Aon
17 Problemas em Casa
Diario de karnos*
Algumas semanas após o ocorrido com Patrícia, resolvemos retornar a AON. Haourin nos explicou que a nossa companheira xamã não morreu, mas está presa pela eternidade no mundo sombrio. Pensamos em alguma forma de resgatá-la, porém todas foram frustradas pelo nosso amigo Thaniano. Uma vez que se cai no plano do mundo sombrio não há como voltar, vários magos xamânicos e Druídas tentaram adentrar nesse mundo para conquistar experiência e magias antigas, mas nunca foram capazes de voltar. Estamos a uma semana de AON e o calor está insuportável na embarcação, passamos maior parte do tempo fora das cabines na parte coberta do convés recebendo a brisa do mar, que apesar de salgada tem nos ajudado bastante a suportar este calor escaldante. Nossas refeições são especiárias marítimas na grande maioria, caçadas por nós mesmos como uma forma de matar o tempo.
O navio finalmente atracou em Parol, cidade portuária de AON no fim de tarde. É uma das maiores e mais importantes zonas comerciárias da nossa terra, o problema é que não havia fiscalizadores nos ancoradores e a cidade estava estranhamente deserta. Um rugido chamou nossa atenção, tinha certeza que era a voz de um dragão, mas estava completamente distorcida e insana!
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– Sadi o que está acontecendo? Perguntou Haourin saindo para o convés.
– Não sei dizer, a fala do dragão está distorcida. Melhor entrarmos escondido na cidade e descobrir o que está acontecendo. Disse Sadi.
O grupo Partiu rapidamente da embarcação e se esgueirando pelas vielas da cidade. As luzes dos postes marcavam as sombras rápidas pelo local. Após andarem alguns metros chegaram a uma taverna aparentemente fechada, mas a porta se abriu o bastante para uma mão acenar lá de dentro e sumir novamente na escuridão. Os filhos de AON rapidamente se mobilizaram para o interior da taverna. Estava muito escuro, Haourin deixou sua visão se acostumar até ver um senhor de
roupas sociais acenar para entrada de um calabouço atrás do balcão, Guilherme teria problemas para caber no esconderijo subterrâneo e acabou ficando na taverna.
Os oito Guerreiros seguiram o senhor, até encontrarem mais refugiados. A vida continuava normalmente ali embaixo e enquanto caminhavam por entre os grandes corredores do calabouço o homem começou a explicar os acontecimentos.
– Graças aos Deuses vocês retornaram... — Haourin Cortou o Homem!
– Sem querer faltar-lhe com o respeito, mas quem é o senhor? Perguntou o Elfo.
– Ah! Que indelicado de minha parte, sou Afra Hower o dono da taverna Olho da águia! Se apresentou fazendo uma leve reverência.
Haourin devolveu a reverência e voltaram a conversar!
– Vou direto ao assunto. Alguns meses atrás o Domador de dragões perdeu o controle e começou a atacar as cidades próxima ao castelo dos oito reinos, todos naquela região estão sujeitos a sua tirania. Os outros Reis estão se organizando para um ataque direto ao castelo e pelo jeito não esperam tirar ninguém de lá vivo.
– Mas eles não podem. Se matarem os Dragões o que vai ser do reino de Aglargon? Karnos ficou espantado com a possibilidade.
– Foi decisão de seu pai jovem Sadi, mas agora que vocês estão aqui podem ser uma força a mais na batalha, e quem sabe parar o Domador sem perdas! Disse Afra.
– Tudo bem, vamos nos organizar e partir para o castelo — Sadi cortou Haourin.
– Antes de qualquer coisa vou investigar o dragão que está nas proximidades. Disse Karnos deixando o local.
– O lagarto está bem? Perguntou Carol.
– Ah, vai ficar, deve estar estressado com a escolha do pai.
Explicou Haourin.
– Se preparem algo está vindo! Alertou Karina.
O local começou a tremer constantemente enquanto os vendos assobiavam pelas paredes, dando um certo ar de terror ao local. O rugido do Dragão estava mais próximo agora, o bater de suas asas causavam grande estrondo pelo local. Haourin correu para fora do calabouço quando abriu a porta para rua, Guilherme o agarrou pela capa e o puxou de volta para a Taverna a tempo de evitar que as chamas o pegasse!
Os dois se esgueiraram para fora e procuraram por sadi nos telhados, o encontraram em uma das torres mais altas lançando grandes chamas pela boca, mas o dragão conseguia se esquivar tranquilamente. Guilherme pegou Haourin facilmente com uma das mãos e o lançou em direção da torre, o elfo que não esperava por ser lançando teve que se reequilibrar durante o voou para não atingir a torre em cheio. Ao parar sobre os telhados fez menção de xingar o gigante, mas deixou a meio caminho.
– Haourin, vou precisar de sua ajuda. Amaran está mais forte do que de costume, deve ser influência de Eduardo. Explicou o elfo enquanto consumia um bafo de chama do dragão.
– O que eu preciso fazer? perguntou o Druida já se aprontando para batalha.
– Precisamos derruba-lo, peça a karina que faça uma corda para amarra-lo e — sadi parou de falar ao ver uma figura com um esfera brilhante e mãos saltando do telhado em direção ao Dragão.
A esfera de karina fez um brilho forte e varias raízes brotaram do chão, dando apoio para garota subir mais próxima do dragão, e das raízes mais longas saíram outras que se agarraram a fera enorme e o puseram no chão.
– É, pelo jeito não será mais necessário minha ajuda. Disse Haourin se jogando da torre.
Sadi se aproximou do animal e o tocou na testa, um brilho vermelho surgiu em sua testa assim como na do dragão, um selo mágico pairou sobre eles e uma forte luz amarelada tomou o local e o dragão recobrou consciência.
– Jovem mestre, obrigado por me tirar do controle de Eduardo. Disse o dragão em uma voz penetrante.
– Amaran, não é o momento para trivialidades, Diga-me o que aconteceu com Eduardo, por que ele está fazendo isso? Perguntou Karnos rapidamente.
– O Dragão que Vocês encontraram na caverna, Eduardo estava tentando doma-lo e ensina-lo a se comunicar, mas isso se mostrou uma tarefa difícil para um animal já quase crescido de forma selvagem. O jovem domador usou todos seus esforços para aumentar sua magia de doma, porém o espirito Dragônico de sua linhagem tomou controle da mente durante os treinamentos e ele perdeu o controle.
– Precisamos ir rapido para o castelo dos oito reinos e parar Eduardo a todo custo. Disse Sadi.
– É melhor se apressarem mesmo, seu pai logo entrará em batalha no reino e não poupara os dragões sobre controle do Domador. Explicou o dragão.
– Vamos logo Karnos, junte os outros partimos agora. Apressou Haourin.
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