Notas iniciais
Demorou, porque eu queria arrastar este momento o mais que eu pudesse... desculpem os erros, vou revisar ela tantas vezes quantas forem necessárias em seguida... mas por hora aqui está, espero que gostem! BOA LEITURA!!

O calor era no mínimo irritante, Merlin secou o suor da testa com a manga da camisa em um gesto de raiva contida, mas sem pudor. A camisa era de Arthur e esse breve ato de rebeldia soaria como um bom castigo ao recente comportamento possessivo do namorado.

Há poucos dias eles comemoraram sete meses de namoro, e incapaz de recordar a data, Merlin combinara de ajudar Will com a mudança. Will morou no flat de Merlin por dois meses sob a implicância quase diária, de Arthur, o melhor amigo e o namorado de Merlin vinham se dando bem, mas o loiro sempre cometia algum deslize, e Will nunca deixava barato, porém ele também vivia emburrado quando Arthur e Elena interagiam. Logo em seguida para alívio de Arthur, o amigo de Merlin se mudou para uma pensão que ficava a uma quadra do seu trabalho, e viveu lá por quatro meses.

No dia da mudança de Will para seu apartamento definitivo, Arthur preparara um jantar só para ele e Merlin, com aquilo que o namorado mais gostava, mas sem saber de nada, Merlin ficou ajudando Will e chegou tarde demais, ele encontrou um Arthur furioso sentado com braços cruzados em frente a porta.

— Isso são horas, Merlin?! — A frieza nas palavras de Arthur era latente.

— Avisei que chegaria um pouco mais tarde... disse a você que ajudaria o Will... — Ele começou, mas Arthur o interrompeu.

— Sei disso! Mas são onze horas da noite! Isso é tarde demais! — O loiro deu as costas e caminhou em direção a cozinha, Merlin o seguiu.

— Me desculpe... eu estou aqui agora, okay?!

Chegando na cozinha, Merlin notou a mesa posta de uma forma muito doméstica, mas totalmente diferente do comum. Havia flores em um vaso e velas altas no centro da mesa. Pratos totalmente diferentes daqueles usados no dia a dia estavam postos com displicência mas mantendo um ar requintado, algo que apenas Arthur em todo o universo era capaz de fazer.

O loiro parou em frente ao forno, colocou luvas e abriu, espiando algo lá dentro, ele voltou o rosto para Merlin e disparou:

— Hoje é nosso aniversário de sete meses de namoro! Como não comemoramos das outras vezes por causa do trabalho... achei que... enfim... eu preparei um jantar...

— Deus, Arthur... me perdoe... — Merlin olhou para Arthur e a expressão triste do loiro fez o estômago de Merlin se contorcer.

— Tudo bem... você é tão avoado às vezes. — Arthur disparou fazendo um beicinho.

Merlin correu para ele, toda a ira de dias esvaíra conforme a compreensão o tomou.

— Talvez eu tenha sido um pouco avoado mesmo... — Merlin falou envolvendo o loiro em um abraço, enquanto o empurrava rente à pia da cozinha.

— Você pode sempre se redimir, seu idiota... — Arthur teria dito mais alguma coisa, mas Merlin o calou em um beijo abrasador.

A mão do moreno escorregou lenta e despudoradamente pelo cós solto da calça de Arthur, o loiro abriu a boca convidando-o a aprofundar o beijo, o movimento era tão automático que nenhum dos dois pensou em mais nada, e quando Merlin esfregou as virilhas juntas fazendo Arthur gemer, o som do alarme do forno ecoou estridente na cozinha.

Merlin se afastou a contragosto, um pouco tonto pela emoção e o desejo que o tomou intensamente, ele olhou com um sorriso torto para Arthur, ainda o contendo entre ele e a pia.

— Vou deixa-lo ir por agora. — Os olhos azuis brilharam enquanto encaravam a boca carnuda do loiro.

— Fugindo, Mer–lin? — Arthur questionou arrogante.

Mas o loiro saiu do abraço do namorado e foi apanhar o assado no forno, Merlin gemeu quando o cheiro maravilhoso predominou na cozinha.

Eles jantaram, beberam e conversaram por horas, mas Arthur pareceu ansioso demais e arrastou Merlin até o quarto, quando entrou lá bateu forte a porta e jogou o namorado na cama.

— Sete meses... eu mereço uma noite especial, não acha? — O loiro falou, engatinhando para cima de Merlin que estava ainda um pouco atordoado jogado de costas contra os travesseiros da cama.

Arthur o beijou longamente, e sem descolar os lábios fez a calça de Merlin descer pelos quadris, expondo o pênis bonito do moreno, Merlin gemeu quando Arthur abocanhou-o e começou a mover os lábios e a língua ao longo do membro.

Merlin estava tão próximo do orgasmo que foi obrigado a parar o namorado, puxou-o para si e o beijou, as mãos do moreno subiram pela lateral do corpo de Arthur e uma camiseta foi jogada para o chão, aos poucos Merlin já tinha Arthur nu em seu colo. O loiro fez o mesmo com a camiseta de Merlin enquanto o beijava segurando seus cabelos negros, obrigando Merlin a expor o pescoço que ele tanto gostava, Arthur espalhou beijos ao longo da mandíbula e nas preciosas maçãs do rosto do moreno, ele parou por um instante, lançando mão de um tubo de lubrificante que estava preparado à espera logo abaixo do travesseiro embaixo de Merlin.

