Antes Que Termine O Dia
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Pov. Rachel.
One day
When youth is just a memory
I know you'll be standing right next to me
Eu fui praticamente obrigada a ficar em casa e faltar no trabalho hoje, depois de tudo o que aconteceu comigo. Estava ensaiando uma musica que havia composto há algum tempo e vi a pasta que a Quinn iria precisar para a reunião. Ela esqueceu.
“Que droga”. Exclamei enquanto ligava desesperada pra Mercedes pedindo sua ajuda. “Me desculpa por fazer você vir até aqui”. Falei enquanto pulava para dentro do carro alguns minutos depois.
“Não se preocupa, esta tudo bem”. Ela disse meio entediada e arrancando com o carro.
“Atentem, atende... Que droga foi pra caixa portal. Quinn, eu encontrei sua pasta azul com todas as suas anotações, eu to indo pra empresa, eu já to chegando”. Enquanto eu deixava a mensagem desesperada, Mercedes cortava os carros com uma habilidade incrível.
Pov. Quinn:
Era agora. Respirei fundo e me virei para começar a reunião.
“Senhoras e senhores. Temos hoje uma oportunidade de ajudar a humanidade”...
Pov. Rachel:
Eu parecia uma louca correndo pela empresa da Quinn, tentando chegar o mais rápido possível na sala de reunião. Espero que não seja tarde demais...
Quando finalmente cheguei, vi que a Quinn parecia nervosa encarando todas aquelas pessoas. Não era pra menos, já que ela não esta com o material adequado.
“Com licença, o senhor poderia levar essa pasta pra sala de conferencia? A minha namo... quero dizer, a senhorita Fabray esta esperando”. Disse para um senhor que estava arrumando alguns papeis, eu estava tentando parecer simpática.
“Me desculpe senhorita, mas é contra a politica da empresa”. Ele respondeu indiferente.
“Ela pode perder o emprego”. Exclamei.
“Que trágico. Cada um com os seus problemas”. Ele respondeu com uma falsa pena. Idiota.
“Droga, eu tenho que entregar essa pasta para ela. Eu vou entrar”. Eu estava começando a me desesperar.
“Bom eu posso lhes garantir que...”.
“Com licença” eu interrompi a frase da Q. e ela me olhou como se perguntasse ‘O que diabos você esta fazendo aqui?’
“Desculpe interromper a senhorita, é que eu acho que essa pasta é sua, eu acho que você precisa dela para...” minha fala foi morrendo assim que eu vi uma pasta idêntica a que eu estava segurando nas mãos da Quinn.
“Bom, é... alarme falso. Um engano terrível. Eu tenho certeza que você, quero dizer, a senhorita tem tudo o que precisa... Porque trabalhou muito e dedicou-se muito mesmo e merece que tudo saia perfeito”. Falei toda enrolada e dando um sorriso sem graça. Minha namorada me olhava completamente chocada.
“A culpa foi completamente minha, sendo assim foi um prazer conhecer todos vocês”. Eu não sabia onde enfiar a minha cara, tamanha a vergonha eu estava. “Eu acho que já vou indo para deixar que a Quinn termine sua reunião”. Falei olhando para as pessoas que estavam naquela sala e praticamente saindo correndo dali.
“Então, podemos continuar”. Eu escutei a Quinn falar enquanto eu entrava na sala novamente.
“Eu esqueci minha bolsa”. Sussurrei no seu ouvido e ela nem me olhou, sai novamente da sala.
...
“Ela já tinha uma pasta. Toma segura isso Mercedes, eu não quero ver essa pasta nunca mais. Mas sabe que eu acho que fiz bem”.
“Acha?”. Mercedes me perguntou confusa.
“Acho sim, o olhar surpreso da Quinn, ela estava petrificada e era isso que eu queria. Droga, eu acho que falei demais”.
“Você falando demais? Nunca. Vamos que é hora de trabalhar, tem alguém lá que ama essa sua natureza impulsiva”. Eu sorri mais calma pensando no Charlie e segui Mercedes até o carro.
Eu ensinava crianças a tocar violino, eu amava o meu trabalho, mas meu sonho sempre foi me apresentar em teatros, me apresentar na Broadway.
“Vamos querido, é a sua vez”. Falei amorosamente ao Charlie. Ele se levantou e começou a tocar, errando algumas notas.
“Eu sou ruim”. Ele disse tristemente, me dando um aperto no peito.
“Vem aqui querido”. Ajoelhei-me para ficar na sua altura.
“Olha você não é ruim e sabe por quê?” perguntei e ele negou com a cabeça.
“Porque se você fosse ruim, eu seria uma má professora. E na verdade, eu sou uma professora fabulosa. Por isso é impossível que você seja ruim. Entendeu?”. Falei sorrindo para o Charlie que assentiu com entusiasmo.
“A senhora tem razão”. Ele me deu um carinhoso beijo na bochecha e voltou ao seu lugar.
“Muito bem, vamos tocar juntos agora”. Falei animando todos os meus pequenos.
“Prontos? Um, dois, três”. Eles começaram a arranhar o instrumento, tocando notas aleatórias, mas eu não conseguia ficar com raiva deles, minhas crianças eram incríveis e eu não deixaria que dissessem a eles o contrario.
Pov. Quinn:
“Obteve os rendimentos?”. Punck me perguntou perto da mesa de sinuca.
“Não, mas foi por pouco, eles estavam na minha mão. Eu não acredito que a Rachel fez aquilo. Depois de passar toda a manha triste por eu não me conectar com ela, sabe?”
“Sei sim”. Punck falou sem dar muita atenção.
“É a vez de vocês”. O cara que estava na sinuca disse.
“Com licença senhorita, eu notei que trabalha aqui e eu estava pensando. Que horas você sai do serviço?”.
“Vai ver se eu estou na esquina”. Punck nunca aprendia. Todo dia ele levava um fora de uma garota e hoje não foi diferente. Santana, Brittany, Sam e eu rimos da sua cara.
Era a vez de o Sam jogar, ainda rindo ele bateu com o taco na bolinha branca, mas ela quicou na mesa e veio em minha direção quebrando um copo de cerveja que estava do meu lado.
“Desculpa Quinn, você se machucou?”. Ele perguntou preocupado.
“Não Sam, esta tudo bem”. Disse enquanto meu celular tocava, o peguei e vi que era a Rachel ligando.
“Eu tenho que ir pessoal, até depois”.
Pov. Rachel:
“Eu preciso de uma pessoa bem objetiva e direta para me ajudar como decorar a minha galeria”. Mercedes dizia animada enquanto estávamos no seu carro.
“Eu tenho certeza que ela ficara incrível Mercedes”.
“Olha é a Quinn. O que ela esta fazendo?”. Falei olhando pela janela do carro da Mercedes. Ela estava entrando em uma agencia de viagens.
“A surpresa”. Murmurei comigo mesma. Ela esta comprando uma passagem para ir a Ohio comigo. Pensei sorrindo.
Notas finais
Bjos
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