Antes De Partir
2 Cap. 1 – Se preparando
Notas iniciais
Bom, essa fic terá muitos capítulos fofos então, Finchel's, não vomitem arco-iris ok?
Até lá embaixo ;@
Rachel P.O.V
_ Ok... Repete tudo que ela disse, por favor. – implorou minha melhor amiga, histérica.
_ Ela quer fazer um jantar no apartamento dela. – eu disse novamente, ainda incrédula – Ela convidou a mim, você e o Puck para jantarmos lá na sexta feira. Disse que acha que agora eu e ela já estamos mais maduras para uma reaproximação, e que ela acha que você e Noah também estão mais maduros para se reaproximar da Beth.
Segui-se silencio e eu quase podia vê-la roendo as unhas, enquanto batia o pé na parede do quarto.
_ E então Quinn? Topa ou não? – perguntei e ela suspirou.
_ Você sabe que sim. Eu vou falar com o Noah e te ligo para confirmar o horário, está bem?
_ Ok... Agora tenho que ir, estão me esperando para o ensaio da peça. – me despedi, desligando o celular e saindo do camarim. Theo estava sentado em uma cadeira a La Hollywood, achando-se em um set de filmagens e mandando em todos. Eu apenas revirei os olhos, chamando o diretor – Nataniel? Podemos começar.
_ Fantástico. – comemorou ele – Todos em seus lugares, vamos passar a cena de One Hand, One Heart está bem? Theo, por favor, ao palco. Ok... Ação.
Enquanto encenávamos, não podia deixar de me lembrar do colégio, aquela noite mágica em que estreamos a peça... A noite em que fui de Finn pela primeira vez...
_ Eu Anton, te aceito Maria...
_ Eu Maria, te aceito Anton...
Foram as palavras que eu disse a ele, depois que tudo se consumou. Ele riu, mas refez o dialogo comigo, antes de nos amarmos novamente. E agora cá estou, quatro anos depois, com inúmeras cartas lacradas em minha casa e sem saber se ainda vive. Meu homem...
_ Rachel, querida? – chamou Theo e eu me dei conta que havia dado uma viajada legal.
_ Desculpem. – pedi e Nataniel se aproximou preocupado.
_ Tudo bem Rachel? – perguntou e eu respondi apenas que havia recebido uma ligação de minha mãe. Ele, como amigo além de diretor, compreendeu e perguntou se eu gostaria de tirar o resto do dia de folga, o que eu concordei – Tudo bem, pode ir então. Você também Theo.
Despedi-me da equipe, apanhando minha bolsa. Theo nem ao menos fez isso, estralando os dedos para que aquela magrela esquelética da ‘assistente’ dele apanhar suas coisas e lhe entregar. Depois, dispensou-a com um aceno de mão, apanhando-me pela mão e saindo do teatro.
_ Então babe... Qual o lance da sua mãe? – perguntou sem parecer realmente interessado e eu contei – Hum... Eu tenho que ir?
_ Se você quiser... – dei de ombros – Não te obrigarei.
_ Acho que vou ficar em casa, ensaiando minhas falas. – disse ele, sorrindo de canto – Bom... Está a fim de ir comer algo?
_ Na verdade, eu queria ir para casa. – disse e ele sorriu safado – Sozinha, Theo... Eu quero descansar, se você não ligar.
_ Ah, tudo bem, pode ir. – disse ele, emburrado – Nos vemos mais tarde?
_ Talvez. – eu disse, dando-lhe um selinho e entrando em meu sedan.
Chegando em casa, joguei a bolsa de qualquer jeito, assoviando em busca de Barbra. Ela apareceu num instante, pulando aos meus pés até eu pega-la.
_ Como está minha garotinha hein? – perguntei, beijando seu pelo. Ela apenas latiu, lambendo meu rosto e eu a coloquei de volta ao chão, indo para a cozinha.
Enquanto eu preparava meu espaguete, o telefone tocou e eu atendi, colocando no viva-voz.
_ Alô?
_ Raaaaach, sou eu. – cantarolou Kurt do outro lado da linha – Adivinha quem tem dois ingressos para Wicked na sexta?
_ Adivinha quem tem um jantar na casa de Shelby com Quinn e Puck sexta? – perguntei e ele ficou mudo.
_ Explica isso agora sua louca. – pediu ele histérico.
_ Ela me ligou pela manhã, dizendo que tinha tido essa ideia e tal. Ela disse que conversou com a Beth sobre mim e os pais dela e que ela quer que Beth nos conheça. E que ela quer, agora que ambas estamos mais maduras, que tentemos novamente construir a relação de mãe e filha.
_ E Quinn e Puck?
_ Falei com a Quinn logo depois e ela aceitou ir. Sei que Puck vai aceitar também, aqueles dois morrem pela Beth. Dariam qualquer coisa para vê-la.
_ Ok, eu assisto Wicked com o Blaine. Mas me diga... Você vai levar o molóide ao jantar?
_ Se por molóide você diz meu namorado, não. Ele disse que vai ficar ensaiando em casa. Honestamente, nem ligo.
_ Porque mesmo você ta com esse cara Rachel? Sexo eu sei que não é, porque você já disse que ele é ruim de cama, apesar de ser esse Deus Grego.
_ Sei lá Kurt. Conveniência, acho. Ou talvez para tentar, sabe... Esquecer ele.
_ Eu acho isso besteira. Você não vai esquecer seu primeiro amor estando com um panaca desses.
_ Ai Kurt... Hoje, ensaiando One Hand, One Heart, eu… Eu simplesmente sumi. Fui teletransportada para a noite da minha primeira vez, logo depois da estréia da peça no colégio e… E eu só queria chorar e chorar e chorar que nem uma louca, ali no meio mesmo. – eu disse, sentindo as lágrimas virem.
_ Rachel, escute seu melhor amigo e larga dessa idiotice. O Theo não canta, atua mal, é ruim de cama e é arrogante. Você não precisa ficar com ele só pra esquecer o Finn.
_ Kurt... Eu preciso desligar, eu, eu... – eu tentava dizer, mas os soluços me impediam.
_ Ok estrela... Vá se deitar. Dê um beijo em Quinn por mim está bem? E qualquer coisa, me liga. – despediu-se ele, antes de eu desligar. Desliguei o fogo ainda chorando e apanhei um prato de espaguete. Fui para a sala e liguei a TV. Estava passando Funny Girl, My Man. Ótimo.
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