Antes que seja tarde
16 Momentos
Notas iniciais
Clarisse POV’s
Eu sou Clarisse La Rue, filha de Ares. Moro com meu pai, minha madrasta Afrodite e minhas meias irmãs Piper, Silena. Drew, minha outra meia irmã, mora com seu pai porque ninguém aguenta ela lá em casa e toda vez que ela vai pra lá rola confusão. Ela é uma vaca, puta, vadia, podia muito bem ser filha de Hera. Mas agora vou narrar porque não muito a fim de falar da Drew porque ela estraga o meu dia e o das minhas irmãs (principalmente da Piper) sempre que pode. Mas voltando a narrar...
... Estava saindo da sala, finalmente havia acabado o meu primeiro dia de aula, e indo pro meu armário. Peguei alguns cadernos e deixei os outros lá dentro, também peguei minha jaqueta que havia deixado lá. Ao fechar o armário percebi que havia quatro garotos no final do corredor. Três deles estavam cercando um menino um pouco mais alto que eu, ele era forte, mas não o suficiente para acabar com os outros três, que por sinal também eram bem fortes. Fiquei olhando atentamente até que percebi que conhecia o menino encurralado. Ele tinha aula de biologia comigo, se não me engano seu nome é Chris Rodriguez. Pra falar a verdade eu estudei com ele minha vida toda e ele faz parte da minha família. Isto mesmo! Ele é meu primo, filho de Hermes. Por isso acho que tenho meio que o dever de ajudá-lo, mesmo que não converse tanto com ele.
Vi que os três meninos eram do terceiro ano, isto era muita covardia já que nós estávamos no primeiro e eram três contra um. Comecei a andar em direção a briga, até que dois dos meninos seguraram Chris enquanto ele tentava chutá-los para se livrar e o colocaram de frente para o outro, foi quando percebi que não demoraria muito para baterem nele então comecei a correr na direção deles.
Quando o garoto em pé diante dele ia dar o primeiro soco eu aparei o soco segurando sua mão. Ele se virou para ver quem era e se surpreendeu ao ver uma menina ali e não um menino como ele certamente esperava, já que ele provavelmente me considerava incapaz de aparar um soco. Revirei os olhos e perguntei autoritária:
– Posso saber o que está acontecendo aqui?!
Ele e seus amigos caíram na gargalhada, chegaram até a soltar Chris que veio para o meu lado engolindo em seco, porque sabia o que estava por vir.
– Aiai, muito engraçada você mocinha – disse enxugando suas falsas lágrimas e parando de rir – Agora é melhor você ir, porque isto aqui é papo de homens.
– E se eu disser que não vou sair daqui eim?! – disse mais afirmando do que perguntando.
– Vou ter que fazer algo que eu realmente não queria, ainda mais com uma bela dama assim como você – disse me olhando de cima em baixo e estalando os dedos, assim seus amiguinhos pegaram meus braços.
A raiva subiu a cabeça e eu soltei uma de minhas mãos e dei um soco na cara de seu amiguinho moreno enquanto o outro que era loiro continuava olhando. Até que ele percebeu o que havia acontecido e veio pra cima de mim, tentando me prender novamente, mas eu me abaixei e peguei seu pé, girei-o e o joguei em cima de seu companheiro moreno que estava se levantando. Limpei minhas mãos e me virei para o mandante no caso, mas ele já estava arrebentado no chão.
Olhei para ele sem entender nada, depois de um minuto minha fixa caiu e eu percebi quem havia feito aquilo.
– Chris! Como?! Por quê?! An??? Não entendi nada – disse confusa.
– Só quis dar uma mãozinha – disse sorrindo eu ri. Então seu rosto ficou vermelho, ele coçou a cabeça e completou – Além de que eu não gostei dele ter te tratado e olhado daquela forma.
Fiquei mais vermelha que um pimentão, mas que diabos está acontecendo comigo! Para minha sorte ou para o meu azar o diretor apareceu, olhou tudo abismado e falou pausadamente:
– Para a minha sala – tentamos retrucar e ele gritou — AGORA!!!
Chris POV’s
Eu e Clarisse estávamos numa enrascada!!! Tudo culpa daqueles fdp que se acham os bons só porque são mais velhos e resolveram tentar se divertir as minhas custas! Não que eu não seja forte, porque eu sou, mas eram três contra um e eles são mais velhos que eu ainda! E ainda por cima não acreditava que ela havia ido me ajudar, muito menos que tinha tido coragem de dizer aquilo a ela!
Nossa mais que falta de educação a minha!!! Meu nome é Chris Rodriguez, sou filho de Hermes. Moro com meu pai Hermes, minha madrasta May Castellan e meu meio irmão Luke. Conheço Clarisse desde sempre, afinal somos da mesma família, primos para falar a verdade. Sempre a admirei muito por enfrentar tudo e todos sem medo das consequências. Mas agora chega de falar da minha vida e vamos voltar a narra.
