Any Other Day
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Tanto trabalho que tive para convencer a todos de que por enquanto o melhor era não contar tudo pra ela, todas as fotos que eu trouxe pra cá pra que ela não visse assim que entrasse em casa, todas as vezes que eu e os outros seguramos a língua pra não fazer algum tipo de comentário foi em vão assim que ela me fez aquela pergunta.
– Nosso relacionamento não começou como algo sério. — falei emendando com a frase anterior e ela permaneceu quieta. — Na verdade nenhum de nós tinha intenção de ter algum envolvimento, mas as coisas saíram da ordem quando você chegou e disse que tava grávida. — mais uma vez eu lhe contei metade da história, eu não contei a ela que fui sequestrado, que John provavelmente foi levado pelo os inimigos do Homem de Ferro e nem que agora eu sou conhecido como super herói, mas o que lhe contei foi o suficiente para deixá-la emudecida e estática. — Eu iria te contar não pense que eu não ia, mas eu achei que você estava confusa demais para receber essa notícia.
– Eu pesquisei sobre você, sobre nós, não tinha nada que mencionasse um filho. — ela falou depois de mais alguns segundos de silêncio.
– Eu sabia que você ia fazer isso e pedi para que Jarvis ocultasse essas notícias e que deixasse só o essencial para que você soubesse que somos casados. Eu também dei ordens para que no hospital não fizessem nenhum tipo de comentário a respeito e usei o argumento de que processaria e difamaria o hospital sei que pra isso também tive sorte por que em todo lugar tem um linguarudo. — ela passou a mão em seu rosto vermelho e apesar de querer me aproximar eu permaneci no mesmo lugar em que eu estava.
– Quantos anos ele tinha nessa foto?
– 6 anos. Eu, ele e Howard tínhamos nos metido em uma competição de Hot Rod e obviamente nós ganhamos, foi bem divertido ele deu uma aula em um monte de marmanjo. — sorrio com a lembrança, mas desfaço quando olho pra ela.
– Quero ver as coisas dele. Onde é o quarto dele?
– Ao lado do nosso. Jarvis te deixará entrar. — ela saiu dali e tudo ficou no mais profundo silêncio, nem os sons Dum-e existiam ali, só tinha um incômodo silêncio que me fazia pensar que eu ia enlouquecer foi assim que eu me senti quando me dei conta de que tava sozinho logo quando tudo aconteceu e ela me deixou. — Jay, quando ela sair me avise.
– Sim senhor. — eu tentei me concentrar em algo, mas eu não consegui tudo o que tava na minha cabeça era o que ela faria quando descesse.
Já tem um bom tempo que ela subiu e até agora não voltou eu até pensei em ir atrás dela, mas entrar no quarto do John é algo que eu não consigo na realidade depois do que aconteceu nenhum de nós nunca conseguia entrar ali.
– Senhor, ela saiu do quarto. — eu me levantei da cadeira e segui sem paradas até a sala e nós chegamos praticamente no mesmo instante, seus olhos estavam vermelhos e ela tentava inutilmente enxugar lágrimas que não paravam de descer.
– Sabe, logo que eu acordei e você me contou nossa história ou parte dela eu senti um vazio e pensei que era a falta de lembranças por tudo o que vivi e perdi, mas agora vejo que não, mesmo sem lembrar eu continuei sentindo falta dele e agora que sei disso tô sentindo ainda mais. — ela parte pra me abraçar e eu a aperto contra mim. — Eu fui uma boa mãe? — eu rio com a pergunta.
– Nenhuma outra mulher seria melhor pra ele que você. — eu beijo o topo de sua cabeça e ela funga.
– Eu queria ele aqui.
– Eu também. Mas, eu prometo, amor. Prometo, que vou trazer nosso filho de volta pra casa.
– Como, Tony? O que você pode fazer que já não tenha feito antes?
