Anteros

30 Closet


Notas iniciais
Boa tarde leitores! Já vou dizer porque demorei antes que vocês me matem!
Meu email que usava no Nyah! bugou furiosamente, e acabei desanimando, temendo acabar perdendo essa conta e todas as minhas fanfics :/ por isso acabei não escrevendo o capítulo e tudo mais ;-; mas ai descobri que era só fazer uma conta no gmail que era facinho mudar o email do Nyah! xDD então voltei à tona e ontem escrevi o capítulo praticamente inteiro *-*

Eu espero que por ter ficado tanto tempo sem escrever, eu não tenha perdido um pouco do jeito >:
Então fico aguardando as reviews com as críticas de vocês!

Por favor leiam as notas finais ♥

– Fodeu... – Falei quando vi a maldita gata da Lana urinando nos meus pés... POR QUE OS GATOS FAZEM ISSO? Influencia de satanás!

Chutei o animal, que em um gemido longo foi parar no canto da sala, quase quebrando a mesinha onde ficava o telefone. Quero ver essa maldita vir mijar em mim de novo!

E infelizmente depois daquilo não consegui voltar a dormir, a agitação me despertou além de que não fiz nada o dia todo para estar cansado. Então acho que é melhor levantar desse sofá e fazer algo... Afinal de contas, tenho a casa para mim, não tem Lana nem Mello para me encher!

E isso... É incrivelmente delicioso!

Liguei a tv com o controle remoto e fui trocando os canais. E como sempre passava somente novelas e jornais, e nada disso me interessava... Mas como queria somente um aparelho que fizesse barulho enquanto eu ficava ali, em paz, tanto fazia o que passasse ou não. Me joguei no sofá de novo e ali fiquei, pensando...

– Como sou um lixo... – Sim. – Não faço nada da vida, não estudo... Não tenho uma namorada que me liga no meio da noite, não tenho uma família saudável... – E enquanto eu refletia sobre as maravilhas da vida o telefone tocou na mesinha desalinhada do canto.

E com toda a má vontade do universo me arrastei até ela para atender...

– Alô...? –

– Alô? Matt? – Pelo que a voz exageradamente bêbada conta, parece ser Lana. – Então você está em casa? Por que não saiu com a gente? Eu e Mello estamos nos divertindo tanto!! –

– Não estava com tanta vontade assim, mas pode deixar que vou trancar a porta antes de dormir... –

– QUEM LIGA PARA AS PORTAS? HAHAHAHA – Ok... — Erm... Aliás Matt... Mello ficou de fogo e eu não sei se também estarei em condições de dirigir daqui algumas horas... – Ta bom... E daí?

– Quer que eu vá buscar vocês? –

– Sim... Então pode tirar o rabinho de casa e vir para cá, estamos aqui na praça. – Deu uma pausa. – Ou quer que Mello bata o carro e a gente morra? – Quem sabe...!

– Ta bom... Daqui a pouco eu apareço ai... – Desliguei antes que ela pedisse mais alguma coisa, e por precaução tirei o telefone da tomada, assim ela não ligará mais.

Matt acabou se fodendo.

Peguei as chaves, tranquei a porta da frente e deixei a luz da sala acesa caso os bandidos pensem em roubar –não se sabe o que- e fui caminhando sem pressa pela rua que estava bem movimentada. Havia muitos carros com som alto parados em frente às casas e bares, churrascos para tudo quanto é lado... Isso é sexta-feira!

A noite estava quente e ao mesmo tempo um vento fresco amenizava um pouco a temperatura, era um clima muito bom!

– Até que pensando assim, minha vida não é uma total desgraça. – Sorri.

E depois de uma boa caminhada cheguei à praça... Tinha muita gente, muita mesmo, gente sentada nos bancos, gente sentada em cadeiras, de pé dançando ou conversando, bebendo... E não seria difícil achar os dois, basta procurar onde há pessoas bêbadas.

E... Por Deus, o que era aquilo?

Logo vi Mello sem camisa fazendo algum tipo de ‘dança’. Aquilo me fez arrepiar dos pés a cabeça, e me arrepender de ter ficado tanto tempo com ele.

– Lana! – Chamei aquela criatura que estava ainda sóbria ali perto, somente rindo do loiro que era a pessoa mais embriagada de todo o mundo. – O que você fez com Mello??! –

– Eu não fiz nada! Ele que começou a beber!! – Disse entre risos. Minha nossa... Preciso tirá-lo daqui.

