Notas iniciais
Hey Cupcakes! Eu estou de volta! Desculpa mesmo a demora para postar este capítulo! ele é dedicado a Titã! Obrigada pela sua recomendação querido! Até as notas finais! Beijoos Luhh

Thalia POV’s

–Thalia?! – escutei uma voz familiar me chamando e imediatamente desvencilhei-me de Luke para encontrar um Nico estupefato e decepcionado me encarando com um buquê de flores na mão.

– Nico! Não é o que você está pensando! – eu tentei explicar enquanto as lágrimas rolavam em meu rosto, deixando-o preto devido à maquiagem.

– Ah! Não é?! – ele disse sarcástico – Porque eu estou pensando que a menina que aceitou meu pedido de namoro hoje a tarde já está me traindo! Com um dos meus melhores amigos! – ele disse com uma expressão de nojo no rosto.

– Me deixe explicar... – tentou intervir Luke.

– Por quê?! Thalia, por quê? – disse ele com lágrimas nos olhos – Por que me escolheu se queria ficar com ele?! Por que fez toda aquela declaração na frente de todos?! – ele tinha uma expressão amargurada e seus olhos estavam com certo brilho psicótico – Ah! Claro! Para fazer ele de corno na frente da escola toda! Lógico! Por que mais seria?! Afinal ele é apenas um deslocado! Um menino amargurado que nunca superou a morte da mãe! – gritou ele rindo sarcasticamente. Então ele olhou para baixo e começou a se xingar – Mas como eu sou estúpido mesmo! Como eu pude imaginar que a poderosa e popular Thalia Grace iria me querer ao invés de ficar com o galã da escola! Como eu pude ser tão idiota de pensar que você estaria apaixonada por mim! Um emo revoltado e solitário – soltou uma gargalhada rouca que fez com que eu me arrepiasse toda – A única coisa que eu não entendo Thalia é por que você me escolheu se não me ama?! Para quebrar meu coração?! Porque se foi por isso pode ter a certeza de que você se saiu muito bem!

– Nico... Deixa-me explicar – disse num choramingo.

– Já está tudo explicado! Corra para os braços do seu amor, do seu querido e amado Luke, e me deixa em paz! – disse ele me dando as costas e indo embora.

– Nico! – gritei enquanto corri em sua direção, segurei em seu braço – Só me escuta...

– ESCUTAR?! – gritou ele alterado novamente – Eu te escutei a vida toda! Eu te amei a vida toda! Todas as vezes que você tinha um problema você se jogava em cima de mim e eu, inocente do jeito que sou, sempre fiquei lá, do seu lado, te escutando! Eu cansei de te escutar, cansei de ouvir a mesma ladainha sobre sua madrasta ficar no seu pé o dia todo, de sua casa estar um inferno, de seu pai sempre concordar com a Hera! Eu passei a vida toda aguentando você e suas lamentações!!! Pra mim já deu! Sai da minha vida garota! Já não basta o que você acabou de fazer ainda quer ficar esfregando na minha cara que me fez de corno?! Eu não quero mais te ver, não quero ouvir sua voz, nem ao menos sentir seu cheiro! Vaza da minha vida e vê se não volta nunca mais! – gritou ele se soltando e indo embora, deixando-me sozinha em meu pranto. Jogada no meio da rua e com a visão embasada pelas lágrimas.

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Acordei num sobressalto, estava suando frio e aquelas imagens não saiam da minha cabeça. As lágrimas ainda transbordavam deixando meu rosto toda marcado com suas trilhas. Eu não conseguia suportar a ideia de vê-lo tão triste, tão magoado e ressentido comigo, mas não suportava mais ainda a ideia de perdê-lo.

Ouvi um barulho em minha janela e pareceu que meu mundo havia paralisado, depois de mais algumas pedrinhas jogadas contra minha janela resolvi tomar coragem e ver quem era.

Soltei um suspiro de alívio ao ver que quem estava lá em baixo não era o Luke, e sim aquele par de olhos cor de âmbar. Imediatamente formou-se um sorriso em meus lábios assim como nos dele. Desci as escadas num salto e abri a porta quase que imediatamente, correndo para os braços de um menino de cabelos negros revoltosos que me observava surpreso por minha reação tão rápida e animada. Pulei em cima dele e ele me abraçou prontamente, pude sentir um sorriso se formando em seus lábios e sorri também.

