de bebida em casa é capaz de ficar de castigo até a faculdade. – explico.

– Tudo bem, quer uma água, refrigerante, suco, qualquer outra coisa enquanto o restante do pessoal não chega?

– Restante do pessoal? – indaguei a Nate, mas quem me respondeu foi o Mark.

– É, o Thiago e o Silas, eles disseram que vão vim acompanhados. — falou observando Clara.

Ela pegou um controle em cima de uma mesinha e ligou o som, a música Buttons da The Pussycat Dolls ecoou pelo sistema de áudio e ela começou a dançar no meio da sala, Nate revirou os olhos, mas Mark estava muito atento, principalmente porque ela estava fazendo todos os passos. Ela tirou o blasé do colégio e jogou no sofá, depois foi a vez dos sapatos, e pela forma que ela dançava, eu poderia dizer que ela está fazendo um striptese. Comecei a me sentir desconfortável.

– Quer tomar um ar? – pergunta Nate vendo o meu desconforto.

– Sim. – qualquer coisa seria melhor que ver Clara ficando nua.

Natanael me levou para perto da piscina, nos escoramos na sacada e começamos a admirar a vista. De onde estávamos era como se a cidade se prostrasse aos nossos pés, e isso me passava a sensação de ser invencível. Será que é assim que o Nate se sente?

– Gostou da casa? – puxou conversa.

– Linda. – sorri.

– Lise? – chamou, o olhei. – sobre aquilo que eu falei no colégio, eu quero que saiba que eu estou gostando mesmo de você.

Eu também gostava do Natanael, só não sabia se era da maneira que ele gostava de mim.

– Eu não quero uma amizade colorida. — soltei

Como você tem com a Clara? Pensei amarga.

– Eu não estava pensando nisso.

– Não? E a Clara? – e as outras garotas?

Não sou idiota, eu já tinha visto Natanael com outras garotas, mas não tão próximo como estava daquela hoje de manhã, primeiro eu pensei que eram só amigas dele, mas depois de escutar no banheiro feminino a fama de mulherengo que ele tinha, me convenci que eu também só seria mais uma conquista, assim como ele fez com Lili.

– Meu relacionamento com Clara é diferente, nós somos só amigos, você já viu como a Clara é, ela é muito moderna e não mede as consequências dos seus atos, mesmo que isso machuque as pessoas que a ama.

– O Mark? – ele só pode estar falando dele.

– O relacionamento deles é aberto, eles namoram e podem ficar com outras pessoas sem cobranças, o Mark só aceitou, porque era a única maneira de ficar com ela.

– Mas você ficou com ela? – perguntei interessada.

– Algumas vezes, mas todas foram antes do Mark, hoje Clara só me beija pra provocar, ou quando quer testar alguém.

– Testar?

– Aquele beijo que ela me deu foi pra te testar, ela queria ver se você iria sair correndo ou falar algo desnecessário, mas você não fez nada. – ele se aproximou. – O que me fez ficar curioso. O que você pensou naquele momento?

– Que você estava sendo um canalha dando em cima de mim, enquanto tinha Clara.

– Eu quero você. – a atmosfera mudou, seus olhos me fitaram intensos e o meu corpo estremeceu com sua voz, minhas mãos começaram a suar.

– E a garota hoje de manhã, vocês pareciam bem íntimos. – cutuquei.

Ele sorriu.

– Ela só faz parte do jogo, não a quero, eu quero você.

– Que jogo? – agora eu estava curiosa.

Como se tivesse falado demais, Natanael desviou o olhar.

– Nenhum. – disfarçou. – Mas voltando ao assunto desta conversa, o que você me diz? Você quer namorar comigo?

– Você não acha que está muito cedo pra isso, só nos conhecemos a três dias.

– Você tem razão, mas eu sei o que eu quero Lise. – disse me fitando novamente com aquele olhar intenso. — E eu sempre consigo o que quero.

Certo, agora ele me assustou, vendo que eu não iria falar mais nada e que agora eu estava bem nervosa, ele sorriu tentando me acalmar.

– Que tal se nos conhecermos? Prometo não pressioná-la.

– Ok.

– Eu estou falando serio Lise, eu estou gastando muito de você. – ele parou receoso do que falaria a seguir. — Posso pelo menos te beijar?

Natanael podia ser um cafajeste, mulherengo, mas pelo menos era educado, não me beijaria sem minha permissão. Eu não falei nada, apenas me aproximei, que mal teria em um beijo? E eu estaria mentindo se dissesse que não queria fazer isso.

Eu não precisei dá mais nenhum passo, Natanael entendeu e eliminou o resto da distância que tinha entre nos, tomando meus lábios logo em seguida.

O seu beijo era bom, calmo, como se não tivesse pressa para que aquele momento acabasse, eu estava gostando disso, eu estava gostando de suas mãos em minha cintura e de seu corpo colado ao meu. Só paramos de nos beijar porque alguém havia aberto a porta de correr, que abafava a musica que vinha da sala.

– Nate? – chamou a garota, a mesma que eu tinha visto com ele mais cedo.

E eu odiei ver aquela piriguete mirim.

Notas finais
Não me matem... Comentemmmmm... Só um detalhe, o Nate é mulherengo sim, mas ele também é um garoto muito educado ao contrário do Ian, ele também trata Lise diferente, porque realmente ele está gostando dela... Como sou boazinha vou deixar vocês me perguntarem algo referente a fic. e eu vou responder nas minhas notas para todas. Só não vou poder dar spoilers... Mas o que eu poder responder eu vou... ATENÇÃO: uma pergunta por capítulo... Bjos!!!