Aos 16

10 Capítulo IX - Aula de Artes


Notas iniciais
Oi... Desculpa não ter postado ontem e nem domingo, é que eu acabei fixada numa fic. e não escrevi... rsrsrs foi mal, estava tão bom.. rsrsrs Agora vamos ao que interessa... Lise e Ian? ou Lise e Nate? Boa leitura!!!

Me aproximei sorrateiramente, e organizei meu material para começar a pintar, desenha, seja lá o quê, que minha cabeça queira fazer. Esperei ele perceber minha presença, mas como eu sabia que ele não ia falar comigo, me foquei na tela e no meu mais novo projeto.

Quando escolhi a aula de artes como atividade extra curricular, era porque eu não queria fazer culinária, participar do clube de xadrez ou esportes, mas agora de frente para esse quadro branco eu não tinha noção porque fiz isso. Era melhor eu ter ficado com natação. Mesmo odiando fazer exercícios físicos, toda sexta-feira tinha aula de educação física, mas era só um dia, não estava afim de fazer isso duas vezes na semana.

– Bom dia turma. – a professora chamou a atenção da sala. — Para aqueles que ainda não me conhecem eu sou a professora Gertrudes Lee e eu vou ficar com vocês até o fim do ano letivo. Para a aula de hoje, eu quero que vocês abram suas mentes e desenhem algo que faz parte do seu dia-a-dia, pode ser um objeto, uma pessoa, até mesmo você, o sentido disso é percebermos que a arte está ao nosso redor, basta enxergá-la e a por no papel. – ela dá um sorriso incentivador. — Podem começar!

Professora Gertrudes Lee é uma mulher morena muito bonita, com olhos marrons e nariz afilado, ela aparenta nem ter chegado na casa dos trinta, eu já a tinha visto algumas vezes quando vim fazer os testes para a bolsa e em uma dessas vezes a vi conversando com o professor Erico com muita intimidade. Será que está rolando algo entre eles?

Deixo de pensar no relacionamento intimo dos meus professores e começo a pensar o quê desenhar? Eu podia tentar desenhar minha família, ou a capa do meu livro favorito, mas do nada algo estrala na minha mente e risco o papel. Depois de alguns minutos pintando a professora Gertrudes aparece atrás de mim.

– Qual o seu nome querida?

– Annelise.

– E o que seria isso Annelise? – pergunta atenta ao meu desenho.

– Um vaso, eu acho.

Certo, talvez a minha ideia não tenha dado muito certo, eu estava tentando desenhar um vaso que fica na mesinha de centro lá de casa que foi presente de casamento para minha mãe da minha avó que faleceu ano passado. É um vaso muito especial, que nós faz lembrar sempre dela, mas não deu muito certo, o meu vaso estava parecendo mais um circulo torto com vários chifres, do que um vaso.

– Muito bem, continue assim. – incentiva com um sorriso e se aproxima de Ian.

– Ian, não foi bem isso que pedi pra vocês fazerem. – diz a professora observando com o cenho franzido.

Ele apenas acena dizendo que entendeu o recado e não se importa, e continua concentrado na tela, a professora suspira derrotada e se aproxima de outro aluno.

Tento olhar para o desenho que Ian está pintando, é uma mistura de azul, com vermelho, por um momento penso ser o mar, mas não consigo decifrar o porque do vermelho na tela, ele está tão focado que nem percebe a minha curiosidade, começo a observá-lo, ele está tão sério, sua boca em uma linha reta, seus olhos focados em algo que ele tenta dar forma, suas mãos ágeis pincelado pra cima e pra baixo, ele me parece tão triste.

– Você está bem? – começo incerta. — Depois do que...

– Não te interessa. – diz rude.

A raiva me consome, eu aqui preocupada com ele e ele me trata assim?

– Grosso. – digo.

– Intrometida. – rebate.

– Olha aqui... – mas nem tenho a chance de continuar, ele olha pra mim e aponta o dedo na minha cara.

– Olha aqui você, eu não preciso da namorada do Natanael no meu pé, muito menos sendo amiga da Monique, ela não precisa de falsidade.

De tudo o que ele falou a única coisa que meu cérebro ouviu foi: Namorada do Natanael, namorada do Natanael...

Que merda!

– Mas eu não sou namorada dele. – eu só conheço o garoto há o quê? Três dias?

– Não é o que todo colégio anda comentando.

Ele joga o pincel de lado e sai da sala, permaneço ali parada tentando entender qual o problema desse garoto? Percebo que algumas pessoas perceberam nossa discussão, envergonhada não tenho outra alternativa que não sair da sala o mais rápido possível.

Aproveito que matei aula e ligo pra minha mãe.

– Oi filha, algum problema?

– Não, é que eu queria saber se eu posso ir fazer um trabalho na casa de uma amiga.

Eu sei que é mentira, mas o que eu poderia fazer? Se eu dissesse: Mãe, vou na casa de um garoto e os pais dele nem estão lá. Ela iria dizer não e eu estava muito a fim de tirar essa história de namorada a limpo com Natanael e não queria fazer isso aqui no colégio.

– Tudo bem, só não volte tarde, sabe que seu pai gostar que toda família esteja reunida no jantar.

– Certo, obrigada!

Fico perambulando pelo colégio, até que me canso e me sento no jardim, logo o sinal toca avisando o termino das aulas e avisto Clara, Mark e Natanael saindo de dentro do prédio. Clara me vê e se aproxima.

– E aí? Vamos?

– Claro. – me levanto e começamos a andar para fora do colégio, mas sou impedida por Natanael que me segura pelo braço.

– Antes de irmos posso falar com você? – era a primeira vez que ele falava comigo desde que o vi com aquela garota, ele estava me ignorando.

Clara e Mark entendendo o recado se afastam, nos deixando a sós.

– Desculpa pelo que aconteceu mais cedo.

– Não tem nada que se desculpar. Nós não somos namorados. – digo a ultima frase com ênfase.

Ele sorri de lado e eu perco o fôlego, o sorriso dele é lindo.

– Quem sabe não podemos mudar isso? — pergunta sugestivo.

Olho para ele incerta.

– É, quem sabe. – e sigo em direção a Clara que nos espera em frente de um freemont preto com motorista.

Notas finais
Então???? Comentemmmmm.... Bjos!!!