Notas iniciais
E aí está um capítulo quentinho! No ponto!

Boa leitura!

Nico andava de um lado para o outro, agitado, pensando em suas opções. Ele provavelmente deveria ajudar o Acampamento Meio-Sangue. Afinal, aquele lugar sempre representara algo para ele. Era como sua segunda casa.

Porém, ele não poderia lutar contra os romanos. Por um único e simples motivo: sua irmã, Hazel. Ele a amava como amava Bianca e sentia uma incansável vontade de protegê-la. Ele já havia perdido uma irmã. Não queria perder outra, ainda mais sabendo que ajudou a fazê-lo.

Agora, ele se encontrava em um sangrento combate mental. Seu lado Embaixador de Plutão e o lado Esquecido Filho de Hades batalhavam de um jeito jamais visto antes. Até que...

Esquecido Filho de Hades foi derrubado, e agora Embaixador de Plutão tinha o pé em seu peito, impedindo-o de levantar.

Nico se decidiu bem no momento em que as portas de seus aposentos, no Acampamento Júpiter, foram abertas bruscamente, revelando os pretores, Percy e Reyna. Pareciam estar com raiva.

– E então? — A pretora perguntou. Ela e seu colega pareciam estar cansados, mas eram visivelmente movidos pela raiva. Rugas de preocupação jaziam no rosto de Percy, mas os olhos estavam cheios de um ódio incontrolável. — Por qual acampamento lutará?

Nico hesitou. Ele já sabia sua resposta, apenas se perguntava se estava fazendo a escolha certa. Olhou para os pretores, que o observavam como um lobo observa a presa.

Respirou fundo.

– Vou lutar pelo Acampamento Júpiter.

Os pretores pareciam surpresos.

– E o que o levou a decidir isso? — Perguntou Percy.

Dessa vez Nico respondeu sem hesitar.

– Hazel. — Disse. — Se ficasse com os gregos, teria que lutar contra ela. E eu não seria capaz de fazer isso.

O filho de Hades viu um lampejo de compreensão brilhar nos olhos de Percy e Reyna. Eles assentiram, satisfeitos.

Percy desviou sua atenção para Reyna.

– Sua irmã Hylla estará disposta a lutar por nós? — Perguntou.

A pretora pensou por alguns segundos.

– Talvez. — Respondeu enfim. — Isso teremos que ver com ela logo, logo.

– Então vamos logo. Ainda temos que ir ao templo de Belona para declarar de fato a guerra. — Percy falou já saindo, mas parou na soleira da porta e se virou para Nico. — Ah, e Nico... — o filho de Hades o encarou. — Obrigado.

Nico sorriu.

– Não tem de quê. — Respondeu.

O pretor conseguiu dar um pequeno sorriso.

– Vamos, Reyna. — Eles saíram.

Nico respirou fundo e se sentou na cama, com uma pergunta martelando em sua cabeça: Será que fiz a coisa certa?


*******



– Vocês atacaram os romanos? — Clarisse perguntou, indignada. — Vocês tinham o quê na cabeça? Sabem que isso pode levar à guerra?



O Conselho de Guerra, depois de ouvir as palavras da filha de Ares, pareceu ainda mais desesperado do que antes.

– Isso não pode levar á guerra. — Afirmou Jason. — Isso vai lavar á guerra. Os romanos já não estavam muito satisfeitos em ter que se aliar a nós. Agora não é mais apenas uma rixa. Agora é uma questão de honra.

Todos se viraram para Leo Valdez.

– Por que você fez aquilo? — Perguntou Katie Gardner, do chalé de Deméter. — Agora estamos ferrados com os romanos!


– Não fui eu! — Leo protestou. — Foi Gaia! Ela dominou minha mente e me forçou a fazer aquilo! Era isso que ela queria! Que nos destruíssemos, para ela acabar os deuses!

Jason pensou por alguns segundos.

– Se é esse o caso, — ele concluiu, por fim — duvido que os romanos tenham pensado nisso.

Todos os presentes abaixaram os olhos, o medo em seus corações. Não conseguiam pensar na hipótese de que o Acampamento Meio-Sangue, o seu lar, fosse atacado.

– Não podemos contar com a ajuda de Percy e Reyna? — perguntou Clarisse, procurando desesperadamente um modo de proteger seu lar.

Jason não respondeu, indeciso. Ele não acreditava que Percy ou Reyna os ajudariam. Não depois do que ele fizera.

– Não, eles não nos ajudarão. — Respondeu alguém no final da mesa. Todos se viraram e viram que Annabeth era de longe a mais abalada, com o olhar cheio de culpa.

– Mas Percy morava aqui! — Protestou Connor. — Por que ficaria no lado dos romanos?

Annabeth encarou Jason. O filho de Zeus não conseguiu sustentar o olhar, desviou o rosto.

A filha de Atena parecia decepcionada.

– Mesmo que ele quisesse nos ajudar — disse Jason, olhando a parede -, ele não poderia. Todos os senadores provavelmente, votaram em nos matar. Não tem como ele impedir isso.

Travis Stoll ergueu uma sombrancelha.

– Mesmo que quisesse? — Indagou. — E ele não quer?

– Não creio — Respondeu imediatamente Annabeth. — Ele está com raiva de mim. A guerra é culpa minha. — Lágrimas silenciosas rolaram por suas bochechas.

Piper ficou confusa.

– Mas vocês não namoravam?

Annabeth negou com a cabeça.

– Não mais.

Todos desanimaram mais ainda. Então, no meio de tanta esperança perdida, uma chama brilhou.

– E Nico di Angelo? — Perguntou Leo. — Ele poderia nos ajudar, não é?

No momento em que ele disse isso, uma sombra tomou a forma de um garoto, bem no meio da mesa.

– Nico? — Perguntou Annabeth. — O que está fazendo aqui?

O filho de Hades sorriu.

– Não é óbvio? — Perguntou. — Eu vim ajudar vocês nessa guerra.

Notas finais
E aí, Nico? O que você planeja fazer?

Só a autora sabe, mas vocês podem saber também.É só ler, é bem simples!

Gostaram? Odiaram? Comentem!

Beijos!