Ao Acaso do Destino

6 A primeira vez que nos amamos...


Notas iniciais
Olá, pessoinhas. Demorou, mas saiu, hehehe Eu não consigo largar da copa do mundo, desculpa! Não sei como vai ser quando acabar, mas já que vai acabar, tomara que sejamos nós os vencedores (se não formos nós, que seja o Uruguai). Enfim, aqui está o último capítulo do desafio. Espero que gostem. xx

Estava sendo uma noite agradável. As pessoas estavam se afastando da mesa, após terminar o seu jantar. No momento, havia um silêncio entre os convidados, mas não era um silêncio ruim. Era o silêncio de quem saboreou uma comida gostosa depois de uma conversa interessante.

Apesar da tranquilidade daquela noite, Jacob ainda estava um pouco nervoso. Era a primeira vez que assumia a responsabilidade em conhecer os pais de uma namorada. Também não tinha o costume de levá-las para conhecer sua mãe, o que mostrava que Amber era especial. Então, nada mais justo do que aceitar o convite de conhecer os pais dela também.

No começo, estava muito nervoso, parecendo um garoto adolescente tentando acobertar qualquer besteira. Tentou não pensar nas possibilidades negativas de reação deles, mas era um pouco difícil. Amber o garantiu que eles não reagiriam como Frank reagiu e, apesar do episódio com Frank ainda o incomodar, Jacob resolveu confiar nela. E ela estava certa.

Jacob foi recebido não só com muita simpatia, mas com muita comida – descobriu, com prazer, onde Amber aprendeu a cozinhar tão bem. Logo no começo, boa parte da sua tensão desapareceu e ele sentiu-se como um velho amigo daquela família.

Amber era o retrato de Rita, sua mãe, quando mais nova. Apesar de Rita ser mais rechonchuda, todo o resto era igual, até mesmo o comportamento. Já quanto a Thomas, seu pai, havia pouquíssimas semelhanças, talvez apenas os olhos claros. E era perceptível a implicância de Thomas quanto às semelhanças das duas, pois ele zombou disso boa parte do encontro com Jacob.

Jack estava feliz em rever os avós, já que não era sempre que podia encontrá-los, seja pela distância ou pelos afazeres de sua mãe e de seus avós. Contudo, a expectativa de apresentar Jacob era ainda maior do que a saudade.

Durante o jantar, fez questão de se sentar o lado de Jacob. Era Jack quem contava tudo sobre Jacob e seus olhos brilhavam ao fazer isso. Contava como ele era forte e conseguia levantá-lo com apenas um braço. Relatava como ele era divertido e contava piadas que faziam sua mãe ter ataques de riso. E, claro, não perdeu tempo em contar a seu avô que Jacob gostava de futebol e o levou para assistir um jogo. O que tornou aquele encontro ainda mais divertido.

Amber e Rita foram abandonadas pelo fascínio do futebol, principalmente depois que Thomas e Jacob entregaram que torciam pelo mesmo time. Jack, entre eles, estava se sentindo no paraíso. Enquanto isso, ambas observavam de fora, satisfeitas com aquela entrosação.

Amber estava com grandes expectativas sobre o que sua mãe teria a dizer sobre Jacob. Há um bom tempo vinha comentando sobre ele, tentando introduzir a novidade de um novo homem em sua vida. Desde os comentários, sua mãe não pareceu tão preocupada como Amber imaginou que ficaria. E depois de apresentá-lo, Amber a viu sorrir, mas ainda precisava saber o que ela estava pensando por trás daquele sorriso. Pensou em perguntar algo, enquanto os rapazes se entretinham com futebol, mas antes de pensar em abrir a boca, Rita deu uma gargalhada gostosa:

— Seu namorado não será mais seu namorado em dias de jogo, espero que esteja ciente disso. — comentou, terminando de arrumar a mesa.

Amber apenas sorriu, tornando a observar seu pai, seu filho e o seu namorado. Ficou satisfeita tanto com a cena quanto o comentário de sua mãe. Conforme passava a visão dos rapazes para os olhos de Rita, percebia que ela também gostava do que via. Por isso, decidiu que não precisava perguntar nada.

