Notas iniciais
Oie pessoal
me desculpa a demora é que agora que as aulas da facul voltaram fica bem mais difícil postar.
Bom... eu espero que gostem do capitulo

Acordei no dia seguinte ainda abraçada ao caderno da Rach, sentindo uma falta imensa do seu corpo colado ao meu, seu cheiro estava por toda a parte e isso diminuía um pouco a minha dor. Apertei seu caderno ainda mais forte conte mim e deixei algumas lágrimas rolarem pelo meu rosto.


“Se você leu uma palavra, eu te mato”. Arregalei meus olhos quando escutei a voz da Rachel. Virei meu rosto lentamente para olhar o outro lado da cama, que era de onde a voz estava vindo.


“HAAAAAAAAAAAAA”. Gritei e acho que o fantasma da Rachel se assustou e gritou junto comigo, me levantei da cama desesperada tentando ao máximo me afastar daquela coisa que parecia a Rachel.


“Você esta louca para me assustar desse jeito Quinn?”. Ela exclamou colocando a mão sobre o peito.


“Vo... vo... vo... você esta aqui?”. Eu estava ficando louca, só poderia ser isso.


“É eu estou”. Ela tentou se aproximar, mas eu me afastei.


“Eu... eu... eu...”. Eu não conseguia formular uma frase coerente.


“Tudo bem, eu vou me aproximar, ok?”. Ela falou se aproximando lentamente e ficou na minha frente, mas eu ainda estava muito assustada. “E agora eu vou te abraçar”. O fantasma passou os braços ao redor do meu pescoço me fazendo se aproximar dela. Eu fiquei rígida no começo, mas depois qu eu senti o calor que emanava daquele pequeno corpo eu percebi que era mesmo a minha Rach ali e passei meus braços envoltos da sua cintura, a apertando fortemente.


“Esta tudo bem, esta tudo bem meu amor”. Ela sussurrou no meu ouvido, me apertando mais contra ela. Eu não consegui me segurar e comecei a chorar de felicidade por saber que ela estava ali.


“Eu vou sentir muita saudade sabia?”. Ela me perguntou se afastando, mas eu não a deixei ir embora.


“Eu também, eu vou sentir muito a sua falta, saiba disso”. Eu falava desesperada segurando seu rosto em minhas mãos.


“Eu sei”. Ela respondeu sorrindo.


“É importante que você acredite”. Eu estava parecendo uma louca, mas eu não ligava, eu só queria que ela soubesse.


“Eu acredito em você”. Ela falou tirando minhas mãos de seu rosto. “E eu odeio que você tenha que passar com isso, então ao invés disso, por que você não vem comigo para Ohio?”. Ela me perguntou sorrindo.

“Rachel...”. Eu me afastei dela completamente confusa.

“É, estou vendo que você não vem”. Ela falou desapontada.

“Eu... eu não posso”. Coloquei minhas mãos no rosto tentando entender o que estava acontecendo.

“Claro que não, trabalho, sua reunião”. Rach se sentou na cama e começou a divagar.

“Minha reunião... a minha reunião é hoje e você...”. Eu falava desesperada apontando meu dedo no rosto na Rachel.

“Tudo bem Quinn, agora se acalma”. Ela se levantou da cama e segurou meu rosto me fazendo olhar dentro dos seus olhos. “Se acalme, você esta bem preparada e vai dar tudo certo”. Rachel falou e em seguida me deu um selinho demorado e carinhoso.

“Espera ai o que você esta fazendo, aonde você vai?”. Perguntei desesperada quando vi ela se afastar de mim.

“Senta ai e no meche seu lindo bumbum inglês”. Ela falou me empurrando para a cama.

“Tem presente”. Eu não perguntei e sim afirmei.

“É, tem presente”.

“Não pode estar acontecendo”. Aquilo não foi um sonho, não pode ser.

“Lógico que pode, eu comprei para você. Eu tenho uma surpresinha”. Ela falou e saiu de dentro do closet com o mesmo casaco que ela estava ontem.

“Comprei em uma loja que acabou de abri e olha só”. Ela abriu o casaco, mostrando seu corpo completamente nu.

“OMG”. Eu falei alto desviando o olhar. Rachel achou que eu não tinha gostado do eu ela fez e voltou a se cobrir.

“Tudo bem, essa não era a reação que eu esperava”. Rach me disse meio desapontada me fazendo sair do transe.

“Me desculpe, é que eu... eu tive um pesadelo e não consigo... eu não consigo esquece-lo”. Falei para a Rach, enquanto um filme de tudo que aconteceu passava em minha mente. “Eu e você...”. Quanto mais eu tentava me explicar, mais eu me atrapalhava.

“Nós?”. Ela disse tentando me incentivar a falar.

“Nós...”. Por mais que eu tentasse, eu não conseguia falar nada coerente.

“Nós devemos comer?”. Rach mudou de assunto para não me pressionar a falar.

“Isso, nós devemos tomar o café da manhã. Juntas!”. Eu queria passar a maior parte do meu tempo ao seu lado.

“Sério? Tudo bem”. Ela me respondeu impressionada, já que eu nunca tomava café da manhã em casa.

Rachel foi em direção à cozinha com um enorme sorriso no rosto, enquanto eu ficava no quarto para me arrumar.

...


“Eu sempre consigo”. Escutei Rachel exclamar da cozinha. Ela esta virando a panqueca pensei sorrindo, mas depois arregalei os olhos e corri para onde ela estava.

“Rachel, Rach cuidado para não se queimar”. Eu falava desesperada enquanto entrava na cozinha a tempo de ver Rachel segurando o bule com um pano.

“Eu sei se acalma. Você acha que eu sou louca de pegar o bule quente com a mão?”. Ela me perguntou irônica e depois caiu na risada.

“É que você pode se machucar”. Eu disse, enquanto me aproximava da Rachel e lhe dava um carinhoso beijo na bochecha. Sai da cozinha com os pensamentos mais confusos do que antes.

...


Escutei a Rach cantando no banheiro e me aproximei sem fazer barulho a encontrando fazendo babyliss nas pontas do cabelo. Eu a abracei por traz lhe dando um leve beijo em seu pescoço, fazendo ela se assustar.

“Me desculpa amor, eu estou cantando alto de mais?”. Ela me perguntou preocupara. Eu sorri e lhe respondi.

“Não. Eu adoro te ouvir cantar. Eu poderia passar a minha vida inteira só ouvindo sua voz”. Falei acariciando seu rosto e olhando dentro dos seus olhos.

“Uau. Isso foi lindo meu amor”. Rachel falou com os olhos marejados.

“Você é uma grande compositora meu amor e tem que mostrar isso. É um dom maravilhoso”. Eu falei me lembrando das composições que eu vi em seu caderno ‘ontem’.

“Você esta doidona?”. Ela me perguntou fazendo graça.

“Eu estou falando sério”. Falei sorrindo também. Eu a puxei pela cintura e a beijei, o beijo era lento e carinhoso eu queria que ela sentisse todo o amor que eu sentia por ela. As coisas foram esquentando quando eu desci meus lábios até o seu pescoço e...

“Ai! Que droga eu sou muito desastrada”. Rachel gritou se afastando de mim segurando sua mão que havia sido queimada com o babyliss.

“Você... você queimou a mão”. Falei assustada.

“Nossa que poder de observação você tem”. Ela respondeu sarcasticamente sem me olhar, indo em direção a cozinha provavelmente para pegar gelo.

Isso não poderia ser verdade, não poderia estar acontecendo tudo outra vez.