Anywhere But Home
2 País das Maravilhas
Notas iniciais
– Façam uma fila, uma ao lado da outra olhando para mim!
Elas se ajeitaram conforme mandou, estavam preocupadas e sabiam o que estava por vir, o que estavam prestes a ouvir.
– Vocês sabem o que fizeram, não? – Ela parecia calma.
– Bem... eu não queria ... – Blondie gaguejava.
– RESPONDAM! – Agora ela não parecia muito calma...
– Madame, nós não fizemos com intenção de acontecer esse acidente... Só achei engraçado a jeito que ela dançava e não consegui segurar a risada.
– Pouco importa o jeito que ela dança, vocês não tinham a intenção do acidente mas não é motivo de risadinhas ninguém é perfeito, ninguém nasceu sabendo dançar!
– Madame você também não pode falar nada você vive nos julgando e agora quer da liçãozinha de moral sendo que nem você tem. – Disse Sweet Pea, as garotas nunca tinham ouvido ela falar daquele modo... tão... expressivo.
– CALA BOCA!!! Por causa da rebeldia dessa vermezinha vocês todas, vão limpar os banheiros, agora! Vocês quase matam a menina! Se esse lugar fechar por causa de alguma de vocês eu mando mata-las. – Ela chamou mesmo a Sweet Pea de Verme? E é ai que a moral que ela diz ter acaba, realmente existe palavras que sai da boca errada. O pior de tudo é que Sweet está se sentindo culpada.
O cozinheiro assustador do hospício andava até o quarto onde Alice estava, trazendo remédios para medicar ela.
– Tome, o médico mandou entregar não foi? – Seu Tio pegou o remédio e Alice começou a se mexer.
– Ela deve estar sonhando, oh coitada o mundo dentro de sua mente é o único lugar que ela pode estar “viva” – Mexeu os dedos como entre aspas (pois é claro, ela não estava morta).
– Vamos Alice beba – A voz dele estava se deformando Alice sentia que era ele falando mas não tinha certeza, estava confusa.
– Vamos beba logo você está atrasada beba Alice. – Não era meu tio, droga! Eu só quero acordar.
– O que é isto? Veneno? – Eu digo.
–Não sua boba! É para você ficar maior, rápido beba.
– Como posso confiar? Você é só um coelho de paletó. – Bufei e resolvi beber, nada iria acontecer eu só estava sonhando, nada disso era real.
Eu fiquei maior, realmente cresci.
– Agora pode me responder? Porque aquela flor que eu conversei a uns cinco minutos não ajudou em nada e você chegou se intrometendo.
– O país onde foi dominado pela desgraça, e insistem em chamar de Maravilha.
– País das Maravilhas? – Perguntei.
O coelho sorriu e saiu pulando, acho que foi um sim... Corri atrás dele, uma estrada longa e escura.
– Quem é essa? – Perguntou um gato sorrindo, eu me assustei e ele riu.
– A rainha branca mandou busca-la. – Respondeu o coelho.
– Por que sou tão excluído? Nada sei de nada o que acontece – E nada de nada eu entendi o sentido do que ele disse. – Já disse a ela que ela não consegue passar daqui de mãos vazias? – Ele não faz sentido nenhum! Só sei que não iria pagar uma moeda à ele. Só existem loucos nesse país?
– Nem quando é minha obrigação eu faço melhor que você – Eu vou dar um soco nesse gato.
Eu ouço um barulho, e viro de costas e dou um berro.
– Que bicho é esse??
– É uma ruina, tome isto e mate – Uma faca voou até minha mão.
– Eu não estou aqui para lutar!
– Então não vai achar o que procura. – O gato sorriu e sumiu, nem o coelho estava mais lá. Ninja nathaniel eu te invoco
Morrendo de medo, eu só relaxo e esfaqueio a ruina até morrer e desaparecer, não foi tão difícil.
Mas e agora... O que faço?
Fale com o autor