Não demorou muito até que Jacob retornasse a cozinha, afundando os dedos nos bolsos da calça jeans.

— Acho que seu pai quer conversar com você. — ele arqueou as sobrancelhas, fazendo Amber perceber que ele estava nervoso. Era engraçado imaginar um homem daquele porte nervoso.

— Provavelmente para me avisar que ele irá roubar meu namorado em dia de jogo, certo, mãe? — Amber sorriu ao ver a mãe piscar. Jacob balançou os ombros.

Suas mãos se tocaram conforme Amber passou por Jacob para ir até o pai, então deixou-o sozinho com sua mãe. Ele se aproximou, aos poucos, observando a grande cozinha. Era uma casa bem maior que a de Amber, teria todo o conforto que precisava para ela e seu filho, mas ela não abriu mão de sua independência, apesar dos pesares.

— Posso ajudar? — ele perguntou, observando-a guardar os talheres.

Rita fechou a gaveta e virou-se para Jacob, respirando fundo.

— Na verdade, pode sim. — respondeu com um sorriso de avó. — Mas não com isso. — ela estendeu a mão para que ele se sentasse e puxou uma cadeira para se sentar também. — Sente-se, precisamos conversar.

Ele já imaginava esse momento chegando. Afinal, era o motivo para que esses encontros serviam. Sem hesitar, embora nervoso, ele se sentou.

— Eu tenho uma séria questão para fazer a você...

Jacob comprimiu os lábios e assentiu, esperando ela prosseguir.

— Como estava minha comida?

Foi inevitável a risada de alívio. Passou até a mão sobre a cabeça, sentindo-se idiota.

— O dom é de família, então? Estava perfeito.

Sorrindo, Rita bateu de leve com a mão sobre o joelho dele.

— Sabe, estava ansiosa para conhecer você. Não vou mentir e dizer que eu não fiquei preocupada da primeira vez que Amber comentou ter conhecido outro homem. Não me leve a mal, culpe o Frank por isso. — comentou, vendo-o concordar avidamente.

Rita suspirou, passando o olhar de Jacob para Amber, que estava na sala, com Jack no colo, conversando com seu pai. Provavelmente, o mesmo assunto.

— Há um brilho no olhar dela que não vejo há um longo tempo. A última vez foi quando Jack nasceu. Frank estragou esse momento, é claro. Fez uma cena de horrores, então partiu. Desde então, eu temi que todo e qualquer homem que ela viesse a conhecer iria destruir sua vida. Acredito que ela também pensava assim. Desde que Jack nasceu e Frank foi embora, Amber não se envolveu com mais ninguém. Até porque não é fácil quando se tem o filho de outro dentro de casa para criar. Então, ela sempre preferiu manter o coração em pedaços e trancado, pois não se pode quebrar o que já está quebrado. É mais fácil desse jeito.

Jacob respirou fundo, absorvendo cada palavra que ouviu. Não havia o que responder, então ele apenas permaneceu olhando para Rita, que decidiu prosseguir.

— E, no entanto, agora é diferente. Esse brilho no olhar dela... Amber nunca olhou assim para o primeiro namorado, muito menos para Frank. Mas eu vejo como ela olha para você. Você faz muito bem a minha filha e ao meu neto, e eu só tenho a agradecer. Espero que ela também te faça bem, pois vejo como sorri para ela. E, acredite, é reconfortante para uma mãe ver sua filha receber esse sorriso.

Os lábios de Jacob estamparam o melhor sorriso, indicando o quão aliviado e satisfeito estava com aquela conclusão.

— Tenha certeza que é recíproco, de todos os jeitos. — ele respondeu, fazendo Rita sorrir também.

Logo em seguida, Amber reapareceu. Jacob tentou procurar algum resquício de como havia sido a conversa dela com seu pai, mas seu semblante era absolutamente normal. Considerando o quão gentil e reconfortante foram as palavras de Rita, imaginou que as de Thomas não foram diferentes.

