Anteros
26 Acerto de Contas
Notas iniciais
sim, dia, acabei de acordar... estou revoltada, pois fui colocar créditos no celular da minha mãe e faltou 25c, e eu, como uma boa cidadã, tive que voltar em casa e buscar as moedas... COM SONO, eu acabei de acordar!
Mãe, faça as contas para não me fazer de trouxa... Por favor.
BEM, eu não revisei esse capítulo, não me lembro como ele está, e é velho... Mas ah, tenho uma boa noticia, eu ia fazer uma prova, que era a prova para ver se eu passava e fazia um curso técnico, eu passei! Me deem os parabéns y.y
Sim, fodeu, fodeu, fodeu, fodeu com força e muita vontade de foder... Agora está tudo fodido, fodido com uma força tremendamente grande. Estou fodido, estamos fodidos, nós ficaremos fodidos na cadeia! PORQUE NOS PEGARAM.
Isso mesmo, nos pegaram. Como, eu realmente não sei, nem mesmo sei o que está acontecendo, só sei que pegaram a gente e... Eu não sei mesmo. Estou confuso. É tudo rápido demais pra ter como compreender.
O fato de terem pego Mello e eu em um péssimo momento de longe pode ser o pior, afinal de contas, de alguma forma descobriram sobre nosso ‘emprego’, e se eu ainda tenho pouca inteligência em mim, posso apostar que Raito nos denunciou.
Por que? Obvio, ele tem o que quer, tem Beyond trabalhando para ele. Então para que teria dois traidores a mais? Mello e eu nos tornamos inúteis para ele, e decidiu nos denunciar para se livrar de vez da gente. Grande característica de trambiqueiro chefe não é Coruja?
Nós nos vestimos numa rapidez imensa. Pensei seriamente em saltar pela janela, mas ai me toquei de que seria algo muito estúpido a se fazer, então apenas esperei uma próxima ação de Mello, e esta não me alegrou muito, pois como eu, ele também parecia estar esperando uma reação minha.
Isso não é legal.
Parece que seremos mesmo presos...
E isso definitivamente não é legal.
Era tudo como nos filmes, estávamos desgrenhados com as roupas mal vestidas, algemados, com policiais nos empurrando para fora até a viatura que piscava a nossa espera. Era terrível, terrível, sinceramente, nunca senti agonia tão grande em saber que estava sendo levado para a prisão.
Na verdade ser preso é mesmo uma agonia e não um prazer não é Matt, seu retardado.
- Mello... – Chamei-o com a voz baixa. Eu precisava ouvir palavras que me animassem, e sabia que ele poderia dizê-las.
- Ah Matt, fodeu e pronto, acabou. – PORRA QUE ESPERANÇA EIN?
Engoli seco. Já estávamos saindo pela porta da frente quando Mello criou coragem e agiu. E COMO AGIU. Rápido e ágil o loiro se virou para trás e deu um chute no meio das pernas do policial que o guiava. E vendo a situação o policial que me empurrava tentou deter Mello, que arriscou agir, mas sozinho não conseguiria pelo outro tira ser mais rápido.
- MATT! – Mas fazendo um breve calculo sabia-se que se eu atuasse conseguiríamos fugir. E foi o que fiz por puro impulso. Chutei as costas do policial que com o embalo caiu sobre os pés do loiro, e com isso levou um chute forte na cabeça, desmaiando.
Não preciso dizer que o outro ainda estava encolhido de dor no chão não é? Quase inconsciente eu diria, o chute que Mello o deu não foi nada impotente.
- AS CHAVES AS CHAVES!! – Gritou para mim, as tais chaves que abririam nossas algemas estavam presas na calça do que estava desmaiado, e como eu estava mais perto, puxei-as com força e MUITA dificuldade, correndo para fora tentando destrancar aquilo desengonçadamente, ouvindo o outro lá dentro gritando: ‘’PARE!’’ enquanto eu e Mello fugíamos.
E fugimos. Eu quase me caguei mas fugimos.
Consegui destrancar nossas algemas e por muita sorte as chaves do carro de Mello estavam em seu bolso. Entramos no neguinho e disparamos. Para aonde? Eu não sei.
