Anteros

15 Bolo de Morango


Notas iniciais
É y.y demorei de novo... Mas vou recompensar vocês!
Capítulo maior, e acredito que MUUUUITAS leitoras vão adorar... Pelo menos espero y.y huhuhuhuh
não, não tem lemon ainda, e essa é uma das boas noticias também. Provavelmente teremos limonada no próximo. WEEE
e ah, agora os capítulos virão com mais pontualidade, pois vou viajar (minha viagem de férias costumeira) e lá vou vagabundear, ou seja, terei tempo pra escrever ^^
É isso... Espero que gostem! Até embaixo!

Não, até agora ainda não tive uma reação, mas tudo bem... Hmm...

Near estava meio sentado meio deitado numa pequena poltrona que ficava no canto do seu quarto. Nessa poltrona que ele geralmente deixa seus brinquedos mais ‘preciosos’, e são esses brinquedos que estão agora no chão, sozinhos, com frio.

NEAR TIROU OS BRINQUEDOS DAQUELA POLTRONA? Obvio... Ele só faria isso por uma causa nobre, neste caso, pelo seu rabinho que pegava fogo.

Eu não queria ter que relatar como estão nesse momento, mas se eu não o fizer, não vão saber o quanto estou espantado... Near em sua posição de uke, recostado na poltrona, com as pernas completamente abertas, fazia uma cara extremamente manhosa pro Beyond, que segurava o pequeno quadril e o estocava com rapidez.

Rapidez essa que nem mesmo eu nunca usei em Mello! Tratarei de experimentar depois, claro...

MAS COMO?! Near é um super humano mesmo pra agüentar... Algo... Algo assim.

Senti minhas bochechas arderem instintivamente, afinal, era meu amigo dando dentro do quarto né!

Depois de algumas estocadas rápidas, o moreno diminuiu a velocidade, tentando ir cada vez mais fundo no corpo do pequeno, que gemia baixinho provavelmente devido a timidez.

Delicadamente Beyond girou o corpo do outro, deixando o peito sobre o encosto da poltrona e os finos joelhos sobre o assento... Realmente, para o moreno, a nova posição de Near não podia ser mais sugestiva.

E novamente introduziu o corpo magro, devagar, indo ainda mais fundo, recebendo dessa vez um gemido um pouco mais intenso.

Algo como um ‘own’... Não, era um ‘ain’... Ainda não, mas sim um ‘aaaaaawwwwwwwwwnnnnnn’...

Sim! Exatamente isso. E só esse grunhido do albino enlouqueceu Beyond, que aumentou novamente a velocidade, tendo que segurar o corpo do garoto para que não voasse por cima do móvel.

Foi só uma pequena descrição... O restante só poderia mesmo ser dito por eles mesmo. H-hmm...

E como se não bastasse a imagem me deixou excitado, era de se esperar, da outra vez com Lawliet e Raito não foi diferente, tanto que depois eu tive que me aliviar no banheiro de Near. Só que infelizmente dessa vez eu não posso ficar aqui esperando eles terminarem e quando terminarem, simplesmente entrar no quarto dizendo: ‘oh Near, vou aqui bater uma no seu banheiro, já volto’... Qual seria o nível de deselegância?

Ajeitei minha roupa pra tentar disfarçar minha empolgação e virei as costas, indo em direção a escada na ponta dos pés para não ter perigo de me ouvirem saindo. Antes de ir embora de vez, peguei um pedaço de bolo na geladeira com um guardanapo e segui feliz para casa...

Ta, não tão feliz por causa do acontecido, mas feliz suficiente pra dizer que estou feliz... Eu tenho um pedaço de bolo de morango em mãos! Isso é motivo de alegria!

No caminho de volta, enquanto eu passava ainda por debaixo das árvores, quase chegando à esquina pra então virar na rua da locadora que fica paralela ao açougue-e com meu bolo nas mãos- avistei um carro familiar correndo a toda velocidade. Era meu Mello!