— Você está sempre preparado? — Merlin falou com a voz rouca pelo tesão.

— O que seria de nós sem minha mente disciplinada?

Mas Merlin o calou com um beijo, enquanto Arthur espalhava lubrificante no pênis do namorado.

Tão logo Arthur determinou que eles estavam prontos lançou um olhar impaciente para Merlin, o moreno sentou-se com as costas rente à guarda da cama e puxou Arthur para o seu colo, o loiro urrou assim que sentiu o pênis de Merlin deslizando dentro dele, a sensação não menos maravilhosa mesmo com o passar do tempo, na verdade cada dia ele sentia-se mais apaixonado e mais entregue.

— Está tudo bem? — A voz rouca de Merlin chegou aos ouvidos de Arthur.

— Sim... mas pode melhorar, não é? — Arthur respondeu já rebolando de leve no pênis de Merlin.

As estocadas começaram leves, Merlin segurou a cintura de Arthur e os levou lentamente, penetrando-o devagar, reconhecendo e amando cada instante, cada respiração que o namorado exalava, mas Arthur ansioso iniciou algo semelhante a uma cavalgada, e Merlin deixou-se envolver pelo momento selvagem, ele se controlou para não gozar tão rapidamente pois a cena de Arthur suado com olhos fechados mordendo o lábio, perdido em prazer e emoção era sempre demais para o seu coração.

Mas de repente, Arthur se aproximou e colou os lábios aos de Melrin, era a deixa para que o moreno retomasse o controle, ele segurou firme a cintura do loiro e arremeteu algumas vezes, Arthur gritou e estremeceu em seus braços, e Merlin deixou-se envolver no auge do gozo, beijando profundamente a boca de Arthur.

Os dois adormeceram tão logo seus corações se acalmaram, mas acordariam muitas e muitas vezes durante a noite, Arthur sabia que Merlin ia exigir receber a mesma atenção que dera ao loiro.

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Oitos meses depois...

Pela janela Merlin admirava as luzes espalhadas na Londres noturna, a visão era reconfortante, era bom estar de volta, mas era ainda melhor estar aqui.

Ele sentiu uma aproximação e o calor já conhecido o envolveu em um abraço aconchegante, Arthur o pressionava suavemente, cruzando os braços sobre os ombros de Merlin.

— Então, muito cansado?

— Sim, muito... mas foi uma linda festa... Gwen e Lance formam um par incrível, e estão sinceramente apaixonados.

— Eu sei, não é? Eles demoraram, no entanto... Mas ao menos Guinevere não se fez de difícil tanto quanto você.

— Não me fiz de difícil, seu cabeçudo! Você que era impossível de desvendar, okay?

— Tudo bem, certo... você está perdoado... seu idiota... – Arthur beijou calidamente o pescoço de Merlin. — ... meu idiota... o moreno estremeceu, mas nada tinha a ver com a brisa suave que entrava, fria e agradável, pela fresta da janela.

— E sobre Gwaine e Morgana?

— Deus... eu temo por Gwaine...

— Você fala sério? Eu não posso imaginar alguém fazendo algo que possa prejudicar ele...

— Merlin, você conhece Gwaine há pouco tempo, certo? Eu conheço Morgana por toda minha vida. Gwaine vai pagar por todos os anos de badalação... Morgana vai fazer picadinho dele!

— Mas o que mais me surpreendeu foi Leon namorando a irmã de Morgana... — Merlin disse franzindo as sobrancelhas e encarando Arthur por cima do ombro.

— Ah, sim, não posso negar. Pensei muitas vezes que Leon tinha algum interesse por Morgana, mas pelo visto a coisa foi para um lado que eu não esperava. Mas eu também não esperava encontrar um moreno misterioso na porta da minha empresa, esperando por mim... — Ele falou muito perto do ouvido de Merlin, deixando uma trilha de pelos arrepiados, da nuca até o pulso direito.

— Cabeçudo arrogante... — Merlin começou a reprimenda, mas Arthur já calava sua reclamação com um beijo carinhoso.

“Não esperava”

Estas duas simples palavras ecoaram dentro da cabeça de Merlin, ele de fato não esperava tudo o que acontecera com ele um ano atrás. Tantas coisas mudaram, um flat em Londres, o trabalho em uma grande corporação, os colegas, os amigos, o namorado...

Merlin separou os lábios e encarou o céu noturno a sua frente, e em seguida Arthur através do vidro da janela, o loiro o observava tão intensamente quanto era possível, a obviedade da situação em que se encontravam pairando sobre eles. Era insuportável estar tão entregue a alguém, alguns meses atrás Merlin teria dado boas gargalhadas se alguém sugerisse coisa semelhante ao que ele estava vivendo hoje, um cara como ele, envolvido tão profundamente com um cara como Arthur, e o que soava mais insano: Arthur o quis desde o princípio, desde antes de Merlin conhecê-lo... Sim, hoje ele acreditava... as guerras no universo podem ter fim, e ele pesquisaria no Google se já chovera elefantes em algum lugar do planeta.

