Antes De Panem
18 Traitress
Notas iniciais
Espero que gostem. Boa leitura!
P.s.: E minha cunhada, Mileh. Quero capítulos. Agora :)
– Onde está Annabeth? — Percy já começava a ficar irritado. Onde estava aquela mulher? Fazia dias desde que Jason fora encontrado, e ela simplesmente evaporara.
– Dê um tempo a ela — disse Reyna. — Ela está muito abalada pela morte de Jason. Precisa ficar sozinha, para organizar os pensamentos.
– Eu sei disso — ele respondeu. — Mas por que Snow iria querer matar Jason?
– Talvez... talvez ele só queira nos perturbar. — Reyna parecia incerta. — Quis nos atingir matando um amigo próximo. Ele quer a nossa ruína. Vai fazer de tudo que, aparentemente, pode nos quebrar.
– É claro. — Percy estava nervoso. Isso perturbou Reyna, pois Percy jamais mostrava alguma emoção na frente de alguém. Talvez para não preocupar ninguém. Se o líder demonstrasse fraqueza, tudo desmoronava. Todos podiam perder a esperança. Mas agora, Reyna conseguia ver o desespero no fundo de seus olhos.
– Fique calmo — disse Reyna, com a voz suave. — É de Annabeth que estamos falando. Ela é esperta.
– Pode ser esperta, mas me preocupa as besteiras que ela pode fazer com sua esperteza. Ela se tornou imprevisível demais. Nunca se sabe se ela vai apenas olhar pela janela ou se jogar dela.
Reyna não respondeu. Annabeth andava estranha ultimamente, e Reyna suspeitava que não era apenas pela gravidez, ou o desaparecimento e a morte de Jason. Suspirou.
– Então, o que fazemos com Snow? — perguntou. Percy a olhou nos olhos, e ela deduziu. — Você mandou Nico?
– Sim. Esperava que ele pudesse descobrir os planos de Snow. — Hesitou. — E por que matou Jason. Deve ter tido segundas intenções.
– Está dizendo — Reyna verificou as entrelinhas — que tudo isso de matar Jason pode estar centrado em uma pessoa? Annabeth?
– Exatamente.
– Mas por quê?
– Annabeth é nossa melhor estrategista, e conselheira. Sem ela, não somos nada. Matar Jason não atingiria tanto outra pessoa, como a atingiria. Ele está tirando nossos oficiais, começando pelos melhores.
Um estrondo interrompeu a conversa. Era um baque surdo, como um corpo colidindo com o chão. Uma nuvem negra apareceu bem em frente a eles. E, de repente, Nico di Angelo estava ali, em pé na frente deles, com o braço sangrando de um ferimento de tiro.
– Notícias ruins — ele murmurou, com a voz fraca. — Notícias... muito ruins...
E desabou, inconsciente. Percy e Reyna se entreolharam, perguntando-se até quando a situação pioraria. O azar não parecia ter limite. Tudo, tudo mesmo, pode piorar. E muito.
*********
De novo. Annabeth estava sentada naquela árvore de novo. Nunca perderia a prática de escalada, grávida ou não. Aquela simples planta, no meio de todas as outras, era quase sagrada para Annabeth. Fazia-a se lembrar de Jason.
Já estava na hora do pôr-do-sol. Onde ele estava? Annabeth não podia ficar ali para sempre. Tentou pensar em algo para passar o tempo. Decidiu fazer uma lista do que acontecera em sua vida desde antes de Panem existir. Traíra seu agora ex-namorado, começara uma guerra com a ajuda de Leo, fizera as pazes com Percy, começara a namorar Jason, virara amiga de Reyna, ficara grávida. Jason morreu, e ela não pôde fazer nada. Agora, estava prestes a fazer o que poderia se tornar o maior erro da sua vida. Mas ela não ligava. Não se importava com nada, que não fosse a segurança de seu filho.
Esqueceu-se. Esqueceu-se de que havia milhares de famílias no Distrito 13, que quase todos os seus amigos tinham se casado, tido filhos, e viviam numa rotina tranquila, mesmo com a guerra. Que o que estava fazendo poderia matar a todos eles, mas salvar a vida de seu filho. E nada mais importava.
E ela estaria disposta a fazer qualquer coisa, a matar qualquer um, servir qualquer um, por ele. A última coisa que tinha de Jason.
Ouviu alguma coisa. Um canto alarmado. Um gaio tagarela, ou talvez um tordo, tinha visto alguma coisa, e estava avisando os outros. Ele estava chegando. Quem Annabeth esperava.
No meio do mato, uma figura surgiu. Vestida num terno branco e elegante, sapatos de couro preto sem nenhum arranhão, cabelos negros, e frios olhos azul-gelo. Ele sorria, mas Annabeth sabia que não era assim. Eles tinham negócios a tratar.
– Olá, minha querida Annabeth — ele disse. — Como tem passado?
– Não me enrole, Coriolanus. Posso ajudar você, por um preço. Meu filho deve viver em conforto, paz e segurança. Você me entendeu?
– Claramente. — Ele sorriu. Como esta mulher poderia ser tão tola e ingênua? Aquilo não era uma barganha. Ele havia entendido, mas não quer dizer que faria, certo?
Annabeth respirou fundo.
– Então me diga o que fazer, Presidente Snow.
Ele deu um sorriso maléfico. Tinha muitos planos. Muitos planos, para apenas um objetivo: Matar Perseus e Reyna, a qualquer custo. Chegou perto de Annabeth, mas ela permaneceu firme. Snow pôs uma rosa branca em suas mãos, e sussurrou em seu ouvido:
– Apenas atraia Perseus e Reyna para onde eu mandar. Eu cuido do resto.v
Notas finais
Reviews? Recomendações? Vamos, gente, se não eu não posto!
Beijos!
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