Antes De Partir

11 Cap. 10 – Meu anjo


Notas iniciais
Oooooi
Ai gente, esses dias as coisas tão produtivas, sabem? HUAHUAHUAHUA
Espero que estejam gostando *-*

Quinn P.O.V

Ao contrário do que eu esperava, Beth não escolheu um desenho para o tema de seu 7º aniversário. Ela escolheu um baile de mascaras, como o de Romeu e Julieta. Claro que nós concordamos, porém foi difícil explicar aos pais dos coleguinhas dela sobre o traje.

Alugamos uma casa de festas com uma arquitetura marroquina, e a decoração seria bem clássica, com muitas flores. O cardápio seria mais simples e infantil, mas servido de maneira rebuscada, o que Beth adorou.

Miranda desenhou o vestido dela, inspirado que Taylor Swift usou em Love Story, e o meu também. Shelby usou um modelo inspirado na peça de Shakespeare, assim como Rachel. Noah teria que usar aquelas roupas frufrus e resmungou muito, mas ele estava feliz com a alegria de nossa filha.

Convidamos nossas mães, além das irmãs de ambos e Jake, e Beth estava ansiosa para conhecer o restante da família. Kurt e Blaine viriam, assim como Finn. E após muito trabalho, convencemos Beth a deixar que Theo viesse.

Três dias antes da festa, seria o aniversário dela para valer. Shelby havia permitido que Beth faltasse da escola e que ela dormisse em nossa casa. Sim, havíamos mudado para a casa nova uma semana antes e nossa pequena estava louca de ansiedade para dormir em seu novo quarto.

Ela havia amado o quarto novo, todo decorado de acordo com os pedidos dela, e na hora de dormir, pediu que eu lesse uma história de princesa para ela. Deitei-me ao seu lado e comecei a ler “Bela e a Fera”, minha história favorita desde criança. Antes do fim do livro, ela havia adormecido com sua cabeçinha no meu peito, e eu fiquei ali, simplesmente a encarando, lembrando do dia em que ela nascera.

Mercedes e minha mãe choravam enquanto me encaravam, mas eu só tinha olhos para ela. Ela piscava os olhos, idênticos aos meus, enquanto eu segurava sua mãozinha delicada. Logo, a mão forte de Puck estava junto da minha, e ao ver as três juntas, senti como se fossemos uma família. Antes que eu percebesse, as lágrimas já caiam, e eu beijei a testa da minha filha, ajeitando seu cobertor e acendendo o abajur de fadas.

Fechei a porta e caminhei até o andar de cima, onde Puck estava no estúdio. Ele trabalhava na tracklist do aniversário, já que o New Directions se apresentaria. Apesar de ainda não terem lançado um álbum, os meninos começaram com participações nos show do meu noivo e já rodavam o Youtube.

_ Hey loira gostosa. – ele me chamou, estendendo a mão em minha direção. Caminhei até ele, sentando em sua perna e enterrando a cabeça em seu pescoço – Você chorou... O que aconteceu Q?

_ Apenas estava pondo nossa princesa para dormir e me lembrei desse mesmo dia, sete anos atrás. – contei e ele sorriu, beijando meus cabelos – Queria tanto que pudéssemos ter feito tudo diferente.

_ Eu sei, eu também queria muito. – garantiu ele, me ajeitando em sua perna – Mas nós fizemos o que foi preciso, e o que foi melhor. Para ela e para nós. Beth não passou por necessidades, e nós tivemos tempo e inspiração para crescer e nos tornarmos pessoas melhores.

_ Eu sei. – ela suspirou – Mas não quer dizer que doa menos.

Ele deu um sorriso fraco, beijando meus cabelos novamente. Ele apagou o abajur da escrivaninha e me pegou no colo. Me aninhei a ele, enquanto ele descia a escada. Ele me colocou com delicadeza em nossa cama e se deitou ao meu lado, me abraçando apertado. Começou a cantarolar e antes que eu percebesse, já havia caído no sono.

Acordei com o som de um trovão alto e vi que caia uma chuva forte e intensa do lado de fora da janela. Não gosto de tempestades de primavera, apesar de saber que são necessárias.

Me aninhei de novo a Puck, que tinha o braço envolta da minha cintura. Quando estava quase dormindo novamente, ouvi pesadas abafadas no corredor. Abri os olhos e vi Beth parada na porta, assustada e tímida. Seu corpinho tremia de medo, e a cada trovão, ela dava um pulo e um soluço.

Logo Noah também havia acordado e a visto. Ao contrário de mim, ele não esperou que ela se aproximasse. Me soltou e caminhou até a porta. Assim que ela o viu, se jogou em seu colo, o abraçando apertado.

_ Você tem medo de trovão meu anjo? – perguntou ele, enquanto voltava para a cama. Eu fui até o armário e peguei um edredom mais grosso, já que havia esfriado. Beth apenas confirmou para o pai, enquanto me abraçava apertado.

_ Quer dormir aqui conosco? – perguntei e ela confirmou de leve. Eu ri, a ajeitando melhor junto de mim. Puck deitou-se bem pertinho de nós duas, acariciando o cabelo escuro da nossa pequena. Logo, nós três havíamos dormido.

A vibração do meu celular me acordou. Vi que Beth estava agarrada a Puck, ambos ressonando cúmplices. Seus rostos tinham semelhanças notáveis, mais acentuadas pela expressão serena. Me levantei com cuidado, levando o telefone comigo.

_ Alô?

_ Quinn?

_ Oi Shelby, bom dia. – cumprimentei.

_ Bom dia. Te acordei?

