Antes De Panem
14 The Grandiose Panem
Notas iniciais
Boa leitura!
P.s.: Devo admitir também que esse capítulo tá mais como um presente para Mileh Diamond, minha cunhada. Espero que goste, Mileh!
O tempo passou. Os dias se tornaram meses. Os meses se tornaram anos. Os heróis já estavam crescidos, tornaram-se adultos. Amadureceram.
Gaia finalmente terminou seu serviço. Os mortais já podiam andar livres pelas terras norte-americanas. No entanto, a América do Norte havia sido completamente destruída.
O objetivo de Gaia era destruir o Olimpo original, na Grécia. Provavelmente, ela conseguiu, porque não houve mais nenhuma visita dos deuses. As preces não eram atendidas. Os sacrifícios de nada valiam. Não havia mais deuses. A Era dos Deuses havia sido encerrada. Mas Gaia ficara tão fraca, que não pôde destruir o mundo mortal.
Aos poucos, os mortais iam saindo da Casa de Hades. Não podiam negar, ainda tinham medo. Mas confiavam em seus líderes. No começo, hesitaram em seguir um bando de crianças. Mas eles pareciam saber o que estava acontecendo. E então, aprenderam a confiar naqueles jovens. Eles contaram tudo, sobre os deuses, quem eles eram, e tudo mais. Os mortais não acreditaram de imediato. Mas logo viram que era verdade. Aceitaram melhor do que os semideuses esperavam.
Falando neles, estavam muito bem. Depois da destruição dos deuses, os monstros também foram desaparecendo. As pessoas que saiam da Casa de Hades, recomeçavam. Criavam uma nova vida para viver. Tudo o que conheciam havia sido deixado para trás. Então começaram a criar novas coisas. Aerodeslizadores, armas, hologramas mais realistas, simulações de treinamento, e outras coisas.
Treinamento? Sim. Apesar de não haver mais inimigos, os meio-sangues foram programados para batalhar. Faziam torneios, para continuar em forma. Tudo estava bem.
Quando as pessoas saíram da grande base subterrânea, decidiram criar uma nova nação. Deram no nome de Panem, de origem do latim, em homenagem a seus salvadores, significa pão. Ninguém sabe muito bem o porquê desse nome, mas alguns acreditavam que era uma honra a Deméter, a deusa grega da agricultura. Ou talvez, a Pomona, a deusa romana da abundância.
Panem foi dividida em 13 distritos e uma capital. Cada distrito era responsável em fornecer alguma coisa para a Capital, onde seriam divididos igualmente para que cada distrito tenha o suficiente para sobreviver. Parecia até o início dos tempos, todos trabalhando harmoniosamente, sempre sorrindo.
Percy e Reyna continuavam a ser os superiores de todos. Ninguém poderia lhes tirar esse cargo, depois do que fizeram. Mas eles deveriam ficar no Distrito 13, aquele responsável pelas minas de grafite, e o armamento nuclear do país. Era lá que estavam seus amigos, seus companheiros de batalhas, não poderiam abandoná-los. Por isso, deixaram um mortal assumir a presidência, escolhido por eles.
Seu nome era William Snow. Era um homem honesto, gentil e generoso. Cuidava de Panem com todo o seu ser, e todos o adoravam.
Sua morte foi um abalo para todos. Ele pegara uma doença muito by Browse to Save\">grave, e nem mesmo os melhores curandeiros, os filhos de Apolo, conseguiram curá-lo, a mais poderosa erva medicinal, ou uma das sofisticadas máquinas mortais, foram capazes de curá-lo. Depois de morrer, seu único filho teve de se apresentar para governar Panem.
Ele era Coriolanus Snow. Era jovem, tinha aproximadamente 25 anos. Era completamente o oposto do pai. Um homem frio, mau, calculista, que queria governar Panem pelo medo. Queria, a todo custo, tirar a autoridade de Percy e Reyna, para se tornar o homem mais poderoso da América.
Ele causou grandes conflitos internos, fez de tudo para livrar-se dos líderes romanos. Trouxe desordem aos distritos, subornou para trazer aliados para si. A maior parte do povo, não gostou muito disso. Ainda se sentiam muito gratos a Percy e Reyna, não poderiam traí-los. Mas a oferta era boa demais para recusar.
A Capital, sendo governada por Snow, tendia a ser o lugar mais rico do país. Sobre o comando do novo presidente, a quantidade de suprimentos enviados para os distritos baixou. Os mortais, acreditando que isso fosse obra dos pretores, deixaram de apoiá-los.
Porém, mesmo ajudando ao presidente, as coisas não melhoraram. A tirania da Capital continuava. Os novos "policiais", os Pacificadores, mantiveram o controle quando os distritos começaram a se rebelar. Se arrependiam profundamente por não ter ouvido os bravos jovens, em seus discursos públicos. Agora, o Distrito 13 se afastara da Capital, recusando-se a fornecer armas nucleares e grafite.
Foi quando a guerra começou.
A Capital, com seus grandes laboratórios de ciências, produzia mais e mais invenções para detonar o Distrito 13. Algumas delas, foram as teleguiadas e os gaios tagarelas. Espalharam estas aberrações ao redor dos distritos, lacrando-os, para que não ajudassem o 13.
Uma quantidade cada vez maior de invenções malucas da Capital era espalhada pelos arredores do Distrito 13. Em cada árvore, estava uma colmeia de teleguiadas e, se alguém não tivesse extremo cuidado, seria picado e levado à loucura. Os gaios tagarelas estavam em todos os lugares, ouvindo as conversas de reuniões importantes no 13, e passando para a Capital.
Lentamente, as coisas foram do bom, ao péssimo.
Mas vamos falar sobre o Distrito 13. Por cima, ele não era grande coisa, mas por baixou era um verdadeiro reino. Bom, talvez não um reino, mas um labirinto que ia fundo na terra, com túneis – modernos, é claro – elevadores que iam para cima, baixo, os lados e a diagonal. O regime de lá era semelhante ao da, agora esquecida pelos outros distritos de Panem, Casa de Hades. Na verdade, não há muito o que falar. Só que a vida lá, por mais que fosse rígida, era normal. Os cidadãos haviam adquirido o costume de usar horários. Digo, todas as manhãs, eles punham o braço dentro de uma abertura, e quando tiravam, lá estava anotado suas tarefas do dia. Não era muito difícil. Só tinham de seguir a rotina, normalmente, como se nada estivesse acontecendo lá fora.
Afinal, nem mesmo a Capital se lembrava da existência daqueles túneis.
Por enquanto.
E a vida vinha cheia de surpresas. Ah, quantas surpresas! Coisas boas e ruins aconteceram como o decorrer do tempo. Muitas mesmo, tipo:
"- Annie, que ser minha namorada?"
"- Will Solace foi encontrado hoje de manhã. Morto."
"- Reyna, eu te amo. Quer casar comigo?" Esta última, causou muita emoção e felicidade. Afinal, já estava demorando!
Só que nenhuma foi tão desesperadora, quanto esta:
"- Jason está desaparecido!"
Notas finais
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Beijos! Até o próximo capítulo!
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