Agarrei Mello que mesmo sendo puxado por mim parecia ainda querer fazer a dança da lagarta e o arrastei dali o mais rápido possível para leva-lo para casa e amarrá-lo na cama até se recompor da cachaça... Dane-se o carro, amanhã ele vem buscar, não vou me arriscar a dirigir com ele desse jeito do meu lado.

– Vamos Mello... Vou te tirar daqui. Quando você estiver bem vai levar um chute muito forte. – E ele, nem mesmo sabendo o que acontecia, sorriu para mim um sorriso embriagado e estranho.

– Maatt... Matt Matt Matt Matt em mim! – Eu não quero mesmo comentar algo assim.

E lá vamos nós pela rua, levando a princesa chapada para casa... Nunca vi alguém tão bêbado como ele está, nem mesmo Lana desse jeito, ninguém...

– Hey Matt... – Se pronunciou do nada com uma voz muito embargada. – Quando a gente chegar... Quero fazer sexo com você. – Tsk...

– Com você desse jeito não vai aguentar nem ficar excitado. – Ri.

– Não Maatt!! Eu fico muito excitado, sério... É tão bom fazer isso com uma pessoa bêbada, você não lembra quando fiz com você? – Ele mesmo sorriu como se lembrasse do dia em que trocou os bancos do seu carro. – Se fizer comigo, vai ver como foi estar no meu lugar àquela vez. –

– Não Mello. Cala a boca. – Pior que Lana bêbada falando merda, é um Mello bêbado falando merda.

– Matt, é muito bom, você vai ver como é... A pessoa bêbada fica muito gostosa!! – Gargalhou. – Você fica muito mais gostoso bêbado sabia? –

– Bom saber. – Continuei carregando-o como se não tivesse dito nada. – Seria muito mais fácil se eu estivesse bêbado sendo carregado, você é pesado. –

– Own!! Por que Maaaatt? Queria ficar bêbado e ser meu uke de novo? Bem que suspeitei que você tinha adorado. – Como já não tenho mais aquele ‘orgulho masculino’, não vejo mal em dizer que sim, eu gostei, mas esse assunto não tem que ser discutido agora.

– Um dia ainda ficarei bêbado pra você de novo Mello, mas promete ficar quietinho hoje. – E foi ele quem ficou vermelho dessa vez, e bem mais do que a vermelhidão por estar embriagado... Ele simplesmente gostou da ideia, mas como foi meio inusitado da minha parte somente ficou envergonhado.

E aceitando minha ‘proposta’ Mello decidiu se calar. E calado ficou.

Mas por pouco tempo, afinal de contas ele está bêbado.

– Você é muito bipolar... – Falou tranquilo. – Até agora pouco era meu Matt, agora fica com essa frescura. Você parece uma menininha. – E por fim gargalhou, e continuou gargalhando até chegarmos em casa, e assim que entramos Mello se abaixou e vomitou nos pés da escada.

– Isso Mello, continue lindo. – Ele fez uma espécie de ‘jóinha’ ao limpar o canto da boca, mencionando se levantar mais uma vez, sem sucesso. E bufei...

Desviando do vomito no chão ajudei a criatura a se levantar e subir as escadas... Levei-o para o nosso quarto, e sim, eu sem duvidas deixaria ele morrer na cama enquanto eu viria limpar essa sujeira.

Joguei-o no seu lado da cama e tirei seus sapatos na esperança de que ele imediatamente dormisse, mas ele é persistente...

– Maaatt... Fica comigo! – Me puxou para cima da cama, me abraçando e impedindo que eu saísse dali. – Quero que você use seu garoto loiro!! – E por mais que eu tentasse me desvencilhar, Mello parecia mais forte... O que eu tenho que fazer para ter paz de novo? Me matar? — Você tem que ficar aqui comigo Maaatt... – Mello se pronunciou de forma chorosa. Como uma criança. – Só você consegue me fazer feliz... Então faça de novo, e de novo, me faça sempre ser seu, mesmo que eu esteja bêbado. –

Af não importa o sentimentalismo das palavras, ele está chapadíssimo.

Beijei seu rosto de leve –porque a boca não tinha nem mesmo condições de ser beijada. E do outro lado dei um tapinha em sua bochecha, largando-o ali e saindo do quarto.

O vômito dele me aguarda lá embaixo.

E eu o limpei, ta que tive trabalho em dobro já que quando comecei a limpeza acabei vomitando também, mas tudo bem isso acontece com as melhores pessoas.

Após ter vomitado toda a janta mal digerida nos pés da escada, me senti tão indisposto quanto a maldita gata da Lana que dormia encima do balcão da cozinha, eu queria muito poder me deitar em qualquer canto e descansar um pouco da agitação de ter ido buscar Mello, e achei merecido. Me joguei no sofá –obviamente não o da Lana- e adormeci ali, torcendo para que a gata demoníaca não tivesse a brilhante ideia de vir mijar em mim.

Só sei que quando abri os olhos, da janela vinha um brilho, claro, já era sábado de manhã, sinal de que Mello ainda não acordou e que Lana ainda não voltou para casa.

Paz.

Pela primeira vez depois de tanto tempo, tive uma noite de paz total.

Me levantei e espreguicei, como se tivesse acabado de sair de um coma profundo. Eu me sentia tão bem que se do nada Raito entrasse pela porta, não perderia essa minha paz.

Ou talvez sim, minha nossa...

– M-Matt!! – Da sala ouvi Mello me chamar do nosso quarto, pelo que posso prever, ele está com aquela ressaca deliciosa. – Vem me salvar Matt!! – Revirei os olhos e fui socorrer o pobre homem, mas espere ai...

Quando entrei no quarto ele me parecia muito bem para quem estava naquela situação de ontem.

– Você parece muito bem... – Falei espantado, vendo-o pular em mim extremamente energético.

– Na verdade estou péssimo, mas é que me lembro vagamente de um Matt dizendo que se eu me comportasse, ele seria bonzinho comigo assim que eu melhorasse. – Beijou minha bochecha. – Que tal Matt, você disse mesmo aquilo não é? Ou a bebida me fez ouvir coisas? – Ele parecia tão feliz que seria um pecado dizer que era coisa da sua cabeça.

Respondi com um sorriso, talvez o melhor que ele tenha visto vindo de mim – afinal de contas, tive uma noite maravilhosa- e ele, antes com a expressão animada, ficou com sua cara boba completamente desconcertado com o sorriso que ganhou. O que o levou a perguntar mais baixo no meu ouvido se eu estava, de alguma forma, bêbado. Sorri novamente e o beijei também na bochecha me lembrando das coisas que ele tinha dito no caminho para casa, e que mesmo naquelas condições Mello me queria incondicionalmente.

– Mello... Mello... – Falei como se tivesse dando uma bronca em um cachorro. — Você me da muito trabalho. – E assim ele abriu uma expressão radiante, mesmo que estivesse cansado e de ressaca, e subitamente nos arrastou em direção ao closet.

Pra falar a verdade, para que ele pensa que estamos indo para lá?

Freei Mello antes dele nos jogar lá dentro e o beijei de leve o pescoço, um sinal de que eu realmente não queria ir para dentro daquele lugar novamente.

– Mas Matt! Quero algo diferente! –

– Então que seja. – Mello arregalou os olhos assim que me sentei na cama e esbocei na face todo o lado uke que havia em mim – Hoje você pode ser meu seme. –

– Mas... Eu fui da ultima vez Matt. – Ficou aborrecido.

– Por um acaso da ultima vez eu fui uke por livre arbítrio? – Me sentia envergonhado por aquilo, sem dúvida. Se não parecia para ele, pra mim era com certeza algo diferente do normal.

Mas Mello percebeu que aquilo era um pouco fora do comum, e sua face antes aborrecida, parecia com a de uma criança bêbada.

Ele estava muito, muito feliz.

Novamente pulou em mim, parecendo mais um uke do que um seme. Ah, aquilo não poderia dar certo agora, não como esse loiro exalando ‘passividade’. Mello parecia ‘inocente’ demais para me fazer mal... E como havia pulado em cima do meu belo corpo revigorado, acabamos jogados na cama e assim que tive oportunidade troquei de posição com ele, ficando encima de seu corpo aparentemente cansado, e passei a observar seu rosto e seus olhos, que me encaravam tentando descobrir o que eu tinha em mente.

– Quer saber. Você não vai ser meu seme de jeito nenhum. – E ao invés de fazer seu bico costumeiro, Mello fez algo semelhante a uma expressão mais que descarada. Aquele garoto era tão sem vergonha que qualquer menção de submissão já era excitante para ele.

Segurei seus pulsos na altura de sua cintura e o beijei novamente o pescoço, mas desta vez fazendo questão de deixar uma boa e avermelhada marca, fazendo-o suspirar fundo em seguida. Meu loiro já começava a reagir positivamente, e eu... Claro, não tem como não sentir excitação ao vê-lo totalmente ao meu dispor.

E num impulso me ergui e puxei-o pelo braço, prensando seu corpo contra a porta do tão famoso closet, deixando Mello entre mim e o lugar que tanto ‘gostava’... Ah Mello...

Ele mencionou sorrir enquanto eu beijava seu pescoço, rosto e ombros. Talvez imaginando no que aquilo poderia acabar, e parecendo satisfeito me puxou para mais perto de si, se é que era possível.

Subitamente forçou seu quadril contra o meu com intenções malignas, se esfregar em mim é claro, e para poder puxar a maçaneta da frágil porta de madeira do closet que já envergava pela força que eu colocava em seu corpo prensado. E quando me dei conta, nós dois caímos para dentro, derrubando roupas resultando em um loiro gemendo de dor no traseiro.

– Eu sabia que você não iria perder a oportunidade... – Sorri, mordendo seu lábio. – Não sei por que tanta tara por essa droga de lugar. – Tomei de vez seus lábios, lhe dando um beijo lento e forte, até ele me empurrar para nos separar.

– Porque aqui é quente e apertado... – Disse baixo num timbre um pouco envergonhado, que garoto mais imundo!

– Hmmmm... – Apenas afirmei, sentindo seus braços envolverem meu pescoço ao mesmo tempo que suas mãos seguravam meus cabelos. Mello olhava em meus olhos, aquilo começava a parecer irreal.

Estar com ele sempre pareceu irreal, de alguma forma sempre foi assim.

Eu o empurrei de encontro ao fundo do closet até encostar suas costas na parede, e de acordo com os beijos que lhe dava eu o apertava mais. Isso fazia aquele garoto suspirar, e suspirar, suspirar, até sua respiração começar a ficar acelerada e sua boca soltar baixos gemidos e meu joelho entre suas pernas começar a friccionar seu membro, forçando Mello a vez ou outra fazer sons um pouco mais altos e longos.

No momento em que nenhum de nós já aguentava ficar somente entre beijos, Mello me empurrou até eu cair sentado a sua frente e retirou sua camiseta, assim como fiz com a minha ao observá-lo. Eu precisava logo desse Mello .

E por um breve instante parei para observá-lo. Seu peito despido me fazia enxergar bem como sua respiração estava descompassada e como sua boca se abria e fechava lentamente na mesma proporção em que seus olhos pouco fechados se perdiam só para não ter de olhar para mim, pois com certeza a vergonha não o permitia.

Ele mudava completamente nessas situações... Não parece de jeito nenhum aquele Mello carrancudo e cabeça dura de sempre.

Puxei seu corpo pela cintura colocando-o ajoelhado na minha frente enquanto eu desabotoava sua calça. E ele, com as bochechas avermelhadas somente me encarava. Aquilo era muito divertido, ver seu rosto daquele jeito... Mello normalmente não fica vermelho assim então é mais que um bom motivo para aproveitar.

E aproveitar muito bem.

Enquanto continuava tentando –sem sucesso- desabotoar a maldita calça, aproveitei para beijar sua cintura próximo a barriga, deixando mais uma bela marca vermelha em seu corpo, até enfim conseguir desprender o botão de sua roupa e enfim descer a peça junto a sua roupa debaixo.

– Pervertido. – Provoquei, me referindo à excitação que o loiro já sentia e recebendo de volta uma expressão ainda mais envergonhada. Não é que ele consegue ser meigo?

– Seu retardado. – Falou meio que para dentro, incrivelmente baixo, praticamente pensando alto. – Anda logo antes que eu te faça uke. – Gargalhei, sua cara era hilária sem dúvida.

– Eu te amo Mello. – Falei. – Então seja bonzinho comigo. – Fez um bico e mencionou me dar um beijo, talvez para me fazer parar de encará-lo. Mas sem sucesso já que o impedi ao tocar seu membro.

– A-aa... Matt. – Seus olhos se fecharam e seu corpo relaxou, tanto que ele acabou sentado nos próprios calcanhares enquanto eu o estimulava. Aos poucos seus grunhidos foram aumentando, e ficando mais intensos, Mello começava a sentir o que eu realmente queria que sentisse. – Matt!! – Parei de movimentar minha mão assim que mordeu seu lábio e seus olhos cerraram. Foi por pouco. Beijei de leve a ponta de seu membro, arrancando mais um gemido seu. Era muito excitante...

Mello me excitava.

– Eu quase não consegui parar de tocá-lo, você geme tanto que chego a imaginar que gosta mais disso do que de ‘outras coisas’. – Disse baixo em seu ouvido, e claro, me empurrou levemente por ficar sem graça... Aiai.

Decidi me ajoelhar para ficar na altura de seu rosto e dei-lhe um breve selinho, e um beijo em seu pescoço, ombro, peito... Então girei seu corpo, e com uma das mãos inclinei sua coluna forçando-o a se apoiar na parede do closet. Mello agora estava em uma posição sugestiva até demais, com o traseiro roçando onde eu mais queria que roçasse...

Não perdi tempo e desabotoei também minha bermuda, retirando meu membro da roupa debaixo e usando a umidade que eu já tinha ali para lubrificar a entrada do loiro. Mello mantinha sua cabeça também encostada de lado na parede, o suficiente para poder ver o que eu estava fazendo.

Um sorriso mais que depravado se formou em sua boca, ansiando o que eu faria a seguir.

Sem demora me empurrei para dentro daquele garoto que mantinha suas pernas tremendo e as costas suadas, além de um rosto completamente avermelhado...

Como ele conseguia ser tão provocante sem fazer esforço algum?

E como mesmo nessa situação, conseguia manter um sorriso tão sem vergonha?

– AAhnmm! Matt... Ahn... – Pelo menos o sorriso ele não pôde manter, pois sua boca agora estaria mais ocupada soltando grunhidos na medida em que eu ia e vinha dentro dele. Era tão bom, que mesmo eu chegava a gemer.

– Mello... – O chamei, vendo seus olhos encararem os meus. – Por que não faz esse trabalho por mim? – Mencionei meus movimentos, parando aos poucos até Mello assumir o controle e mover seu quadril em minha direção, voltando devagar e novamente vindo cada vez mais fundo, repetindo lentamente e gemendo mais alto a cada vez que o fazia.

– H-Hmmmmmm... – E na ultima vez que penetrei seu corpo o loiro gemeu mais intensamente, provavelmente com a intenção de parar para que a diversão não acabasse tão rápido. – Matt... – Me tirou de dentro de si e ajoelhou-se na minha frente, me fazendo sentar encostado na porta de madeira e em seguida sentando em meu colo, se penetrando mais uma vez.

Usava meus ombros como apoio para poder fazer seus próprios movimentos, subindo e descendo ao máximo que seu corpo aguentava, às vezes suas pernas ficavam tão bambas que eu precisava ajuda-lo a subir novamente para que ele mais uma vez descesse até o mais fundo que podia.

Enquanto ele continuava sem nenhum indício de cansaço, me puxou pelo queixo para beijá-lo. Ele mal conseguia manter sua boca na minha por muito tempo já que precisava mais do que nunca respirar, então passei a beijar seu pescoço lascivamente, deixando mais e mais marcas ali, vezes mordendo sua pele, provocando um gemido novo a cada vez que eu o tocava.

– N-não me morde idiota. – E mordeu o próprio lábio. – Ou vou ficar cheio de marcas. – Pensei que essa era a intenção.

Sorri provocando-o, mordendo mais uma vez como se ao invés de pedir que eu parasse, pedisse que eu o mordesse ainda mais.

– P-para Matt... – Ele apenas fechava seus olhos e gemia conforme falava e apertava mais os próprios lábios contra os dentes enquanto continuava com seus movimentos no meu colo...

– Você pede pra parar, mas não me impede... – lambi sua bochecha, deixando ali um rastro de saliva. – Pra você ver que não tem o mínimo controle do próprio corpo, é realmente um uke. – Bufou e grunhiu manhoso...

– Aaaw... – E continuou grunhindo assim que toquei seu membro, massageando, Mello começava a perder o controle de vez. – Então me morde com força, Matt. – E grunhia mais... – Se quiser, me marque todo... –

E com isso, até mesmo eu perdia de vez o controle.

Tirei-o de cima de mim e o deitei no chão. E no processo, mesmo sem que eu não o penetrasse, Mello continuava gemendo com os espasmos causados em seu corpo, acho que nunca tinha o visto tão excitado assim, ele estava tão vermelho e ereto que nada parecia poder apagar seu fogo...

– Mello... Nunca te vi tão sexy... – Sorri, vendo seu rosto de cima ao me posicionar entre suas pernas, segurando suas coxas e apertando-as. – Talvez se eu mordesse aqui... – Ergui um pouco mais sua perna esquerda, e dobrando um pouco mais minha coluna mordi levemente o interior de sua coxa recebendo um baixo gemido enquanto Mello apertava suas mãos contra o chão. – E aqui... – Me abaixando um pouco mais, mordi próximo a sua virilha e um gemido um pouco mais sagaz veio de sua boca.

– H-haamm... – E inconscientemente levou suas mãos até meus cabelos, aproximando meu rosto de seu membro, e eu que não sou tão imbecil sabia muito bem onde ele queria que eu o ‘mordesse’...

De leve passei a ponta da língua por toda a extensão de seu membro, abocanhando-o ao chegar à ponta, sugando aos poucos ao mesmo tempo em que com uma das mãos acariciava o local. E ele, somente continuava a grunhir e me estimular segurando em meus cabelos.

Passei a coloca-lo completamente em minha boca, esperando ouvir gemidos mais altos, afinal de contas eu o fazia somente para ouvir aquele garoto urrar cada vez mais, para ver seu rosto vermelho e suas mãos sem saber direito o que segurar.

– Matt... Por favor, aqui... – Fez menção a sua entrada, obvio que ele queria sentir o ruivo gostoso aqui mais uma vez, e o que posso fazer além de atender ao seu pedido?

Quem pode negar algo a um Mello desses?

Ergui-me de novo e segurando com força suas coxas penetrei-o mais uma vez, repetindo os movimentos rapidamente dessa vez, indo o mais fundo que eu podia ir, até o loiro não saber mais o que fazer além de somente arfar e gemer mais a cada estocada.

– A-AAH MATT! – Já não conseguia mais nem mesmo controlar o volume de sua voz, nem mesmo suas mãos que só conseguiam arranhar o chão do closet. – A-AAWNN... – E depois de até mesmo eu urrar e respirar descompassadamente, Mello se desmanchou, sujando suas pernas assim como também o fiz dentro dele.

Eu só consegui sair de cima dele e cair ao seu lado, cansado, esgotado, mesmo depois da ótima noite de sono que tive. Mas Mello é um garoto ‘bom’, e satisfazê-lo exige esforço.

– E-eu disse para não me morder. – Falou entre pausas, buscando oxigênio para os pulmões. – Imbecil. – Virou-se para o meu lado e se jogou encima do meu peito me fazendo de travesseiro, beijando meu tórax em seguida. E eu, sem muito o que dizer apenas acariciei seus cabelos levemente úmidos de suor.

– Não deu pra parar, você estava muito gostoso. – Suas bochechas avermelharam. – Você estava gostoso demais para eu poder me conter. Seu uke –

– Não precisa jogar na cara que sou o passivo Matt. –

– Não estou jogando na cara, eu gosto de você assim, gemendo inocentemente. Até parece um bom garoto. –

– Eu sou inocente... Você é que não me deixa ser, está sempre querendo me comer pelos cantos, não me da paz. Me faz ser um mau garoto. –

– Vou fingir que você tem razão. –

– Idiota, da próxima vez pelo menos me deixe ser o seme! – Será que só eu percebo que ele na verdade prefere ser uke?

– Eu não, você vai ser uke pra sempre. –

– Afe Matt! Retardado... – Me deu uma mordida no peito e se levantou, sumindo do quarto levando suas roupas. Deixando somente seu cheiro e a marca daqueles malditos dentes na minha pele.

Mello... Mello...

Notas finais
Olá novamente! O capítulo ficou enorme eu sei D: eu queria dividí-lo mas ai prolongaria demais -_- e acho que já chega de Eros/Anteros, já deu o que tinha que dar pra falar a verdade xD o problema é que me apeguei demais aos personagens e ao ambiente dessa fanfic, eu realmente gostaria de continuar escrevendo-a eternamente ;-;
Mas eu sei que se fizesse, perderia muitos leitores hahaha
Então esse foi o último capítulo. Eu espero mesmo que vocês tenham gostado de acompanhar toda a estória assim como eu amei ter escrito cada pedacinho y.y

E não me abandonem! Eu prometo logo postar uma nova fic, então esperem >:

Muito obrigada e até a próxima ^^ deixem seus comentários aqui *0*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!