— Bem, está ficando tarde e Jack está com sono. O que acha de irmos? — Amber acariciou a orelha de Jacob, de leve. Era um pequeno gesto de demonstrar que queria um tempo só para eles, que queria sentir o amor fluindo entre eles e apenas eles. Estavam tendo bastantes desses momentos e nunca parecia o suficiente.

Sem delongas, ele se levantou e estendeu a mão para Rita, que apertou com firmeza.

— Agradeço pela comida e pela recepção.

Ela sacudiu a outra mão.

— Sempre será bem-vindo, portanto trate de voltar!

O sorriso nos lábios dele foi sincero. Depois, ele olhou para Amber e a recolheu com o braço em torno de sua cintura. Rita observou cada detalhe sutil daquele toque e daquele olhar. Havia amor entre eles. Um amor que Frank jamais seria capaz de dar a Amber. Estava feliz por ela ter conhecido Jacob.

Jack veio ao seu encontro, dando um abraço apertado na avó, que há algum tempo já não via. Então, ela decidiu levá-lo para fora em seus braços, mas ele quis ir para perto de Jacob e sua mãe. Rita viu-o dar a mão a Jacob e sentiu seu coração aquecer. Afinal, todo aquele relacionamento não se tratava apenas de como Amber se sentia, mas também de Jack. E ele parecia tão radiante quanto a mãe.

Thomas os acompanhou até a porta, ainda conversando com Jacob sobre os próximos jogos.

— O que acha? Eu, você e Jack, no próximo jogo?

— Mãe! Olha o pai já querendo roubar o Jacob!

Jack deu risadas, adorava quando sua mãe falava daquela forma. Era como uma forma de identificação. Fazia sua mãe parece menos mãe, mais amiga, mais nova. Porque era assim que ele a tratava o tempo todo e vê-la na mesma posição que a sua era interessante.

Amber mandou Jack despedir-se do avô e logo fez o mesmo, abraçando seu pai. Por último, Jacob resolveu estender a mão, mas Thomas o puxou pelo braço, encenando um abraço breve. Amber mordeu os lábios ao ver a cena, mas percebeu que, na verdade, seu pai estava sussurrando algo no ouvido esquerdo de Jacob. A curiosidade atingiu-a como um raio naquele momento.

Jacob sorriu grandioso, mas não disse nada, apenas acenou para eles e se afastou. Então, com o olhar curioso de Amber sobre si, ele direcionou-se até o carro.

Ela tentou conter a curiosidade e não perguntar o que havia dito, mas parecia impossível. Era seu pai cochichando algo para o seu namorado, poderia parecer óbvio o que ele diria, mas ela precisava saber. Por isso, pensou em abordar o assunto de forma mais amenizada e não tão descarada.

— Acho que meu pai nunca ficou tão satisfeito com um genro.

Jacob riu, sentindo a provocação na ponta da língua dela.

— Eram tantos assim?

Amber riu, dando uma leve cotovelada nele.

— Você se surpreenderia.

Jack resolveu se intrometer no assunto.

— O vovô falou que podemos assistir os jogos juntos, mamãe! Ele disse que podemos ir no estádio de novo!

Ela estava sorridente com a empolgação do filho, mas decidiu fazer um biquinho ao dirigir-se a ele.

— Vocês vão me abandonar para ver jogo?

Ele parou por um instante, pensativo.

— Não, mamãe, não.

Jacob riu, olhando para eles pelo retrovisor interno.

— Maldade fazer isso com o menino. — comentou e Jack concordou com ele, mesmo sem entender.

Amber entortou-se no banco, podendo observar Jacob com facilidade. Ele ficava sensual naquela pose de motorista, com o braço direito esticado até o volante, marcando os músculos. O braço esquerdo estava apoiado na janela pelo cotovelo e o dedo indicador roçava no polegar. Ela mordeu os lábios, observando-o. Ele percebeu.

— O que foi? Por que está me olhando tanto? — seu tom pareceu sério, mas ele estava sorrindo desconcertado.