– Acho que você esqueceu que eu sou o Ho... Tony Stark. Eu vou achá-lo, amor, nem que seja a última coisa que eu faça. — ela me aperta e eu a levo para o sofá, a perna dela não está muito boa para que ela fique em pé por muito tempo, ela deita a cabeça no meu ombro e eu passo meu braço ao seu redor.
– Como ele era, Tony?
– Tá aí um pergunta difícil, mas vou tentar achar alguns adjetivos pra ele. Hm... Vejamos... Enérgico, mas tinha dias que ele conseguia superar uma preguiça de tão preguiçoso, manhoso e turrão.
– Ou seja, ele é como você. — eu rio e concordo maneando a cabeça. — Ele chupava chupeta?
– Chupava chupeta, dedo ou melhor dedos por que estranhamente ele chupava esses dedos daqui ó.- digo erguendo o dedo do meio e anelar e baixando os outros.- E teve um tempo que ele conseguia chupar até o dedo do pé. Eu até ficava me perguntando como é que aquela coisinha conseguia ser tão flexível. — ela riu.
– Ele tinha um bundão?
– Bundão?
– Ele herdou tanta coisa de você por que não a bunda grande?
– Eu tenho outra coisa que é grande também. — ela cora e desvia o olhar do meu. — Mas sim, ele também tem um bundão, quando ele era um bebê, estava nu e ficava de buço você mordia a bunda dele obviamente ela estava limpa, por que ficar perto dele depois que ele enchia a fralda não era uma tarefa muito fácil. — eu faço uma careta de nojo ao lembrar e quando a olho vejo-a sorrindo.
– Nossos pais gostam dele?
– Primeiro neto, o que você acha? Minha mãe só não botava ele no céu por que não podia.
– Meu pai ficou muito bravo por eu ter engravidado cedo?
– Ele ficou mais bravo por eu ser o pai do que pela a gravidez. Mas a sua mãe ficou muito contente pelo neto, embora não gostasse muito do jeito que tínhamos planejado tocar a vida.
– E seu pai, o que disse?
– No começo ele ficou bem puto, no terceiro mês ele já estava começando a se acostumar que ia ser avô, no quinto mês quando você chegou aqui e disse que era um menino aí foi que ele deixou cair a pose e te fez prometer que no nome dele teria Anthony.
– E meu pai aceitou isso numa boa?
– Não, ele fez o que mais ama, dar piti, mas de nada adiantava ele já estava registrado quando Brian ficou sabendo que John também tinha Anthony no nome. — eu ri, era muito engraçado lembrar da euforia do meu pai pelo John e da raiva do Brian por seu neto não ter seu nome, eu detesto o Brian e irritá-lo é meu passa tempo favorito quando ele está por perto. — Depois que ele nasceu tudo melhorou. Eu passei a ver a vida de outra forma, me dei conta de que gostava de você e que te queria comigo, estava bem com os meus pais principalmente com o Howard, de alguma forma parecia que tudo tinha sumido, que não nos odiávamos e que nunca tínhamos brigado a ponto de trocarmos ofensas, socos e ficarmos sem nos falar por tantos anos.
– Nosso menino foi a ponte que ligou você e seu pai. — eu concordei. — Aposto que ele era louco por você.
– Era mais por você. Ele deixava qualquer um pela mamãe. — ela ri convencida. — Exceto quando você estava fazendo bife de figado.
– Ele também não gostava? — bom saber que ela ainda lembra do que gosto de comer.
– Amor, só você e a minha mãe gostam desse troço.
– É estranho.
– Também acho, negócio nojento! Aquele cheiro me deixa com dor de cabeça. Urgh!
– Não tô falando disso.
– Tá falando de quê?
– Você me chamando de amor. Nunca te ouvi dizendo isso pra ninguém.
– Foi mal, às vezes eu esqueço... Quando eu falar ignore e pense que eu estou falando Pep. — ela balança a cabeça e ficamos em silêncio.
