Ao Acaso
18 Epílogo.
Notas iniciais
Gente!!! Como prometi aí está o epílogo!!!
Tem um pequeno extra que é o cap especial que eu prometi dos 200 reviews ok?
Espero que gostem.
Betado pela Pkena.
A todos que me acompanham até aqui, meu muito obrigada, principalmente aqueles que deixaram um review para mim.
Desde Aqueles que começaram a acompanhar minhas fics agora aqueles que acompanham há muito tempo, adoro todos vocês e gostaria de mencionar o nome/nick de cada mas cabeça oca como eu sou acabaria esquecendo de alguém e apanhando depois então esse é um agradecimento geral.
Obrigada gente!!!!
Adoro vocês e obrigada mesmo por terem me aturado.
Nos vemos na próxima.
Ao Acaso – Epílogo
Alec praticamente babava em cima do pequeno ser de cabelos negros e olhinhos verdes no berço. O Bebê recém nascidos apesar de acordado estava quietinho no berço, como para mostrar aos visitantes que era uma boa menina.
– Ela é linda. – Falou Alec acariciando o rostinho de porcelana.
– E não é? – Ditou Johnny orgulhoso, saindo do lado de Aya que estava sentado na cama, ainda de resguardo e indo pra o lado de Alec e a filha. Jéssica Sakurai havia nascido há apenas uma semana, mas já era a alegria da casa. — Mas eu sonhava com um lindo menino de olhos vermelhos, assim como vocês, lindos Tal Neos. – Falou o moreno agarrando a mão rechonchuda de Alec e a beijando.
– Sem tocar Johnny. – Falou Joshua que entrava no quarto com um embrulho nas mãos, era o presente da sobrinha deles que eles haviam esquecido no carro devido à empolgação e pressa de Alec para vê-la já que não havia podido ir ao hospital, indo entregá-lo a Aya, seu olhar atento sobre Alec.
– Cadê o Ayako e a Milena? – Perguntou Alec parecendo meio cansado.
– Estão com o papai e mamãe, pelo menos até acabar o resguardo de Aya. – Falou Johnny. — Incrivelmente Samantha gosta de Ayako.
– Apesar de me odiar. – interrompeu o marido Aya mais estando aliviado pelo filho afinal Samantha realmente parecia gostar dele como a um neto, assim como Anton.
– E ela meio que está o usando para ganhar pontos com o velho depois de tudo que aconteceu afinal ele está louco pelo neto adotivo. – Continuou Johnny – Fora que Samantha adotou Milena sabe? Parece que ela quer criar uma cópia sua e viu na ingênua Milena uma cobaia perfeita. Pobre Milena. – Falou Johnny dramático. – mas Milena sabe se cuidar.
– Diferente de certo alguém. — falou Joshua olhando severamente para Alec que se debruçava mais e mais no berço.
– Você não deveria se sentar cunhadinho? Parece cansado. – Falou Johnny quando o loiro ignorou as palavras do moreno, entendia muito bem as preocupações do irmão, afinal também passou por aquilo com Aya e assim como Josh era totalmente ignorado em suas recomendações e reprimendas.
– Mas eu quero ver mais a Jéssica. – Reclamou Alec, porem o cansaço o venceu e aceitando o braço de Johnny se afastou lentamente do berço sendo colocado na poltrona macia e confortável que o moreno tinha comprado para Aya quando ele estava grávido. – Me deixa segura-la um pouco.
– Sim, claro... – Começou a falar Johnny mais foi interrompido por Joshua.
– Não Alec. Você acha que vai mesmo conseguir segura-la com a barriga desse tamanho? Você mal se aguenta, não éramos nem para estar aqui, e sim no hospital, se você começar a parir nossos filhos aqui eu...
Alec bufou e ignorou Joshua. Era certo que faltava menos de uma semana para ele completar nove meses e que a cesárea dos gêmeos que estava esperando já estava marcada, assim como era fato que ele mal conseguia andar com aquela barriga imensa, mas isso não o tornava invalido como Joshua vivia insinuando.
– Tadinho do Alec. – Falou Johnny sentando-se ao lado de Alec, acariciando o cabelo loiro e abaixando-se para falar alguma coisa do ouvido do menor que o fez olhar para Josh e rir.
