Notas iniciais
Esse capítulo é um complemento do primeiro, ainda não há novos personagens, pois as vagas ainda não foram preenchidas, ainda há 3 VAGAS...

Espero receber o restante das fichas, no próximo capítulo já serão apresentados os novos personagens...

̶ Por que você tá de terno cara? – Pergunta Dave a James enquanto os guia até o seu grupo.

̶ Eu não tive tempo pra nada... Tava no trabalho quando aquele apagão aconteceu, só tive tempo de correr para casa, pegar a Juliet e dar no pé... – Responde ele.

̶ Então vocês são casados? – Pergunta Dave novamente.

̶ Há dez anos... – Responde Juliet sorridente, Dave volta a falar:

̶ E vocês dois, também são casados? – Questiona ele se dirigindo a Emily e Rich.

̶ Não... – Responde Rich – Eu encontrei o James e a Juliet na rua, estava correndo feito um louco... A Emily nós encontramos em uma loja há três dias... Não nos conhecíamos até tudo isso acontecer...

̶ Tem família Emily? – Pergunta Dave.

̶ Não mais... – Responde brevemente a garota, visivelmente abatida.

Os cinco seguem caminhando pela mata, com Dave mais a frente, levando-os na direção de seu grupo. James pede a palavra e é ele quem pergunta agora:

̶ E você Dave Brown, o que fazia antes disso tudo?

̶ Eu já fui de tudo... Ultimamente dirigia um taxi em Atlanta, mal dava pra pagar a Hipoteca da casa... – Ele dá um breve sorriso – Eu tinha uma mulher e uma filha... Perdi as duas para essas coisas... Encontrei uma garota que me ajudou, e bom... Assim o nosso grupo foi se formando, há algumas semanas encontramos um galpão no meio desse matagal todo, provavelmente era o galpão de uma serraria... O lugar estava fechado, nós conseguimos abrir e BUM! Encontramos um lugar limpo e livre dessas coisas, por lá ficamos! – Conclui ele com um ar de esperança.

̶ Estávamos procurando algum pequeno vilarejo aqui por perto... – Diz James – Um local que pudéssemos nos manter por um ou dois meses... Talvez um lugar isolado estivesse livre dessas criaturas... Só que fomos ficando sem água e comida, talvez não coseguíssemos se não tivéssemos te encontrado! Fazer parte de um grupo organizado é o que mais precisamos agora! – Finaliza ele aliviado.

̶ Estamos bem... – Volta a falar Dave – Temos quatro armas de fogo, e cada um de nós tem alguma arma branca, não nos falta comida e nem remédios!

̶ Todos nós ficamos muito felizes em ouvir isso! – Exclama Juliet com um largo sorriso no rosto.

O grupo segue caminhando pela mata, o trajeto já dura cerca de vinte minutos e Dave avisa que ainda faltam aproximadamente mais vinte minutos. O matagal parece se ampliar a cada passo que eles dão, a tarde cai e com isso a iluminação torna-se mais baixa. James empunha sua faca a todo o momento, assim como Dave mostra-se atento com o seu rifle nas mãos.

̶ Vocês tem bebidas por lá? – Pergunta Rich de repente.

̶ Rich, por favor... – Recrimina Juliet.

̶ Temos sim garoto, de uísque paraguaio à cerveja europeia choca! – Exclama Dave rindo bastante.

̶ Espere! – Afirma James, todos param de andar imediatamente.

̶ O que foi? – Questiona Emily já um tanto assustada.

̶ Espere... Eu ouvi algo, acho que...

A frase de James é interrompida por um agudo grunhido seguido de passos firmes a cerca de dez metros de onde eles estavam. As folhas e os galhos no chão passaram a ser pisoteados de forma rija por mais uma criatura, dessa vez uma mulher com parte do rosto arrancado, usando um vestido sujo de sangue e caminhando com os braços esticados na direção do grupo.

Dave sacou seu rifle e sem pensar duas vezes, mirou e atirou na cabeça da morta viva, eliminando-a naquele mesmo instante. James esticou os braços tentando impedi-lo, mas sem sucesso apenas balançou a cabeça negativamente.

̶ Você acabou de cometer um erro, cara... – Exclamou Rich.

̶ O barulho atrai essas coisas! – Exclamou Juliet.

Mais passos começaram a ser ouvidos, e três pessoas se aproximaram deles, dois homens e uma criança, todos ensanguentados e cambaleantes, um deles não tinha um dos braços, todos famintos e sedentos por carne humana.

James empunhou sua faca e com rápidos movimentos, cravou-a na testa do primeiro homem que se aproximara. Dave tirou da cintura um facão que carregava consigo e em um só golpe arrancou a cabeça da criança morta viva. O terceiro monstro fora eliminado por James com um golpe no olho esquerdo.

̶ O que foi isso?! – Vocifera Dave ofegante.

̶ O barulho atrai essas coisas... Nunca mais faça isso! – Responde James.

̶ Eu nunca tinha visto tantos deles aqui... Eu...

Dave respira fundo e de forma ininterrupta, parece assustado, não sabe direito como se expressar, ele sentira que realmente poderia ter morrido por conta de uma atitude desmedida.

̶ E então, vamos ficar aqui olhando um para a cara do outro? – Questiona Emily segurando um pouco sua protuberante barriga.

̶ Você tá bem? – Pergunta Juliet a garota.

̶ Tô sim, só quero sair daqui, quero chegar nesse acampamento... – Responde ela.

̶ Você tá certa, é melhor irmos antes que mais deles apareçam! – James olha para Dave e finaliza – Só que dessa vez silenciosamente, por favor!

Todos se alinham novamente e seguem caminhando pela mata, em busca do grupo de Dave, em busca de um lugar seguro e principalmente, em busca de um pouco de esperança.

Notas finais
Eu pretendo fazer dessa história algo mais objetivo, portanto haverão bastante diálogos e relações interpessoais...

Qualquer crítica, escrevam nos comentários, é sempre bom ouvir vocês, pois assim eu sempre poderei melhorar... Até o próximo!