— Porque você é legal. E bonito. E charmoso.

Ele balançou a cabeça, sorrindo. Jack deu risinhos.

— Mamãe está te paquerando, Jacob.

Amber e Jacob se entreolharam e ela riu, dando uma piscada.

— Tudo bem, então... — ela suspirou, ajeitando-se no banco. — O que meu pai sussurrou para você quando estávamos saindo?

Jack pareceu não se importar com o assunto, apenas abraçou o banco em que estava sua mãe e, consequentemente, abraçando-a. Ela segurou os braços do filho, acariciando-os com as pontas dos dedos.

Jacob passou a língua sobre os lábios e balançou os ombros.

— Você sabe, essa coisa de sempre... "Tome conta da minha filha. Não a magoe. Ela é uma boa garota".

Amber acatou aquela resposta.

— Eu devia imaginar...

O assunto pareceu acabar ali. Então, Jacob decidiu trocar as mãos do volante, passando a guiá-lo com a mão esquerda, pois a direita foi em direção ao joelho de Amber, exposto no vestido verde. Ela gostou do toque, demonstrando isso com um sorriso sedutor.

O caminho pareceu tomar um rumo silencioso, apenas marcado por toques. Da mão de Jacob na perna de Amber ou do carinho revezado que Amber dava para Jack e Jacob. No entanto, em determinado ponto, já próximos do destino final, Jacob deu uma sugestão:

— O que acha de passar a noite lá em casa?

E Jack, que parecia quase adormecido pendurado no banco, despertou.

— Nós podemos dormir na sua casa, Jacob?

Ele pareceu satisfeito com a reação de Jack.

— Claro, se a sua mãe quiser.

— Mamãe, por favor, a casa do Jacob é tão legal!

Amber não precisou pensar muito para concordar.

— Estava ansiosa por esse convite. — seu tom foi um tanto instigante para Jacob.

Não foi preciso dizer muito mais pelo restante do caminho, apenas olhares furtivos eram o suficiente. Como Jack era inexperiente e novo demais para saber o que significava, decidiu que o cafuné de sua mãe era mais interessante. E não demorou muito para que ele adormecesse, mesmo na pior posição possível.

Como Jack havia dito, a casa de Jacob era legal. Era grande, diferente da casa de Amber, mesmo assim simples. A sala era mais espaçosa, haviam dois quartos ao longo do corredor e próximos ao banheiro e, no final, a cozinha que dava para uma varanda confortável. Poderia ser considerada uma casa cara, mas mesmo que o trabalho de Jacob fosse simples, o fato de ser sozinho, faziam as despesas serem menores.

Eles já haviam visitado a casa de Jacob algumas outras vezes, mas era a primeira vez que iriam dormir lá. Jack adorava visitá-lo em casa, pois podiam jogar videogames juntos e até sua mãe participava das brincadeiras.

Como Jack havia adormecido, Amber pegou-o no colo a fim de levá-lo para dentro. Jacob ofereceu ajuda, mas ela já estava acostumada, então ele apenas sugeriu o quarto para aconchegá-lo. Acompanhou-a durante esse percurso, observando Jack dormindo em seus ombros. Não era de se admirar, os carinhos de Amber eram muito bons, até Jacob já havia dormido enquanto recebia um cafuné daqueles.

Enquanto ela o ajeitava na cama, Jacob pegava alguns cobertores. Era o quarto que seria de sua mãe, caso ela decidisse morar com Jacob. No entanto, ficava vazio a maior parte do tempo. Jack deu um bom uso ao cômodo naquela noite.

— Você ficou quieto, de repente. O que foi? — Amber perguntou de supetão, pegando-o de surpresa.

Na verdade, não estava quieto, estava apenas concentrado em ajudá-la com Jack. Mas também estava pensativo sobre aquela noite. Ainda lembrava das palavras de Rita e do segredo que Thomas o confidenciou. Um arrepio descia por suas costas a cada palavra recordada, mas era um arrepio bom.