- Mello!! Nós somos fugitivos!! Não podemos fugir, vamos nos entregar antes que nos peguem! – Afinal de contas, é o que se deve fazer não é?
- De jeito nenhum... Eu já fugi da cadeia uma vez, já fugi de viaturas outras vezes, não é agora que vão me pegar, e nem a você. – MAS EU QUERO SER PRESO.
Bem, querer não quero, mas também não quero ser um fugitivo. Mãe, sei que você nem meu pai foram bons ou responsáveis por mim, mas eu não os culpo pelo que me tornei.
- Para onde está nos levando? –
- Acertar as contas... –
- Acertar as contas com Raito? Foi ele quem nos denunciou não é mesmo? Eu sabia... Ele só queria nos usar para conseguir Beyond, depois que o tivesse iria nos descartar e jogar você e eu na sarjeta fria e úmida!! –
- O QUE?! Quem foi que disse que foi Raito quem nos denunciou? –
- Oras Mello... Não é óbvio?! –
- Claro que não! O que ele ganharia com isso? Acha que ele é tão idiota assim? O Coruja sabe que prisão não me segura, e que quando eu saísse eu o matava. – Fiquei surpreso. Eu não tinha dúvidas de que tinha sido o japonês quem havia nos entregado, mas agora, já não sei nem darei palpites sobre o que está realmente acontecendo.
Estou confusa!! Ai!
- E-então? – Perguntei com medo de receber a resposta. – Com quem você acertará as contas? –
- Não eu, mas sim Raye... –
- Raye? O que ele tem haver com isso? Ele é um policial, a gente não devia estar indo justamente atrás dele! –
- Nossa... Você não é loiro mas é bem burro ein Matt? – Parou por um instante, pensando se não havia insultado a si mesmo. – Ele é policial mas não é tão ‘justo’ assim. Sabe tudo sobre o Coruja e seu comércio ilegal. – Nossa...
Apesar de ter me surpreendido, também me entristece um pouco, afinal de contas Raye é casado com Naomi, e foi justamente ela quem investigou e colocou Raito na cadeia.
- Pobre Naomi... – Sussurrei para mim mesmo. Ah, o cara não é lá tão bom quanto eu pensava.
- E por isso vamos pedir um ‘auxílio’ a ele. – Disse.
- Que tipo de auxilio? No que ele pode ajudar? –
- Com a autoridade que tem, pode deter e calar a boca de quem nos denunciou. E pode fazer isso fácil. – Deu uma pausa. – Até porque ele é um dos muitos corruptos que recebe propina de malandros de alta escala como o Coruja. –
- Eu já entendi essa parte... – Reafirmei, também porque já estava me sentindo incomodado com essa coisa do Raye... Naomi não é o tipo de mulher que ele tenha a honra de ter como esposa. – Mas me diga como ele vai descobrir quem nos denunciou? –
- Ele não precisa descobrir, eu já sei quem foi. –
- E então? –
- Foi Lawliet. –
- TA BRINCANDO?! POR QUÊ? – Sinceramente... Eu desconfiava mais da Misa do que do Lawliet, eu poderia afirmar que quem nos denunciou era meu professor careca de geografia mas não o diabético!
- Quem prendeu o namoradinho dele? – Nós. – Quem acabou com o relacionamento dele? – Nós. – Quem é o loiro gostoso que está sempre ao lado do macho dele? – Nó... Não, pera.
- Você acha mesmo que Lawliet tem ciúmes de você, de VOCÊ? –
- Não... Foi só ênfase pra fazer você lembrar que eu sou gostoso. – Prefiro prosseguir com a conversa a ter que responder isso.
- Ok... Como dirá para Raye toda a situação? –
- Fácil. Por ele ser policial consegue identificar com mais facilidade uma pessoa que nós já não sabemos onde está, assim, direi a Raye: Ele está nos atrapalhando. -
- Acha que isso funcionaria? Parece simples demais. –
- Matt... Lembre-se de que a vida de contrabandistas como EU não é complicada. É simples. – Ui bixa contrabandista de luxo.
- Ok... – Respondi com desdém, e continuamos calados até chegarmos onde queríamos. A delegacia da cidade onde eu morava com os meus pais.
