Notas iniciais
Essa poesia (mais devaneio que poesia) eu escrevi há alguns meses enquanto rabiscava no caderno. Se for divulgar, por favor, dê ao autor o devido crédito (A Cesar o que é de Cesar).
Espero que goste :-)

Felicidade. Quanto mais eu vivo, menos dela eu vejo.

E a palavra já me é de tal forma estranha que eu evito usar.

A única coisa que eu sei

é que eu não sou (ou estou) feliz.

Os meses só deixam tudo mais caótico e menos prazeroso,

e até encontrar prazer em alguma coisa é quase impossível.

É como se eu fosse uma estátua de pedra

deitada sobre um lago congelado

que cobrisse todo o mundo.

Sem nada além de céu e gelo, mas tendo que

lidar com o mundo mesmo assim. Um mundo feio,

acéfalo e apressado.

Vejo a saída dessa apatia como um náufrago

numa ilha pequena e rochosa vê milhões de navios passando longe,

Mas sabendo que nenhum vem até mim e

implorando mesmo assim.

E as pessoas ao meu redor se vão como se estivéssemos

esperando um ônibus, todos juntos, abrigados da

chuva fria na noite.

A condução delas vêm, e uma a uma eu as vejo partir

com um sorriso condescendente no rosto.

Mas a verdade é outra.

Eu fico sozinho esperando o ônibus chegar, com medo de um assalto.

Eu falo sozinho. Muitas vezes em inglês.

Crio minhas fantasias, meus personagens, e quero saber

como tal frase soa.

Então eu digo em voz alta.

De fora até parece loucura.

Ele anda reclamando que eu não atendo ao telefone.

E quantas vezes não foi o inverso?

Quanta coisa ruim eu não já vi, ouvi e senti?

Eu tô fragmentado demais para atender o telefone.

Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!