Aya na cama estreitou os olhos para cena antes de soltar um baixo suspiro, mas que foi perceptível a Joshua que ainda estava do seu lado.
– Não se preocupe. – Falou o Sakurai.
– Não estou. – Respondeu Aya. – Pelo menos não quando se trata do Alec, afinal entendi há muito tempo que ele ama o cunhado como a um irmão, assim como eu amo você e Alec mais às vezes me preocupo com essa mania que o Johnny tem de flertar com tudo que se mexe.
– Eu também amo vocês cunhado. – Falou Joshua que ao longo dos meses tinha mudado muito seu jeito de agir e pensar, estava muito mais aberto que antes, afinal foi seu medo de dizer certas coisas que impediu que ele e Alec ficassem juntos antes, fora que a chegada dos filhos que ele nunca pensou que teria já gerava uma grande mudança em sua vida. – O Johnny é como o papai, ele é a cópia do velho Anton até nessa mania de flertar com o mundo, mas uma coisa te digo Aya, os Sakurai são homens de uma pessoa só, quando eles estão com alguém estão só com aquela pessoa, prova disso é o papai que nós sabemos sempre gostar mais de homens do que de mulheres mas ao casar-se com Samantha foi e ainda é fiel a ela, até hoje, assim como eu sou a Alec e tenho certeza que o Johnny a você.
Aya sorriu agradecido pelas palavras, olhando novamente para o marido. Poderia ser poucos para muitos, mas para ele esses longos e difíceis e ao mesmo tempo belos 10 meses juntos estavam se mostrando os mais felizes. O moreno continuava o mesmo crianção de sempre, e ele a ser a base, a estrutura daquela casa e apesar das dúvidas que surjam algumas vezes sobre se dali a alguns anos ainda estariam juntos Aya sabia que sempre amaria aquele homem para o resto de sua vida. O homem que o havia salvado de si mesmo.
– Acho que está na hora de irmos não Alec? – Falou Joshua percebendo o olhar de adoração que Aya lançava ao irmão.
– Tá. – Disse o rapaz sonolento, levantando-se da poltrona desajeitadamente.
– Será que meus sobrinhos vão ter a sorte de nascerem com esses lindos olhos?
– Quem sabe? – Falou Joshua com um sorriso. – Você descobre daqui a uma semana e não Johnny... Pela milésima vez, meus filhos não vão se casar com Ayako ou com Jéssica. Eles serão primos.
– Ahhhh... Mas e daí? Imagina que coisa linda? Seus belos filhos e os meus belos filhos?
– Você é tão modesto. – Falou Aya rindo Vendo Alec se aproximar e se erguendo um pouco para facilitar a tarefa do enorme loiro de beijá-lo enquanto Joshua dava apoio a ele o segurando pelo braço.
– Sim, super, modesto. – Falou Joshua.
– Um Sakurai com certeza. – Falou Alec vendo Joshua rosnar, enquanto Johnny ria e começa a segui-los parando a meio caminho ao ouvir a filha chorar, despedindo-se deles e voltando para o quarto.
– Papai coruja esse. – Falou Alec.
– Eu também serei. – Ditou Joshua.
– Se você paparicá-los tanto quanto me paparica nossos filhos serão mimados.
– E para isso que os pais existem oras! Os pais mimam e as mães concertam então boa sorte para você mamãe.
– Engraçadinho você. – Falou Alec já no carro, o sorriso ainda no rosto afinal aquilo era a verdadeira felicidade.
***
Ben estava sentado na grande cama do quarto iluminado e bem decorado que mostrava tão bem o gosto dos seus ocupantes. As fotos de rostos sorridentes nos portas retratos, a alegria que emanava não apenas daquele ambiente como da casa inteira, tudo o fazendo sentir certa inveja. Ainda estava olhando o quarto com interesse quando Joshua chegou, erguendo as sobrancelhas, apertando as mãos em punhos e abrindo a boca para falar alguma coisa, mas mudando de ideia ao ver os três bebês de um mês na cama.
Um segundo depois Alec saiu de dentro do banheiro com um sorriso no rosto.
– Joshua! Chegou cedo. – Falou o loiro como se nada estivesse errado e na verdade não estava já era comum o loiro receber visitas de Ben ao longo desses meses. Joshua não gostava, no entanto aceitava a estranha amizade entre os dois, mas ver o moreno dentro do seu quarto foi menos do que frustrante. — Venha ver o filho do Ben que lindo. Acho que Motoya e Jin gostaram dele. – Completou o loiro se referindo aos filhos, indo até o marido e o puxando pela mão até a cama.