– É... Você estava falando do John.
– Tem razão, parei no bife de figado, não foi? — ela assentiu. — Pois é, ele detestava assim como eu.
– Isso não é justo ele é você em tudo.
– A minha imagem tem que ser passada ao longo dos anos, Pep. — digo brincando e ela ri. — Ele tinha muito de você também, por exemplo, o bico que você faz quando é contrariada, o nariz arrebitado quando alguém duvida da sua capacidade, sua risada e seus olhos, os olhos dele são iguais aos seus. — ela se vira pra mim e seus olhos estão colado nos meus a conexão dura a medida que nossos rostos se aproximam, mas ela cai em si antes que eu roube um beijo e acaba virando o rosto.
– O que mais ele detestava? — pergunta criando um pouco de espaço entre nós.
– Passas. Ele detestava passas em qualquer lugar principalmente no arroz. E você e minha mãe sempre colocavam passas no arroz, qual o problema de vocês? Sabe o quanto é torturante em todo natal e ano novo ficar catando passas no arroz?
– Você deveria escrever um livro, tenho até o nome: " Tony Stark e o drama das passas no arroz."
– Engraçadinha você.- ela ri.
– Fala mais. O que mais ele não gostava?
– De comida? Mais nada, só o figado e as passas mesmo. Você dizia que ele só não comia pedra por que era dura, por falar nisso uma vez a gente foi a praia e em um momento de descuido ele começou a comer areia. — eu ri, ri muito por que a areia da praia que estávamos era como se fosse acinzentada e como ele estava botando na boca ficava preta. — E eu acho que estava delicioso por que ele não gostou de termos atrapalhado sua alimentação. — ela me bateu. — Au! Eu não tive culpa.
– Sabe quantos germes tem na areia da praia? Ele poderia ter adoecido!
– Você falou a mesma coisa na hora, mas quando contamos para os outros você riu.
– Eu quero saber mais. — ela falou com um sorriso desenhado em seus lábios.
– Teremos um longo dia. — falei disposto a contar tudo o que queria saber.
Relembrar aquelas histórias foi bom, por que já tem muito tempo que eu não rio assim, lembrar que John pegou a tesoura que eu deixei em cima da cama e cortou um enorme tufo de seu cabelo, que ele tirava a fralda e saia correndo nu pela casa pra nos fazer ir atrás dele quando tinha 2 anos ou que ele ficava imitando a mim e meu pai me fez e a fez rir bastante por que ela percebeu que ele era um raio.
– Uma das coisas mais engraçadas dele era que quando estava com sono ele dormia em qualquer lugar, teve uma vez que ele dormiu sentado no vaso sanitário.
– Oi?
– O preguiçoso foi fazer xixi e depois que terminou se sentou no vaso sanitário e lá mesmo dormiu, de manhã quando você acordou foi lá no quarto dele e não o encontrou aí foi no banheiro e o encontrou dormindo, daí você foi me acordar pra ver a cena e quando cheguei lá dei de cara com John sentado no vaso, com a cabeça jogada pra trás e a boca aberta.
– O que fizemos?
– Botei ele nos braços, o levei pra cama e nós ficamos rindo, quando ele acordou e a gente perguntou ele disse que não lembrava perguntei ao Jarvis há quanto tempo ele estava ali e ele me respondeu que desde 03:00 da manhã.
– Coitadinho do meu menino deve ter ficado com o pescocinho doendo. — diz ela lamentando. — Quantos anos ele tinha? — faço 5 com os dedos enquanto aprecio uma dose de uísque que ela faz questão de repudiar com uma careta. — Você bebia na frente dele?
– Raramente. Eu não gostava de beber na frente do meu segurança.
– Segurança?
– É. Quando eu não tava por perto nenhum homem desconhecido chegava perto de você por que ele não deixava. — ela sorria enquanto balançava a cabeça negativamente. — Eu dizia: "John, você é o homem agora, cuide da mamãe e não deixe nenhum cara chegar perto dela." Fique sabendo que ele fazia um ótimo trabalho. — digo me servindo de outra dose.