– Uou! Já está sentindo saudades Lia?! – disse ele irônico

– Morrendo! – respondi sinceramente e puxei-o para um beijo arrebatador. Logo ele pediu passagem com a língua e eu a concedi, eu arranhava sua nuca e bagunçava seus cabelos enquanto ele segurava firme minha cintura, como se tivesse medo de que tudo era apenas um sonho e eu fosse sumir a qualquer momento. Nossas línguas travavam uma batalha gostosa por espaço enquanto tentavam explorar o máximo que podiam. Foi aí que o ar nos faltou e tivemos que nos separar. Entreolhamo-nos ofegantes e sorrimos um para o outro.

– Bem... – começou ele distanciando-se um pouco, o que não me deixou nenhum pouco satisfeita, depois riu da minha insatisfação e continuou – Eu achei que pudéssemos ficar um pouco a sós, sabe? Não nos deixaram em paz hoje o dia todo... E eu te trouxe isto... – disse ele sorrindo e tirando de trás dele um buque de rosas pretas.

– Ah! Que lindo Nico! – disse pegando o buque que ele me entregara e me aproximando dei-lhe um selinho, deixando ambos corados – Obrigada, significam muito para mim – disse por fim e ele sorriu.

Depois disso eu peguei em sua mão e levei-o para o jardim de minha casa, deitamo-nos na grama e ficamos conversando e contando as estrelas até que ele teve de ir embora, não antes de me dar um beijo feroz e cheio de desejo, mas com paixão e carinho ao mesmo tempo, o qual me fez sentir nas nuvens.

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Depois que ele foi embora eu voltei para dentro de casa nas pontas dos pés para não acordar minha vacadrasta. Entrei em meu quarto, fechando a porta atrás de mim o mais silenciosamente possível, e fui em direção ao banheiro, joguei água em meu rosto não me importando com o fato de ter borrado toda a minha maquiagem, que eu fiquei com preguiça de tirar antes de dormir. Olhei-me no espelho e naquele momento percebi o quanto a ideia de perder Nico me abalava. Eu estava horrível: maquiagem preta escorrendo pelo rosto, expressão cansada, já dava para ver as olheiras se formando e meus olhos estavam sem brilho.

– Eu não vou deixar que nada nos separe Nico – sussurrei para mim mesma – Ou eu não me chamo Thalia Grace.

Annabeth POV’s

A aula hoje foi normal, tirando a grande revelação da Lia. Depois da revelação e de ter cumprimentado o novo casal fui procurar Luke, afinal é para isso que servem os amigos, mas não o achei em lugar nenhum. Quando já estava desistindo avistei-o sentado embaixo de uma árvore conversando com Bianca, parece que o encontraram antes de mim, então resolvi deixa-los em paz e dar espaço para Bianca tentar ajuda-lo.

Caminhei o mais rápido que pude para não me atrasar para o primeiro horário, afinal havia perdido muito tempo procurando Luke. Começo a subir a escadaria que leva à entrada do colégio quando ouço um assobio fraco, mas ignoro, afinal deve ser coisa da minha imaginação. Já no meio da escadaria ouço o tal assobio novamente e resolvo virar-me para trás para ver se encontro alguém.

– Arthur?! – perguntei surpresa.

– Oi Annabeth – ele respondeu meio envergonhado.

– Annie, para os amigos é Annie – respondi sorrindo e ele sorriu também – Então... você vai estudar aqui?

– Sim. Meus pais e eu mudamos pra este lado da cidade e eles acharam mais fácil eu estudar aqui em vez de ter que atravessar a cidade para ir pro colégio. E bem... aqui estou eu! – disse ele rindo e eu ri junto – Pelo menos tem alguém que eu conheço aqui...

– Conte comigo! – eu respondi sorridente – Quer ajuda para achar sua sala? – perguntei quando chegávamos a secretaria para ele pegar seus horários.

– Adoraria – ele respondeu.

– Deixe-me ver... – disse pegando sua folha de horários – Você tem a mesma aula que eu! Matemática! – eu disse entusiasmada e nesse instante o sinal tocou – Melhor irmos logo, estamos atrasados! – eu disse sem perceber num tom mandão.