Joshua suspirou e seguiu Alec, engolindo o seu eterno ciúme ele cumprimentou Ben com a cabeça antes de sentar-se do outro lado da cama junto a Alec, acariciando as cabecinhas de espessos cabelos negros dos filhos que sorriram e se agitaram, antes de fazer o mesmo na cabecinha do bebê ruivo que estava no meio dos seus dois filhos.
– Sim. Ele é lindo. – Falou Joshua.
– Obrigado. – Ditou Ben orgulhoso, desviando os olhos do seu filho para a bolsa que o moreno havia colocado em cima da cama e que continha um jornal dentro.
– Então você viu? – Perguntou Alec, seguindo os olhos do moreno, parecendo preocupado.
– Vi. – Falou Ben com um sorriso que era um misto de tristeza e alegria, se referindo à reportagem de destaque de uma das paginas do jornal do dia em que havia uma gigantesca foto do sue irmão, mas dessa vez não era para noticiar mais um dos filmes que o ruivo estava estrelando, mas sim para falar do noivado do mesmo. – Mas eu já sabia meus pais já haviam me contado e depois Allan me ligou também, fiquei aliviado depois de tantos meses sem noticia.
– Você está bem? – Perguntou Alec que já sabia dos sentimentos de Ben para com o irmão.
Ben demorou a responder lembrando-se da longa conversa que teve com Allan por telefone dias atrás. Os pedidos de desculpas e declaração de amor dele atrasadas, recebendo de Allan o perdão por seus erros, porém a recusa dos seus sentimentos.
– Já é tarde demais para nós. – Ele se lembrou das palavras exatas de Allan. – O coração que um dia foi seu agora pertence à outra pessoa, não foi fácil te esquecer, mas eu consegui. Pode ser cruel o que vou te dizer agora Ben, mas eu avisei, sinto muito por tudo e espero que seja feliz e que um dia possamos nos encontrar de novo.
– Estou legal, ele está feliz e é isso que importa para mim. – Falou o moreno. – Aprendi essa dura lição da maneira mais difícil.
– E a Sarah? – Perguntou Joshua.
– Vou deixá-la. Juro que tentei fazer dar certo, pelo bem do bebê, porém nossa vida é uma guerra constante enquanto Sarah só se enterra mais em seu ódio a cada dia, temo que um dia ela se lembre da existência do nosso filho e desconte nele também as suas frustrações, só estou juntando provas da negligência dela para com ele para caso ela peça a guarda como vingança pela separação, mas no estado que ela está duvido muito, os pais dela estão pensando até em interná-la em uma clinica de repouso, definitivamente ela não está bem.
Os três se olharam em silencio, não que Sarah não merecesse ficar sozinha mais precisar ser internada? No intimo eles sentiam pena da mulher e mais ainda do filho dela, pelo menos ele teria um pai maravilhoso ao seu lado.
– E o que vai fazer depois Ben? – Perguntou Alec preocupado.
– Vou correr atrás da minha felicidade. Eu amei você Alec, mas não era o homem certo para ti, amei Allan, mas o perdi porque fui burro, dessa vez quando encontrar alguém para amar as coisas serão mais certas, não cometerei os mesmo erros. – Falou Bem convicto, pegando o filho na cama e se erguendo, com um sorriso.
Alec olhou o amigo indo embora com um aceno de cabeça, vendo a mesma força e determinação que ele via antigamente quando eles ainda eram noivos sabendo que o moreno lutaria por sua felicidade e finalmente ficando feliz com o fato.
Pegando o jornal dentro da bolsa de Joshua enquanto o mesmo acompanhava o moreno até a porta do quarto ele o abriu na pagina onde tinha uma grande foto de Allan que exibia um belo anel na mão direita, seu anel de noivado com o diretor do primeiro filme que fez depois de ir embora da cidade.
– É realmente ele nasceu para ser ator. – Falou Alec lembrando-se de como o ruivo soube fingir amá-lo quando estavam juntos, mas não sentindo mais nenhuma dor com aquelas lembranças, elas faziam parte de um passado já esquecido.