_ Sim... Beth acabou se assustando com os trovões ontem e foi para a nossa cama, e dormimos um pouco demais. – expliquei vendo que passava das 10h.

_ Por isso mesmo liguei. Fiquei preocupada por causa dos trovões.­ – explicou Shelby rindo – Bom, aproveitem o dia. Nos encontramos a noite, no restaurante?

_ Claro. – concordei, me despedindo e desligando. Olhei pela porta, e vi que os dois dormiam pesadamente. Troquei de roupa em silêncio e desci as escadas, pegando a chave e indo até a padaria.

Voltei meia hora depois, com muitos pães, cupcakes decorados e alguns croissants. Enchi três copos de suco de laranja e coloquei uma vela com o número 7 no cupcake mais enfeitado. Arrumei tudo em uma bandeja, junto com um arranjinho de flor, e subi as escadas.

Entrei no quarto, e os três ainda dormiam na mesma posição. Ri baixinho e coloquei a bandeja no criado mudo, enquanto me sentava na cama e começava a beijar a cabeçinha da minha filha. Ela abriu os olhos devagar, se mexendo e acordando o pai.

_ Bom dia. – cumprimentei e eles sorriram – Feliz aniversário princesa.

_ Obrigada mamãe. – ela agradeceu, ainda sonolenta.

_ Feliz aniversário, cara de macaco. – nós rimos de Puck, enquanto ela abraçava mais o pai.

_ Obrigada papai.

_ Eu fui na padaria. – disse, puxando a bandeja. Ela sentou depressa, com os olhinhos brilhando. Puck riu, se arrumando melhor no encosto da cama. Acendi a velinha e cantamos parabéns. Beth a apagou e logo se lambuzava com o glacê rosa.

_ Ora Q, ela gostou tanto do bolinho, que acho que nem precisa de presente. – a palavra mágica. Ela baixou o bolinho, revelando a boca melecada de glacê e confeitos, e sorriu.

_ Cadê meu presente? – ela começou a quicar na cama, e Puck levantou rindo, enquanto eu limpava as mãozinhas melecadas dela. Ele voltou com uma embalagem pequena, e ela franziu o cenho.

_ Vamos ver se você gosta. – disse ele, enquanto ela desfazia o lacinho. Ela abriu a caixa, revelando o delicado coração de ouro. Ela puxou a correntinha, enquanto o pingente balançava em frente ao seu rosto.

_ É lindo. – sussurrou ela, com os olhinhos brilhando – Tem um B gravado?

_ Uhum. Na mesma letra que a casinha da Barbie. – ela riu, o segurando mais perto. Logo, achou o fecho na lateral e abriu, vendo as fotos que haviam dentro.

_ Somos nós três? E eu e minha mãe? – perguntou, encarando nós dois. Nós dois concordamos – Eu era pequena nessa foto.

_ Foi no dia que você nasceu. – contei, sentindo a garganta fechar – Acho que você já viu essa foto, porque sua mãe tem uma cópia dela. Mercedes estava ai também, mas acabamos cortando no enquadramento. Foi logo depois que me entregaram você... Seu pai chegou e segurou sua mãozinha, junto comigo.

_ Foi a primeira vez que nos sentimos uma família. – terminou Puck, antes que eu chorasse. Beth secou os olhinhos rapidamente, dando uma fungada – Não é uma foto muito boa e se você quiser por outra nossa, ou de outra pessoa...

_ É perfeita. – garantiu ela, tentando colocar a corrente. Eu a ajudei e logo, ela exibia o coração sobre o peito – Obrigada. Pelo colar e por tudo. Vocês são os melhores pais do mundo, sabem disso não é?

Eu apenas a puxei para o meu colo, enquanto Puck beijava o topo da cabeça dela e envolvia nós duas em seus braços. Após um tempo, ele puxou o celular e entregou o resto do cupcake a Beth que, entendendo o que ele faria, se lambuzou novamente, e aproveitou para nos lambuzar também.

Um paparazzo havia nos flagrado com Beth e soltado a notícia de que tínhamos uma filha (não era bem segredo, mas agora eles sabiam quem era a filha). Por sorte, ainda não haviam conseguido fotos do rostinho dela, porém isso havia feito assédio aumentar. Conversamos com Shelby e decidimos que a primeira foto dela seria divulgada por nós dois, quando achássemos que era hora.

Segurei a vela com o número 7, enquanto Beth segurava o resto de seu cupcake e Puck apenas sorria para a foto. Fez alguns cliques, deixou que ela escolhesse e entrou no aplicativo de montagens, colocando essa foto, a que havia tirado de nós duas no aniversário de Shelby, e a do dia em que ela havia nascido. Enquanto eles continuavam a comer, ele me passou o celular e pediu que eu colocasse uma legenda.

“Nesse mesmo dia, 7 anos atrás, em meio a loucura e o tumulto, chegava ao mundo um anjo. E eu tive o privilégio de trazê-lo ao mundo. Apesar de ter estado longe durante quase toda a sua vida, foi meu amor por ela quem me tornou o que sou hoje. E é uma alegria sem tamanho poder estar comemorando com ela hoje, mais um ano de sua vida. Feliz aniversário minha princesa. Mamãe e papai te amam muito. #princessB #happyBDay #love”

Puck foi mais simples e colocou “Happy Birthday to my darling Beth” (N/A: Mark divo), porém eu sabia que ele queria dizer tanto quanto eu.

Notas finais
Se o link do quarto não funfar: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQn7NcGSJwjNvhuGFnLN37Wp2Wk0_VocENhdAO2ezhM0xhgAZE1

Espero que tenham gostado... Eu amei escrever esse capítulo, como sempre.
Beijos e até domingo/segunda
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