– Sim, senhorita! – disse ele batendo continência com um sorriso no rosto.

– Larga de ser bobo! – disse socando seu ombro de leve rindo.

Corremos pelos corredores conversando sobre séries e livros dos quais achávamos legais.

– Já viu The 100? – ele me perguntou

– Já! Meu Deus que série perfeita! – eu disse parando no meio do caminho e gesticulando exageradamente, além de que eu estava tendo um ataque cardíaco, afinal ele era a primeira pessoa que conhecia The 100 que eu já tinha visto e a série, apesar de ser meio nova, é muito boa!

– Acalme-se Annie, estamos indo para a sala de aula – ele disse ainda rindo da minha reação histérica.

– Desculpa... É que você é a primeira pessoa que eu já vi que curte The 100 e eu fiquei meio exaltada – disse corando enquanto ele segurava meu braço e me puxava para voltar a andar.

– Tudo bem – disse ela ainda rindo – Eu quase tive a mesma reação que você, mas pensei que você ia me achar estranho – respondeu ainda rindo.

– Chegamos – disse parando em frente à porta, acenei para o professor pelo vidro que tinha na porta e ela veio em nossa direção, abrindo a porta – Desculpe-nos o atraso Sr.ª Dodds, mas o Arthur é novo no colégio e estava perdido e sem os horários, por isso nos atrasamos.

– Tudo bem... – respondeu ela desconfiada – Mas que isso não se repita novamente. Entrem, entrem! – disse ela

Entramos e eu senti todos os olhares sobre nós dois, inclusive certo par de olhos verdes que nos encarava com raiva, além de vários meninos que olhavam minhas pernas e várias meninas que olhavam para o Arthur descaradamente, principalmente Rachel.

– Já separamos as duplas para o trabalho desta etapa, então creio que Srtª Chase e Sr. ...?

– Campbell

– Sr. Campbell terão de fazer o trabalho juntos. Algum problema? – perguntou ela com uma falsa preocupação.

– Não – respondemos os dois ao mesmo tempo.

A aula passou voando, como um borrão, e quando eu percebi estava do lado de fora me despedindo do Arthur. Estávamos parados em frente ao colégio quando eu fui até ele, o abracei e disse:

– Foi muito bom revê-lo. Nos vemos amanha? – perguntei esperançosa, afinal eu sentia-me bem ao seu lado, ele era divertido, carinhoso e sempre temos um assunto por causados gostos em comum.

– Claro – respondeu ele me soltando de seus braços e sorrindo enquanto colocava as mãos nos bolsos – Você ainda tem meu celular?

– Para falar a verdade eu escrevi num papel, mas eu não sei mais onde o papel esta – respondi envergonhada

– Sem problemas. Te mando uma mensagem hoje e você salva meu número ok? – ele disse alegre, e foi então que eu percebi que aquele era apenas um meio de ele ter motivo para me mandar mensagem. Sorri e assenti – Então... Até mais! – ele disse, dando-me um beijo na bochecha e indo embora.

Vou em direção ao carro onde Percy me espera com uma cara nada boa para falar a verdade. Abro a porta e ponho o cinto de segurança, deixando minha mochila de lado. Ele liga o carro e sai arrancando com tudo, dando-me um susto.

– O que você está fazendo Percy?! – gritei enraivecida.

– Nada, oras! – respondeu ele irritado.

– Uma hora esses seus ataques vão acabar nos matando – resmunguei baixo, mas ele ouviu.

– Ei! Eu ouvi isso! – gritou ele mais irritado.

– É apenas a verdade! – gritei também.

– Bom... Pelo menos eu não fico zanzando pela escola com uma garota, sabe-se lá fazendo o que, e chego atrasado para as aulas! – gritou ele exasperado.

– Olha aqui Jackson, não sei o porquê de você ficar cuidando assim da minha vi... – parei no meio da frase e um sorriso enorme se formou em meu rosto – Você está com ciúme de mim! Percy Jackson esta com ciúme!

– O QUE?! – gritou ele dando uma freada brusca.

Notas finais
Nós somos muito Trolls né?! Eu sei! Alguém ai lembra do Arthur?! Se não lembram ele aparece no capítulo seis! Espero que tenham gostado! Comentem, favoritem e recomendem por favor, eu agradeço! É isso! Beijooos Luhh
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.