— Só estou processando tudo o que aconteceu. — respondeu baixo, por ainda estarem no quarto com Jack.

— Como assim?

Ele balançou os ombros.

— Eu estava nervoso para esse encontro, você sabe disso, sabe o motivo... Mas foi melhor do que podia imaginar. E, bem, sua mãe me disse coisas muito boas...

Amber se aproximou dele, dando a volta na cama.

— Hm, então ela te deu permissão para namorar comigo? — provocou, olhando-o de baixo para cima.

Brevemente, ele beijou seus lábios.

— Eu teria feito isso com permissão ou não.

— Gosto assim. — ela piscou.

— Termine de ajeitá-lo enquanto eu troco de roupa, certo? — sugeriu, indicando aquela roupa social. Precisava por uma calça moletom e ficar a vontade em sua própria casa.

Amber deixou que ele fosse para o próprio quarto, então terminou de aconchegar Jack. Tirou seus sapatos e o moletom grosso, depois o cobriu com o cobertor que Jacob emprestou. Observando-o dormir, Amber acariciou seus cabelos loiros mais uma vez.

Era tão bom não ter mais noites insones de quando Jack insistia em perguntar sobre um pai. Onde ele estava? Por que foi embora? Por que ele não o quis? Todas essas perguntas não precisavam de uma resposta e todas haviam desaparecido. Depois do infeliz episódio dos insultos de Frank, Jack não precisava de resposta alguma, pois já havia obtido todas da pior maneira possível. No entanto, nada daquilo pareceu afetá-lo, apesar da tristeza de ver Jacob sendo tratado daquela forma. Estava feliz com Jacob em sua vida e nada no mundo, nem mesmo aquele que deveria ser seu pai, estragaria isso.

Amber suspirou e decidiu deixar Jack dormir para ir atrás de Jacob. Teve o cuidado de desligar a luz e fechar a porta do quarto antes de sair. Então, com passos silenciosos, escolheu a porta do quarto de Jacob para entrar. Ele estava arrumando a cama, apenas com uma calça moletom na cor cinza. Seu tronco estava nu, expondo a bela pele negra. Observava seu dorso, na verdade, mas não fazia diferença. Jacob era belo de todos os ângulos.

Era uma humana e sua carne era fraca, difícil de resistir àquela visão de êxtase. Ela caminhou até que sua mão direita tocasse em seu ombro nu e deslizasse por todo seu dorso. Conseguiu escutar o suspiro dele antes que se virasse e mordeu os lábios. Não iria desperdiçar aquela chance.

Jacob virou-se para Amber e, sem hesitar, tomou seus lábios em um beijo lento, mas intenso. Como toda vez que se beijavam, Amber precisava manter as mãos sobre o corpo dele e sentir aquele alicerce, ou seu corpo desmontaria em pedaços no chão. E com o tronco dele nu, a experiência foi ainda melhor. A sensação dos músculos passando pelas pontas dos seus dedos era eletrizante.

Ele também gostava de tocá-la, principalmente os cabelos. Seus dedos se entrelaçaram nos fios dourados, segurando-os com certa firmeza misturada com delicadeza. A outra deslizava do pescoço para o braço, do braço para a cintura e da cintura para o traseiro. Amber gostava quando ele a apalpava, o toque dele era firme e forte, mas não agressivo. Ele a apertou, sentindo a carne de seu traseiro macio encher seus dedos. Amber gemeu baixinho, um convite para o que viria a seguir.

O beijo foi interrompido e ela o empurrou sentado sobre a cama. Ficou de pé, entre as pernas abertas dele, olhando-o de cima. Sem pressa, ela desceu o zíper do vestido e deixou que o tecido deslizasse por seu corpo com a leveza de uma pluma e atingisse o chão. Estaria completamente nua, se não fosse a calcinha. Mesmo assim, seus seios revelados eram uma bela visão. Ou melhor, Amber era uma bela visão.