– Não acredito que você colocava nosso filho pra me vigiar.
– Não era você, meu amor, era os homens que queriam você. — ela rola os olhos. — Quando ele ficava com raiva fazia essa mesma cara que você tá fazendo agora.
– Você é um idiota, Tony.
– Não, eu zelo pelo o que é meu. — ela me ignora e eu volto a me sentar perto dela.
– Eu queria me lembrar disso tudo.
– Com o tempo você vai, Pep, eu sei que vai.
– Por que não tivemos mais filhos?
– Quando eu quis você não queria e quando você quis eu não queria, aí decidimos que era melhor que nós dois quiséssemos e acabou que nunca mais tocamos no assunto. — o silêncio toma nós dois e ela volta a se encostar em mim, eu passo meu braço sobre seu ombro e ela suspira, sei que ela quer fazer uma pergunta só não entendo por que ela tá se amarrando. — O que você quer saber?
– Por que você some de vez em quando? Tem mais alguma coisa que você não tá me contando? Por que eu tô com a sensação de que você não tá me contando tudo. Eu sei que você quer me poupar de sofrimento e eu agradeço por isso, mas sofrer a prestação é pior.
– Você tem razão, Pep, não estou te contando tudo. — falo depois de uns 5 segundos de silêncio. — Mas eu também não sei como te contar o resto.
– Me contando, Tony. Chega de cautela, se eu não morri por ser atropelada não vai ser por saber da minha vida... Da nossa vida, que vou morrer. Por favor, me conte tudo de uma vez. — eu fico em silêncio. — Você tem outra família? Outra mulher, é isso?
– Ham? Não! Eu não tenho outra família e nem outra mulher, Pepper. Eu sou um super herói.
– O quê?
– Sou um super herói. — ela arqueia a sobrancelha e tem uma crise de riso e eu a olho impaciente.
– Você faz parte do Thudercats? Ou é o He-man? — eu rolo os olhos, fico de pé e estendo a minha mão pra ela. — Pra onde você vai me levar?
– Vou te mostrar uma coisa.
– Você tem uma bat-caverna? Ah, meu Deus, você é um Power Ranger! Por que você solta faísca ao invés de sangrar? As poses depois das explosões é ideia sua, né? Aposto que você é o vermelho.
– Cala a boca, Pepper.
– O Jarvis é o Zordon ou o Alpha? — as pessoas dizem que eu sou insuportável, mas às vezes ela me supera. Eu a levo a oficina e durante todo aquele trajeto ouvi todo o tipo de piada. — Você vai dizer: "é hora de morfar"? — ela pergunta assim que entramos, eu permaneço em meu silêncio e a levo para a plataforma para que ela veja as armaduras que estão expostas mais atrás. — O que é isso?
– Minhas armaduras. É sério, Pepper, eu sou um super herói. — ela permanece encarando-as e depois olha pra mim como se eu estivesse maluco. — Jay, mostre a Pepper notícias sobre o Homem de Ferro. — a grande e apagada tela plana ganhou vida e logo começou a se mostrar tudo o que era necessário para que ela acreditasse em mim, incluindo, os vídeos gravados no dia da invasão alienígena que aconteceu há alguns anos. — Pode parar, Jarvis. — a imagem congelou e ela se virou pra mim. — Acredita em mim agora?
– Tony... Que... Por que... Como? — perguntou confusa e eu cocei a cabeça, tirei a camisa preta de manga curta que eu usava, a regata da mesma cor e o "curativo" que eu usava para tapar ainda mais o brilho do reator e mais uma vez a surpreendi. — O que é isso?