Entramos na diretoria e o diretor pediu que nos sentássemos, assim o fizemos. Ele virou-se para nós com uma expressão de pura irritação. Então ele abriu e fechou a boa algumas vezes, provavelmente tentando achar a frase certa e controlando seu tom de voz. Até que ele disse:
– Chris eu te conheço e sei que você não é de brigas, mas já de você, Clarisse, eu não posso dizer o mesmo – disse olhando para ela – Mas uma coisa é nova: Brigar no primeiro dia de aula?!?!?! Você nunca fez isto Clarisse! — ele disse e nós abaixamos a cabeça, afinal o Sr. D estava certo – Expliquem-se.
Contamos a história para ele, completando as frases um do outro, parecia até ensaiado, e quando terminamos ficamos meio constrangidos com aquilo. Ele nos olhou pasmo com o que havíamos contado e disse:
– Pode até ter sido em legítima defesa como você disse e como vimos nas imagens da câmera, mas mesmo assim vocês terão uma punição, não sairão impunes desta. Já que bateram neles, sendo que podiam ter corrido e me alertado.
– E fica como uma frouxa na gente daqueles machistas?!?!?!?!?! NUNCA – respondeu Clarisse cruzando os braços brava.
Por incrível que pareça o diretor riu de sua cara emburrada e continuou:
– Então ficaram de detenção hoje.
– Mas... – nós dois dissemos ao mesmo tempo.
– Já para a sala de detenção! Os dois!
Ele gritou e nós saímos da sala emburrados.
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Tínhamos uma hora e meia de detenção naquela estúpida sala, iríamos fazer os deveres enquanto ficávamos lá. E o pior de tudo era que estávamos com fome! Sorte que eu tinha dois sanduiches de peito de peru na minha bolsa, já que não sabia se almoçaria em casa hoje trouxe dois sanduiches para comer na rua, caso só fosse para casa mais tarde. Sou um vidente cara, só pode! Pensei e ri de minha superioridade mental.
– Do que você está rindo? – perguntou Clarisse irritada
– Só do fato de eu ser vidente – disse
– Vidente?! Me poupe Chris! — ela disse caindo na gargalhada.
– Quer saber por que?
– Claro
– Porque eu justo hoje que eu fico mais tarde na escola e trouxe meu almoço, porque tinha planejado de dar um rolé ela cidade.
– Hm... – ela disse desanimada, aposto que também estava com fome.
– E sabe o que é melhor ainda?
– o que? – disse ela sem paciência
– Por alguma razão do além eu trouxe lanche em dobro – disse e lhe entreguei um dos meus sanduiches que eu havia acabado de tirar da mochila.
– Érrr... Obrigada – disse ela meio sem jeito.
– De nada – respondi e desembrulhei meu lanche dando uma mordida assim como ela.
Ficamos um tempo saboreando este pedacinho do lanche, já que pra quem esta com fome qualquer pedaço de comida é um paraíso. Até que eu cortei o silêncio perguntando:
– Não acha estranho sermos primos e nunca termos nos falado direito?
– Um pouco – respondeu ela pensativa – Mas eu nunca fui muito social mesmo, prefiro ficar no meu canto.
– Hm...
Passamos o resto do tempo de detenção nos conhecendo melhor e falando de nós mesmos, eu cheguei a dizer coisas para ela que nunca disse a ninguém, como o desaparecimento de minha mãe, que me deixou com meu pai assim que nasci e sumiu no mundo. Ela também me disse sobre o divórcio de seus pais, da luta pela guarda dela, de como sua mãe ganhou e começou a trata-la mal porque ela lembrava muito seu pai. Então sua mãe acabou ficando depressiva e ela pediu ao juiz para passar a morar com seu pai, sua madrasta e suas meias irmãs.
Até que o Sr. D apareceu na porta da sala e disse:
– A detenção acabou. Podem sair e espero que tenham aprendido a lição.
Claro que não aprendemos, pois só de olhar para nossas caras dava pra saber que faríamos tudo de novo se fosse preciso, mas mesmo assim dissemos que sim e saímos. Assim que o diretor saiu do nosso campo de visão Clarisse gritou:
– Até que em fim LIVRES! – eu cai na gargalhada e ela fez uma cara feia, mas depois começou a rir comigo. Então tomei coragem e perguntei.
– Então... O que vai fazer agora?
– Sei lá. Acho que nada.
– Hm... Será que você não gotaria de ir tomar um sorvete comigo?
– Ah... Não sei não – disse meio insegura.
– Olha que novidade! Clarisse, a brava e corajosa filha de Ares, está insegura e com medo! – disse com um sorriso desafiador.
– Eii nem venha com chantagens!
– Só estou dizendo a verdade! Você esta acovardando!
– Você vai ver quem é o covarde aqui! – ela respondeu furiosa – E além do mais você está me devendo uma! E sorvete é um ótimo jeito de começar a pagar!