– Se você diz. O importante para mim é que ele está fora do meu caminho, mais um da minha lista eliminado, isso sim que é noticia boa. – Falou Joshua, mas mesmo assim arrancou o jornal da mão de Alec que riu discretamente vendo a possessividade tão característica do homem que amava brilhar nos olhos negros, vendo o moreno ir até a porta do banheiro provavelmente com a intenção de jogar o jornal fora, afinal ele levava aquele papo de eliminar os rivais a sério. Olhando para cama e para os filhos de apenas um mês de vida que estavam milagrosamente quietinhos ele acabou por ver um pequeno caderno que havia dentro da bolsa de Joshua que estava metade para fora, provavelmente tinha saído na hora que puxou o jornal.
– O que é isso? – Perguntou o loiro, tocando o que parecia ser um diário, de capa de couro negra, amarrado por uma fita vermelha, contudo não ousou pega-lo.
– É um diário, para os nossos filhos. – Falou Joshua jogando o jornal realmente no lixo e voltando a se aproximar de Alec sentando-se na cama. – Pode abrir.
Alec pegou o diário afoito o abrindo no meio vendo decepcionado que não tinha nada, estava em branco.
– Sim, está em branco. – Falou Joshua com um pequeno sorriso ao notar a decepção do outro. – Menos a primeira página. – completou Joshua. – Mas antes que olhe vou te explicar para que comprei isso. Quero que escrevamos nesse diário juntos, toda a nossa história, sem mentiras, enquanto ela ainda está vivida em nossas mentes, quero que nossos filhos saibam exatamente como nos conhecemos e tudo que passamos para ficarmos juntos.
– Joshua... Por quê?
– Por vários motivos. Para que não cometam os mesmo erros que comentemos, para que conheçam a bela história digna de novela que tivemos. – Falou Joshua com um risinho. — para entenderem tudo que passamos e vivemos e ainda vamos vier, quero registrar tudo não apenas nesse, mas em vários diários.
– Isso é tão... Não sei que palavras usar. – Ditou Alec. – Posso olhar a primeira página?
– Pode. — Ditou Joshua com um sorriso e afoito Alec foi para a primeira página do diário começando a ler.
– Dicas para encontrar e conquistar sua pessoa especial. – Leu o loiro em voz alta.
1ª — Se encontrarem lindos e orgulhosos rapazes (garotas) em uma praça no meio de uma tempestade completamente encharcados e carentes de ajuda os acolha você pode ter uma recompensar maior do que imagina.
2ª — Faça tudo, mas nunca minta para si mesmo. Seja fiel aos seus sentimentos, ou pode se arrepender para o resto da vida, nem sempre temos segundas chances.
3ª — (E mais importante) Nada acontece por acaso, fiquem atentos a tudo a sua volta, pois um pequeno, mínimo detalhe pode fazer a diferença e mudar todo o seu destino transformando a sua vida vazia em algo que valha realmente a pena.
– Joshua... – Murmurou Alec não conseguindo esconder o sorriso.
– Essas foram às lições que aprendi com tudo isso, você também deve escrever as suas.
– Com certeza, mas depois. – Disse Alec ajoelhando-se entre as pernas de Joshua que sorriu e se inclinou para beijar o loiro, os lábios se tocando com carinho antes das bocas se abrirem e as línguas se tocarem aprofundando o beijo enquanto as mãos se procuravam, tendo que parar tudo quando ouviram um resmungo e posteriormente um choro de bebê que logo se transformou em dois.
Alec sorriu se erguendo vendo Joshua já pegando Motoya que era um lindo bebê de olhos negros como Joshua enquanto ele pegava Jin que assim como ele tinha olhos vermelhos e era um Tal Neo, a cor dos olhos única diferença física entre os bebês e antes de descerem para preparar a mamadeira de ambos os filhos eles se olharam, o brilho do desejo ainda queimando em suas Iris mas não se preocupando com a interrupção pois agora sabiam, eles tinham uma vida inteira pela frente para se amarem.
Fim!
Capítulo Especial – Toshio e Hikaru.
Diretrizes de um casamento.
Família reunida, um jantar tranquilo e aconchegante, conversas amenas e divertidas, sorrisos e desejos de felicidade, e um noivo muito, muito feliz. Para Toshio Minase um homem na casa dos seus 29 anos deveria ser assim um jantar de noivado, o seu jantar de noivado então porque as coisas pareciam tão diferentes do que ele idealizava?