– Minha benção ou maldição, depende de como você encara ou no meu caso do dia. Quando você pesquisou sobre o mundo você ouviu falar do 11 de setembro, não foi? — ela assente. — Em outubro de 2001 eu fui apresentar o novo armamento e...- lhe contei toda aquela velha história e vi seus olhos marejarem vez ou outra, ela parecia hipnotizada com que eu dizia e quando me fazia perguntas era sempre com palavras confusas, quando terminei ela permaneceu em um silêncio ensurdecedor e eu esperei ela falar alguma coisa, mas ela não fez. — Será que você pode falar alguma coisa?
– Nosso filho não foi levado por que queriam o dinheiro da sua família, não é?
– Não. — ela dá passos hesitantes pra perto de mim e a mesma hesitação segue sua mão quando ela tenta tocar meu peito, eu pego sua mão e a encosto em mim e no segundo que toca a minha pele ela se afasta, mas volta a tocar, ele para de olhar para o meu peito e direciona seu olhar para as armaduras até que ajeita uma das muletas que está usando e começa a se afastar. — Onde você vai?
– Preciso ficar sozinha. — respeito a sua decisão e a vejo sair, eu passo o resto dia e a noite na oficina trabalhando ou tentando, alternando entre atualizar minhas armaduras e buscar por John, pegando pistas aqui e ali sobre áreas onde o fluxo de tráfico de crianças na época do sequestro dele foi intensa, monitorando os atuais e antigos passos do meus maiores inimigos fazendo um envelhecimento facial e espalhando nos bancos de desparecidos de todo o mundo na esperança de que alguém ou alguma câmera o reconheça e eu possa ter seu paradeiro.
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Meu Deus, em que eu me meti? Essa vida... Ela é surreal demais, ela é diferente demais do que eu sempre quis pra mim! Assim que recebei aquela enxurrada de informações eu "corri" pra longe dali tentando entender o que está acontecendo, mas quem disse que eu consegui?! Meu filho, um filho que eu não fazia ideia que tinha tido está sumido e não há pistas sobre o seu paradeiro... Como isso me dói! O meu coração aperta a medida que penso sobre esse assunto, meu Deus onde será que ele está? Será que está vivo? E se estiver será que ainda lembra do Tony... De mim? Respiro fundo, pego o telefone e ligo para a única pessoa que pode me confortar nesse momento, minha mãe.
– Jarvis, minha mãe está vindo pra cá e quando ela chegar permita a entrada dela sem me consultar e não avise ao Tony.
– Sim senhora. — e pensar que em 95 Jarvis era só mais uma ideia maluca de Tony. Eu espero a chegada de minha mãe que a meu ver demora mais do que necessário, mas assim que ela chega eu praticamente corro e lhe dou um abraço.
– Mãe, eu sei da verdade. — digo chorosa e ela alisa meus cabelos.
– Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso ia acontecer. — ela diz e nós vamos ao sofá, eu me deito em seu colo e como uma criança eu choro enquanto ela me afaga e diz que tudo vai se ajeitar.
Fiquei horas conversando com ela que foi preenchendo algumas de muitas lacunas que ainda existem em minha vida desconhecida, antes de sair ela me obrigou a comer e me aconselhou a descansar, mas o fluxo de pensamentos estava intenso demais pra me permitir um descanso, Tony nem sequer subiu e isso foi bom por não sei se conversaríamos ou brigaríamos, mas sem ter ele aqui eu fiquei sozinha vagando por essa imensa mansão sem saber como organizar minha vida. Dormir foi um tormento custei a conseguir e quando isso aconteceu já era madrugada, quando acordei e vi o relógio constatei que não tinha dormido o que é necessário e nem quanto eu queria então fui tomar um banho gelado pra acordar de vez, eu iria conversar com o Tony não sei o quê, mas iria, saí do banheiro recém enxuta porém nua e assim que passo a porta ele entra no quarto.
– TONY!