— Eu tenho algo para você. – Arthur interrompeu seus pensamentos, o reflexo do loiro sorria timidamente na janela, os cabelos brilhantes em ouro pálido. Merlin girou nos braços dele, se virando para enfrentá-lo, o mirando intensamente, avaliando o perfil do namorado, Arthur se encolheu suavemente frente ao olhar.

— Arthur, se for algo caro, eu juro que faço você engolir...

— Não – Arthur o interrompeu —, sério, na verdade isto foi de graça... espero que se sinta bem, seu orgulhoso idiota! – Ele disse, erguendo a mandíbula, falsamente ofendido, Merlin o observou, com olhos semicerrados, a procura de alguma armadilha.

Arthur puxou um pequeno saquinho de veludo do bolso, e entregou nas mãos de Merlin, eles não despregaram os olhos um do outro, avaliando-se.

O moreno quebrou o contato e abriu o laço, ele tirou de dentro do saquinho um medalhão, com um pássaro desenhado em relevo, ele arrastou os dedos no metal e sentiu-se repleto de felicidade, um calor impressionante e confortável encheu seu coração. Seus olhos encontraram os de Arthur.

— Era da minha mãe. Foi a única coisa que ela me deixou. — Arthur disse sorrindo, seus olhos brilhavam intensamente.

— Eu... meu deus, Arhur... não posso aceitar... — Merlin começou, mas Arthur o calou com um dedo pressionado entre seus lábios.

— Apenas pegue.

Merlin ficou sem fala, ele alisou o relevo com carinho pensando em algo para responder, mas nada vinha na sua mente, então Arthur o interrompeu.

— Eu amo você, Merlin. Esta é a coisa mais preciosa que eu tenho e estou lhe dando como prova de que o amo como nunca imaginei amar alguém...

— Arthur...

— Shhh, me deixe terminar! — Arthur sorriu presunçoso, feliz por fazer Merlin calar-se por alguns instantes. — Eu quero que se case comigo. O mais rápido possível.

— O quê?

Merlin tinha os olhos arregalados e Arthur gargalhou.

— Ora, seu idiota! É claro que quero casar! E você não pode dizer não! Eu sei muito bem que me quer tanto quanto eu! — Sentindo-se totalmente completo e aliviado depois de dizer o que vinha ensaiando há meses, Arthur beijou Merlin.

O moreno o abraçou tão forte que Arthur achou que ia sufocar, às vezes esquecia da força que Merlin tinha, eles se perderam no beijo por alguns momentos e em seguida, Merlin o afastou.

— Você não está me dando opção! Só me resta aceitar! — Mas ele sorria com olhos plissados e Arthur voltou a beijá-lo.

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No outro dia pela manhã, Merlin acordou cedo, caminhou até a sala e pegou o telefone.

“Alô?!”

A voz de Hunith tocou seus ouvidos fazendo com que sorrisse.

— Mamãe... sou eu...

“Ah Merlin, querido... pensei que nunca mais ia ouvir a sua voz!”

Ela ralhou, Merlin automaticamente se defendeu.

— Mas eu ligo toda a semana! — Ele riu.

“Eu sei, mas ainda assim... como está Arthur?”

— Está ótimo... mamãe... estou ligando porque tenho novidades... acho que teremos um casamento...

“Demoraram! Eu já comprei o vestido!”

— Mamãe!!

Arthur surgiu da cozinha na porta da sala, e observou Merlin relaxado conversando com Hunith ao telefone, a cena era perfeita, Merlin combinava com sua casa e com tudo ali, seu jeito espontâneo e suas bagunças, Arthur gostava de tudo nele e não havia porque esperar mais tempo.

Merlin e ele estariam juntos, para sempre agora.

Notas finais
~ FANFIC FINALIZADA!! ~ Esta foi minha primeira fic postada no site, e hoje, dia dois de maio ela completou 2 anos... eu ainda tenho muitas ideias para Arthur e Melrin e gostaria de postar muito em breve algo novo, só não pretendo escrever outra log pois ainda tenho "O Destino é Inexorável" e "Prioridade de Conquista" para terminar, mas quem sabe algumas one shots? :3 Todos vocês que me acompanharam e deixaram seus comentários, eu os agradeço imensamente, toda a atenção foi determinante e decisiva para que eu continuasse além do quarto capítulo, pois originalmente a fic teria apenas quatro ou cinco caps... rs... Espero que eu tenha dado a todos um final que esperavam, Arthur e Merlin juntos, casados, e se amando, pois eles são um casal desse tipo... do tipo que se ama e se protege, do tipo que abre mão de si mesmo pelo outro... eles são o tipo de casal perfeito e eu os amo! ♥ Obrigada a todos vocês pela oportunidade de dividir minhas ideias! :3 Até a próxima! Mil Bjs, Vivi
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!