O homem de curtos cabelos negros e olhos da mesma cor observava o que era para ser o seu feliz jantar de noivado. Sua mãe e seu pai não eram mais vistos apesar de terem estado presentes, tinham simplesmente desaparecido antes de sequer o jantar ser servido. Sua irmã mais nova dançava ao som de uma musica inexistente enquanto paquerava o pobre garçom, mesmo que estivesse com o marido que definitivamente deveria ser cego, ao seu lado, seu irmão do meio só tinha olhos para o marido e filho e pelo jeito o casal já se preparava parar ir embora também sem jantar, mas o que, mas frustrava Toshio era o seu noivo que estava jogado no sofá no lado oposto ao dele com um olhar entediado, de vez em quando dando uma olhada para os lados como se estivesse pensando constantemente em sua fuga.
– Rrrr... – Rosnou o moreno se levantando em um gesto brusco chamando a atenção de todos menos do loiro de olhos azuis, o seu noivo e a pessoa que ele mais buscava atenção. Em passos largos ele se aproximou de Hikaru Suzuki e o pegou pelo braço o arrastando em direção ao escritório sem uma única palavra.
– Que foi Toshio? – Perguntou Hikaru assustado pela ação do outro se vendo arrastado até o escritório.
– O que foi? Você não vê nada de diferente nessa festa de noivado? Não foi isso que eu planejei para nós Hikaru.
– Ah! Então é isso. – Falou o loiro sorrindo, vendo a cara desanimada de Toshio, uma expressão que só ele conhecia. – Eu não aceitei casar com você depois de longos três anos juntos? Isso não é suficiente? Por que as coisas sempre tem que ser perfeitinhas para você.
– Elas não têm que ser perfeitas. Claro que eu idealizei uma festa de noivado diferente dessa, mas o que mais me deixa chateado é a sua reação. Você não está feliz com esse casamento está?
Hikaru ficou calado por um tempo pensando em como responder a questão. Já tinha conversado tantas vezes com Toshio sobre o assunto e o moreno sempre saia chateado. Ele amava Toshio claro, não estaria com ele há tanto tempo se não se amassem, eles já viviam juntos há um ano e meio e para ele aquilo estava perfeito, não precisava de nenhum pedaço de papel para provar que estavam juntos e que se amavam.
– Não é que não esteja feliz Toshio, você sabe, sempre soube a minha opinião sobre casamento.
– É eu sei. Sinto muito. – Falou Toshio enquanto virava-se e ia até a porta fazendo menção de sair.
– Espera. – Gritou Hikaru, agarrando o moreno por trás e o abraçando, encostando a cabeça contra as costas do moreno. – Vou dar um jeito naqueles idiotas lá na sala e teremos uma festa de noivado perfeita.
– Para que? Você já deixou bem claro que considera o nosso casamento uma tolice.
– Toshio... Não é isso. Você sabe que não é isso... – Suspirou Hikaru. — Sabe de uma coisa, já estamos a tanto tempo juntos que acho que um pedaço de papel não vai fazer diferença, mas se é isso que quer vou aceitar com alegria, juro.
Toshio sorriu perversamente, antes de virar, sua expressão mudando para apenas carinhosa, enquanto acariciava o rosto do loiro.
– Obrigada amor. Você não vai se arrepender prometo. – Falou o moreno antes de beijar Hikaru delicadamente e depois abra-lo, o estreitando forte em seus braços.
Depois te tanto tempo juntos ele tinha descoberto como manipular o esperto e escorregadio Hikaru e agora seu maior sonho estava sendo realizado, iria prender o loiro definitivamente em sua teia com aquele casamento.
Hikaru suspirou sabendo que tinha sido manipulado mais deixando passar afinal sabia desde o inicio o tipo de homem que era Toshio quando se envolveu com ele, mesmo que em seu intimo algo gritasse para se libertar o quanto antes daquele homem antes que fosse devorado ele sabia que já era tarde demais.
– Mas nem pensar em festa de casamento ok? Vamos apenas nos casar no civil e está ótimo. – Falou o loiro.
– Tudo bem, se tivesse festa nossa família daria um jeito de estragar tudo mesmo.
– Agora que entramos em consenso vamos voltar para a festa? – Pergunto Hikaru.