Seu corpo não era mais como o de uma moça, apesar da pouca idade. Ter tido um filho tão nova, talvez tenha exigido demais de um corpo ainda em desenvolvimento e custado um certo preço. Mesmo assim, Jacob amava e se encantava com cada parte de seu corpo, até suas estrias.

Cansado de só admirar, Jacob resolveu acariciar e beijá-la. Seus lábios percorriam o caminho entre sua barriga e seus seios enquanto suas mãos empurravam o único tecido que a cobria para baixo, deixando-a nua por completo. Amber poderia ter se acanhado, considerando o tempo em que não ficava nua na frente de outro homem, mas estava tão confortável e prazeroso que nada foi um empecilho.

Não demorou para que ele a puxasse para seu colo, trazendo-a para a cama. Manteve-a por cima, para que pudesse admirar seu corpo enquanto desfrutava dele. Amber o ajudou a abaixar a calça de moletom e, logo em seguida, teve de controlar o volume do gemido.

O fato de ter ficado tanto tempo sem se relacionar com alguém não foi um problema, na verdade, só tornou tudo mais intenso. O prazer parecia acumulado, seu corpo parecia reagir muitos mais a qualquer estímulo. E havia amor, talvez fosse esse o grande diferencial. Cada toque, cada movimento, cada beijo, era melhor, tinha mais significado.

Era bom ficar por cima, mas queria sentir o corpo dele pressionando o seu. Jacob era grande e forte, então ela queria ser dominada por aquela imponência. Sobre seu corpo e entre suas pernas, Jacob era uma visão e sensação divina. Os olhos dela, tão azuis quanto o mar, reluziam agitados diante do corpo dele, havia encantamento e até receio naquele olhar. Em contrapartida, o toque dele era suave e vagaroso, só era firme quando necessário. Quando ela pedia que fosse.

Ainda mantendo-se por cima, ele se movia sobre ela. Amber gemia baixo e seus lábios tremiam a cada sibilo. Suas mãos procurava sustentação, mas o prazer que emanava dela era forte e restava a suas unhas agarrarem a pele e marcarem, servindo de um incentivo. E a pele dele, tão escura quanto ébano, reluzia bela sob a luz do luar que invadia pela janela.

A noite avançou vagarosa e eles não reclamaram. Quando terminaram, ambos estavam ofegantes, mas não estavam cansados. Satisfeitos, mas não saciados. Jacob aninhou o corpo de Amber no seu, envolvendo seus braços em seu torso. Sentiu-a beijar seu rosto e sorriu, então recebeu uma leve mordida no lábio inferior.

— Quer saber mesmo o que seu pai me disse? — perguntou, recuperando o fôlego.

Amber franziu o cenho, mas anuiu.

— Ele disse... — Jacob piscou algumas vezes, pois seus olhos arderam. — Ele disse "você é o pai que Jack merece".

Houve um momento pesado de silêncio em que Amber só encarou o rosto de Jacob. Então, de repente, se agitou.

— Não acredito que ele disse isso. Não acredito.

Ela escapou dos braços de Jacob, o que o preocupou.

— O que foi? Achei que era algo bom, achei que...

— Não, não é nada disso, é só que... — ela aquietou-se, levando a mão para o rosto de Jacob e o acariciando. Um sorriso estampou seu belo rosto. — Desde que eu te conheci, eu desejei que fosse você o pai dele...

Jacob suspirou aliviado. Assim como ela, suas mãos seguraram sua face, mantendo-a diante da sua.

— Ainda há tempo para tentar de novo. — sugeriu, esboçando um sorriso malicioso.

Amber arregalou os olhos e abriu a boca, surpreendida com aquela fala. Antes que pudesse falar qualquer coisa, ele beijou seus lábios. Ainda era tarde, tinham tempo para aproveitar. E por que não se amarem um pouco mais?

Quando a manhã chegou e os primeiros raios de sol invadiram o quarto, Amber abriu os olhos. Estava deitada sobre o peitoral de Jacob, ainda adormecido. Bocejando, ela fitou seu rosto sereno, preso em sono profundo. Seus dedos tocaram aquela figura, certificando-se de que era real. Acariciou sua bochecha, seus lábios e sua barba, era mesmo real e, por isso, tão belo.