– Ok ok! Então vamos – disse sorrindo por dentro.
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Percy POV’s
A volta para casa foi bem mais animada. Voltamos cantando “Wake me UP”, sua voz era perfeita, enquanto minha voz era mais rouca, a sua mudava constantemente: ela conseguia mudar sua voz de menininha para uma voz de cantora de Blues e depois para um voz rouca sexy de um acorde para o outro. Além do fato de que parecíamos completar um ao outro quando cantávamos, sabíamos direitinho onde terminava a parte de um e começava a do outro, mesmo sem termos tido nenhuma espécie de ensaio ou combinado antes. Era incrível nossa sintonia!
Quando chegamos em casa, para minha infelicidade, fomos direto para a cozinha onde havia um bilhete de meu pai que dizia:
Fui para o trabalho mais cedo hoje. Tem lasanha na geladeira. Já deixei pronta e é só esquentar.
Annie abriu a geladeira, pegou a travessa e um pacotinho de queijo ralado e então espalhou um pouco de queijo por cima da lasanha. pôs no forno, ligou no baixo e começou a pegar os pratos e os talheres.
– Ei! Porque pôs mais queijo? E porque não põe no micro-ondas? – perguntei
– Coloquei mais queijo para quando eu colocar no forno a parte de cima ficar crocante.
– E a segunda pergunta?
– Eu pus no forno porque no micro-ondas não ficaria crocante. Dã! – disse revirando os olhos.
– Ah
– Agora vem me ajudar a arrumara a mesa.
– Ok
Arrumamos a mesa em silêncio e depois de dez minutos ela pegou a lasanha no forno. Trouxe até a mesa e eu deixei ela se servir primeiro, já que eu sou um perfeito cavalheiro (n/a: SQN hahahhahhahaha) (n/Percy: Vê se não enche e sai do meu POV!) ( n/a: Okay estressadinho! Não é culpa minha se a Annie não aceitou ficar com você! Não precisa descontar em mim!) (n/Percy: Na verdade a culpa é TODA sua!) (n/a: É verdade... Tinha me esquecido. Fui!) (n/Percy: Já vai tarde!). Voltando a narrar...
Ela olhou para mim com uma cara de curiosa enquanto eu colocava um pedaço dentro da boca. Ela estava certa, aquele toque deu realmente um sabor especial.
– Está uma delicia este queijo crocante por cima!
– Não disse! – falou ela se gabando.
Terminamos de comer a lasanha e lavamos a louça. Subimos para o nosso quarto e ela entrou no banheiro para trocar de roupa. Pelo visto ela já aproveitou e tomou banho. Foi então que eu tive uma ideia. Ela saiu do banho e me deixou entrar no banheiro. Entrei, tomei banho e me vesti rapidamente, mas não desliguei o chuveiro nem por um minuto sequer.
Pronto para executar meu plano eu desliguei o chuveiro e entrei no box e fiquei bem no cantinho. Onde a agua do chuveiro não chega e então murmurei:
– Droga – disse para caso ela estivesse por perto – Annie!!
– Que foi? – gritou ela de volta
– Eu esqueci minha toalha! Dá pra trazer uma para mim?
– Ok!
Em cinco minutos ela estava abrindo a porta do banheiro com os olhos entre abertos. Então para zoar ainda mais com a cara dela gritei:
– Fecha os olhos!!!
– OK!!!
– Agora venha até o box devagar, quando chegar vou abri-lo para você me dar a toalha. E nada de espiar!
– Pra que eu espiaria Cabeça de Algas? – perguntou irônica
– Nós dois sabemos que você quer ver meu amigão aqui — disse convencido fazendo-a rir. – Isso você está quase lá.
Foi então que ela colocou a mão no vidro do box e disse:
– Pode abrir, não há nada que eu queira ver ai
Abri o vidro e num movimento puxei ela para dentro com uma das mãos e com a outra liguei o chuveiro. Comecei a rir como um louco da sua cara de gatinho molhado, tentando entender o que havia acontecido. Mas logo me arrependi do que fiz porque ela agora queria me matar e suas roupas haviam ficados coladas em seu corpo, deixando-a super sexy.
– VOU TE MATAR PERSEU! – ela disse abrindo os olhos e saindo de baixo do chuveiro.
Ela foi tentar me unhar e eu segurei seus braços e os entrelacei em suas costas, assim ficamos bem perto um do outro. Nossas respirações se mesclavam, eu podia sentir o cheiro de limão de seus cabelos, seus olhos passaram de cinzas tempestade para um cinza mais calmo e eletrizante, seus cabelos cacheados estavam encharcados e eu tinha certeza de que se não houvesse o barulho do chuveiro e da agua caindo daria para eu ouvir seus batimentos cardíacos. Fomos nos aproximando, era impossível resistir, era como se fossemos duas partes de um ima.
Fomos nos aproximando, cada vez mais, e mais e mais.
E...
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