Etérea
Malemolente
Febril
Uma coisa séria
Um afago quente
Um arrepio
Um suor salgado
no rosto molhado
Uma boca cheia
De vida
Bolbulhante, feia
Dolorida
Meu peito dói, ferido
Pressente o inimigo
O rosto a esquentar
Um sopro, um torpor
Um latejar
A dor
Tudo é diáfano
E indefinido
Em suspenso
adormecido
Vapores em névoas
Soluços contidos
Em alvo lenço
cuspido
Uma vida que
Para e paira
Acima de tudo
Acima do tempo
Acima de todos
Os problemas
Os contratos
Os contratempos
O cansaço
O desalento
Meu peito explode
E expira
Espirra
A alma, a vida
Saliva
salva e livra
a quase morta-viva.
Notas finais
É, eu sei. Não ficou bom.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor