Anteros
28 Bombas
Notas iniciais
Bom, este é o nosso último capítulo da estória, estou tão melancólica :)
Desde Eros se passaram mais de 1 ano, e aqui estamos, ainda a ler e escrever a fanfic, mas chegamos ao seu final, infelizmente para mim e para aqueles leitores que realmente gostaram de ler, e que se sentiram parte da estória.
Durante todo esse tempo muitos e muitas de vocês se tornaram pessoas queridas, queridas de verdade, pessoas que eu considero mesmo estando longe, pois foram vocês que sempre me incentivaram ao longo da fic, vocês são demais ♥ É isso por enquanto, aproveitem o capítulo e leiam as notas finais ^^
- Já pode sair daí. –
- Oras... Como soube que eu estava aqui Corujinha? –
- Porque é obvio, sua presença é certa enfiada no meio destas caixas. –
- Você sabe que caixas são essas? –
- Se sei? –
- Isso mesmo... –
- Como eu poderia confundi-las? Suas entregas que chegaram ontem, e que hoje já lhes foram entregues. –
- É exato. Sabe o porquê de eu tê-las trazido de volta? –
- Encontrou algum defeito de fabricação? – Um sorriso infeliz. – Me desculpe, mas não posso trocar o produto. –
- Você é ingênuo. –
- Se sou? –
- Sim, você é. –
- Talvez um pouco. –
- Sabe realmente o porquê de eu tê-las trazido. Posso dar minha justificativa? –
- Você tem todo o direito. – Se recostou na parede velha e rachada da estrutura, escorregando desanimadamente até estar sentado relaxadamente ao chão, entregue.
- Acabou com a minha vida. –
- Eu sei disso. Eu mereço. –
- Você merece. –
- Quando colocará um fim nisso? Seja breve. –
- Depois que me ouvir, não posso te matar antes de dizer como o seu maldito efeito surtiu devastadoramente na minha vida. –
- Foi tanto assim? Não está exagerando? –
- Não estou. Sua máquina sabotada matou o pai do meu filho. –
- Eu soube, foi atirado na máquina trituradora de embalagens não foi? –
- Embalagens de chocolate, não se esqueça. –
- Que diferença faz? –
- Tive que abandoná-lo ainda menino quando me dei conta de que a culpa fora sua. –
- Não devia ter abandonado a criança. Isso foi desumano. –
- Eu precisava de dinheiro, só assim conseguiria poder suficiente pra acabar com você. E como se não bastasse, você tomou meu rebento para você, e o usou, o trouxe para sua imundice. –
- Você conseguiu quilos de um brinquedo formidável para se vingar. Foi realmente uma boa rixa contigo. –
- Acha mesmo? –
- Claro, todo o tempo tentei de várias formas te destruir, era só mais um incomodo, você se defendeu muito bem, têm valor. –
- Entendo... Mas de que adiantou? Não estarei lá fora pra ver o show de longe. Eu preciso ficar aqui com você, não teria nada nem ninguém me esperando fora daqui. –
- Não é a única. Eu acho que não tenho também. –
- Tem algo que queira dizer Raito? –
- De forma nenhuma minha parceira. –
- Oh, por favor, não me deixe morrer sabendo que fui definida sua parceira. –
- Acho justo... Que tal então: ‘De forma nenhuma minha cara Olivia’? –
- Assim é melhor. – E houve apenas um clarão. Um clarão tão cegante que pôde ser visto da cidade... Podia ser visto do carro onde estavam Misa, Matt, Mello e Beyond.
Pov Matt
- OLHA MELLO!! – Apontei para trás, ajoelhando-me no banco do passageiro, virado para os que estavam atrás e que também olharam na mesma direção. – UMA EXPLOSÃO!!!! –
Mello parou o carro imediatamente, freando bruscamente, todos estávamos sem palavras, a explosão vinha exatamente do posto de gasolina abandonado.
- Meu Deus!! O Raito está lá!!! Ligue para buscar ajuda Mello! – Disse Misa horrorizada.
Beyond ficou quieto e não teve nenhuma reação relevante, assim como Mello, ou mesmo eu.
Apesar de estarmos olhando para o lugar cujo fogo queima todos os nossos problemas junto a Raito, não temos reação, não temos palavras muito menos ações a não ser observar a fumaça que sobe e os destroços que descem aos poucos para o chão.
Apenas isso. E ignoramos por completo a garota que ligava para os bombeiros e ambulâncias. Foi o fim.
Não há mais problemas com o Coruja, nem mais com Lawliet. Beyond poderá viver sua vida ‘tranqüila’ com Near. Mello e eu viveremos e continuaremos a estudar. Levaremos seu avô para viver conosco eu acho.
Lana ficará deprimida, afinal de contas, amava o Coruja não é?
Naomi acreditará que no fim, demos um jeito em Raito, quando na verdade foi uma fatalidade. Provavelmente alguma das bombas de gasolina explodiu com algum pouco que a enchia. Não sei como isso podia acontecer, mas aconteceu.
Isto me fez lembrar de Olivia, que queria levar um certo lugar para os ares. Bem, se ela estava falando do Coruja, acho que comprou explosivos à-toa, pois as circunstancias resolveram o problema dela.
Acho que qualquer hora dessas irei visitá-la no sobrado, mesmo pelo que tenha me feito, ainda é a minha sogra.