Que nesse momento deve sentir uma vontade incontrolável de passar por cima de mim, tudo por causa da porcona da Misa.

Quando eu visei o carro, não pensei duas vezes, dei meia volta pra tentar não ter que topar com o olhar sanguinário dele, mas foi inevitável... Ele parou bem do meu lado (na contra-mão) e abaixou o vidro do motorista, me encarando meio indiferente.

- C-como conseguiu pegar o carro de volta? – Uma pergunta qualquer pra disfarçar né?

- O pátio daquela delegacia é mais aberta que estacionamento publico, até você conseguiria pegar de volta meu carro sem que ninguém desse falta. – Devo considerar como insulto?

- Er... Ok, vá para casa que daqui a pouco estou lá... – Me encarou agora arqueando as sobrancelhas, encarando o pedaço de bolo em seguida.

- Onde conseguiu? – Apontou o indicador para aquele pedaço do céu em minhas mãos.

- Na padaria. – Menti lindamente, afinal, não sei se ele ainda sente algum ciúme do branquelo. – Se quiser... – Ofereci. Sabe quando você se finge de bonzinho pra amenizar a pena de algo? Pois então, talvez assim ele não me soque tanto mais tarde.

- Quero que entre no carro. – Oh não, não funcionou! Ele vai me matar.

- Quero ir pra casa caminhando, preciso me exercitar. – E como última tentativa de salvação, o ignorei e continuei caminhando pela calçada, sem nenhuma intenção de voltar pra casa tão cedo.

- Matt! – Me chamou, parei no mesmo instante, engolindo seco. – Entra no carro. –

- Estou gordinho Mell... – Levantei a camisa e inchei a barriga.

Foi uma atitude escrota.

Realmente muito escrota.

Muito escrota.

Nossa...

- Muleque... – Mello revirou os olhos e desceu do carro, vindo até mim, me jogando nos seus ombros e me seqüestrando!

E me jogou no banco do passageiro.

E entrou no carro.

E acelerou na contra mão.

Ele quase bateu num coletivo que vinha, mas desviou e seguiu pelas avenidas. Ah... Esse definitivamente não é o caminho de casa. Não é.

- Pra onde está me levando? – Perguntei choroso.

Silencio. O chocólatra não me respondia. Era como se tivesse um cachorro latindo do seu lado.

- M-Mellooooow... – Pedi sua atenção mais uma vez. Ele só me olhou de canto, e novamente me ignorou, com a atenção na direção daquela bixera daquele carro velho. Arg.

Mas se bem que conheço esse caminho... E estou desconfiado de que sei onde Mello está me levando. Claro, não há erro... Está me levando ao morro/precipício/barranco onde nos ‘despedimos’ antes.

Parou o carro e desceu. Indo se sentar justamente onde havia se sentado na vez em que nos despedimos. Atitude suspeita...

Eu apenas continuei sentado no banco do passageiro, observando cada movimento seu. E percebendo que o lindo aqui não movera nenhum músculo, me encarou da beira do morro com aquele olhar demoníaco dele, como uma intimação para o Matt ir também.

Eu fui.

E me sentei ao seu lado, exatamente como tínhamos ficado no outro dia.

Eu tinha saído para a casa do Near mais ou menos 12h, e depois de tuuuuudo que aconteceu, já estava na hora do sol sumir a nossa frente e ficar escuro. Será que Lana está preocupada?

Não.

- Matt... – O loiro quebrou o silencio. Me deixando um pouco receoso, afinal, não quero que tenha um surto e me jogue daqui de cima para aquelas pedras lá embaixo.

- O-o que...? –

- Misa veio mesmo sem você saber? – Seu tom de voz havia mudado de acordo com sua expressão pacifica que antes parecia assassina.

- Por que a pergunta? – Suspeito. Muuuuuito suspeito.

- Porque... Desde então vocês estão sempre perto um do outro, isso REALMENTE tem me incomodado. – Ele parecia estar tentando explicar como se sentia sem perder sua pose de machão. Portanto não dava indícios de estar meio abatido, apenas passava uma imagem indiferente. – As vezes eu penso que você a trouxe porque quer estar perto dela. –

Estava TÃO, mas TÃO na cara, que eu não perdi a oportunidade de rir.

E fiz, rachei fervorosamente até chorar de tanto gargalhar. Mello... O Mello machão, sentindo ciúmes de uma mulher... De uma mulher como a Misa! É engraçado!

Mas ai percebi que ele não havia ficado bravo, mas sim num misturar de vergonha e frustração. Ele estava ainda mais visivelmente abatido. Acho que foi uma péssima ideia dar risada dele assim.

Matt... Seu retardado insensível! Deve ser vergonhoso pra ele admitir algo assim... Não aja como um débil mental.

- Ta, ta... Desculpe... Não agüentei, é muito inesperado ouvir isso de você. – E não respondeu, continuou sentado naquela posição com os braços apoiando o tronco e as pernas penduradas no limite do plano. Encarando algo longe. – Err... Mello? – Tentei tirá-lo daquele transe de melancolia.

- Matt... – Começou, ainda olhando para o horizonte... Está realmente muito gay essa cena – Me diga que ela não é sua amiga de infância... E que mesmo assim você não tem interesse nenhum nela. – Abaixou levemente a cabeça, escondendo um pouco o rosto.

Não pude ver, mas tenho um certo palpite de que está vermelho até os dentes.

- Ela não é minha amiga de infância. Nos conhecemos ontem a noite... E não tenho interesse por ela. – Tentei ser breve e o mais sincero possível, para sentir confiança na minha voz. – Me desculpe por mentir dizendo quem ela era. – Novamente não me respondeu. – Mello... –

Eu estava meio que... Sem reação. Era nesses momentos que eu via o loiro ainda mais como uma mulher, pois eu NÃO o entendia e não fazia à mínima ideia do que esperava que eu dissesse ou fizesse.

Plano B.

Com a ajuda das mãos, fui me aproximado dele, até estar a milímetros do seu corpo.

- Mello... – Sussurrei doce, abraçando-o a seguir. Um abraço simples, até demais, mas que colocava todo meu orgulho como ‘homem’ de lado. O garoto estava realmente deprimido e chateado comigo, eu só podia me redimir com um abraço. Só isso.

- Hey Matt. Me faça um favor? – Perguntou baixo, aceitando meu abraço e minimamente retribuindo recostando sua cabeça na minha. – Diga pra mim... Aquilo que você falou no banheiro. – O que exatamente?

‘’Mell... Por favor... Faça direito...’’ seria isso? Awn Mell... Esse tipo de coisa somente em ‘certos momentos’ por favor...

Mas espere, tinha outra coisa.

- Eu te amo. – Coloquei um pouco mais de força no abraço. Naquele instante percebi que brotou de seu rosto um leve sorriso, como aquele mesmo sorriso infantil que me mostrou no banheiro.

- Eu também... – Recostou agora todo o seu corpo em mim. – Eu estava devendo a resposta. – Loiro idiota. Daqui a pouco eu choro como uma garotinha.

Então pra sair daquele breve-e bom-momento constrangedor, mordi sensualmente sua orelha.

- Agora é minha vez. – Levantou o rosto e me encarou curioso. – Mello... Vamos para o carro? – Sorriu, não mais o mesmo sorriso infantil de antes, mas aquele depravado que só ele sabia fazer.

Meu Mello...

Notas finais
QUETAAAAL?!!!
Luana-chan, gomen, ainda não respondi sua review y.y me perdoe... Mas responderei! Hoje! ò_ó
huhuhuhu
E ai? gostaram do momento moe? Nako-chi gostiu *~* awnt
eu adoro!
Espero que tenham gostado também xD haha
Um forte abraço e até o próximo capítulo ♥