– Desculpa! Eu... Eu me esqueci. — ele se vira e eu puxo o lençol da cama para me cobrir e só da tempo pra isso mesmo por que o safado vira de novo com um sorriso sacana em seu rosto. — Pepper, você é minha mulher não precisa se cobrir, não a nada aí que eu já não tenha visto antes, já te vi nua mais vezes do que posso contar. — eu fico envergonhada sinto minhas bochechas queimando e ele começa a se aproximar, minha respiração fica pesada a cada passo que ele dá. — Você conseguiu dormir bem? — ele pergunta perto o suficiente pra que eu possa sentir o calor de sua pele e graças a isso eu só balanço a cabeça.
– Você...- eu engulo seco. — Quer sair da minha frente. — eu tento impor moral em minha voz, mas tudo o que consigo é deixá-la vacilante.
– Palavrinha mágica. — ele diz sussurrando e mais uma vez eu engulo seco, tenho como resposta um empurrão, ele ri enquanto caminha para o banheiro e eu vou procurar me trocar o mais rápido possível. A atração que eu sentia por ele ainda está aqui e é forte, fiquei pensando no que aconteceria caso eu não tivesse o empurrado, será que teríamos transado? Por mais que essa realidade me mostre que sou casada com ele, pensar em nós dois me traz duas coisas vontade e vergonha.
– Sra. Stark, há um entregador de flores no portão. Permito sua entrada?- arqueio a sobrancelha, mas autorizo a entrada do homem que me entrega um lindo buquê de tulipas brancas as minhas flores favoritas, será que foi Tony? Ele é meu marido faz todo o sentido ele me comprar flores, cheiro as tulipas e no meio delas encontro um cartão que derruba a minha teoria de quem me mandou as flores.
''Quando você ler isso vai estranhar, mas saiba que sou seu amigo e estou torcendo pela sua recuperação, ainda não apareci por medo da sua reação, mas eu vou criar coragem pra te ver até lá tome os remédios e se cuide, te quero saudável.''
''Everything's gonna be okay
Oh, I keep telling myself, Don't worry, be happy"
Adam O'Connell
Ri sozinha com o bilhete de alguma forma me senti bem o lendo, mas percebo que meu ânimo apareceu quando li as últimas duas linhas e o nome da pessoa, me senti confortável ao ouvir mentalmente esse nome.
– Hum hum. — o pigarro, me tira a atenção do bilhete e das flores e eu olho para Tony.
– Adoro tulipas, são...
– As suas flores preferidas eu sei. Quem te mandou?
– Adam O'Connell. — digo o nome em voz alta e constato que realmente me sinto bem ao ouvir sua pronúncia eu dou um discreto sorriso por isso e Tony passa direto indo em direção a oficina, não entendi nada, mas vou a procura de um jarro para colocar as minhas lindas flores.
Já tem uns 5 dias que eu e ele estamos afastados, nós nos cumprimentamos, mas não passa disso, toda a vez que eu o vejo percebo que ele está magoado e até mesmo com raiva agora de quê eu não sei por que não fiz nada.
– As estrelas são bonitas não é Scooby? — digo olhando para o céu enquanto bebo mais uma taça de vinhos, eu não deveria beber por conta dos remédios, mas dada as circunstâncias eu sinto necessidade em desobedecer.
Quando olho pra Scooby ele está com a cabeça inclinada pra esquerda como se tivesse me questionando e eu rio e acaricio sua cabeça, permaneço divagando sozinha e questionando Scooby que às vezes me dá a impressão de que me entende e me responde, depois de tanto apreciar a vista que me é ofertada eu resolvo entrar pois já sinto frio, mas me atrapalho um pouco no andar quando restabeleço o meu equilíbrio eu caminho pra dentro de casa e dou de cara com Tony que passa direto por mim também ajo com indiferença e continuo o meu caminho em direção a cozinha, mas sou surpreendida por uma brusca puxada em meu braço e um beijo bruto que eu tento renegar, mas que acabo me entregando.
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