Bom, naquele dia cedo havíamos feito as entregas para Olivia, neste mesmo dia Mello e eu trepamos e fomos perseguidos pela policia, fomos ver Naomi e ainda voltamos para o posto do Coruja, foi realmente um dia cheio, e já agora, que se passou umas quatro horas desde o acidente da explosão, ainda estamos todos sem uma reação, tanto que mal comentamos sobre o que aconteceu.
Depois que Misa chamou o resgate e tudo que tinha direito, fomos para casa para não nos tornarmos envolvidos. Como foi uma GRANDE fatalidade, pode-se ver a noticia na televisão. E é justamente isso que fazemos agora.
A noticia confirma que houve duas vitimas, claro, o Coruja e... Realmente não tenho ideia de quem poderia ser a outra pessoa, talvez só um de seus empregados. Claro, por denuncias anônimas vão descobrir que um dos corpos é do maior contrabandista da região, disso não tenho dúvidas, mas e a outra pessoa?
Bem, seja quem for, se deu muito mal.
- Matt. – Lana me chamou baixo do outro sofá, fomos obrigados a contar a ela que se tratava de Raito, por isso está embriagada com uma das garrafas de vinho que tinha comprado aquela vez do Coruja. – Ele deve ter tido uma morte rápida né? – Sua voz estava embargada e magoada, típico de uma bêbada amargurada.
- Sim Lana, sim... – Eu vou lá saber se ele morreu rápido ou não? Oushi.
Eu nunca morri numa explosão pra saber...
E ali estávamos eu, Mello, Misa e Near, que tinha vindo pra casa da tia porque Beyond tinha chamado (mesmo que o moreno esteja agora tratando de assuntos pessoais que envolvem Raito).
Provavelmente ele está vasculhando algum lugar que espera ter sobrado produtos de valor.
- Será que Lawliet sabe Matt? – Perguntou Near baixinho, com respeito à Lana que acabara de vomitar no braço do sofá.
- Talvez sim, talvez não... Mas uma hora ou outra ele vai descobrir branquelo... Todo mundo vai descobrir. –
- E a outra pessoa que morreu? – Perguntou também.
- Eu não sei quem é. –
- Entendo. – E ali ficamos todos melancólicos, não sabia se a gente comemorava o fim do Coruja ou ficava de luto por ele e pela outra pessoa... Eu não sei, se alguém aqui nesta sala tomar uma iniciativa, eu apoio qualquer uma das opções.
- Matt... – Dessa vez me chamou Mello, com uma voz normal, sem tristeza ou nada do tipo. – Vem comigo. – Se levantou e fomos para fora. Bem, o que a paquita quer?
Ele se sentou ali ao lado do anão nu, no degrau da pequena escada de entrada. Me fazendo sinal pra sentar ali também, o que fiz.
- Você consegue acreditar? –
- No que? Que o Coruja está morto? –
- Não é bem isso... – Pareceu meio apreensivo. – É que depois de passar por tanta coisa nas mãos dele ,enfim estamos livres, eu e você. –
Ãn? Onde quer chegar?
- E o que é que tem? —
- Não terá mais riscos em fazer entregas ilegais e... Se foi mesmo Lawliet quem nos denunciou, agora provavelmente Naomi está o colocando na cadeia. –
- Disso eu sei Mello... Estou muito feliz por isso. – E estava mesmo, PUTA QUE PARIU QUE ALEGRIA DA PORRA!
- Não farão mais ameaças contra você, e posso te fazer virar gente de verdade, não vai precisar mais se adequar aos meus hábitos, acho que quem terá que fazer isso sou eu... –
— Tem razão... – Isso porque ontem mesmo ele falou um monte sobre eu me acostumar com a vida agitada dele. – Mas me diga onde quer chegar com isso? –
- Pra ser sincero agora, em lugar nenhum. Quero só ficar aqui com você. – Olhou em volta, encarando o seu carro por fim. – Me desculpe por te envolver nisso. – SIM, peça desculpas por me envolver nas suas fugas dentro desse carro véiu!
- Tudo bem Mello. – Troquei meu comentário por uma afirmação bem tranqüila, afinal, ele não está lá 100% bem.
- Matt eu te amo, e agora que não temos mais grandes problemas, resolvi que não quero e não posso mais ficar sem você. Trate de trazer suas coisas para cá, viveremos juntos independente do que seus pais decidirem pra você. –
- Tudo bem, eu acho justo. – Correspondi sua ‘declaração’ com um sorriso doce.
O chocólatra se reclinou para o meu lado e colou nossos lábios num beijo calmo e rápido, levantando-se e voltando pra dentro meio vermelho de vergonha pelas coisas que falou. Ah Mello...
Olhei para a direção em que no meu primeiro dia aqui, neste mesmo degrau, vi Mello passar com seu carro em alta velocidade. E me perguntei se realmente valeu à pena passar por tudo isso.
Valeu.
Me levantei e segui para dentro assim que ouvi a televisão dizer que um tal de Lawliet havia sido preso por ser cúmplice de Raito.
Ah... Foi um bom final.
Notas finais
então ainda não abandonem esta página, ainda terão lemonada xD
antes que eu comece a chorar, é isso, muito, mas muito obrigada mesmo a todos que leram, aos que comentaram e aos que leram no anonimato, muito obrigada.
Kizus, me aguardem numa próxima fanfic ^^
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