Descemos do carro e Mello parecia bem tranqüilo, TRANQUILO DEMAIS PARA QUEM ESTÁ SENDO PROCURADO PELA POLICIA!
E TRANQUILO DEMAIS PARA UM FUGITIVO QUE ESTÁ ENTRANDO EM UMA DELEGACIA.
É como o CJ que entra de boa nas delegacias portando armas.
- Mello... Me diga uma coisa. – Perguntei baixo quando já andávamos pelos corredores cheios de homens fardados e armados. – Não é burrice vir parar num lugar desses? –
- Se tiver dois ou três policiais que realmente cumprem seu dever aqui dentro será muito. Ninguém vai nos pegar se souberem que trabalho para o Coruja. –
Apesar dele passar tanta calma, ainda continuo com um péssimo pressentimento.
Um péssimo pressentimento.
Entramos na porta em que havia o sobrenome de Raye em letras grandes. E ao entrarmos tivemos uma enorme decepção.
Se Naomi não fosse casada com ele, teria outro sobrenome e portanto descobriríamos que o escrito na porta não é do corrupto que procuramos mas sim de umas das autoridades que cumpre com o seu dever.
Estamos belamente fodidos.
- Fico feliz que tenham vindo se entregar. – Disse calma a japonesa, com um olhar pouco triste por um de seus procurados ser um antigo vizinho.
Na mesma hora Mello tendeu a correr, mas quando preparou-se para isso a mulher interviu.
- Não adianta, sou eu quem estou no comando agora, aquelas escórias que antes vagavam por aqui já foram todos embora, se correr, centenas de policiais estarão lá fora para te pegar. – Own.
Ela fica linda dizendo isso.
- Naomi... Pensei que trabalhava na pericia. – Pois então, é ai que entra o ‘porquê’ dessa história.
- Pelo contrário Matt. – Deu ênfase em meu nome. – Tinha dois caminhos para mim, o primeiro era a pericia e a investigação, a qual eu realmente exerci e com ela coloquei mesmo que por pouco tempo Raito na prisão, e o outro era vir aqui e prender diretamente vagabundos como esse. – Entreolhou Mello. – É mesmo uma pena que você esteja envolvido. Se eu não tivesse um juramento, certamente deixava você sair ileso dessa.
- N-não somos más pessoas. –
- Vocês contrabandeiam armas, produtos, contrabandearam explosivos!! E ainda quer me convencer de que não são más pessoas? –
- Sim... – Eu realmente pareço um coitado falando. – Entenda que não somos más pessoas, tanto que graças a nossa anônima ajuda você conseguiu prender Raito. – Pimba!
- Do que está falando? – Pareceu interessada.
- Foi isso mesmo. Nós ajudamos de certa forma, contribuímos anonimamente com as autoridades. Nós colocamos ele na cadeia também! E é justamente essa a nossa intenção agora!! Por isso que trabalhamos com ele! Estamos procurando seu ponto fraco para no fim levá-lo de vez para a cadeia!! – Eu parecia uma criatura fantástica dizendo aquilo tudo numa velocidade assustadora.
E Mello. Pasmo, concordou.
- Tem certeza do que está me dizendo Matt? – Na verdade sim. Nós ajudamos a levar ele pra cadeia, e no fundo sei que a vontade de Mello tanto quanto a minha é vê-lo de vez na prisão.
- Tenho certeza. –
- Bem. Eu sei que não é o certo, e sei que posso me arrepender muito mais tarde mas, retirarei todas as acusações sobre vocês dois. – EU TE AMO NAOMI. – Mas de agora em diante vão andar na minha linha. -
- Só para ter certeza, quem nos denunciou? – Perguntou Mello.
- Já isso eu não irei dizer. – Quem se importa? Não seremos presos!
Notas finais
eu nem sei, como citei anteriormente, não me lembro do que escrevi nesse capítulo y.y
me mandem uma review me contando que tal? ^^
Muito obrigada a todos por ler e comentar, ainda responderei as reviews do capítulo anterior!
Um abraço dos mais fortes!
E ah, amanhã o Genn-chan vai postar uma fanfic muuuito interessante! então a todas que sentirem vontade... cá está o perfil dele: http://fanfiction.com.br/u/218492/
leiam quando postar meus amores ♥
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