Percebeu que sua barriga roncava, o que não era surpresa, considerando o grande esforço físico da noite passada. Decidiu deixá-lo sozinho e descansando para ir preparar algo para comer. Ergueu-se da cama nua como veio ao mundo. Esfregou o rosto e os cabelos desgrenhados. E não se importou em vestir o mesmo vestido da noite anterior.

Quando saiu do quarto, fez questão de checar Jack, mas ele estava na mesma situação que Jacob, perdido em sono profundo. Com um sorriso maternal, ela tornou a fechar a porta e seguiu seu caminho solitário até a cozinha.

Seu corpo reclamava um pouco do esforço feito, mas era uma dor boa. Gostava de senti-la em seus músculos e saber o motivo de doer. Ainda estava sonolenta e cansada, talvez voltasse a dormir depois de comer.

No entanto, não demorou que outra silhueta aparecesse na cozinha. Um homem grande, bocejando enquanto amarrava o cadarço de sua calça. Ele se espreguiçou, exibindo cada músculo definido de seu corpo. Jacob havia acordado com os barulhos de Amber na cozinha e ela logo se sentiu mal por isso:

— Eu te acordei? Me desculpe, eu não queria...

— Está tudo bem. Estou com fome também. — ele sorriu, puxando uma cadeira para se sentar.

Deu-se a observá-la a cozinhar, preparando um café com um cheiro tentador. Jacob gostava da cena que via; Amber em sua cozinha, bocejando de sono depois de uma longa noite de amor. Não iria reclamar se aquela cena acontecesse mais vezes. Na verdade, para ser sincero, adoraria.

Ela serviu ovos mexidos e café, para despertar. Então, sentou ao seu lado para satisfazer sua fome. Comiam em silêncio, até que o último integrante resolveu aparecer. Dos três, o único que não estava sonolento era Jack, estava agitado e sorridente.

— O cheiro está gostoso... — comentou ao se aproximar.

— Quer que eu prepare um para você? — Amber perguntou, limpando a boca.

Ele concordou com avidez e ela se levantou para prepará-lo, mas Jack adiantou-se até ela, segurando sua mão e puxando-a.

— Mamãe, posso te perguntar uma coisa?

Amber arqueou os olhos, com certo receio. Então, passou o olhar para Jacob, que curvou os lábios e balançou os ombros. Ela concordou, mas Jack preferiu sussurrar a pergunta em seus ouvidos. Jacob observou a cena curioso, esperando qualquer brecha para perguntar. Então, Amber deu um sorriso radiante.

— Por que não pergunta para ele?

Ansioso, Jack concordou e correu até Jacob, que estava altamente intrigado.

— Jacob... — ele chamou, sorrindo. — Eu posso te chamar de pai?

Ele sentiu a respiração parar diante daquela pergunta, até mesmo seu coração pareceu desacelerar. Não esperava por aquela pergunta, na verdade, sequer havia pensado naquela possibilidade, mesmo apesar do grande sentimento entre eles.

Não havia mais de uma resposta para aquela pergunta. Jacob se sentiu o homem mais feliz e especial do mundo, naquele momento. E, diante daqueles olhinhos radiantes de expectativa, não tardou a responder.

— Pode. Claro que pode.

Jack também foi o garoto mais feliz do mundo diante daquela resposta. Nada mais importava, nem a fome que fazia sua barriga roncar. Ele apenas quis abraçar Jacob e chamá-lo de pai, como há muito tempo queria fazê-lo. Amber não resistiu e foi até eles, envolvendo-se naquele abraço que mais parecia um lar.

E não restavam dúvidas, eles eram uma família.

Notas finais
Demorou, mas saiu!!! Gente, espero que tenham gostado, foi pequeno e mais simples, mas foi especial. Eu amo essa história e espero que vocês também. Muito obrigadinha pra quem acompanhou até aqui. Então, até a próxima. xx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!