– Nem pensar, já que estamos aqui vamos aproveitar mais. – Falou o moreno empurrando o corpo menor para trás até Hikaru encostar-se a escrivaninha do escritório. Agarrando a cintura do loiro ele o ergueu, o colocando sentando sobre a mesma, devorando a boca do loiro com paixão até ficarem sem ar, depois descendo os lábios para o pescoço branquinho, o sugando com vontade, querendo deixá-lo marcado, causando dor e prazer ao rapaz que apenas gemia baixinho.
Hikaru abiu os olhos azuis agora opacos, totalmente perdidos no prazer de ter a boca habilidosa em seu corpo e quando o moreno abriu sua camisa e desceu os lábios por seu corpo ele estremeceu, olhando para o lado, sua mente voltando à realidade quando um dos papeis em cima da escrivaninha lhe chamou a atenção.
–Toshioooo... – Gritou Hikaru, mas o grito não foi de prazer ou deleite, mas sim de raiva enquanto o rapaz empurrava o moreno com força para longe de si e se erguia em um pulo, pegando o papel e o lendo rapidamente antes de seu belo rosto se transformar em uma mascara de ódio.
– Hikaru... – Falou o moreno perdido, desnorteado com a aparência do menor que estava com os cabelos bagunçados e a camisa aberta, uma das mangas escorrendo por seu braço deixando todo o ombro branquinho a mostra, os lábios estavam vermelhos pelos beijos trocados, mas o que mais excitou Toshio foi o olhar irado do loiro, ele simplesmente amava ver o seu namorado zangado.
– O que é isso? – Perguntou levantando a folha e a empurrando na cara de Toshio que deu uma breve olhada antes de dar de ombros e responder calmamente.
– Nosso contrato de casamento ora. – Falou o moreno. – Ainda estou fazendo.
– Mas já estava pronto, eu tinha até aprovado, ao contrário daquele contrato ridículo de fidelidade do inicio do namoro esse era normal, mas claro que tinha que aprontar uma das suas não é Toshio? – Gritou Hikaru deixando a folha escapar de suas mãos e cair no chão.
No chão do escritório jazia o contrato que era nada mais que um normal contrato de casamento, que envolvia coisas chatas como divisão de bens, e outras coisas que eles já tinham discutido como ficariam os sobrenomes depois de casados e etc. Mas bem baixo em letras pequenas, mas que Hikaru esperto como só tinha visto desde que pôs os olhos do documento continha algo que ele não havia concordado, escrito com a letra bonita e bem feita de Toshio.
Multa por abandono, por traição, pedido de separação e se casar de novo se uma das partes ficarem viúvas. Valor ainda a definir.
– Bem, eu gosto de me prevenir. Você nunca se separará de mim Hikaru, nem mesmo quando eu morrer, não subestime minha obsessão por você.
Hikaru bufou e saiu batendo o pé. Queria dizer para Toshio o mesmo, que ele não deveria subestimar seus sentimentos, mas acabou por desistir, afinal nunca havia conseguido ganhar daquele homem mesmo então para que resistir e se estressar?
Toshio sorriu e seguiu o loiro pretendendo arrastá-lo para o seu antigo quarto naquela casa para eles “conversarem” direito lá, sabia que o loiro estava zangado, que ele havia prometido não fazer mais nenhum tipo de contrato estranho, mas não podia evitar quando se tratava de prender o menor a si, ele faria questão que o enlace deles fosse eterno, pois quando escolhia uma pessoa essa era para sempre e Hikaru sabia disso e apesar daquele amor ser louco, para ambas as partes não havia nada mais doce e saboroso no mundo afinal eles definitivamente haviam sido feitos um para o outro.
Notas finais
Minha beta achou que fui injusta com o Ben apesar de eu pensar o contrário, para mim apesar dele não estar 100% feliz ele iria buscar a felicidade dele mas como sou uma pessoa legal fiz um acordo com ela, se vcs quiserem que eu mude o final do Ben farei um cap extra e postarei depois.
Por favor me deixem suas opiniões sobre isso e sobre o epílogo ok?
Nos vemos amores!!!!
Bye, bye!!!!
E Ah! para quem gosta de Mpreg informo que em breve estarei postando mais duas, uma comédia/romance e um drama/romance
espero encontra-los láaaaaaaaaa!!!! hihihi
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